Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Amazônia do Conhecimento ou da Ignorância?

» Protestos multiplicam-se: como participar

» Cinedebate: a crise ambiental brasileira em três filmes

» O cineasta em sua fauna

» A revolução do Emprego Garantido

» Segurança pública: hora de trazer a pauta para a esquerda

» Segurança pública: hora de trazer a pauta para a esquerda

» Para entender a crise de Itaipu

» “Não esqueçam Julian Assange”

» Índia ocupa a Caxemira muçulmana

Rede Social


Edição francesa


» Graves menaces sur la sécurité alimentaire mondiale

» Menaces sur l'Asie

» Le rap, complainte des maudits

» L'Afrique noire est-elle perdue ?

» Comment fut liquidée toute une génération d'opposants

» Eldridge Cleaver : le retour de l'enfant prodigue

» Population, subsistance et révolution

» Une nouvelle classe de petits potentats domine les villages

» Vers une « révolution agricole »

» En dehors de la « Petite Europe » d'autres débouchés s'offriront aux produits tropicaux


Edição em inglês


» On ‘la pensée unique'

» Manufacturing public debate

» August: the longer view

» Trump returns to the old isolationism

» Yellow vests don't do politics

» Kurdish territories in northern Syria

» The changing shape of the Balkans: 1991 / 2019

» Minorities in Kosovo

» Borders 1500-2008

» Man with a mission or deranged drifter


Edição portuguesa


» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto


O que é a GAIA

Imprimir
Enviar

Ler Comentários
Compartilhe

(23/11/2008)

A Gaia (Global Alliance for Incinerator Alternatives, ou Aliança Global para Alternativas à Incineração, em português) tomou emprestado o nome da mitologia – Gaia (deusa da terra para os antigos gregos) – para defender a bandeira ambiental da nãoincineração e não-destinação para aterros sanitários de resíduos sólidos que liberam, a cada ano, toneladas de gases tóxicos na atmosfera terrestre e poluem os solos e mananciais hídricos. A entidade foi fundada em dezembro de 2000, em uma reunião com mais de 80 representantes de 23 países, na África do Sul. Seus integrantes perceberam que a incineração era um obstáculo à construção de uma sociedade com desenvolvimento sustentável, conservação de recursos e justiça ambiental. Assim, se comprometeram a construir uma comunidade de solidariedade global e de colaboração internacional na luta por um mundo justo e sem poluição ambiental. Desde então, vários encontros já aconteceram, como em 2003 na Malásia e na região Basca, em 2007. Além desses encontros houve várias iniciativas espalhadas por todos os continentes, buscando criar um ciclo de produção e consumo, que reduza drasticamente o uso de materiais e químicos tóxicos, e onde todos os materiais e produtos sejam reutilizados, reparados e reciclados. Desde 2000, a Gaia incluiu mais de 500 organizações de 84 países em sua rede. Vitórias ambientais importantes foram conquistadas em diversos lugares, como em Buenos Aires, na Argentina, aonde foi adotada uma legislação de “Desperdício Zero”, que envolve cooperativas de trabalhadores que ajudam a promover saúde e sustentabilidade em uma das maiores cidades da América Latina, além de estimular a inclusão dos catadores locais. Já na África do Sul, existe uma ampla coalizão de grupos da sociedade civil e de interesse público para tentar derrotar um grande incinerador de lixo em uma das cidades mais pobres daquele país, Sasolburg. Já afetada pela indústria petroquímica, que não deixou nada além de um rastro de desemprego e poluição do ar, Sasolburg leva em seu nome a maior companhia petroleira da África do Sul, a Sasol, criada durante o apartheid. No Brasil, as principais frentes de luta da Gaia são o combate a má destinação de restos de pneus – como nas cimenteiras que queimam pneus para produzir cimento, um processo muito poluente – e o fim das incineradoras. Os signatários brasileiros da primeira declaração para a América Latina e Caribe são a ODESC e o Instituto Pólis, este último um dos atores na luta antiincineração desde 1993. (Pedro Ribeiro Nogueira)

Para mais informações sobre a GA IA na América Latina, acesse www.no-burn.org




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos