Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Morte na Economia do Algoritmo

» Vianninha e Nelson Rodrigues vão ao cinema

» O enigma dos “Coletes Amarelos”

» O enigma dos “Coletes Amarelos”

» Nas dívidas, o declínio do Ocidente

» Nas dívidas, o declínio do Ocidente

» Viagem insólita à União Soviética (2)

» Assim o Facebook estrangulou o jornalismo

» Inteligência Artificial para quem?

» Inteligência Artificial para quem?

Rede Social


Edição francesa


» En Inde, l'expérience du revenu garanti a revitalisés les villages

» Une Amérique « plus gentille et plus tendre » sur les écrans de télévision

» Dans les bas-fonds de la campagne électorale de George H. W. Bush

» Du théâtre par gros temps

» Du soja pour le bétail

» En Amazonie, le bétail mange la forêt

» Le monde du travail, interdit de télévision

» Régime soviétique et mentalité russe expliquent le succès des « spoutniks »

» Comment l'entreprise usurpe les valeurs du service public

» Misère des journalistes précaires


Edição em inglês


» Will China dare challenge the UDHR?

» Sabine Cessou on Kenya's grand digital ambitions

» Who is listening to Chad?

» December: the longer view

» After Argentina: the G20's climate hypocrisy

» Trump's trade czar, the latest architect of imperial disaster

» ‘Listen only to me': inside Al-Sisi's Egypt

» Abizaid of Arabia

» Cameroon's colonial history

» The music of migration


Edição portuguesa


» Edição de Dezembro de 2018

» A justiça social e os seus responsáveis

» Para Julian Assange

» Jantar de Apoio

» Economia Social e Solidária: outro modo de criar futuro sustentável

» Edição de Novembro de 2018

» «Eleitoralismo» e democracia sem povo

» Acalmia na Ásia

» Assinatura de 6 meses: só 18 €

» Edição de Outubro de 2018



ECONOMIA

Finanças: sem luz no fim do túnel

Imprimir
Enviar
Comentar
Ler Comentários
Compartilhe

O que o pequeno tremor de ontem, nos mercados globais, revela sobre a crise econômica, a Europa e as alternativas

(04/02/2010)

Uma onda de pessimismo percorreu as bolsas de valores nesta quinta-feira, como para lembrar que sair da crise financeira exigirá mais tempo (e mais dores) do que se previa em meados do ano passado. Três dos problemas que afloraram ontem são debatidos em profundidade em textos do Le Monde Diplomatique.

O primeiro é a seriedade da doença que atingiu parte das economias do mundo. As novas turbulências financeiras foram causadas pelos sinais de que alguns Estados europeus — Grécia, Portugal, talvez Espanha — não suportarão o peso do esforço que fazem para reativar seus sistemas produtivos. Para rolar suas dívidas, Portugal e Espanha já são obrigados a pagar juros mais altos aos investidores. Na Grécia, o drama é mais grave. Em desespero, o primeiro-ministro George Papandreou convocou rede de TV em 2/2, para anunciar um “ajuste fiscal” de emergência que cortará salários no setor estatal, reduzirá direitos sociais (como aposentadorias) e serviços públicos (como Saúde). O arrocho, que visa reservar recursos para pagamento de juros, será fiscalizado pela União Europeia — e talvez pelo FMI. O resultado pode ser uma recessão profunda. Embora a contragosto, participantes do último Fórum Econômico Mundial, reconheceram que a ação dos Estados continua sendo essencial para evitar que as economias mergulhem mais fundo no abismo da crise. Le Monde Diplomatique tratou do tema em diversos artigos, nos últimos anos. Em setembro de 2007 e março de 2008, Frédéric Lordon chamou atenção para a gravidade das consequências que adviriam com o estouro da bolha financeira e a possível instalação de uma crise de confiança na economia mundial.

Um segundo aspecto que vale examinar com o Diplô é o sentido real da maior parte das políticas que levaram à criação do euro. O ataque aos direitos sociais na Grécia revela uma Europa apática, submissa aos valores impostos pelos mercados financeiros, sem coragem para usar seu peso econômico em favor da inovação política. Tais tendências foram analisadas no jornal por Laurent Jacque (fevereiro de 2009) e Michel Foucher (maio de 2007). O segundo autor não se limita à crítica. Ele propõe um conjunto de políticas novas, voltadas não a garantir os privilégios dos investidores, mas a promover e ampliar os direitos sociais.

Os novos tremores nos mercados ressaltam, aliás, a importância de continuar buscando alternativas para um novo sistema financeiro e uma nova lógica produtiva. A este respeito, vale ler o instigante artigo publicado por Jean Marie Harribey, em novembro de 2008. Ele sugere meios para inverter a equação que prevalece no atual drama vivido pelos gregos. As sociedades, argumenta, devem se mobilizar para que, ao invés de desmantelar serviços, a crise sirva como estímulo a pensar na expansão dos serviços públicos gratuitos.



BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Fórum

» Comente este texto
» Leia os comentários

Leia mais sobre

» Mercados Financeiros Internacionais
» Ditadura das Finanças
» União Européia
» Crises Financeiras

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
Mais textos