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Jornalista, Bruxelas.
Reportagem em Moscou: quinze anos após o fim da era soviética, o país cresce, recupera sua auto-estima, livra-se dos laços que o prendiam aos EUA e quer ser um ator de destaque no cenário global. Até onde vai o autoritarismo de Putin e quais as "alternativas" da oposição
Com a "reforma" de Gorbatchev, a torrente de palavras não se deteve mais, desfazendo velhos referenciais
Vinte anos depois da ’glasnost’, que propagava valores “alternativos”, socialistas, humanistas, ecológicos, só sobreviveu o valor comercial
Os projetos eurasianos de Putin, sua retomada dos programas de armamento nuclear, o reexame das privatizações “ilegais” dos anos 1990 são sinais do vigor da Rússia e de sua “capacidade de prejudicar”, diante do qual a revolução laranja da estratégica Ucrânia, irrigada de dólares norte-americanos, veio bem a calhar
A nostalgia da URSS e sua reavaliação pela população é um fato, mas numa realidade que não permite mais um retorno ao ’sovietismo’. A liquidação do sistema social soviético, as privações, o papel do dinheiro e as pressões do mundo globalizado atingiram um ponto em que não há mais volta. CRONOLOGIA
Nos livros, os russos buscam também discutir suas relações com o passado e revisitar seu presente