Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


Rede Social


Edição francesa


» Un Syrien sur cinq a quitté son pays

» Gramsci, un rayonnement planétaire

» L'ENA tentée par la philosophie des affaires

» Éloge du rire sardonique

» L'abstention gagne les classes moyennes

» Qui veut encore financer la presse ?

» L'unité de l'Algérie

» Créatrices et minotaures

» Absence d'enquêtes et bagarres de plateau, les recettes de l'information en continu

» Vive le « risque systémique » !


Edição em inglês


» April: the longer view

» Africa's oil-rich national parks

» Montenegro's path to independence

» Japan's bureaucrats feel the pain

» Who's who in North Africa

» Being Kabyle in France

» Who wins in Chile's new constitution?

» Senegal's five days of anger

» Threat to Africa's parks

» Montenegro's ragged coalition


Edição portuguesa


» Edição de Abril de 2021

» A liberdade a sério está para lá do liberalismo

» Viva o «risco sistémico!»

» Pandemia, sociedade e SNS: superar o pesadelo, preparar o amanhecer

» A maior mentira do fim do século XX

» Como combater a promoção da irracionalidade?

» A Comuna de Paris nas paredes

» Como Donald Trump e os "media" arruinaram a vida pública

» Edição de Março de 2021

» Acertar nas fracturas


ECONOMIA MUNDIAL / DO BOOM AO CRASH

Alan Greenspan e a instabilidade

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Gérard Duménil e Dominique Lévy - (15/08/2008)

Em julho de 2005, Alan Greenspan, então presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, exigiu que os riscos de inadimplência das famílias fossem bem avaliados. Recorreu às lições do passado: “A história ensina que os períodos de relativa estabilidade geralmente engendram expectativas irrealistas quanto à sua continuidade e podem levar a excessos financeiros e a tensões econômicas”. Tal declaração demonstra, retrospectivamente, que ele não ignorava a tempestade que se acumulava no horizonte. Greenspan teve de enfrentar a crise de 2001.

Mas dentro da bitola neoliberal. Isto é, sem regulamentar o setor financeiro (coisa, aliás, que teria emperrado as engrenagens do incentivo ao consumo mediante a facilidade do crédito); sem questionar o livre-comércio, e sem restringir a mobilidade internacional dos capitais.

Portanto, seu remédio consistia em crédito e somente crédito (inclusive por meio do endividamento público). Tratava-se de optar pelo pior para não tocar no “essencial”. Greenspan observou a tripla expansão do endividamento das famílias, do consumo e dos desequilíbrios externos que o tratamento da crise de 2001 acabou por intensificar. Ele precisava frear a máquina infernal. Também estava consciente da deterioração da situação do mercado imobiliário e dos correspondentes mecanismos de crédito. Vendo a saída da recessão de 2001 se confirmar, desencadeou um processo gradual de elevação das taxas de juros dos “fundos federais”: lentamente, o mais gradualmente possível, 17 pequenos passos de 0,25%, entre junho de 2004 e junho de 2006.

Esse procedimento que visava desacelerar o aumento do endividamento pela alta das taxas de juros finalmente deu certo, mas, em vez da esperada aterrissagem suave, o edifício financeiro ficou desestabilizado. É justamente isso que significa “instabilidade”. As variáveis deixam de ser controláveis e um impulso a mais provoca o naufrágio.




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos