Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Como derrotar a “direita Trump-Bolsonaro”

» As pedras da contracultura (ainda) rolam

» Corporações: já vivemos uma distopia…

» Olhai a nova geração de ativistas

» Rússia e China: fim do mundo unipolar?

» Está aberta a nova temporada de privatizações

» Direito à privacidade e o cinismo de Moro

» Boaventura: o avanço da direita e a causa oculta

» Fiori: Danação da História e disputa pelo futuro

» O sinistro lobby sionista

Rede Social


Edição francesa


» Menace iranienne, menace sur l'Iran

» Comme si l'école était une entreprise…

» Voyage au bout de la peur avec les clandestins du Sahel

» Chanter le devenir du monde

» A qui profite Paris ?

» Quand la ville se perd dans une métamorphose planétaire

» M. Jesse Jackson et l'ouverture du Parti démocrate

» Les aspirations des citoyens dans une structure étatique taillée sur mesure

» Comment la finance a tué Moulinex

» Leçons d'histoire


Edição em inglês


» The Spaniards who liberated Paris

» Fighting for communication control

» June: the longer view

» Niger, a migration crossroads

» Niger, a migration crossroads

» Whatever happened to Bob Woodward?

» Europe in space

» The Corbyn controversy

» The invisible people

» Agadez, city of migrants


Edição portuguesa


» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto

» EUROPA: As CaUsas das Esquerdas

» Edição de Maio de 2019

» Os professores no muro europeu

» Chernobil mediático

» Edição de Abril de 2019

» A nossa informação, as vossas escolhas


CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS

Arigatô, monsieur

Imprimir
Enviar
Compartilhe

. No bairro chinês tem um McDonalds com cardápio em chinês. Ou em japonês, sei lá.
. Apesar de ter sido criado por um japonês, o Miojo e seus derivados são chamados aqui de "macarrão chinês".
. O bairro chinês, na verdade, fica na Praça da Itália.

Daniel Cariello - (16/06/2008)

Em Paris:

. No bairro chinês tem muito mais pessoas vindo do Camboja ou do Vietnã do que da China.

. Apesar disso, todos os letreiros de lojas estão em chinês. Ou talvez não estejam, já que não consigo ler mesmo.

. Lá existe um grande supermercado chamado Irmãos Tang, onde há picanha brasileira, mas não há um só saquinho do suco em pó Tang.

. Os chineses gostam tanto de Paris que construíram uma réplica da cidade no subúrbio de Xangai.

. Eu já comprei café cambojano.

. E feijão japonês.

. E sorvete vietnamita.

. E mala chinesa, que estragou com um mês de uso.

. Em restaurantes vietnamitas há a foto de Ho Chi Mihn. Mas em restaurantes chineses não há a de Mao Tsé-Tung.

. Dos restaurantes japoneses, 90% são comandados por chineses. São japoneses Made in China.

. Já vi pizza no menu de um restaurante tailandês.

. Aliás, há tantos motoboys entregadores de sushi quanto de pizza.

. No Palácio de Tóquio, raramente há um japonês.

. Talvez porque grande parte deles esteja diariamente em frente à Mona Lisa.

. Uma vez presenciei um casamento coletivo chinês embaixo da Torre Eiffel, reunindo 10 casais.

. No bairro chinês tem um McDonalds com cardápio em chinês. Ou em japonês, sei lá.

. Já vi cartaz de uma ópera coreana.

. No meu curso de francês tinha uma coreana que a professora chamava sempre de japonesa.

. Apesar de ter sido criado por um japonês, o Miojo e seus derivados são chamados aqui de "macarrão chinês".

. O bairro chinês, na verdade, fica na Praça da Itália.

Mais

Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog de mesmo nome e edita a revista bilíngüe Brazuca, publicada e distribuída na França e Bélgica. Edições anteriores:

Um quadro, três histórias
Verdadeiros samurais modernos, munidos de máquinas fotográficas ao invés de espadas, os japoneses não se importaram com as dimensões da obra e nem com o aviso, e saíram clicando em uma velocidade digna de Guiness. Do livro dos recordes, claro, não da cerveja

Salamaleque!
— Bra bra bra minha mulher bra bra bra bra. — Eu sei, eu sei. Também acharia estranho o fato de a moto sumir. — Bra bra bra bra bra loja... Gentil bra bra. — Que isso... Precisando é só chamar.

Roteiro de viagem — Essa, não.
— Não quer visitar a Torre Eiffel?
— Quero não.
— Mas todo mundo que vai a Paris visita.
— Pois eu vou ser o primeiro a não ir.

Calendário de inverno
— No fim das contas, o que importa é que o verão está chegando. Quais são seus planos?
— Eu vou pro Brasil.
— Pro Brasil, pro inverno de lá? E vai fazer o quê?
— Como assim? Usar todos esses casacos que comprei, claro.

Eu x Zidane
"Senti o peso e a responsabilidade. 160 milhões de brasileiros e 60 milhões de italianos esperavam ansiosos por alguma ação minha. Respirei fundo e, imitando o meio-campista francês, meti a testa no peito do cara, com mais força do que o previsto"

Paris para crianças
— Você sabe o que é escargot?
— Não.
— É um caramujo.
— Eca.
— Os franceses comem.
— É por isso que eles fazem aquele biquinho?

Protesto!
Todo dia tem uma manifestação em Paris, pelos motivos mais diversos. Ontem, esbarrei em uma passeata pelo direito dos cães. Quando cheguei em casa, encucado, comecei a fazer uma lista de possíveis novas campanhas, organizações e movimentos, caso a inspiração dos parisienses acabe um dia

Como falar francês sem falar francês
Quanto boiar completamente, marque um ponto no horizonte e fixe o olhar. Se te perguntarem alguma coisa, arregale os olhos e repita a seguinte frase: "pardon, j’ai été inattentif". Em bom português, "desculpa, estava desatento". Mas nunca peça pra repetir

Pinga ni mim
Eram eles de novo, acompanhados por três policiais. Entraram e pegaram nossos dados. Enquanto um escrevia, os oito restantes ollhavam pra parede. Tinha tanta gente admirando os pingos que tombavam, como se fosse uma instalação, que se eu abrisse umas cervejas pareceria um vernissage

Alô, Hugo
— É o Hugo, mexicano?
— Não. É o Daniel, brasileiro.
— Mas você fala espanhol? (...) Que estúpida eu sou. Você fala brasileiro, né?
— Também não.

A Terceira Guerra Mundial
O argelino suava. Sua hegemonia estava em jogo. Se tivesse razão, teria o ego tão inflado que voltaria voando pra casa. Se estivesse errado, perderia o posto de professor de Deus, que ele mesmo se concedera. A russa só ria, mostrando sua milionária arcada dentária para a turma

Procura-se pão francês
— É o pão do dia-a-dia no Brasil.
— E vocês o chamam de pão francês? Olha, acho que ele não existe na França.
— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?
— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Leia mais sobre

» Literatura
» Chéri à Paris


Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos