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LITERATURA / IDEOLOGIA

Profetisa conservadora

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A russa Ayn Rand conquistou, nos EUA, admiradores entusiastas, como Ronald Reagan e Angelina Jolie. Sua literatura, que exalta o indivíduo e o livre mercado, tornou-se uma arma de combate da cruzada da extrema direita contra o multiculturalismo, as políticas ambientais e o Estado

François Flahault - (15/08/2008)

Poucas pessoas já ouviram falar dela, mas Ayn Rand (1905-1982) é a autora de dois imensos best-sellers nos Estados Unidos, The Fountainhead (1943) e Atlas Shrugged (1957). Este último, uma saga em que se misturam grandes empresários, suspense e utopia. Indivíduos ilustres desaparecem misteriosamente, um depois do outro. Resultado: a civilização norte-americana entra em colapso. A investigação gira em torno de um engenheiro, John Galt, que também desapareceu. Galt, ficamos sabendo, retirou-se voluntariamente da sociedade. Ele considera, na verdade, que seus membros improdutivos sugam o sangue dos indivíduos que criam e produzem – poder abusivo assumido pelo Estado. Os outros desaparecimentos são explicados: Galt convenceu um determinado número de espíritos superiores a segui-lo para uma região isolada e montanhosa, onde podem expressar com toda liberdade a capacidade de criar. Um filme com o título de Atlas Shrugged está atualmente sendo produzido, com a participação, nos papéis principais, de Brad Pitt e Angelina Jolie, notória admiradora de Ayn Rand.

Nos Estados Unidos, a popularidade de Ayn Rand é comparável à de Ron Hubbard, o fundador da Igreja da Cientologia. Não é de espantar, portanto, que um grupo de discípulos tenha desejado realizar sua utopia. Em 1995, 13 anos após a morte da escritora, apareceu em The Economist e Time Magazine uma mensagem publicitária de página inteira, anunciando a criação de uma nova cidade: Laissez Faire City. Voluntários do mundo todo eram convidados a se juntar a ela. Em 1998, os membros da Laissez Faire City planejaram comprar terras na Costa Rica. Depois, diante das dificuldades, partiram para a idéia de um território virtual na internet. Finalmente, como no fundo se trata de não pagar impostos (prerrogativa imoral, segundo Ayn Rand, pela qual o Estado se apossa do dinheiro dos particulares), os promotores da utopia acabaram compreendendo que ela já fora concretizada, sob uma forma sem dúvida menos empolgante, mas cada vez mais próspera: os paraísos fiscais.

O itinerário de Ayn Rand explica provavelmente sua ideologia. Nascida na Rússia no início do século XX, sob o nome de Alice Rosenbaum, ela fugiu da União Soviética em 1926 para conquistar os Estados Unidos. Ora, cada uma a seu modo, a ideologia comunista e a doutrina que lhe faz oposição são tributárias do mito prometéico. Ao emigrar, ela passou de um país que pervertia a ambição prometéica e a utopia para outro que, segundo sua opinião, encarnava seu êxito. Ativa até o final dos anos 1970, a escritora exerceu influência considerável na vida intelectual e política norte-americana, notadamente nos altos escalões da administração republicana: Ronald Reagan se incluía entre seus discípulos mais fervorosos.

Um Ayn Rand Institute se dedica a difundir sua “filosofia objetivista”, com o intuito de promover o indivíduo, o livre mercado e o exercício da razão como antídotos ao multiculturalismo, às políticas ambientais, à valorização do Estado e a outras “manifestações de irracionalidade”. Oitocentos mil exemplares das obras de Ayn Rand são vendidos todo ano.

The Fountainhead é seu outro grande best-seller, que também se refere à força criadora que nasce no coração do indivíduo. É a história de um arquiteto genial e intransigente exposto à incompreensão e ao conformismo. No fim do romance, o arquiteto, Howard Roark, comparece perante um tribunal, acusado de ter dinamitado uma série de construções recém-terminadas. Por que destruiu sua obra? Porque ela foi pervertida, adulterada: a despeito da garantia formal de que seria realizada tal como fora concebida, o aspecto dos imóveis foi modificado a fim de adaptá-la ao gosto do público.

O leitor acompanha uma cena de tribunal tão comum nas ficções norte-americanas. Howard Roark cuida, ele mesmo, de sua defesa. E assim começa seu arrazoado: “Há milhares de anos, um homem fez fogo pela primeira vez. Provavelmente, foi queimado vivo na fogueira que acendeu. Foi considerado um criminoso que havia roubado de algum demônio um segredo temido pela humanidade. Mas, graças a ele, os homens puderam se aquecer, cozinhar os alimentos, iluminar as cavernas. […] Esse homem, o pioneiro, o precursor, é encontrado em todas as lendas que o ser humano imaginou para explicar o começo de todas as coisas. […] Os grandes criadores – pensadores, artistas, sábios, inventores – sempre se ergueram, solitários, contra os homens de seu tempo”.

