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» “Hackers russos”, nova invenção da velha mídia

» A arte de morrer

» As guerras que se avizinham

» Quando a mídia incita à violência de gênero

» Privacidade, mercadoria de luxo

» Seu nome era Ruas

» Boulos e o MTST pensam numa nova esquerda

» Para enxergar os ”secundas” além do romantismo

» Quando a Al-Qaeda volta a ser “aliada” do Ocidente

Rede Social


Edição francesa


» Faut-il changer le statut de l'hôpital public ?

» Œil de fennec

» « C'était mieux avant… »

» Dans les Yvelines, le clientélisme au quotidien

» Fleuves profonds, frontières fluides

» Petite histoire des grandes famines

» Little Saigon. Mémoires de Viet Kieu

» L'engrenage identitaire

» Carnavals

» Taux d'abstention aux élections municipales de 2008


Edição em inglês


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» Doubling down on dystopia

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Edição portuguesa


» Canto Livre e Canção de Protesto

» União Europeia: para onde vai o pelotão da frente?

» A literatura, cimento que constrói mundos

» Tendências recentes do emprego dos jovens diplomados portugueses

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» Offshores, defeitos e feitios

» Obstinação europeia

» Desafios de uma agenda política para a inclusão dos portugueses ciganos

» Edição de Fevereiro de 2017

» Trabalho e organização colectiva


Rodrigo Gurgel

Rodrigo Gurgel é escritor, editor e crítico literário. Escreve regularmente no jornal Rascunho e em seu blog.


Seus artigos nesse site:

Palavra 57

Aquém das expectativas
Gregório Dantas analisa Elementares – notas sobre a história da literatura policial, coletânea de textos superficiais, mas às vezes curiosos e divertidos.
Aqui

Vida e morte no museu
Romilda Raeder devorou o romance policial Museu, de Véronique Roy, e não conseguiu parar até a última linha. Para contextualizar o leitor, nossa colaboradora revê um pouco do debate que envolve evolucionistas e criacionistas.
Aqui

Maçã caramelada
Maria Bitarello escreve sobre Maçã caramelada, de André Rezende, peça que enfoca “a angústia da escolha, o medo do esquecimento, a preocupação com a memória no futuro”.
Aqui

Clássico da filosofia analítica demole mito
José Renato Salatiel leu, especialmente para o Palavra, um clássico da filosofia analítica – Empirismo e filosofia da mente, de Wilfrid Sellars –, lançado há poucas semanas pela Editora Vozes. Na opinião de Salatiel, Sellars “refutou o verificacionismo e atomismo lógico dos positivistas, e também uma determinada ideia de mente compartilhada tanto por tradições empiristas como racionalistas”.
Aqui

13 de março de 2009

Palavra 56

A entrevista que não acaba
Fábio Fernandes escreve sobre Conversas com Woody Allen, compêndio do jornalista Eric Lax sobre o famoso cineasta norte-americano.
Aqui

Cinema e literatura
Mauro Rosso analisa as relações entre cinema e literatura: como se dá o diálogo entre essas duas linguagens?
Aqui

Piores Versos
Num texto bem-humorado, Marco Polli revisita alguns dos piores versos da música brasileira.
Aqui

É tudo mentira
Renata Miloni reflete sobre literatura e vida: afinal, é tudo mentira?
Aqui

26 de fevereiro de 2009

Palavra 55

Testemunha do horror
Vasily Grossman só foi salvo dos “gulags” porque Stalin morreu. Mas seus textos foram tirados de circulação. Censurado, reduzido à penúria e com poucos amigos, faleceu de câncer em 1964
Aqui

A palavra em compasso de urgência
“Trocando em miúdos”, segundo livro de contos de Luiz Paulo Faccioli, escapa das armadilhas do amor como tema capturando seus momentos mais sôfregos
Aqui

São Paulo: heterogenética cidade literária “Há uma história da literatura que se projeta na cidade de São Paulo; e há uma história da cidade de São Paulo que se projeta na literatura.”(Antonio Candido)
Aqui

O erudito
Colocou o papel com a citação à carne de ovelha na boca. Ele a macerou com a língua. Molhou-a. Tentou fazer brotar dela o enigmático sabor do animal estranho. Sentiu a tinta se desprender. Era a única coisa a conferir algum sabor exótico àquele repugnante alimento
Aqui

4 de fevereiro de 2009

Palavra 53

Mas Alice
Ele, minha Alice, minha primeira Barbie, me olhou como quem faz um favor. Em seguida, arrastou as plataformas até o banheiro e sacou o batom da bolsa
Aqui

“Cidadezinha inglesa no domingo”, de Max Jacob
Nascido em 1876, Max Jacob participou das vanguardas poéticas e artísticas européias, ao lado de Jean Cocteau, Georges Braque e Pablo Picasso
Aqui

A arte de usar o tempo e o espaço a favor da boa literatura Ao notar o vazio editorial e a tendência de crescimento da literatura fantástica, Fábio Fernandes e Jacques Barcia idealizaram a revista “Terra Incognita”
Aqui

Idéias perdidas
No fundo, o único ponto realmente importante na literatura é o exercício da idéia
Aqui

16 de janeiro de 2009

Palavra 52

Libertado e traído pela revolução
Nos textos de Babel transitam desde retratos avassaladores de guerra e paz até histórias de amor pouco convencionais
Aqui

A saga do “casteller”
Em “La bodega”, Noah Gordon constrói um panorama detalhado da cultura catalã
Aqui

De volta aos rostos
Ao reencontrar as fisionomias, sou tomado pelo alívio. Estão todos ali, onde deveriam estar, indiferentes, na plataforma do metrô. Vejo-as congeladas, num estranho estado de suspensão, enquanto esperam o trem para subir
Aqui

Nossa seca
No fundo do meu sentimento, dou a última palavra, juro, até para ser ouvido na minha revolta: “quero água, abençoada água para não morrer; Deus, encha o céu de nuvens de chuva”
Aqui

9 de janeiro de 2009

Palavra 51

As lições de “A cartomante”
Machado de Assis, antes de tudo artista, é um grande fazedor de tramas, que embaralha maliciosamente as cartas e o leitor
Aqui

O sonho (e o destino) dos heróis
“O sonho dos heróis” não é apenas a história de um indivíduo em busca de seu destino, mas a de certa Argentina no final dos anos 20
Aqui

Kadaré e sua cidade-pedra fundamental
Publicado pela primeira vez em 1970, “Crônica na Pedra” é fundamental para os que desejam se aprofundar no universo peculiar da criação do escritor albanês
Aqui

Mais que filosofia, ciência e literatura
O mistério é o lugar onde não estamos, nem chegamos, a não ser por acreditar nele como algo a aceitar
Aqui

19 de dezembro de 2008

Palavra 50

Os sertões: contemporâneo da posteridade
“O livro número um do Brasil”– que neste dezembro completa 106 anos de publicação – diz muito de um drama da história nacional, e também de dramas dos tempos atuais
Aqui

Bandeira religioso (e libertino)
A edição cuidadosa da antologia “Poemas religiosos e alguns libertinos”, de Manuel Bandeira, organizada por Edson Nery da Fonseca, nos permite observar alguns dos caminhos da inspiração banderiana pouco percorridos pela crítica
Aqui

Nós ao espelho
Os espelhos de Eduardo Galeano são cristalinos e impiedosos: pequenas visões que ferem apenas os muito vaidosos e os que acreditam que os valores estão na superfície dos corpos, nas imagens ideais e nas verdades inventadas
Aqui

Reconstrução da memória
“Pó de parede”, da gaúcha Carol Bensimon, é formado por três histórias que têm como base a casa (no sentido físico, familiar e metafórico) e a memória
Aqui

12 de dezembro de 2008

Palavra 49

A valsa das borboletas
As narrativas de José Cardoso Pires e Jean-Dominique Bauby funcionam de modo a resgatar a dignidade do homem diante de situações que teriam tudo para reduzi-lo à condição de simples joguete do destino, de “ser” impotente diante de uma condição que lhe escapa à compreensão
Aqui

Mais poemas de Pound
No quinto número de nossa seção Vice-Verse, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle e dedicada a traduções de poesia e prosa em língua inglesa, apresentamos novos poemas de Ezra Pound, traduzidos do livro "Lustra"
Aqui

Os mal-entendidos da escrita
No fundo, “Flores azuis” é a jornada de Marcos em busca da compreensão de si mesmo. As cartas misteriosas são uma espécie de catalisador para a sua transformação pessoal
Aqui

Scherzo com física e moleskine
Os objetos da física, os monumentos do quotidiano, os sabores, cores e temperaturas são aquilo que deles sentimos e vemos, imagens de um qualquer coisa bruto que está lá fora e que só aceitamos como mais real do que os sonhos porque temos a consciência e a convicção de estarmos despertos
Aqui

5 de dezembro de 2008

Palavra 48

O passado dói
“O passado”, de Alan Pauls, é uma viagem, uma vertigem cortazariana ao fundo do coração de um homem dilacerado, feito em pedacinhos como os bilhetes e papelotes que consome sem nem mesmo saber ao certo por quê
Aqui

Impressionismo em tons de cinza
Assim como “Respiração artificial”, de Ricardo Piglia, “História do pranto” já pode ser considerada uma obra importante sobre o período de exceção latino-americano
Aqui

Copacabana classic
Poema
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Tabuleiro sem limites
A impressão que tenho ao ler e reler qualquer um dos textos de Fernando Sabino é a de que tudo nele era puramente literário
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1º de dezembro de 2008

Palavra 47
Nuvem carregada
A mim, ninguém oferecia um gole, ao velho que já passou do tempo. Mas eu não sentia. Minha boca, enrijecida, já se acostumara à posição de paralisia, lábios e gengivas endurecidas sem ambição alguma de falar
Aqui

A aventura intelectual chinesa
Anne Cheng consegue encontrar uma perspectiva equilibrada ou correta para apresentar aos ocidentais uma história do pensamento chinês
Aqui

Um mapa dos corações humanos (de São Paulo e do Brasil)
O começo do livro é engraçado, cheio de brincadeiras do tipo perco-o-leitor-mas-não-perco-a-piada
Aqui

Três minicontos
Não se dão conta do óbvio: partir de Marianna, por causa da própria natureza da cidade, significa voltar a ela
Aqui

23 de novembro de 2008

Palavra 46
Mestre da bibliofilia
Rubens Borba de Morais pesquisou bibliotecas européias, norte-americanas e brasileiras para escrever sua “Bibliografia brasiliana”, descritiva de livros raros sobre o Brasil de 1504 a 1900, verdadeiro monumento de erudição e pesquisa
Aqui

De quando a literatura se despede de suas histórias
Como o escritor brasileiro escolhe escrever seus livros? Geralmente se apegando a somente uma forma de sofrer
Aqui

Sobre literatura e outros defeitos
Nenhum romance ou conto, nem a soma do que li, me humanizou ou me induziu a ser uma pessoa melhor
Aqui

Três poemas
Poema
Aqui

14 de novembro de 2008

Palavra 45
Machado, seus relicários e raisonnés
Os contos de Machado de Assis carecem não apenas de edições adequadas, mas também e principalmente de estudos condizentes com sua relevância literária, que inclusive forneçam uma visão completa do conjunto
Aqui

Viagem a Havana
Impossível deixar de admirar, linha após linha, página após página, o trabalho do artesão tapeceiro, que dedicado a cada detalhe não perde de vista o todo da composição e deita cada ponto no exato e único lugar em que precisa estar
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Grito provinciano – eco universal
O mundo das Adriennes não mudou tanto assim. É gente que você sabe que nunca escapará a uma sina de pequenez, sovinice, tristeza, exílio, desespero. Porque essa sina é tudo que tem, é sua explicação, seu nexo ontológico
Aqui

Do inútil (ao fútil)
O fútil, porque está tão aquém de nossa melhor dedicação, deixa entrever a existência de algo que é seu oposto absoluto
Aqui

8 de novembro de 2008

Palavra 44

Anjos e crianças
Não são poucos os poemas em que Bandeira aborda a infância como região idealizada, cuja simples rememoração pode amenizar o espaço presente da solidão, dor, perda, doenças e aporias que todo adulto precisa lidar
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A heroína do Novo Mundo
“Maria de Sanabria – a lendária expedição das mulheres que atravessaram o Atlântico no século XVI”, do ítalo-uruguaio Diego Bracco, é um romance histórico sobre a aventura dessa nobre sevilhana que, em 1550, chegou ao litoral de Santa Catarina
Aqui

Quando o labirinto é o mundo
A trama de Saramago é simples mas não é agradável. Seus personagens abandonaram toda a esperança, como se diz no pórtico do inferno dantesco
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O fazedor de humanos
As lições de um velho mestre incluem algo que deveria ser essencial para todos: a literatura
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12 de setembro de 2008

Palavra 43

Um longo adeus que não termina
Não faltam aos versos de Pedro Salinas a substância palpável e viva da experiência amorosa, que os afasta da mera abstração
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Uma estranha num país estrangeiro
Em “O encontro”, de Anne Enright, ganhador do Man Booker Prize de 2007, o passado ressurge como um país coberto de neblina
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Mês de desgraça ou descanso
Não tente viver como um francês em Paris em agosto. Já ao longo do ano essa é uma idéia de turista com complexo de superioridade; no verão, simplesmente não é possível
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Eclipse
Ela dava a volta por um lado da casa, ele partia correndo na direção oposta, mas era no armário de tia Argentina que acabavam os dois, fundidos naquele silêncio e naquela imobilidade
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31 de agosto de 2008

Palavra 42

Hóspedes do vento
Ergueu-se, abriu os braços, não sabendo como saudá-los senão assim, camisa aberta, arreganhado, ele Neno, ele total, a mangueira repleta
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Perdendo Heitor
Noites que ela guardaria pelo cheiro do cigarro, da terra batida das estradas furtivas, do desodorante impreciso que ele passava, e, por fim, de muito usá-la, aprová-la, repeti-la, ele a tinha declarado única, nunca conhecera carne, cheiro melhor
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Tantas palavras
Quase ri dessa idéia absurda, outra que me cruzava o pensamento sem que eu soubesse de onde nem por que ela vinha. Mas me contive a tempo diante de um par de olhos que pareciam estar levando bem a sério a aventura
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O assassino bossa-nova
Espalham rapidamente as fotografias anteriores na mesa e decidem onde colocar a moça. Ela já está com um vestido longo, azul, semelhante aos usados na virada para os anos sessenta
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22 de agosto de 2008

Palavra 41

Notas sobre contos machadianos
Nem tudo da farta produção de Machado de Assis, quase uma centena e meia de narrativas breves, merece ser lido
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A traição da pátria e outras suposições literárias
Os escritores estrangeiros são recebidos aqui — e não há diferença se bem ou mal: eles são sempre mais importantes — com um tipo de sorriso bastante comum
Aqui

Um portal de papel
Solaris é uma revista-portal que não pode ser encontrada em livrarias ou nas bancas – porque ela é mais uma ação viral que uma publicação
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As histórias da história de Biafra
“Meio sol amarelo”, de Chimamanda Ngozi Adichie, põe a história da tragédia de Biafra no mapa da geração Google
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15 de agosto de 2008

Palavra 40

Ficção e ensaio
Em Philip Roth, como em J. M. Coetzee, a arte não redime nem consola
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Jornada antiépica
Na saga de Serapião Filogônio encontramos ecos de aventureiros arquetípicos, como Odisseu e Enéas
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Jean Grosjean, dois poemas
Enquanto a paisagem se reduz ao essencial, estes poemas nos falam dos movimentos interiores do “eu”, de suas hesitações
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Aquém do enigma
Pela terceira vez, teria de construir uma existência nova a partir de uma que já era inteira. Não que rejeitasse o desígnio. A esse ponto, já fervilhava o desejo de demolir noção atrás de noção, invadir uma a uma as camadas da outra vida, superar as definições reduzidas em nome da interminável descoberta
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8 de agosto de 2008

Palavra 39

Vice-Verse 4
No quarto número de nossa seção Vice-Verse, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle e dedicada a traduções de poesia e prosa em língua inglesa, apresentamos poemas de Ezra Pound, do livro Lustra.
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A Defesa Lujin – ou a precisão literária
Vladimir Nabokov escrevia um texto como quem tece uma estrutura delicada, respeitando a etimologia do texto como tessitura, como tecido, algo que é mais tramado e costurado do que criado do nada.
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Os limites da doença literária
Jaboc, de Otto Leopoldo Winck, é um livro em homenagem às palavras, para que elas se guardem até na desgraça por vezes incompreensível que é escrever a qualquer custo.
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Portas e vãos
Qual seria a desse cara? Por um instante imaginei que talvez sua preferência sexual fosse outra, e isso me deixou preocupado, ou talvez aquilo ainda fosse parte de algum plano macabro
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31 de julho de 2008

Palavra 38

Quase matei
Aperto a bolsa contra o peito, cerro as pálpebras e encosto-me à pia, esperando que a vertigem se dissipe. Ouço, então, com alguma clareza, meu nome. Chamado, como num lamento, repetidas vezes.
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Sobre a Flip 2008
Cees Nooteboom e Fernando Vallejo – estávamos diante de duas realidades completamente distintas: a latinidade tosca e furibunda do sul-americano em contraposição à placidez fleumática do norte-europeu puro-sangue.
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A nação e o baile
Como praticamente tudo neste início de século, o nacionalismo sobrevive transferido para a esfera das relações pessoais. Os dialetos, a música, o futebol, os ídolos, a cozinha, as paisagens.
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Em nome do pai
Para encontrar prazer na leitura de O conto do amor, o leitor precisa suspender suas crenças e se entregar à premissa de Contardo Calligaris – acredite ou não em reencarnação ou vidas passadas.
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26 de julho de 2008

Palavra 37

Jorge Gaitán Durán: a poesia no alto de um instante
Uma impressionante fusão entre erotismo e morte, luz e sombra
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Lídia Jorge, esse amor exigente
O vento assobiando nas gruas, oitavo romance da autora portuguesa, exige tempo e dedicação, mas recompensa com uma obra única, que perdura na mente após o fim da leitura
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Nada de novo
Poema
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O vento a areia e o nada
Antônio Xerxenesky conduz o leitor ao inevitável clichê da montanha-russa de sentimentos: numa página, altíssimas gargalhadas; na seguinte, a torcida pelo casal; mais à frente, uma vontade descomunal de duelar. Ou então de saber para onde o vento leva a areia
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18 de julho de 2008

Palavra 36

No Pequod - em busca de Moby Dick
Moby Dick conquistou admiradores nos mais diferentes quadrantes do planeta. Albert Camus, um deles, chamou seu autor de “o Homero do Pacífico”
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Um discurso quando o desejo é calar
Somos criados para aplaudir a mais dramática das desgraças; estamos acostumados a rir do sofrimento e derreter de comiseração pelas misérias. Mas a reação que temos diante de uma alegria pacata, digamos, de atirar pedrinhas no lago, é bem diferente. Bocejamos, viramos a página, mudamos de canal. A bonomia é coisa muito fastidiosa, sobretudo a dos outros
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Odradek e os personagens
Como lidar com o peso daquilo que é criação e que é inexistente, mas que ainda assim sobrevive ao tempo e nunca se desgasta?
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O dia da morte
Quando demoramos a morrer, logo entramos na lista dos que já morreram. É inevitável. Não temos o direito de não morrer
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5 de julho de 2008

Palavra 34

Pierre Jean Jouve, dois poemas
Murilo Mendes escreveu sobre Pierre Jean Jouve em duas oportunidades, para os "Retratos-relâmpago" e para os "Papiers", textos em francês reunidos na edição cuidadosa de Luciana Stegagno Picchio
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Sexo como missão
Em "Pantaleão e as visitadoras", de Vargas Llosa, a sofisticação do risível está justamente nas sutilezas que o cercam e produzem o humor no seu sentido mais elaborado: no lugar que ocupa entre o cômico e o trágico
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E quem os chineses não surpreendem?
Em coletânea de colunas publicadas no jornal inglês "The Guardian", Xinran se esforça para explicar as diferenças entre a China e o Ocidente – e acaba engrossando o coro dos atarantados pela complexidade e velocidade das mudanças naquele gigante asiático
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Um episódio em parte real
Cheguei a fantasiar que o catalisador de toda a história desapareceria de repente ou revelaria ser um demônio, um duende, qualquer ser sobrenatural. Mas qual, o velho continuou encalacrado, olhos nos joelhos, como se nada se passasse à sua volta
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21 de junho de 2008

Palavra 33

Um presidente negro que a história esqueceu
Se tivesse nascido uns trinta ou quarenta anos antes, Lobato provavelmente teria sido convidado para fazer parte da Fabian Society, que tinha entre seus membros H. G. Wells e Bernard Shaw, pregava o socialismo científico ou utópico e previa o progresso da humanidade por meio da ciência
Aqui

A lira múltipla de Lope de Vega
Lope Félix de Vega Carpio, chamado por Miguel de Cervantes de “monstro da natureza”, é um caso singular de fertilidade criativa
Aqui

A morte contemporânea
Em “Ruído branco”, tecnologia e consumo são citados em profusão, e não apenas como parte do modo de vida prático, mas como elementos com que os personagens também criam ligações íntimas de pavor ou fascínio
Aqui

A pequena e valiosa glória dos prêmios literários
No caso de Joanna Kavenna, apesar de ter 34 anos, foi preciso um amadurecimento de sete romances terminados e rejeitados pelas editoras para que finalmente tivesse um reconhecimento
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13 de junho de 2008

Palavra 32

Domingo
A voz do homem está mais baixa e rouca, como se ele fosse chorar. Aqui, ó, aqui! Os olhos parecem que vão saltar do rosto e rolar na sarjeta. Agarra a mão e guia para a virilha. Há ali uma coisa cega e sem nome
Aqui

Triste sina
Quem o visse, se o visse, de relance, nesse instante após a metamorfose, não sabia o que via, o que tinha visto, um vulto fugaz, um tiro veloz, um vasto susto, um engano da vista
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Pêlo amargo na narina
Ainda não havia feito a barba. Áspera. E, na narina, aquele pêlo. Pirata. Não, não era seu aquilo. Um pêlo que crescia de dentro pra fora, a incomodar-lhe, a roçar-lhe o buço, a lembrar-lhe a existência, minuto a minuto, a roubar-lhe tempo
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Seis
Para boa parte dos seguidores de Pitágoras, o divino Um era a manifestação inteligível do universo, o Dois colocava diante do homem a presença dos opostos, o Três escancarava os portais do múltiplo
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6 de junho de 2008

Palavra 31

Quando escrever deixou de ser uma arte
Hoje, o jornal que passa por debaixo da minha porta, salvo honradas exceções, é ilegível. Já fiz pesquisas em jornais antigos na Biblioteca Nacional e cheguei a sentir os olhos marejados – de raiva – pela comparação com o jornal pelo qual pago hoje
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Dois poemas de Erín Moure
No terceiro número de nossa seção dedicada à tradução de poesia e prosa em língua inglesa, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle, apresentamos dois poemas de Erín Moure
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Cinco aspectos da imagem na literatura
Creio que a insistência em tentar reconhecer (inutilmente) na literatura contemporânea a semelhança com roteiros de filmes parte apenas primeiramente do leitor, que não consegue mais diferenciar de forma clara as duas (ou mais) artes
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A casa no morro – Final
E eu não tinha uma droga de um par de algemas. Puxei o cadarço do meu tênis e o usei para amarrar os pulsos de Joana. Apertei o nó com força. Ela não resistiu. Pareceu-me que estava sorrindo
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30 de maio de 2008

Palavra 30

Na rua, outra rua
De manhã, domingo, o tapete cristalino sobre o chão denuncia a madrugada em que a rua, tão desimportante, pertenceu a pessoas que costumam só ter com ela uma relação de passagem ou compromisso. O bar, portas fechadas, recobriu-se de seu aspecto simplório, por trás da bandeira puída
Aqui

Clea
Histórias novas, e algumas reinterpretadas, vêm outra vez salvar o romance do pecado da falta de originalidade, tendo em vista a existência de seus antecessores. Passei por quase todas elas com o desdém de um connaisseur enfastiado
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A casa no morro – Parte 4
Iuri talvez se aborrecesse com minha afirmação. Ele preferia chegar pelas bordas. Senti que me lançava um de seus olhares de censura, mas eu estava prestando atenção na reação de Jônatas. O homem não se moveu. Não havia como ficar mais branco. Porque havia desconfiado do que estava por vir
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*
Um poema de Pablo Simpson
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24 de maio de 2008

Palavra 29

Ficção Científica no Brasil: grandes esperanças
A história está longe de terminar para a FC brasileira. Graças às comunidades de Web, novos autores, que não tinham a menor ligação com o CLFC nem com os autores citados anteriormente, foram surgindo e ocupando um lugar fundamental na literatura do gênero e em suas discussões críticas
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Joyce Carol Oates e sua ciranda de meninas más
Dona de uma visão extremamente singular do mundo, a autora demonstra maestria ao tecer enredos que, no melhor estilo do suspense norte-americano, muitas vezes dependem do elemento surpresa, do engenho ao manipular os elementos narrativos para causar sensações e sugestões
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A leitura como exercício da individualidade
Um dos momentos em que mais se pode reconhecer, reconquistar e exercer a individualidade é durante uma lenta leitura. A mim, a literatura vale muito mais, ou melhor, tem seu real valor quando a atenção despretensiosa mas inevitável é o que move a leitura
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A casa no morro – Parte 3
O cachorro tinha uma mancha de sangue na cabeça e estava próximo a uma porta que devia sair para o lado de fora. O chão me pareceu limpo. Ou sujo o suficiente para que o sangue sequer aparecesse. Inclinei-me por sobre o cachorro e olhei a porta. Dedos na maçaneta
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16 de maio de 2008

Palavra 28

Realismo na Roma Antiga
É possível imaginar que o sonho de Petrônio seria o de criar uma obra que não fosse uma imitação piorada do modelo, mas uma outra, capaz de expressar essa inadequação; para isso, optou por um gênero ainda pouco prestigiado, o romance, e de um estilo baixo, que não abrisse mão da paródia aos clássicos. O resultado é uma obra de caráter realista
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A casa no morro – Parte 2
Ao fim do percurso pude ver uma casa pequena – suja como tudo mais naquela região. Com o carro parado, Iuri abriu a porta e foi até um matagal amarelado na direção oposta da casa. Daquele lado o mato seguia até onde eu podia enxergar, mas por todos os outros era tudo uma terra seca e pálida. E a casa velha. Para trás dela era possível enxergar uma parte de um carro vermelho. O Escort.
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Poemas
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Uma fábula de paredes
Enquanto espia o chuvisco sobre a folhagem da rua, não percebe como a memória apagou os sofrimentos e fechou as feridas. Restam só as imagens de terras exóticas que o fascinaram, lugares não raro ausentes dos mapas
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9 de maio de 2008

Palavra 27

Ficção Científica: sobre nós e nossa condição
Lá fora, nos Estados Unidos e na Europa, a ficção científica já saiu da infância há muito tempo. A zona de sombra, a zona do crepúsculo, a Twilight Zone da incerteza aumenta cada vez mais. Os tons de cinza estão cada vez mais ricos. E é nessas frestas entre os tentáculos da besta que a ficção científica atual tem encontrado seu nicho
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O bestiário do Cristo
Sem a desconfiança dos primeiros homens da Igreja, ciosos em preservar o dogma cristão contra aquilo que identificavam como um vestígio das idolatrias pagãs, Charbonneau-Lassay vai buscar não só a interpretação religiosa, mas as numerosas fontes pagãs e o modo como os primeiros cristãos se apropriaram de antigos emblemas locais: a águia, o golfinho, a fênix, o íbis no Egito, o leão em Roma
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A casa no morro – Parte 1
Suponhamos um crime. O cenário: um bar na Zona Oeste de São Paulo, em alguma curva escura nos arredores da estação de trem da Lapa. Seria uma hora qualquer muito próxima das duas da manhã, hora em que a dona do bar costumava fechar a casa. Ela, na verdade, a filha do dono. Uma mocinha miúda de cabelos muito encaracolados. Ela os amarrava em um rabo-de-cavalo e os escondia sob uma boina
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Se fosse ficção
Talvez a palavra resolva seguir ao lado da literatura, mas também se mantém sozinha, também é seu próprio alicerce. Apenas ela pode se narrar
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3 de maio de 2008

Palavra 26

José Watanabe: o guardião do gelo
A presença da cultura japonesa na obra de José Watanabe não se limita a elementos biográficos, mas está arraigada numa série de características que revelam um longo convívio com a tradição literária do haicai
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A mulher do tenente francês
John Fowles aproxima-se do modelo do romance vitoriano para negá-lo, ao final. Não sem antes lhe reservar um último golpe: o final em aberto. Não que o romance termine inconcluso; mas possui dois finais possíveis. Na verdade três
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Um conhecido entre os traços
Está claro, mas não nítido, por que o desgraçado é assim tão familiar. As paralelas que deveriam se encontrar no infinito podem sofrer desvios. Podem chocar-se ainda no tempo. Eventualmente, acontece
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Bala de fogo
(Poema singelo contra a morte)
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25 de abril de 2008

Palavra 25

Mountolive
O que mais impressiona na engenhosa construção de “O Quarteto...” é a perícia com que Durrell, a partir de uma trama obscura, repleta de ambigüidades, racionaliza e vai contrapondo novos elementos para criar um universo perfeito que o leitor depois irá desvendar — e que irá surpreendê-lo
Aqui

Um final entediante
Ao extrair do inimigo sua força e sapiência, Pullman diminuiu o valor deste e, por conseqüência, o desfecho nada mais é do que uma vitória de Pirro, que não convence a ninguém
Aqui

Para apreender um significado
Carta a D. não é um livro que somente conta a história de um amor, é o registro de um significado. Um querer teorizar para si mesmo, ver de forma intelectualizada algo que o próprio autor percebeu que não poderia ser transformado em teoria
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Não sou anjo nenhum
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18 de abril de 2008

Palavra 24

O dilema da literatura de gênero brasileira
A literatura policial brasileira contemporânea é quase inexistente, mas o mesmo pode ser dito da ficção científica, ou da literatura romântica, ou do romance histórico. Em outras palavras, o que falta no cenário literário nacional hoje não é apenas literatura policial, é literatura de gênero como um todo
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Uma revista com rumo firme e novos horizontes
Em 2008, com a publicação de sua 8ª edição, a ser lançada no próximo dia 17 de abril, a “Cadernos de Literatura em Tradução” introduz duas mudanças editoriais. Uma delas é a periodicidade, que passa de anual a semestral. A segunda é a introdução de edições temáticas, que serão alternadas com volumes de tema livre
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A faca sutil: pouca emoção
Lorde Asriel arregimenta um exército composto por homens que sofreram a intercisão, portanto não têm medo, nem imaginação, nem vontade própria
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April in Paris
Em Paris, a beleza brota como uma resposta à opressão do inverno, uma vitória daqueles que sobreviveram, uma ressurreição mitológica revivida a cada ano. A mística em torno do equinócio é profunda, ancestral, dionisíaca. O movimento é patente
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11 de abril de 2008

Palavra 23

Criando fama sem cama
É terrível e fascinante sujeitar-se à objetividade de si mesmo. Há volúpia e desânimo em sair de si e olhar-se como um objeto midiático, um produto, uma possibilidade. Posicionar-se em relação aos outros idiotas cheios de som e fúria.
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Ação de sobra – e poucas descrições
Agnóstico e influenciado por aventuras policiais, Philip Pullman sonega ao leitor informações sobre acontecimentos que se desenrolam em paralelo aos passos de Lyra, a protagonista de “A bússola de ouro”
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“Soneto a Satã”, de Sylvia Plath
No segundo número de nossa seção dedicada à tradução de poesia e prosa em língua inglesa, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle, apresentamos um poema que se encontra entre os primeiros de Sylvia Plath
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Cinco aspectos do conto na era virtual
Na internet, a proximidade do escritor com as opiniões dos leitores é tão instantânea quanto a reação deles ao ler cada linha de suas próprias narrações.
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4 de abril de 2008

Palavra 22

Lêdo Ivo: sorriso aos 80
O que Lêdo Ivo realiza em versos – e também em alguns de seus ensaios – serve de motivação para a crítica, isto é, deve-se analisar a relação entre modernistas e parnasianos em suas contraposições, mas também em suas convergências.
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Mapeando a cidade invisível
Se a mitologia penetrante e luminosa da Paris de Hemingway não é mais reproduzível, Vila-Matas acaba por conceber um tipo de mitologia pessoal e específica sobre seu romance de estréia.
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Estranho objeto
De súbito, faltou fôlego. Cessou a confusão do batismo cego. Poderia decidir-se por qualquer daqueles nomes, ou qualquer outro; subsistiria o mais terrível dos atributos, sempre. O que trazia nas mãos, nelas teria de seguir.
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Do que disseram
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29 de março de 2008

Palavra 21

Miguel Hernández — A península ultrajada
Preso no ano de 1939, depois da vitória de Franco, Miguel Hernández escreve no cárcere seus poemas mais intensos, frutos da experiência da injustiça, da morte e da ausência.
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A ira de João Gabiru
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Tentativa de uma defesa desnecessária
Ninguém em sã consciência decide ser escritor para que um dia lhe roubem suas idéias e façam o que quer que seja com elas.
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Copa de Literatura: seriedade e bom humor
À medida que a Copa avançava, as decepções eram aliviadas pela importância crescente dos comentários dos leitores. Além de ser um torneio sobre literatura, a Copa se transformou num fórum informal sobre crítica literária..
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14 de março de 2008

Palavra 20

O Yeti com maleta executiva
Os grandes mestres compõem um subtexto hitchcockiano, com violinos ao fundo, para o leitor. Eles deixam a dúvida e não a certeza. Em vez de “será que é a pessoa X”, o leitor fica se perguntando “será que essa pessoa existiu ou foi só muito bem-inventada?”..
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Balthazar
Ao deixar um pouco de lado a trama principal para enveredar por um desses caminhos secundários e quase sempre tortuosos, Durrell revela toda sua competência como ficcionista.
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Acordados: o caleidoscópio de vidas da metrópole
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Rosa de fevereiro
Se os antigos, em pastorais de telas e sinfonias, exultavam de retratar o alívio explosivo das cores a brotar, os modernos têm a ousadia insolente de desmerecer as rosas, reduzidas a atavio.
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7 de março de 2008

Palavra 19

A biblioteca e seu inferno
A exposição nos permite questionar os códigos morais ou o que parece se estabelecer como moralmente aceitável, a partir dessa literatura que vai justamente pesquisá-los, como, por exemplo, o Marcel Proust de Sodoma e Gomorra e o drama dos “invertidos”.
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Cardeais em órbita
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Arquitetura e intolerância na Barcelona medieval
A Catalunha está no auge de sua prosperidade, pois domina o Mediterrâneo. Mas esse poderio comercial não esconde as marcas de uma sociedade profundamente estratificada.
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Minhas universidades, de Górki
Para Górki, o bravo homem russo é aquele que vive plenamente o real, que coloca a mão na massa, e que o intelectual nada mais faz que concluir o que, em realidade, o homem que vive plenamente o real já concluiu, passando por dissabores e fazendo, ele mesmo, a História.
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29 de fevereiro de 2008

Palavra 18

As concubinas do sultão
Percebo que não conheço São Paulo. Acredito que ninguém conheça. Pois a cidade não se deixa conhecer. Como se precisasse esconder o rosto, ela abafa a própria voz natural, uma vibração produzida a cada instante pelo flutuar de seus habitantes.
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Os muitos dilemas da literatura policial brasileira
Os detetives Espinosa e Mandrake, aquele mais do que este, são conseqüência de uma necessidade de auto-afirmação que ainda permeia a literatura de entretenimento no Brasil.
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Do processo de organização das idéias
Alguns poderiam dizer que saber toda a história antes de escrever tira toda a graça da escrita. Mas literatura policial é um troço assim. É um artesanato com uma técnica.
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Moça de vermelho sabe morrer
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22 de fevereiro de 2008

Palavra 17

Cinco aspectos da arte de citar
Citar é estar de tal forma na literatura que só a própria criatividade não é suficiente, deve-se buscar ferramentas criadas por diferentes autores, desconstruir pensamentos e identificar até migalhas espalhadas que ainda não haviam sido vistas.
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Ganhando meu pão, de Máximo Górki
De que matéria, afinal, é feita a ficção — Górki parece perguntar — e por que ela o cativa de maneira tão impressionante e, ainda, por que o que é ficcional pode ser tão belo, apropriado, sublime e, por vezes, inapropriado, já que não se cola ao real?
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Os rebeldes e os outros
Sándor Márai destila a rebeldia juvenil a partir da noção simples de “nós” e “outros” e da idéia de que o mundo “deles” está completamente errado.
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Contos do inconsciente
Freud e o estranho – contos do inconsciente, mesmo sendo irregular, não deixa de ser interessante. Em primeiro lugar, pela caprichada apresentação do volume, com notas bastante explicativas acompanhando os contos, além de comentários reunidos ao final do volume.
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15 de fevereiro de 2008

Palavra 16

Um país de não-leitores
Em 2002, um quarto da população brasileira com mais de 10 anos de idade tinha menos de quatro anos de estudos completos: 32 milhões de analfabetos funcionais. Estatisticamente, o brasileiro não estuda, e quem não estuda não lê
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A fantástica fábrica de salsichas
O curso de P. E. também realiza visitas guiadas a editoras. Essa, sim, foi a parte mais empolgante do meu treinamento de agente secreta (com licença, sofro de imaginação galopante): me infiltrar no terreno inimigo e desvendar seu modus operandi
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Sob a luz de Matisse
“O autêntico criador não é apenas um ser dotado, é um homem que soube ordenar em vista de seus fins todo um feixe de atividades, cujo resultado é a obra de arte.” – Henri Matisse
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Os cheiros da terra
Que a terra na França exale um perfume rústico e irresistível quando chove sobre ela, admito com prazer. Mas empenho minha palavra como não é igual ao que inspirei nesta manhã em Guarulhos e experimentei tantas vezes, em inúmeros recantos do país
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2 de fevereiro de 2008

Palavra 15

Justine
A organização caótica da narrativa passou, em dado momento, a dispersar minha atenção. Chega uma hora em que belas figuras de linguagem e descrições primorosas tornam-se insuficientes para cativar um leitor que preza uma condução mais segura da história.
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A Infância de Máximo Górki
É interessante notar a maestria do autor em elaborar ficcionalmente e em detalhes as suas memórias daqueles anos, sem deixar de dar-nos um painel, ainda que muito sutilmente, do modo de viver do russo, do “homem comum”, no século 19.
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Contos de fadas para adultos
Publicado pela primeira vez em 1960, na Inglaterra, “Beijo”, de Roald Dahl, é formado por onze contos em que prevalece o tom sombrio, com detalhes do cotidiano que, aos poucos, constroem um clima de suspense e terror.
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Cassavas, Anselmo e as grandiosidades
Quando encontro uma literatura feita a partir de certo surrealismo fantástico, ela tende a me agradar muito mais. João Paulo Cuenca mergulha nessa classe com maestria.
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26 de janeiro de 2008

Palavra 14

Guerra sem vencedores
Com mais de cem mil exemplares vendidos na Espanha, traduzido na Alemanha, França, Itália, Holanda, Sérvia, Israel e Romênia, e às vésperas de ser transformado em filme, Os girassóis cegos passou despercebido da grande imprensa.
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Dois poemas de John Donne
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O dilema da literatura policial brasileira
Nenhum escritor está disposto a se colocar como um escritor menor, um mero escritor de literatura de entretenimento. Dos poucos escritores brasileiros de literatura policial, a maioria ainda pretende se colocar uma importância que não deveria ter.
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Moldar o homem
Imagine, quanta identificação, quanta empatia, quando o povo soubesse que o presidente é tão normal, "como todo mundo", que foi até traído pela mulher! Mas, estranhamente, houve pouco mais do que alguns comentários chistosos, nos botecos e nos cartuns, sobre o "reizinho corno". E o assunto morreu.
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18 de janeiro de 2008

Palavra 13

Janet Malcolm e a busca elusiva por Gertrude Stein
Os que conhecem a autora americana Janet Malcolm sabem que não encontrarão em Two lives – Gertrude and Alice, seu último livro, uma biografia no sentido estrito da palavra
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O ficcionista das ruas
João Antônio alega ter buscado firmar um compromisso com o leitor brasileiro, o qual procurou conhecer a fundo, a fim de desmistificar a sentença de que “não temos leitores”
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Huymans ensaísta
O que caracteriza o conjunto de ensaios de J. K. Huysmans é a alternância entre a militância inicial ao lado da pintura impressionista, dos salões dos independentes ou de vários artistas e o caminho religioso que o faria aproximar-se da pintura de Fra Angelico ou de Mathias Grünewald
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Animais distantes
O escritor é o leitor que acompanha detalhadamente cada passo de um texto e cabe a ele decidir os rumos — mesmo que depois os encontre errados — de sua criação
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12 de janeiro de 2008

Palavra 12

Sob o sol, sob a lua... Um Balanço...
Cynthia Cruttenden mobiliza sol e lua para construir um mito quase de fecundação. Keiko Maeo encena a descoberta e o crescimento sensorial do homem.
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O artelho de Aquiles
Há tradutores por aí que, por falta de humildade ou excesso de preguiça, recusam-se a abrir qualquer dicionário. Mesmo os eletrônicos. Eles sabem tudo, e o que não sabem, podem adivinhar. Ou inventar.
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Antonio Porchia — os limites da literatura
A escassez da obra de Porchia é uma decorrência natural, necessária, da sua capacidade de condensação: uma única voz parece requerer uma eternidade de silêncio e meditação.
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O homem na multidão
Sem colocar seu detetive no divã, Garcia-Roza conseguiu, de livro a livro, criar uma figura carismática capaz de comportar questões graves de maneira bastante verossímil.
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Sobre símbolos e eras
São os orientais, hoje, que não respeitam nada do que já há; pensam no que ainda haverá, e interpretam o presente como mera matéria-prima, tão bruta e maleável como a areia da praia.
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24 de dezembro de 2007

Palavra 11

Poemas
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Em nome da harmonia
Assim Assis Brasil se mostrou em seu romance: mantendo um ritmo sensatamente emocionante do começo ao fim, com a honesta prioridade não de impactar, mas de ser fiel ao texto, ao tom de narração escolhido.
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A literatura que vem da Ásia
Que o leitor mais exigente não se engane: há, em tais best-sellers, algo que cativa e que aparece justificado num fazer literário que, não sendo fruto da mente de gênios da literatura, ainda assim, tem o seu lugar.
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A noite dos viúvos
"No momento seguinte, Fernando debruçou-se sobre ela para chegar-se mais ao calor de seu corpo, e viu, neste instante, o que quase o arrancou de si, que Teresa olhava, com lascivos olhos semicerrados, para a fotografia de Raul a apenas alguns centímetros de seu rosto."
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15 de dezembro de 2007

Palavra 10

Ambição total
Para um escritor com ambição total, a busca por todos os leitores possíveis não implica condescendência ou simplificação; ao contrário, ela implica excelência e versatilidade.
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Individualidade e história
No romance Uma questão de loucura, Ismail Kadaré empresta ao narrador aguda capacidade de observação e de fantasia, para recuperar, como em outras obras, a história da Albânia.
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Leda
Ao dar o título do seu livro a uma personagem obscura e que pouco aparece na narrativa, o autor sugere uma visão sobre o lugar que a literatura possui nos dias de hoje.
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Eu ficava ali, chamando Deus
“As provas da existência do inimigo interior são imensas e as de seu poder esmagadoras. Creio no inimigo porque, todos os dias e todas as noites, eu o encontro em meu caminho. O inimigo é aquele que, do interior, destrói o que vale a pena. É aquele que lhe mostra a decrepitude contida em cada realidade”.
Amélie Nothomb, Cosmética do inimigo
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7 de dezembro de 2007

Palavra 9

A voz distante
Nos poemas aqui traduzidos, inéditos no Brasil, Yves Bonnefoy fala de um eterno renascer, contra os desígnios da morte e do esquecimento.
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De Drácula a Philip Marlowe
Até que ponto é possível reduzir o gênero policial a um punhado de características?
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Wordsworth e o retrato do poeta quando jovem
A edição bilíngüe de O olho imóvel pela força da harmonia, seleção de poemas de Wordsworth, traz, pela primeira vez em português, trechos do prefácio ao livro Lyrical ballads, volume escrito por Wordsworth e Coleridge, considerado um marco do Romantismo nas letras inglesas.
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Cento e sessenta homens parrudos
Nem o mais aloprado dos econometristas haverá de encontrar traços de eficiência no ato de mandar cento e sessenta policiais (escrevo por extenso para aumentar o impacto) para combater uma pequena, digo mais, minúscula greve de estudantes.
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30 de novembro de 2007

Palavra 8

Entre o romantismo e a modernidade
Em contraste com a sintaxe e o léxico sonoros e altissonantes das obras de Espronceda e Zorilla, os poemas de Bécquer apresentam uma linguagem depurada e concisa
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Dois poemas
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Sabores, cheiros e cores
"O homem tinha (eu achava) cara mesmo de pescador: faces descarnadas, secas de sol, a barba cinzenta e rala encompridando o bigodão. Enfiados nos braços, os cestos de vime: gingando no passo dele, tampas saltando, os peixes querendo fugir, voltar ao Guaíba, ao Taquari – nadar"
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A essência esquecida
Se o crítico é o maior defensor da literatura, ele tem o dever de saber que o melhor livro já escrito não vai cair em suas mãos nesta vida.
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23 de novembro de 2007

Palavra 7

Os buracos da máscara
As histórias de Karen Blixen – em Sete narrativas góticas – negam as obviedades da tradição que evocam no título. Antes, sugerem novas sombras, disfarces e duplos. A começar por aquele que é o grande tema do livro, a identidade.
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Três canções
De Marco Catalão
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A morte sólida e terrível
Em A estrada não há gratidão ou reconhecimento, mas apenas o impacto causado pelo encontro entre seres de uma raça que se aproxima da extinção, num pessimismo similar ao de Samuel Beckett.
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O caso dos pensadores mortos
"O corpo de um matemático de renome, professor de cursos disputados, pesquisador das equações mais abstrusas, foi encontrado sentado em seu gabinete, a cabeça sobre uma pilha de papéis, os olhos arregalados, fixos, a boca escancarada, os dedos ainda apertando a caneta"
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17 de novembro de 2007

Palavra 6

O perfeito bibliotecário
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Sutilezas entre ocultar e dizer
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Percepção de méritos
Quem julga um texto pela personalidade do escritor é incapaz de construir um argumento para sustentar boas idéias.
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Clarice Lispector: uma escrita indigesta
Em Clarice, os traços convencionais da narrativa são refundidos numa escrita não raro dura de roer, principalmente para leitores desabituados aos fluxos de consciência, às tramas pouco lineares, a espaços fragmentários, às fusões entre narrador e objetos descritos, à mistura de gêneros.
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10 de novembro de 2007

Palavra 5

Enfim, a voz de Ted Hughes
Após anos de silêncio, as cartas do poeta Ted Hughes são uma rara chance de conhecer seu lado da história que terminou com o suicídio de Sylvia Plath
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Dos livros para o cinema
A ficção literária ainda coloca grandes desafios para os cineastas e, assim, guarda potencial para inspirar boas surpresas, direta ou indiretamente.
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Quatro poemas
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Como saber-se adaptado
Ainda temos pela frente o Natal, o Ano-bom, o Carnaval; mas meu sonho é com o mês de abril, das cerejeiras em flor, das tulipas maiores do que meu punho, da reabertura dos jardins, que acolherão os piqueniques e os violões.
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3 de novembro de 2007

Palavra 4

Estréiam Régis Bonvicino e Olivia Maia. Além disso, uma resenha do último livro de Ian McEwan e novas observações sobre o ato de escrever

Sopa_de_ossos@Neruda.com
De Régis Bonvicino, um dos principais poetas contemporâneos brasileiros
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Projeto de sufocação
"É exatamente isso que também faz do grande escritor um grande leitor. Acredito ser o espírito da profissão: a busca pelo conhecimento infindável da língua, para que a pessoa possa se expressar de todas as formas possíveis e atingir as improváveis". De Renata Miloni
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E na janela há um gato
"Espiei a janela. Voltei-me para o editor de texto e pousei as mãos sobre o teclado. Ouvia as batidas do meu coração. Delírio!" De Olivia Maia
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Na praia
A última novela de Ian McEwan, comentada por Isa Fonseca, que vê uma narrativa inicialmente fluente e interessante, mas também um flerte com o tédio.
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27 de outubro de 2007

Palavra 3
Palavra desta semana enfoca, inicialmente, dois dos melhores escritores brasileiros: Clarice Lispector e Cristovão Tezza.

Clarice e seus amigos
São 42 pequenas entrevistas. Profundas, às vezes. Deliciosas, sempre. Fui direto às minhas predileções e curiosidades.
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Literatura de pai para filho
Mais do que uma história de filho doente, O filho eterno é uma bela reflexão sobre a paternidade, sobre ser escritor e sobre o momento político conturbado dos anos 1980
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E Paris mudou de cara
Estrangeiro em tudo e todos. O autor incursiona pelo encanto sombrio da Cidade Luz, onde seus sentimentos mesclam-se de forma sinestésica e paradoxal entre o medo e o fascínio diante da outra face de Paris
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Dos reencontros
Ricardo Miyake, no ciclo Poemas Nostálgicos
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19 de outubro de 2007

Palavra 2
Novos autores estréiam na seção, expressam suas reflexões e dão vida a suas quimeras

Homens e não
O primeiro romance da Resistência italiana chega ao Brasil, 62 anos depois da edição original. Em narrativa seca, Elio Vittorini foca a humanidade e o horror sem reduzir sua história a uma tese política. Uma resenha de Gregório Dantas
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Condições urgentes
Renata Miloni propõe: "o que penso ser preciso para escrever (e ler) é que jamais se deve abandonar as próprias marcas em nome de um conforto que, na verdade, não existe fora delas"
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Selena e o major
"Olhou bem pra cara do velho, o linho, o olhinho azul do velho, anel da mesma cor, bengala de castão. E começou a rir". Por Neuza Paranhos
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Das lágrimas
Ricardo Miyake, no ciclo Poemas Nostálgicos
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15 de outubro de 2007

Primeira vez

O editor da seção anuncia: “a cada semana, uma nova edição, para reverenciar a literatura – ou, antes dela, a Palavra”

6 de outubro de 2007

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