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Professor de sociologia da Université de Franche-Comté, autor de La Novlangue néolibérale. La rhétorique du fétichisme économique, Lausanne, Editions Pages Deux, 2007.
Imposto pela novilíngua contemporânea que é o discurso neoliberal, o conceito pretende convencer os trabalhadores assalariados de que cada um deles possui um “capital”: sua própria pessoa. E transforma assim sua existência num empreendimento constante de acúmulo de recursos destinados à valorização no mercado de trabalho
Seria o sistema sob o quel vivemos uma conseqüência natural da propensão do ser humano a dividir trabalho e trocar? Para fugir deste conto de fadas, Alain Bihr sai em busca das origens do capital — e o identifica como algo que tem início e fim, como toda criação humana
A sacralização da propriedade começou quando colocou-se no mesmo plano os bens de uso pessoal, dos quais os indivíduos desfrutam sozinhos ou com sua família, e os meios necessários à produção, que resultam em geral, da apropriação privada de todo ou de parte de um trabalho social
Do final da II Guerra Mundial até meados da década de 70, o marxismo prosperou, principalmente no sul da Europa e na América Latina, e, de maneira inesperada, foi para o universo anglo-saxão, deslocando-se de seu centro de gravidade
O poder da burguesia é o somatório da posse dos meios de produção, de um capital social (relações entre membros da classe), cultural (obras de arte) e simbólico (uma marca de prestígio ou a companhia de alguém de alta reputação)