A destruição das construções, alega Howard Roark, não é um delito: o artista, mestre de sua obra, tem o direito de derrubá- la quando não corresponde a seu ideal criativo. É precisamente sua recusa em se conformar às exigências da sociedade que acarreta para esta os maiores benefícios. Howard Roark, novo Prometeu, defende os valores do indivíduo; e os valores do indivíduo são os valores da América. O júri dá seu veredicto: inocente!

Em 1949, King Vidor levou às telas The Fountainhead, com Gary Cooper no papel do arquiteto [1]. A própria Ayn Rand escreveu o roteiro. Se alguém, zapeando a televisão, deparar com ele por acaso vai achar que não passa de mais um filme no velho estilo hollywoodiano. Está tudo ali: o herói solitário e indomável em meio ao conformismo geral ou diante de homens poderosos e cínicos; as viradas do destino, do êxito à derrocada e da derrocada ao êxito; a heroína, sedutora e independente, mas finalmente conquistada. Para o espectador desatento pode não saltar aos olhos a dimensão propagandística que permeia o filme. Foi desse modo que, nas telas, Ayn Rand inseriu dissimuladamente uma mensagem política que, em seu romance, é formulada às claras. Ela não procura passar adiante suas idéias, mas, habilidosamente, constrói a trama de tal maneira que o público as percebe como um desenvolvimento natural. O criador Roarksegue o próprio rumo. Só o que conta é seu trabalho: que ninguém se interponha em seu caminho, nem mestre, nem Deus!

Na Europa, o gênio romântico é ilustrado na figura frágil de poetas, escritores e músicos. Modernizado e americanizado, o gênio criador não procura mais fugir do mundo material, mas transformá-lo. O arquiteto é um artista, mas também um construtor, um realizador de obras, um Stakhanov americano. O homem se afirma diante do mundo material com maestria, força e virilidade. Desde a primeira página do romance, Ayn Rand mostra suas cartas: Howard Roark se dirige, nu, ao topo de um rochedo. A escritora acredita, como Nietzsche, que a humanidade é justificada por seus grandes homens. Ela compartilha sua crítica da filantropia, seu desdém pela multidão e, principalmente, sua fé no indivíduo que existe por si mesmo, que não tem necessidade dos outros e que extrai o que cria de seus próprios recursos.

A defesa de Roark é na realidade um longo elogio de si mesmo: “O criador não serve a ninguém. Vive apenas para si mesmo. E é apenas vivendo para si mesmo que o homem é capaz de realizar as obras que fazem o orgulho da humanidade. [...] O homem que se esforça por viver para os outros é um homem dependente. É um parasita e transforma os demais em parasitas. […] O objetivo do criador é a conquista dos elementos; o objetivo do parasita é a conquista dos outros homens”.

O padeiro, segundo Adam Smith, não fabrica seu pão por filantropia, mas por interesse. Ao viver exclusivamente para si mesmo, ao se realizar enquanto indivíduo, cada um contribui involuntariamente, de forma cumulativa, para o bem geral. Esse otimismo se baseia, por sua vez, na crença de que a interdependência não é de modo algum um traço constitutivo da condição humana, mas somente uma patologia, sem dúvida disseminada, mas que faz vir à tona, por contraste, a verdadeira natureza do homem são. Desse modo, a única forma de relação existente entre seres independentes é, segundo Ayn Rand, o livrecomércio [2].

Ayn Rand justifica assim uma ética notável por não implicar nenhum dever para com o outro, mas apenas com respeito a si mesmo. Desse modo desaparecem, como por magia, as múltiplas formas de interdependência, as relações de forças, os abusos de poder, as injustiças e as violências que envenenam a existência da humanidade e contra as quais, na vida real, o apelo à razão se revela desgraçadamente ineficaz.

A ideologia de Ayn Rand dirige-se em primeiro lugar aos “dominantes”. Ela os conforta na idéia vantajosa de que se fazem por si mesmos e lhes permite pôr em segundo plano o que são na realidade: pessoas para quem o principal é pertencer a redes de poder e que se esforçam para achar seu lugar nelas. Mas tal ideologia se dissemina igualmente bem – e eis sua grande força – entre os que ocupam posições mais modestas. Estes estão provavelmente mais isolados, o que constitui para eles causa de dificuldades, mas o modelo proposto por Howard Roark ou John Galt lhes propicia, na medida em que se identifiquem com ele, uma compensação imaginária. E lhes permite serem fiéis ao que, na realidade, constitui sua fraqueza. Pois, como a fé no indivíduo se baseia no exemplo dos que são bem-sucedidos, para aqueles que permanecem na base da pirâmide social, o fracasso é sempre atribuído a uma falta de qualidades pessoais.



[1] O filme foi distribuído no Brasil sob o título Vontade indômita.

[2] “A ética objetivista”, palestra ministrada na Universidade de Wisconsin em 1961 e reproduzida em La vertu d’égoïsme (Paris, Les Belles Lettres, 2008).


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