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Comentários sobre esse texto:

A política no banco dos réus

Estranha-me um pouco esse rechaço a "modelos abstratos de representação", assim como um rechaço à própria idéia (!) de representação.

Como você até mesmo deixou escapar, a representação tem suas mecânicas. No que infiro: as representações coletivas são absurdamente concretas. Afinal de contas, Lula é muitos. E só pôde ser mais ainda após 2002.

Aprofundar a democracia, radicalizá-la, só pode ser via representação, que nesse sentido em nada se confunde com mediação institucional, embora essa também não possa ser ignorada: não dá para se deslumbrar muito com a "multidão", acho, e deixar de reconhecer, sim, seus muitos conservadorismos, seus limites, suas resistências.


Site: http://anaocorcunda.blogspot.com
Anão Corcunda
2008-04-19 17:52:11

A política no banco dos réus

Alexandre, novamente parabéns pelo seu novo texto. Confesso que tenho um pouco de receio dessa noção de “multidão” ou povo, que se organiza, pois ainda não conheço tal situação, visto que todas situações que levaram esse nome degringolaram em ditaduras ferozes (o terror francês pós-revolucionário, o putsch alemão de 30, a revolução cultural maoísta etc.). Mas acredito que a distribuição de renda, realmente, incomoda muita gente que adoraria manter o status quo do início do século passado, se valendo de qualquer estratégia, seja a judicialização, seja a propaganda midiática disfarçada, ou qualquer outra forma sutil de acabar com a “farra da negrada”. E uma intervenção legal e “democrática” cai como uma luva no arsenal de solapagens.
Um abraço e continue.
Miguel Ângelo


Miguel Ângelo Nunes Bonifácio
2008-04-04 01:45:44

A política no banco dos réus

Interessante texto! O Ministro deveria ficar quieto e trabalhar, mas achar que porque ele é primo do Collor está contra o Presidente Lula é uma verdadeira piada! O Collor caiu por "formação de quadrilha", e os éticos do Partido dos Traidores o que são??? Estão usando a "lei do Gerson" (perdão Gerson) e o lema que, diziam, era do Maluf...."Rouba mas faz!". Se ficarem muito tempo no poder
só sobrarão duas classes sociais: a elite e a classe "mérdia". O Brasil é cada vez mais o paraíso do capital governado por uma pseudo esquerda que se acha a escolhida.


Roberto
2008-04-03 02:23:25

Mais modesta

Alexandre, parabéns e saiba que eu me orgulho em tê-lo como colega de concurso.

Como li o artigo agora, às 22:50, em meio a um turbilhão de trabalho que trouxe para casa, não pude fazer mais do que breve análise, em que faço minhas as palavras de Diego, linhas acima.

Meu comentário é assaz modesto, mas acho importante o registro.

Forte abraço.


Marilia Farias
2008-04-02 03:57:17

Duas (ou mais) provocacoes

Alexandre,

Parabens pelo texto!!

Quero aproveitar para fazer duas provocacoes... (a melhor forma que eu conheco de homenagear o autor de um texto que nos faz pensar).

1) A primeira e’ mais geral. Negri & Cia nao e’ a minha praia. Mas, embora eu reconheca que a institucionalizacao de uma "representacao do povo" deixe escapar muita coisa, entre essas coisas o que voce chamaria de potencia popular - o que me parece que ja’ estava bastante claro para quem escreveu a constituicao americana, por exemplo, mesmo que com outro vocabulario -, eu fico pensando se e’ possivel avancar qualquer agenda sem pensar em um papel relevante para as instituicoes existentes. MESMO com o seu "status" permanentemente problematico da sua relacao com a "multidao" que elas jamais podem pretender abranger. Nem o Presidente, nem o Congresso, nem o Supremo podem falar em nome d’ "O Povo" – concordo, nao e’ plausivel dizer isso nem como metafora. Mas nao seria a institucionalizacao da representacao inevitavel em alguma medida? Qual o papel dessas instituicoes no tipo de critica que voce esta’ fazendo? Talvez esse argumento “Negriano” prove demais – qual e’ a legitimidade do governo Lula para fazer reformas, entao? O Lula pode falar em nome d’ “O Povo” contra as “elites conservadoras”? Os intelectuais podem falar em nome d’ “O Povo”, entao? Existe algum ator que possa dizer que a politica X e’ eleitoreira, sem ser imediatamente desqualificado pelo seu argumento? E por que isso nao se aplicaria ‘as manifestacoes de apoio ‘as politicas do governo Lula?

