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Comentários sobre esse texto:

Enfim, a voz de Ted Hughes

É incrível como as reações óbvias são previsíveis mas inescapáveis - lendo esse comentário amargo de Lúcia Nunes eu não posso deixar de tentar defender o Sr. Hughes...
Será que as mulheres sempre vão tomar o partido da Sylvia e eu vou me condenar junto com o Ted?
Será que mesmo depois de ler o Birthday Letters, a biografia feita pela Stevenson, essa edição de cartas, o gut feeling vai sempre ser esse mesmo - pobrezinha da Sylvia e pro inferno com Ted?
Eu discordo frontalmente do "no remorse, no mercy, no fear" - discordo também do "tempos Ted Hughes" - ...
É quase impossível uma imparcialidade no julgamento, mas será que Lúcia não vê que o suicídio de Sylvia também vitimou seu marido e filhos?
Se ele fosse tão egocêntrico assim teria escrito e publicado tudo isso?
Não tinha vontade de amar? Era vontade narcísica? Discordo. E recomendo o livro "O que é a verdade?", poemas que dedicou aos filhos - será que um egocêntrico narcísico amaldiçoado pelos céus criaria tanta beleza?


Ivan Justen Santana
2008-03-06 22:46:50

Enfim, a voz de Ted Hughes

Aos 68 anos se foi o poeta Ted Hughes. Não há o que lamentar, dado o fato de como ele próprio via suas ações. Estavam diretamente relacionadas ao suicídio de sua esposa Sylvia Plath (agravadas pela omissão, tal como ele mesmo "divaga" sobre o suicídio de sua segunda companheira - Assia Wevill). Enfim, um tipo que combina com este nosso tempo, marcado pela indiferença, pela solidão em meio a milhares de seres semelhantes à nossa espécie. Ao que parece, estava adiantando o tempo que viveria quando de sua morte... "No remorse, no mercy, no fear", tal como li em um adesivo por aí. Tempo macabro. Tempo Ted Hughes.

Pobre figura renomada da poesia mundial contemporânea. Um egocêntrico, nada mais, nada menos. Perdeu para sempre o melhor da vida: viver o amor. Ainda que vivamos fazendo tentativas, nada mais faz sentido. É o caso de Hughes, não tinha sequer vontade de amar (talvez, no máximo, uma vontade narcísica). Deu no que deu: sua vida se transformou em um deserto. Quanto ao silêncio, evidentemente era narcísico. Só isso. Repudiava os sentimentos do filho, que sempre se mostrou inconformado com a morte trágica da mãe, Sylvia Plath. Quem poderia ser mais arrogante? A evidência de sua pobreza de alma é que tinha consciência de ter sido amaldiçoado pelos Céus...


Lúcia Nunes
2007-11-10 01:10:19

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