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Mês de desgraça ou descanso

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Não tente viver como um francês em Paris em agosto. Já ao longo do ano essa é uma idéia de turista com complexo de superioridade; no verão, simplesmente não é possível

Diego Viana - (31/08/2008)

Nos quatro cantos do mundo, supersticiosos tremem à simples menção do nome de agosto, esse mês maldito de catástrofes e guerras, massacres e crises. Há quem proponha revogar essa página do calendário; cedem-se uns dias a junho, os outros a setembro, e talvez assim o mundo encontre a paz. Sem russos na Geórgia, sem alemães na Polônia, sem turcos na Grécia. Seria sacrificado, é verdade, o tributo a Otávio, o primeiro imperador, mas estou certo de que, se pudesse escolher, o augusto herdeiro de César desceria do pedestal de seu mês em nome da paz entre os povos. À parte suas vitórias militares, era um pacifista.

Sejam quais forem as desgraças que podem recair em agosto sobre as cabeças dos mortais, asseguro que elas não recaem sobre cabeças parisienses. Se o anjo exterminador, em seu mês mais ocupado, se decidir a sobrevoar esta capital, terá dificuldade em encontrar vítimas para sua perversidade. Vai encontrar apartamentos e escritórios de portas trancadas, nada mais. Infelizmente para o espírito do mal, cada alvo possível já irá bem longe.

O verão já nem é mais aquele. A claridade e o calor de julho estão mitigados e não se pode mais andar à noite com as mesmas roupas leves do dia. Mesmo algumas folhas particularmente frágeis já adiantaram os ponteiros para o outono e secam antes da hora. Em outras palavras, é a estação que o povo inteiro esperava para fechar seus postos de trabalho, subir no carro ou no trem e tomar o rumo do sul, como uma nação de andorinhas ocasionais.

Tenho certeza de que ainda hei de ver o dia em que as placas de rua de Paris serão trocadas pelo inglês, só neste período, para facilitar a circulação. Francês, para quê? Todos que falam essa língua estão longe, dando seus mergulhos em Nice e em Cannes, ou então, por que não, se sobrou um dinheirinho, na Sicília, na Tunísia, na Indonésia. Até no Brasil, já que é inverno e não faz aquele calor horrível. Por aqui, só resta a gente de fora, que veio pegar a fila da torre Eiffel e deixar uns caraminguás de que os cofres da república bem carecem.

O mais belo volume sobre Paris

Não tente viver como um francês em Paris em agosto. Já ao longo do ano essa é uma idéia de turista com complexo de superioridade; no verão, simplesmente não é possível. Faltam as padarias para comprar baguete, faltam cafés para se sentar à calçada e quiosques para brigar por um jornal. Por outro lado, posso deixar, como sugestão ao visitante com gosto por flanar, a idéia de se meter pelas ruas de comércio, desertas e paralisadas. Onde deveria haver velhinhas com carrinhos de feira, só se encontram americanos armados de máquinas fotográficas, japoneses com filmadoras, o de sempre. Perplexos todos, claro, desconfiados talvez de que os locais fugiram de sua chegada.

A cada golpe de vento, balançam os avisos nas vitrines vazias. Foram afixados pelos comerciantes no último dia do expediente, na empolgação de quem vai partir e aproveitar, até que enfim, o calor tão fugaz do continente, longe dessa paisagem ocre da capital. Dizem os papéis, às vezes impressos, às vezes rabiscados à mão, que os estabelecimentos estarão fechados de tal data a tal data, por motivo de descanso anual, como já desconfiávamos nós, os leitores. E eventualmente algum vendedor se lembra de abrir uma concessão à simpatia e deseja "boas férias" a todos. Isto é, aos clientes. Tenho um amigo fotógrafo que planeja lançar um livro só com imagens desses recados. Será mais um belo volume sobre Paris.

A tranqüilidade das ruas vazias é, por momentos, um alívio. Mas não demora para se tornar desoladora, angustiante até. Afetada pela falta de um movimento que costuma ser intenso, minha cabeça acaba entrando numa espiral de cálculos que por pouco não me enlouquece. Para começar, suponho um valor de aluguel, que naturalmente esse é um custo que não deixa de ser imposto só porque é verão. Desconto dele o custo da matéria-prima, mas adiciono novamente a mão-de-obra, paga o ano inteiro, decerto, ainda mais com as férias remuneradas. Subtraio em seguida as contas de luz, gás e água e tento distribuir o restante pelos demais onze meses, para calcular a provisão necessária a essa pequena liberdade. Nem precisaria ter me perdido nos números para entender que existe um impacto sobre o preço ao consumidor.

Especulo sobre a mentalidade empresarial do comerciante de rua francês. Se ele estivesse preocupado em fazer dinheiro, bastaria seguir o exemplo das grandes redes. Contratam-se estudantes durante o verão, de preferência jovens bem apresentáveis que dominem o inglês; vende-se uma enormidade de produtos menos qualificados para os turistas, sempre desesperados por jogar dinheiro fora; aumentam-se os preços, considerado o fator sazonal, e sem titubear, que é a lógica dos negócios. Daí por diante, resta apenas faturar.

Mas a racionalidade econômica passa ainda mais longe desses pequenos estabelecimentos do que o anjo exterminador que avassala o resto do mundo em agosto, o mês do cão. Não vou ser cretino a ponto de associar uma coisa à outra, mas claro está que quem vai ao longe protegido fica. No fundo, é um alento perceber que ainda resta uma categoria no mundo que se permite não pensar como profissional uma vez ou outra. No lugar de encaixar o balanço patrimonial, como mandam os manuais, que tal fechar tudo e ir à praia, para variar? Que se descabelem os supersticiosos, os reformadores do calendário. Aqui, agosto é mês de descanso, não é mês de se expor a desgraças.



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