2) A segunda e’ mais especifica e acho que e’ um desdobramento da primeira. O controle judicial de constitucionalidade pode ser um instrumento para uma agenda conservadora, sem duvida, como ja tem sido documentado em alguns estudos de caso; ressaltar isso no caso do Brasil e’ um dos meritos do seu artigo, e eu concordo que esse risco nao fica explicito no discurso da judicializacao da politica como algo positivo no caso do Brasil. Mas nao vejo relacao necessaria entre esse dado e o fato de que certos setores da midia e da sociedade estao criticando certas politicas do governo Lula como "eleitoreiras". Explico: e’ possivel que essas politicas a) nao tenham o efeito social esperado e b) mesmo assim tenham um impacto decisivo no resultado de eleicoes; temos poucos anos de pesquisa empirica sobre o assunto, e o debate esta’ longe de acabar. Isso e’ um problema - mas querer que os tribunais arbitrem esse debate e’ um outro problema, em um nivel distinto e, creio eu, relativamente independente. Eu poderia achar que essas politicas sao eleitoreiras, por exemplo, e ainda assim separar completamente isso da questao de saber quem tem que dar a palavra final sobre o seu carater “eleitoreiro” ou nao - se seria o Presidente, o Congresso, o Supremo ou "O Povo" de que voce fala (que, insisto, nao sei como se apresentaria no dia-a-dia se nao fosse tambem, ainda que nao exclusivamente, pelas instituicoes existentes). Entao, acho que nao fiquei inteiramente convencido da ligacao necessaria entre esses dois problemas!

So’ para concluir... concordo com todos os comentarios acima que enfatizaram a impropriedade da manifestacao do Ministro. Nao porque seja o Marco Aurelio, ou porque eu nao concorde com o teor do comentario dele. Mas simplesmente porque acho que a opiniao de um Ministro do Supremo sobre o carater eleitoreiro ou nao sobre uma politica X deve ter o mesmo valor que a minha: 1 voto no dia das eleicoes, uma cara a mais nas ruas, uma assinatura a mais em uma peticao ao Congresso ou seja la o que for.

Abraco e parabens!


Diego
2008-04-01 01:51:39

A política no banco dos réus

Alexandre,

Parabéns pelo texto!!

Trata-se de dar continuidade aos programas sociais do governo, se assim não for o mandato presidencial vai se reduzir já que existem eleições de dois em dois anos!!
Além disso, não vejo razão para o Ministro se posicionar desta forma, visto que é membro do Supremo Tribunal Federal, devendo se manter imparcial e inerte, aguardando ser incitado pelas partes e não o contrário.
Por fim, só pra lembrar que esta opinião tendenciosa é de um Ministro nomeado pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo...

Abs,

Fernanda



2008-03-31 23:02:11

A política no banco dos réus

Alexandre,

Magnífico! Sua carreira é curta mas segue os caminhos dos mais célebres intelectuais do Brasil.
Não é esquerda, nem direita: é do povo!

Fico um pouco receoso com os efeitos do bolsa, mas não dou tanta importância ao
que fala o Marco Aurélio (talvez deveria).

E a infra-estrutura? Como anda? Reconheço que desconheço.

um abço


Vítor Orgh Chandon
2008-03-31 16:45:06

A política no banco dos réus

Alexandre, mais uma vez tenho que elogiar sua capacidade, embora discorde de seu ponto de vista.

O Lula, em um discurso em Araraquara, manifestou sua contrariedade aos termos do artigo do Ali Kamel ao qual você se referiu, que, por sua vez, replicou de forma bastante correta. Independente de serem eleitoreiros ou não, estes programas sociais do governo distribuem, mas não geram renda, o que terá efeitos bastante danosos à sociedade mais adiante, com prejuízos maiores justamente àqueles que hoje se beneficiam desta distribuição de renda, na forma daquela "doença maldita da inflação", como disse o Lula.
Quanto à invasão das políticas públicas pelo Judiciário, não creio que suas restrições teriam sido externadas com o mesmo vigor nos casos em que o Judiciário tentou impedir as privatizações nas vésperas dos leilões.
Creio que é importante evitar amarras prévias ao trabalho do Judiciário, para evitar atropelos do Executivo. Afinal, embora este governo tenha criado programas sociais que trazem benefícios sócio-econômicos imediatos (espero sinceramente que sejam permantentes e eu esteja equivocado), o respeito aos demais Poderes não é o seu forte, vide a enxurrada de MP’s.

Abraço,

Vagner



2008-03-31 15:49:24

A política no banco dos réus

Alexandre, parabens por mais esse belo trabalho.

Sobre o tema em questão, avalio que a tendência é que se intensifique tal processo, visto a força da mídia neste sentido.
Não é à toa que grandes jornais e TVs têm coberto tão de perto os Ministros do STF, forçando uma identificação da sociedade com os mesmos - é notório o efeito disso junto a uma grande parcela da população, que já os vê como super-heróis aptos a nos defender dos "vilões" do Executivo e Legislativo.

Abraços,

Leonardo Fich.



2008-03-31 14:35:19

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