Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Uma possível era pós-Lula

» Arábia, para pensar o Brasil

» Boaventura: da Ilha da Maré a outro mundo possível

» Polêmica: em defesa de Sérgio Buarque

» Polêmica: em defesa de Sérgio Buarque

» Visita aos Xavante, povo guerreiro e sonhador

» Privacidade: nova batalha à vista

» Para tempos de ameaça fascista

» EUA: o declínio de uma diplomacia arrogante

» Surpresa: vêm aí os novos economistas rebeldes

Rede Social


Edição francesa


» L'Europe à la croisée des réseaux

» Depuis quarante ans crises et détentes se succèdent dans les relations russo-turques

» Un nouvel ordre de la documentation

» Monopole et dérèglementation

» Dynamisme et hégémonie des firmes américaines

» Droits individuels et souveraineté en question

» L'information, une marchandise

» L'automatisation de la documentation

» « Vol au-dessus d'un nid de coucou »

» Le Congo belge, une puissance économique au cœur du continent africain


Edição em inglês


» Authoritarianism as usual

» Sylvie Laurent on recovering the true legacy of Martin Luther King

» A tale of American hubris

» A new age of sea power?

» Can the Internet be saved?

» Could the Cold War return with a vengeance?

» Big Brother isn't watching you

» Michael Klare on Trump's new nuclear age

» Fukushima: seven years on

» The Russians are still coming


Edição portuguesa


» Cuba quer o mercado… sem capitalismo

» Como assinar o Le Monde diplomatique - edição portuguesa

» O duplo desafio da esquerda brasileira

» No Brasil, a crise galvaniza as direitas

» Edição de Abril de 2018

» Licença para matar

» A obsessão do défice

» «Maioria Absoluta»: onde há poder, há resistências

» Recibos verdes: finalmente um primeiro passo para uma verdadeira Segurança Social

» De que é que têm medo e de que é que temos medo?



ORIENTE MÉDIO

Israel: por trás da radicalização, um país militarizado

Imprimir
Enviar
Comentar
Ler Comentários
Compartilhe

Visto por seus apoiadores como “uma das únicas democracias no Oriente Médio”, o Estado israelense é cada vez mais pressionado pelo poder político e econômico de seus generais. Na Biblioteca Diplô, textos para entender esta interferência crescente.

(17/03/2010)

Desta vez, foi demais. Acostumadas à influência que exercem sobre os governantes norte-americanos, graças aos interesses geopolíticos que os dois países compartilham, as autoridades de Israel humilharam, na semana passada, o vice-presidente, John Liden, que visitava Telavive. Em meio à visita de Liden, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou – e tentou transformar em fato consumado – a instalação de 1.600 novos ocupantes judeus no setor de Jerusalém reivindicado pelos palestinos.

A atitude não serve nem aos EUA, nem a Barack Obama. Washington está atolada em duas guerras no mundo árabe. A cumplicidade com um Estado que oprime permanentemente os palestinos amplia ainda mais seu desgaste, entre as populações do Iraque e Afeganistão. E o presidente perde apoio entre a esquerda, ao ser visto como incapaz de favorecer um ambiente menos opressor e instável no Oriente Médio.

Por isso, Obama desencadeou pressões reais sobre Israel. Em 16 de março, a secretária de Estado, Hillary Clinton, comunicou por telefone a Netanyahu que os EUA exigiam a reconsideração dos 1.600 assentamentos, além de sinais concretos de disposição para negociar com as palestinos. Também cancelou-se a visita a Telavive do enviado especial norte-americano, George Michell. As próximas semanas dirão até que ponto esta atitude será mantida – e quais seus efeitos sobre Israel.

O conflito no Oriente Médio é um tema central para Le Monde Diplomatique. A Biblioteca Diplô oferece dezenas de artigos a respeito. Alguns deles ajudam particularmente a entender o que está por trás da atitude intransigente de Israel. Em “O exército age para controlar a política”, Amnon Kapeliouk descreve o impressionante crescimento, a partir de 1977, de uma ala ultra-direitista e xenófoba, na cúpula das Forças Armadas. Este setor age, sempre a pretexto da “segurança”, para minar os mecanismos de controle civil sobre o exército. Tem forte participação, por exemplo, na multiplicação das barreiras militares que humilham infernizam o quotidiano da vida palestina.

Já em “Como a ocupação invadiu Israel”, Mario Rappaport narra um retrocesso social. Até a chamada “Guerra dos Seis Dias” contra os árabes, em 1967, Israel era conhecido por sua economia fortemente igualitária, baseada em cooperativas, reforma agrária e kibbutz. Desde então, cresceram, junto com PIB per capita (que passou de US$ 1,5 mil para US$ 24 mil), a concentração de riquzas e a hostilidade contra o mundo do trabalho. Rappaport conta, em seu texto, como 18 famílias constituíram uma oligarquia que controla boa parte da riqueza; e como a taxa de sindicalização regrediu de 80% para 25%, no período.

Por fim, o fenômeno do avanço sobre as terras palestinas é examinado em detalhes em “O câncer das colônias israelenses”. No artigo, Marwan Bishara revela como os habitantes das áreas de ocupação estabelecidas em território palestino tornaram-se um grupo de “fanáticos armados, autorizados pelo exército a matar”. Também destrincha as relações entre esta população e os partidos de direita — que a manipulam e são por ela instrumentalizados, numa espiral de radicalização tenebrosa. (Antonio Martins)

M A I S

Além dos textos citados, a Biblioteca Diplô oferce um vasto acervo de artigos sobre Israel, Palestina, Oriente Médio e Choque de fundamentalismos.



BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Fórum

» Comente este texto
» Leia os comentários

Leia mais sobre

» Israel
» Fundamentalismo
» Guerras Colonialistas
» Palestina
» Oriente Médio

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos