Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Quando os cientistas enfrentam o sistema

» Moro tenta escapulir em latim

» Dinheiro: o novo sonho de controle do Facebook

» Mulheres na política: uma nova onda a caminho

» Sertanejo, brasilidade e Nelson Pereira Santos

» A crise do Brexit e o capitalismo impotente

» Pilger: é hora de salvar o jornalismo

» Missão: extinguir o BNDES

» Etiópia: a eterna marcha da humanidade

» O direito ao sagrado dos povos do terreiro

Rede Social


Edição francesa


» Autopsie d'une canicule

» Quand la gauche renonçait au nom de l'Europe

» Un « New Deal » pour l'école

» La Chine bouscule l'ordre mondial

» L'affirmation homosexuelle

» Faut-il larguer la république ?

» Comment les apprentis sorciers ont aggravé le chaos au Proche-Orient

» Quarante ans de conflits et d'échecs nourris par les interventions occidentales

» Décentraliser l'éducation pour mieux la privatiser

» L'avenir du temps


Edição em inglês


» How US climate deniers are working with far-right racists to hijack Brexit for Big Oil

» Confessions of a map-maker

» The Spaniards who liberated Paris

» Fighting for communication control

» June: the longer view

» Niger, a migration crossroads

» Niger, a migration crossroads

» Whatever happened to Bob Woodward?

» Europe in space

» The Corbyn controversy


Edição portuguesa


» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto

» EUROPA: As CaUsas das Esquerdas

» Edição de Maio de 2019

» Os professores no muro europeu

» Chernobil mediático

» Edição de Abril de 2019

» A nossa informação, as vossas escolhas


LITERATURA

Palavra 42

Imprimir
Enviar
Compartilhe

Hóspedes do vento
Ergueu-se, abriu os braços, não sabendo como saudá-los senão assim, camisa aberta, arreganhado, ele Neno, ele total, a mangueira repleta
Aqui

Perdendo Heitor
Noites que ela guardaria pelo cheiro do cigarro, da terra batida das estradas furtivas, do desodorante impreciso que ele passava, e, por fim, de muito usá-la, aprová-la, repeti-la, ele a tinha declarado única, nunca conhecera carne, cheiro melhor
Aqui

Tantas palavras
Quase ri dessa idéia absurda, outra que me cruzava o pensamento sem que eu soubesse de onde nem por que ela vinha. Mas me contive a tempo diante de um par de olhos que pareciam estar levando bem a sério a aventura
Aqui

O assassino bossa-nova
Espalham rapidamente as fotografias anteriores na mesa e decidem onde colocar a moça. Ela já está com um vestido longo, azul, semelhante aos usados na virada para os anos sessenta
Aqui

Rodrigo Gurgel - (22/08/2008)

A edição desta semana apresenta três contistas. Na verdade, três bons contistas, de mão firme e mira certeira.

Chico Lopes – que, a partir desta edição, torna-se colaborador mensal do Palavra –, autor de Nó de sombras e Dobras da noite, ambos publicados pelo Instituto Moreira Salles, apresenta duas narrativas inéditas, pertencentes a um livro de catorze contos que ainda aguarda editor: “Hóspedes do vento”- e “Perdendo Heitor”. No primeiro, dois andarilhos vagam rumo a uma cidade imprecisa, talvez a cidade ideal de todos os nossos sonhos; no segundo, o tema da busca retorna, mas toldado pela paixão, pelo desejo e por um final irônico, quase perverso.

Luiz Paulo Faccioli, que já colabora para este Palavra – dentre seus textos, há uma incisiva análise crítica da tradução brasileira de O Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell –, traz um conto inédito de seu novo livro, Trocando em miúdos, a ser publicado em outubro pela Editora Record. O livro compõe-se de quinze contos, livremente inspirados em quatorze canções de Chico Buarque, sem qualquer intenção de fidelidade. Para esta 42ª edição, Faccioli – que já publicou Elepê (contos, WS Editor) e Estudo das teclas pretas (novela, Editora Record) – escolheu a narrativa “Tantas palavras” – uma bordadura de sutilezas –, releitura da canção homônima gravada por Chico Buarque em 1984.

Marco Polli, colaborador do Palavra desde a nossa primeira edição, e autor do blog Ângulo, publica o conto inédito “O assassino bossa-nova”. Às vezes – nem sempre, é verdade – há razões existenciais para se matar: a melancolia, certa taciturnidade a que a vida nos condena, a falta de inspiração, a necessidade de exercitar os próprios dotes artísticos, ou apenas a passagem do tempo – e um angustiante sentimento de inadequação.

Boa leitura – e até a próxima semana!

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos