Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» “Não esqueçam Julian Assange”

» Índia ocupa a Caxemira muçulmana

» Portugal, o novo alvo da extrema-direita

» Portugal, o novo alvo da extrema-direita

» E quando nos levantaremos contra os rentistas?

» “Quem tá na rua nunca tá perdido”

» Eles querem organizar a população de rua

» Municipalismo, alternativa à crise da representação?

» A China tem uma alternativa ao neoliberalismo

» Marielle, Moa, Marley, Mineirinho

Rede Social


Edição francesa


» Population, subsistance et révolution

» Une nouvelle classe de petits potentats domine les villages

» Vers une « révolution agricole »

» En dehors de la « Petite Europe » d'autres débouchés s'offriront aux produits tropicaux

» Dans le domaine agraire il serait dangereux de vouloir brûler toutes les étapes

» L'expérience de M. Fidel Castro pourrait être mise en péril par une socialisation trop rapide de l'industrie cubaine

» Au Japon, le ministre de la défense s'inquiète

» Les soucoupes volantes sont-elles un sous-produit de la guerre froide ?

» Ovnis et théorie du complot

» Boulevard de la xénophobie


Edição em inglês


» Manufacturing public debate

» August: the longer view

» Trump returns to the old isolationism

» Yellow vests don't do politics

» Kurdish territories in northern Syria

» The changing shape of the Balkans: 1991 / 2019

» Minorities in Kosovo

» Borders 1500-2008

» Man with a mission or deranged drifter

» The Louise revolution


Edição portuguesa


» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto


LITERATURA

Palavra 33

Imprimir
Enviar
Compartilhe

Um presidente negro que a história esqueceu
Se tivesse nascido uns trinta ou quarenta anos antes, Lobato provavelmente teria sido convidado para fazer parte da Fabian Society, que tinha entre seus membros H. G. Wells e Bernard Shaw, pregava o socialismo científico ou utópico e previa o progresso da humanidade por meio da ciência
Aqui

A lira múltipla de Lope de Vega
Lope Félix de Vega Carpio, chamado por Miguel de Cervantes de “monstro da natureza”, é um caso singular de fertilidade criativa
Aqui

A morte contemporânea
Em “Ruído branco”, tecnologia e consumo são citados em profusão, e não apenas como parte do modo de vida prático, mas como elementos com que os personagens também criam ligações íntimas de pavor ou fascínio
Aqui

A pequena e valiosa glória dos prêmios literários
No caso de Joanna Kavenna, apesar de ter 34 anos, foi preciso um amadurecimento de sete romances terminados e rejeitados pelas editoras para que finalmente tivesse um reconhecimento
Aqui

Rodrigo Gurgel - (13/06/2008)

Abrimos esta edição com um dos mais imprescindíveis nomes não apenas da nossa literatura, mas do pensamento brasileiro: Monteiro Lobato. Em fase de releitura, graças à reedição de sua obra completa pela Editora Globo, Lobato, mais que imprescindível, é vital. Fábio Fernandes analisa O presidente negro, estranha obra de futurologia, e nos oferece um pouco da inteligência, do estilo e da ironia de Lobato, esse gênio inquieto, insatisfeito com seu próprio tempo, com seu país, mas sempre pronto a dar o máximo de si mesmo.

E já que estamos falando dos clássicos, Marco Catalão, em sua coluna Vozes hispânicas,escreve sobre Lope de Vega e traduz alguns de seus poemas. O espanhol que enfrentou todos os gêneros – a épica, o drama, a narrativa, a lírica – e submeteu-os a uma fecundidade literária impressionante sofre de um mal terrível em nosso país: escassez de traduções. Aliás, como sói acontecer na terra da Bruzundanga.

Marco Polli dedicou-se à leitura de Don DeLillo, especificamente de seu romance Ruído branco. Ao ler a resenha de Polli, lembrei-me imediatamente de American beauty, de Sam Mendes, e sua crítica implacável ao american way of life. Talvez os dois, livro e filme, respectivamente de 1985 e 1999, possam resumir o exagerado culto à superficialidade e ao consumismo – que, aliás, não é apanágio somente dos norte-americanos.

A escritora Joanna Kavenna – que ganhou o Orange Broadband Award for New Writers 2008 por seu romance Inglorious – é objeto da atenção de Renata Miloni. Quantos escritores têm o pulso, a força de vontade e o equilíbrio emocional para ver sete romances rejeitados pelas editoras e, mesmo assim, não desistir? Joanna Kavenna surge não somente como um exemplo de tenacidade e de amor à escrita, mas também de que a verdadeira arte pede muito mais que a vulgar inspiração ou ter os pistolões certos nas editoras certas.

Boa leitura – e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos