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Comentários sobre esse texto:

Os bilhões que nos tomaram

Chicobau disse tudo o que eu tinha atravessado na garganta. Somos massa de manobras do império do cinismo. Não é a primeira vez que a Previdencia se vê "espoliada" com desvios para se produzir o "superavit primário" e se desviar recursos de 80% do juro - 151 bi p/o setor financeiro "socorrer" 20 mil familias de rentistas enquanto 25 milhões de aposentados não sentem nem o cheiro dos 161,7 bi! Na hora de se discutir e votar o novo mínimo, dizem: "Não era o que se desejava dar, mas é o que se pode dar no momento." Momento que se desdobra todos os anos! O DRU passou ontem no Senado! Valerá até 2011!!! Uma troca sabida pot todos os parlamentares como nociva ao direitos adquiridos na Carta Magna de 1988. Não passou a CPMF, mas a DRU assegurou a sua sobrevivencia. Seguridade e Educação, que se vão para o Inferno! Eu já adivinha as "patifarias" e os mentirosos debates no Congresso (Senado).


morani
2007-12-20 13:21:09

A questão é....?

Excelente artigo! Esclarecedor, embasado e contundente! Mas, gostaria aqui de corrigir o curso sobre o papel da imprensa nesse episódio. A imprensa seguirá sempre os rumos do capital porque seu modelo (no Brasil) foi montado a partir do investimento de setores econômicos e não da consolidação de veículo informativo da massa.

Ademais, não há porque se falar em omissão da imprensa diante de uma população desleixada, desatenta, interesseira e mesquinha (consulte a quantidade de políticos que, mesmo denunciado pelos MPs, elegeram-se). Se ainda não concordam, tomem como exemplo a quantidade de comentários nesse texto (inclusive quanto ao teor) e comparem com os textos publicados em comentários de grandes jornais (folha, globo etc). Ninguém se informa antes de dar uma opinião. A maioria prefere versões prontas, distorcidas e incompletas, mas que se encaixam no raciocínio simples e pobre com o qual se acostumou!

Não é a imprensa que não discute os interesses do povo, é o povo que não se interessa pelo conceito de nação! Mudem esse argumento. Já está na hora de enfrentar uma nova perspectiva para a insistência de o Brasil permanecer um país dominado por meia de dúzia de famílias, o que ocorre desde o império.


Marcelo
2007-12-19 03:41:59

Os bilhões que nos tomaram

Tomada isoladamente e partindo da premissa que vinculação de receitas para a área social é uma conquista da democracia brasileira e forma adequada de se lidar com as finanças públicas, o texto é irretocável.
Porém, outros aspectos da realidade orçamentária do Estado brasileiro devem ser devidamente levados em conta.

Não pertenço àquele grupo dos fundamentalistas que são terminantemente contrários à rigidez orçamentária porque consideram que engessa a administração financeiro-orçamentária e as possibilidades de adequação das políticas públicas. Se a educação, a saúde e assistência social no Brasil são ruins poderiam ser ainda bem piores se não tivessem recursos garantidos constitucionalmente. A gestão pública dessas áreas é muito deficiente e leva a desperdício de recursos, corrupção e baixa eficiência e eficácia das ações. De qualquer forma, existem recursos e não existe boa gestão que seja capaz de produzir milagres com recursos limitados. A gestão pública é um desafio.

Não se pode negar, no entanto que a vinculação traz dificuldades para a gestão fiscal, principalmente ao se considerar o contexto brasileiro de elevado endividamento, juros elevados e rolagem da dívida em prazo muito curto. Mesmo pagando-se R$ 160 bi anuais de juros, temos uma situação de resultado nominal negativo, o que importa dizer que não estarmos amortizando a dívida e que, portanto, esta cresce em valores nominais, embora a relação divida/PIB venha se reduzindo, puxada pelo denominador, felizmente. A solução simplória seria dar o calote na dívida pública e a mágica estaria feita. O Collor, em outro contexto,fentou isto, não resolveu nada.

O ponto que quero chegar é que não se pode discutir finanças públicas por pedaços, porque as coisas são interrelacionadas. O que posso dizer é que o fim da CPMF e da DRU tem como resultado deixar o governo Lula e suas politicas públicas muito mal, sem equacionar os grandes males que ainda demandam solução: carga tributária regressiva (não elevada diante das responsabilidades constitucionais, pois o Estado social é uma conquista de 88 que não pode abandonada), dificuldades politicas de implementação de uma reforma tributária, juros altos e dívida elevada. Neste ponto, o Governo Lula não tem culpa e não acho justo juntarmos à oposição nesta lenga lenga contra a CPMF e a DRU, retirando estes instrumentos poderosos para conduzir a política fiscal, sem deixar nada em troca.


Site: Os bilhões que nos tomaram
Gilson Santos
2007-12-18 17:34:10

Os bilhões que nos tomaram

parabéns, poucas vezes alguém falou de maneira tão clara sobre o absurdo que é a DRU. Matérias assim precisavam ter mais vez na mídia. Porque a midia grande e gorda só citou que a DRU seria votada, sem nenhum comentário esclarescedor sobre o que ela representa? Fizeram um escândalo sobre a aprovação ou não da CPMF, mas sem nehum debate aprofundado. Não tenho dúvidas de que cada palavra se se lê ou se ouve dos grandes jornalões têm um interesse particular por trás.



2007-12-18 16:40:28

Os bilhões que nos tomaram

Por isto que queriam a todo preco a aprovacao da CPMF. Poi assim sendo teriam mais recursos para ser usados pela DRU. Nao sabia desta fabula que e desviada para Superavit primario e outra finalidades. Com isto deixando a saude,educacao e seguranca chegar neste ponto. Quanta mentira e hipocrisia.



2007-12-16 00:12:20

Os bilhões que nos tomaram

O conhecimento da verdade nao chega ao povo que sempre serve de massa de manobra. Paga tambem com sangue, suor e lagrimas.Ora pro nobis...


chicobau
2007-12-08 13:27:06

Os bilhões que nos tomaram

ótimo artigo. Assim se entende perfeitamente o mecanismo da DRU.


Marcos Reis
2007-12-05 17:24:05

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