Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» A China tem uma alternativa ao neoliberalismo

» Marielle, Moa, Marley, Mineirinho

» As trapaças do gozo individual

» Vermelho Sol, fotossíntese da violência

» Assim arma-se a próxima crise financeira

» Quantos anos o automóvel rouba de sua vida?

» Guerra comercial: por que Trump vai perder

» Mulheres indígenas, raiz e tronco da luta pelo território

» Por que a educação voltou às ruas?

» O ditador, sua “obra” e o senhor Guedes

Rede Social


Edição francesa


» Boulevard de la xénophobie

» Une machine à fabriquer des histoires

» Un ethnologue sur les traces du mur de Berlin

» Le stade de l'écran

» Un ethnologue à Euro Disneyland

» Lénine a emprunté ses règles d'action à des écrivains radicaux du siècle dernier

» Le rêve brisé de Salvador Allende

» Un ethnologue à Center Parcs

» La dilapidation mortelle des ressources

» Pas de démocratie sans conflit


Edição em inglês


» Manufacturing public debate

» August: the longer view

» Trump returns to the old isolationism

» Yellow vests don't do politics

» Kurdish territories in northern Syria

» The changing shape of the Balkans: 1991 / 2019

» Minorities in Kosovo

» Borders 1500-2008

» Man with a mission or deranged drifter

» The Louise revolution


Edição portuguesa


» Edição de Agosto de 2019

» Plural e vinculado à esquerda

» Os talibãs de São Francisco

» Edição de Julho de 2019

» Inconsistências (ou o sono da razão?)

» Comércio livre ou ecologia!

» Edição de Junho de 2019

» As pertenças colectivas e as suas conquistas

» A arte da provocação

» 20 Anos | 20% desconto



ECONOMIA

Finanças: sem luz no fim do túnel

Imprimir
Enviar
Comentar
Ler Comentários
Compartilhe

O que o pequeno tremor de ontem, nos mercados globais, revela sobre a crise econômica, a Europa e as alternativas

(04/02/2010)

Uma onda de pessimismo percorreu as bolsas de valores nesta quinta-feira, como para lembrar que sair da crise financeira exigirá mais tempo (e mais dores) do que se previa em meados do ano passado. Três dos problemas que afloraram ontem são debatidos em profundidade em textos do Le Monde Diplomatique.

O primeiro é a seriedade da doença que atingiu parte das economias do mundo. As novas turbulências financeiras foram causadas pelos sinais de que alguns Estados europeus — Grécia, Portugal, talvez Espanha — não suportarão o peso do esforço que fazem para reativar seus sistemas produtivos. Para rolar suas dívidas, Portugal e Espanha já são obrigados a pagar juros mais altos aos investidores. Na Grécia, o drama é mais grave. Em desespero, o primeiro-ministro George Papandreou convocou rede de TV em 2/2, para anunciar um “ajuste fiscal” de emergência que cortará salários no setor estatal, reduzirá direitos sociais (como aposentadorias) e serviços públicos (como Saúde). O arrocho, que visa reservar recursos para pagamento de juros, será fiscalizado pela União Europeia — e talvez pelo FMI. O resultado pode ser uma recessão profunda. Embora a contragosto, participantes do último Fórum Econômico Mundial, reconheceram que a ação dos Estados continua sendo essencial para evitar que as economias mergulhem mais fundo no abismo da crise. Le Monde Diplomatique tratou do tema em diversos artigos, nos últimos anos. Em setembro de 2007 e março de 2008, Frédéric Lordon chamou atenção para a gravidade das consequências que adviriam com o estouro da bolha financeira e a possível instalação de uma crise de confiança na economia mundial.

Um segundo aspecto que vale examinar com o Diplô é o sentido real da maior parte das políticas que levaram à criação do euro. O ataque aos direitos sociais na Grécia revela uma Europa apática, submissa aos valores impostos pelos mercados financeiros, sem coragem para usar seu peso econômico em favor da inovação política. Tais tendências foram analisadas no jornal por Laurent Jacque (fevereiro de 2009) e Michel Foucher (maio de 2007). O segundo autor não se limita à crítica. Ele propõe um conjunto de políticas novas, voltadas não a garantir os privilégios dos investidores, mas a promover e ampliar os direitos sociais.

Os novos tremores nos mercados ressaltam, aliás, a importância de continuar buscando alternativas para um novo sistema financeiro e uma nova lógica produtiva. A este respeito, vale ler o instigante artigo publicado por Jean Marie Harribey, em novembro de 2008. Ele sugere meios para inverter a equação que prevalece no atual drama vivido pelos gregos. As sociedades, argumenta, devem se mobilizar para que, ao invés de desmantelar serviços, a crise sirva como estímulo a pensar na expansão dos serviços públicos gratuitos.



BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Fórum

» Comente este texto
» Leia os comentários

Leia mais sobre

» Mercados Financeiros Internacionais
» Ditadura das Finanças
» União Européia
» Crises Financeiras

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
Mais textos