Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» 6 de julho de 2020

» Por uma moratória no Reconhecimento Facial

» Como nosso petróleo atiçou a cobiça dos EUA

» Preparados para o mundo pós-petróleo?

» 3 de julho de 2020

» Destrinchamos a nova lei que mercantiliza a água

» Literatura dos Arrabaldes: O decreto e o levante

» As fronteiras cruzadas em Apocalipse Now

» Bolsonaro usa o vírus para reinventar tortura

» 2 de julho de 2020

Rede Social


Edição francesa


» Tout commence, tout finit à Gaza

» Cette « double autorité » qui écartèle les Palestiniens

» Aux origines de la secte Boko Haram

» Michel Onfray, le dernier nouveau philosophe

» Les forces de l'ordre social

» Vous avez dit « systémique » ?

» Un pays miné par les homicides policiers

» Décollage africain, marasme sénégalais

» BCE, enquête dans le temple de l'euro

» Le procès de M. Barack Obama


Edição em inglês


» Fossil fuel disarmament

» Oil production and consumption around the world

» OPEC's share of production in a changing oil market

» Passport power

» Prato's migrant workforce

» No going back to business as usual

» Trade war in strategic minerals

» When oil got cheaper than water

» A tale of two countries

» Jair Bolsonaro, wannabe dictator


Edição portuguesa


» Dois ou três lugares a preencher – a propósito de José Saramago

» A Jangada de Saramago

» Um homem chamado Saramago

» «O desastre actual é a total ausência de espírito crítico»

» Edição de Junho de 2020

» A fractura social

» Vender carros Audi na Birmânia

» Edição de Maio de 2020

» Defender os trabalhadores

» Todos crianças


Sustentabilidade

Cuidar do lixo, cuidar do planeta

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

A luta por um mundo sem poluição ambiental passa pelo cuidado com os resíduos. Reduzir drasticamente o uso de materiais químicos e tóxicos e reciclar toda a produção são apenas duas das muitas propostas concretas discutidas na primeira reunião da Gaia para a América Latina e Caribe, cuja declaração reproduzimos aqui

Declaração da I Reunião da Gaia para América Latina e Caribe - (23/11/2008)

Declaração da I Reunião da Gaia para América Latina e Caribe

Nós, representantes das organizações abaixo assinadas, integrantes da Aliança Global Anti-Incineração / Aliança Global para Alternativas à Incineração (Gaia), após termos encerrado nossa reunião de análise, debate e intercâmbio sobre a crescente problemática do lixo na América Latina e no Caribe, celebrada na cidade de Cuernavaca, Morelos, México, entre 22 e 24 de agosto de 2008, declaramos:

• O lixo é o sintoma de um problema: o sistema de produção e consumo predatório e desenfreado que devasta o meio ambiente e as comunidades pela super exploração dos recursos naturais, pelos processos de produção de poluentes, pelo consumo excessivo e pelas práticas poluentes de manejo e tratamento de resíduos. A outra face desse sistema é a injustiça social, o retrocesso dos direitos adquiridos, a crescente violência e pobreza, e o fomento do individualismo e do desenvolvimento ilimitado e imposto.

• O grave problema da mudança climática está diretamente vinculado ao consumo excessivo e à geração e manejo dos resíduos. Os aterros sanitários são uma fonte importante de emissão de gases de efeito estufa. Preocupa-nos que a captação de gases dos aterros existentes seja utilizada para justificar a instalação de novos mega-aterros como fonte de geração de energia e como solução para o problema dos resíduos.

• A incineração dos resíduos também contribui para o aquecimento global, ao consumir recursos que poderiam ser reciclados, mas, que por serem destruídos, têm que ser substituídos a partir de matéria- prima. A chamada “valorização energética”, ou incineração com “recuperação” de energia constitui, na realidade, um comprovado desperdício de energia, além de uma fonte de emissão de poluentes altamente tóxicos e gases de efeito estufa, assim como os incineradores convencionais.

• A estratégia da indústria do cimento de se apresentar como um sistema de tratamento de resíduos é extremamente alarmante. Cada vez mais esta indústria utiliza resíduos, muitos deles perigosos, como combustível em seus fornos para reduzir custos, sem levar em consideração os efeitos poluentes dessa prática. Isso não apenas perpetua a geração de resíduos, como freia a busca por soluções energéticas. A queima de resíduos em fornos de cimento nada mais é que incineração.

• Estas práticas são possíveis devido à falta de transparência na tomada de decisões da maioria dos governos, à redução da participação cidadã e ao esvaziamento dos processos democráticos. Tudo isso permite que sejam empregadas tecnologias altamente poluentes, que são danosas para a saúde das comunidades e também comprometem a saúde e a qualidade de vida das gerações futuras, já que emitem compostos tóxicos que são transmitidos de uma geração à outra.

• Por outro lado, perpetuam o sistema atual de produção e consumo, e não é possível manter um sistema de crescimento perpétuo em um planeta finito. É imperativo modificar este sistema. Uma das formas de mudança se dá através da aplicação de planos de Lixo Zero: reduzindo o consumo e a geração de resíduos, reutilizando e recuperando os materiais eliminados, apontando para o redesenho ou a interrupção da fabricação de produtos ineficientes, modificando os processos de fabricação através da Produção Limpa, utilizando a matéria orgânica para produzir biogás e incorporando a participação cidadã como um aspeto central. Todas estas ações contribuem para assentar as bases para a construção de um modelo diferente, com justiça social e ambiental, garantindo a soberania dos povos.

Pela vida e pela saúde de nossos povos, pela proteção de nosso planeta: NÃO à incineração! Lixo Zero agora!

Assinam essa declaração:

Eco Sitio, Coalición Ciudadana Anti-Incineración – Argentina, BIOS, Gaia – Argentina, CEIISA – Bolivia, ODESC – Brasil, Acción Ecológica – Chile, Acción Ecológica – Ecuador, Acción Ecológica – México, CESTA - El Salvador, Haiti Survie – Haiti, CAATA – México, Equipo Pueblo – México, Fronteras Comunes – México, DAME – México, CESUES – México, APETAC – México, Greenpeace – México, Sistema de Agua Potable de Tecámac – México, Frente Mexicano Pro Derechos Humano – México, Acción Ponceña Comunitaria por un Ambiente Sano – Puerto Rico, Misión Industrial – Puerto Rico, Instituto POLIS – Brasil, Consultoría Técnica Comunitaria – México, CASIFOP – México, representantes de Atotonilco de Tula – México.




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos