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LITERATURA

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Rubens Borba de Morais pesquisou bibliotecas européias, norte-americanas e brasileiras para escrever sua “Bibliografia brasiliana”, descritiva de livros raros sobre o Brasil de 1504 a 1900, verdadeiro monumento de erudição e pesquisa

Dida Bessana - (14/11/2008)

São Paulo, 29/5/2008 – o jornal O Estado de S. Paulo noticia que a Biblioteca Nacional, por falta de espaço para instalar prateleiras, mantém 40 mil livros fora do alcance do público.

São Paulo, 30/5/2008 – O Estado de S. Paulo informa que a Biblioteca Nacional de Brasília, que custou aos contribuintes R$ 42 milhões, está há 17 meses – contados depois da segunda inauguração ocorrida em 6 meses – vazia. Os 500 mil livros doados ainda não foram levados para o prédio e os interessados por alguma dessas publicações, caso para ali se dirigissem, não teriam o que consultar.

“São Paulo, 2 de abril de 1943

Sr. Dr. Diretor do Departamento de Cultura.

Já reclamei de v. s., por diversas vezes, uma série de providências indispensáveis a fim de normalizar os serviços da Biblioteca Municipal e poder abri-la ao público.”

***

O último trecho citado acima é o primeiro parágrafo da extensa carta em que Rubens Borba de Morais, então chefe da Divisão Cultural do município de São Paulo, mais uma vez se queixava do precário estado da Biblioteca Municipal, ainda não inaugurada, para o então prefeito Prestes Maia. Este, não satisfeito em afastar Mário de Andrade da direção do Departamento de Cultura, desativar a biblioteca ambulante e suspender o curso de biblioteconomia (“por considerar que não cabia à Prefeitura fomentar cursos desse tipo”), alterou o projeto da biblioteca, o que, em pouco tempo, a levou à saturação. Mas não só: Prestes Maia também protelou sua inauguração e retardou o quanto pôde a alocação de funcionários para que a biblioteca entrasse em funcionamento.

Como se todos esses entraves não fossem suficientes, o prefeito encomendou uma estátua para o hall de entrada – uma mulher de camisola segurando um livro – e solicitou por escrito a Borba de Morais que sugerisse uma frase para gravar no livro.

Considerando que o hall se destinava à circulação e não deveria abrigar nenhuma estátua, Morais, já profundamente insatisfeito, propôs: “Lasciati ogni speranza, voi ch’entrate”, ou, em bom português, “Deixai aqui toda esperança, ó vós que entrais”, frase extraída do “Inferno”, da Divina comédia. Nada mais apropriado – tanto naquela época quanto atualmente, pelo que se pode depreender das reportagens que abrem esta resenha – quando se trata da relação entre poder público e cultura no Brasil.

E foi à cultura, na forma de livros, que Rubens Borba de Morais dedicou sua vida, agora devidamente retratada por Suelena Pinto Bandeira, em O mestre dos livros (Editora Briquet de Lemos).

Nascido em Araraquara, São Paulo, em 23 de janeiro de 1899, Rubens Borba de Morais foi para a Europa em 1908, onde deu início a seus estudos em um colégio jesuíta. Para o secundário, seu pai escolheu o Collège de Genève, na Suíça, fundado por João Calvino, onde o rapaz estudava das 8 da manhã às 5 da tarde. Entre seus mestres, Henri de Ziegler, professor de literatura francesa, e Edouard Claparède, educador e psicólogo suíço, em cuja clínica Borba estagiou e descobriu a literatura da área.

Ao voltar ao Brasil, em 1919, trouxe na bagagem, além de sólida formação, enorme quantidade de livros que emprestava aos amigos que se reuniram, todas as terças-feiras, entre 1921 e 1923, na casa de Mário de Andrade, seu amigo de infância. Entre eles, Antônio de Alcântara Machado, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, Prudente de Morais Neto e Paulo Prado. E, caso não tivesse sido acometido por uma febre tifóide, teria participado ao lado deles da Semana de Arte Moderna de 22. Em 1923 fundou a Editora Candeia Azul, que “morreu do mal de três livros”, um de sua autoria – Domingo dos séculos – em que defendia a estética modernista.

Mais ativo na vida intelectual do que na política nacional, teve, no entanto, breve participação no movimento que desembocaria na Revolução de 1930, tendo sido escolhido para ir a Buenos Aires convidar o tenente Luís Carlos Prestes para chefiar o movimento.

Mas sua atividade principal eram as letras. Ajudou a fundar o Diário Nacional, órgão de oposição ao Partido Republicano Paulista (PRP), que dominou oligarquicamente a República Velha, e escreveu numerosos artigos para as revistas Klaxon – da qual foi diretor –, Anhembi e Terra Roxa, entre outras.

Amor aos livros

Após sua remoção do cargo na Biblioteca Municipal, em pouco tempo tornou-se chefe da divisão de consulta da Biblioteca Nacional, onde permaneceu por três anos e onde também encontrou forte oposição. Um relatório detalhado (cujo teor teve circulação proibida pelo ministro da Educação, Gustavo Capanema, vindo a público apenas trinta anos depois) provando o estado calamitoso em que estava a instituição e atritos cada vez mais constantes com o diretor Rodolfo Miranda – por insistir em reformas que beneficiariam os leitores –, provocaram seu afastamento da biblioteca.

Entretanto, com seu trabalho já internacionalmente reconhecido, foi convidado para ser bibliotecário adjunto da Biblioteca das Nações Unidas (ONU), cargo que exerceu em Nova York e Paris até sua aposentadoria. E foi apenas aí que encontrou as condições necessárias para desenvolver sua ampla e fundamental atividade de bibliógrafo, legando a estudiosos obra seminal.

Durante anos pesquisou bibliotecas européias, norte-americanas e brasileiras, publicando diversas obras, entre as quais se destacam a Bibliografia brasiliana, descritiva de livros raros sobre o Brasil de 1504 a 1900, “um verdadeiro monumento de erudição e pesquisa”, na avaliação do bibliófilo José Mindlin, a quem Borba de Morais no fim da vida confiou sua biblioteca.

Um dos organizadores do Manual bibliográfico de estudos brasileiros, Morais reuniu os mais importantes intelectuais do país em 1949, compilando informações, que, segundo Elias Thomé Saliba, professor de História da Universidade de São Paulo, “até hoje são indispensáveis aos mais diversos pesquisadores”.

Outro de seus trabalhos só foi publicado em 1969, pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), com a ajuda de Chico Buarque de Holanda, que doou 20 mil cruzeiros para ver impressa uma obra à qual seu pai, Sérgio Buarque de Holanda, na ocasião já falecido, atribuía enorme importância. Quanto à Bibliografia da impressão régia, foi reorganizada e completada pela professora Ana Maria Camargo e publicada postumamente.

Mas longe de escrever apenas para estudiosos, Borba de Morais é autor também de O bibliófilo aprendiz (Casa da Palavra/Briquet de Lemos), uma introdução extremamente agradável e indispensável ao mundo dos livros, e de Livros e bibliotecas no Brasil colonial (Briquet de Lemos), no qual demonstra que, apesar dos esforços da coroa portuguesa para dificultar o acesso à cultura européia, houve no Brasil quem enfrentasse as dificuldades impostas pela censura e mantivesse boas bibliotecas e certo comércio de livros, alimentando intelectualmente a sociedade da época. Inclusive com a Divina comédia.



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