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Jornalista, Le Monde diplomatique. Autora, juntamente com André Bellon, de Un totalitarisme tranquille. La démocratie confisquée, ed. Syllepse, Paris, 2001.
Em busca de mão-de-obra mais barata e condições fiscais favoráveis, as empresas europeias estão se mudando cada vez mais para o leste. Com o aval da Corte de Justiça das Comunidades Europeias e em nome do livre mercado, elas seguem desrespeitando os direitos trabalhista
O dinheiro enviado pelos que deixaram o continente para seus familiares representa um nicho de mercado em constante alta e contribui de maneira decisiva para a renda nacional. Os bancos internacionais parecem querer transformar essas transferências numa “solução milagrosa” para a miséria local
Quinze anos após o fim da Guerra Fria, mobilizações importantes e criativas, que se articulam em torno dos Fóruns Sociais, sugerem que o continente pode não estar condenado aos golpes de Estado, "democracias FMI", emigração e miséria
As noções de “povo”, “interesse geral” e “sociedade civil” se diluem, enquanto as eleições se aproximam de uma formalidade destinada a rubricar “democracia” em escolhas feitas a priori por uma elite. A democracia representativa aprofunda sua crise
O direito internacional evoluiu o suficiente para garantir um certo grau de sanções contra os países e governantes criminosos, sem ferir o princípio de soberania e lutar contra as violações e impunidades sem desestabilizar as relações internacionais
Os dispositivos de políticas comuns criados, em 1992, pelo Tratado de Maastricht, também chamados de “obra-prima de ambigüidade diplomática”, não passam de meros compromissos que não resolvem as questões e os impasses fundamentais
Diante do discurso arrogante do unilateralismo norte-americano, a União Européia hesita, dividida: da posição de “fiel escudeiro” da Grã-Bretanha de Anthony Blair à reticência de alemães e franceses, passando pela “neutralidade” da Áustria, Finlândia e Irlanda
O princípio da representação política e o voto universal, símbolos maiores da democracia, perdem o sentido quando “exigências” externas – da União Européia, da OMC, do mercado – limitam, e até impedem, o exercício do poder político
Em 20 anos, a sociedade senegalesa passou por várias e profundas crises: a criação do plano de ajuste estrutural, o plano de emergência que se seguiu, a desvalorização da moeda local em 1994 e a intensificação do êxodo rural nas décadas de 80 e 90
Na ausência de um projeto europeu alternativo, as posições se cristalizam: alguns, como os Verdes, defendem uma “federação”; outros, como os alemães, são favoráveis a uma “Constituição” européia, transformando a União num Estado...
Os direitos dos assalariados não passam de disposições vagas que não oferecem qualquer garantia (direitos sindicais, negociações coletivas, consulta dos empregados, saúde...). Já a livre circulação de bens e capitais, essa é lembrada logo no preâmbulo