Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» Capital, pandemia e os papéis do feminismo

» Na pandemia, fermenta o Comum

» Literatura periférica, borbulhante e singular

» Epidemias e a queda do céu

» A Quarentena, o desencanto e os homens de gravata

» Contra o cinismo de 1%, a Reforma Tributária

» O fantasma de 1929 está vivo

» Contra a pandemia, a opção solidária

» Pandemia implodirá a Segurança Pública?

» Filmes para desembrutecer o coração

Rede Social


Edição francesa


» Hobsbawm (1917-2012), un itinéraire dans le siècle

» L'Afrique, cobaye de Big Pharma

» Dépeçage des libertés publiques

» Punir le viol

» Stefan Zweig ou l'horreur de la politique

» Le refus de Sartre

» Une guerre tous azimuts

» Parrain privé, chaîne publique

» « Big Pharma », ou la corruption ordinaire

» Ravages cachés du sous-emploi


Edição em inglês


» To our readers

» Bangsamoro: Philippines' new Muslim-majority region

» Artist and filmmaker

» Looking without blinking

» Politics of city diplomacy

» The return of the city-state

» Philippines revives self-rule for Bangsamoro

» Marawi, the Philippines' ruined city

» Impasse in Morocco

» And now get lost, France!


Edição portuguesa


» Edição de Março de 2020

» Um Brexit para nada?

» A precariedade não é só dos precários

» Edição de Fevereiro de 2020

» O que Donald Trump permite…

» As marcas do frio

» Edição de Janeiro de 2020

» Embaraços externos

» De Santiago a Paris, os povos na rua

» Que prioridades para uma governação mais à esquerda?


Comentários sobre esse texto:

A alma do negócio

Ninguém obriga ninguém a comprar nada. Se a propaganda "atingiu o objetivo" foi porque a pessoa estava pré-disposta a aceitar aquela mensagem.
Eu sempre adorei os comerciais do cigarro Hollywood e nem por isso fui até o bar da esquina comprar cigarros.


leonardo
2008-08-17 07:15:27

A alma do negócio

Ao Diplô Brasil,

quem é esse Guilherme?
Fico triste que sob o manto da semiótica, de frases cuidadosamente elaboradas, se escreva um artigo vazio. Sempre gostei do Diplô pela capacidade de unir análise crítica e ação, mas, um artigo como esse e segundo Antonio Martins, vai ser coluna fixa (espero que não na edição impressa), não tem nada a ver com essa tradição. Soltar o verbo a la Mainard, Azevedo e Magnolli só que com verniz de esquerda ajuda pouco a entender e a atuar sobre a realidade. Que há na publicidade e na propaganda um aspecto altamente pernicioso é óbvio, afinal, em tudo no mundo, especialmente no capitalismo há esse dualismo. Mas, o que fazer? Como dar acesso a produtos e serviços necessarios num mundo de 6 bilhões de pessoas? Num país de 200 milhões de pessoas? Por meio de reuniões de células? Espero que o Diplô promova essa discussão, quais as alternativas e não fique satanizando as coisas. Francamente, espero do Diplô um pouco mais de realidade.

Regina Cardoso


Regina Cardoso
2008-08-11 15:49:20

A alma do negócio

Perdão: onde se lê "O senhor citou a denominação comercial da pasta dental", é justamente o contrário que eu queria dizer, ou seja, ’(...) o senhor não citou a denominação comercial da pasta dental". Alongo um pouquinho meu comentário a respeito da omissão involuntária do "não", para completar que, obviamente isto está correto dentro do que é o Jornalismo. Não se cita marca alguma.

Gostei tanto do comentário posterior ao meu, a ponto de sair de minha "suspensão" intelectual... A Filosofia, ou, filósofos (de fato) fazem muita falta no Brasil. Isto é real, ainda que ela se ocupe de abstrações... Que bom! Muito bom o comentário/análise do professor Arturo Fatturi. Saiu da mesmice das análises semióticas de pululam na rede. O Le Monde do Brasil é uma referência intelectual para compreensão desse verdadeiro "mar de mediocridades" reinante. Como tem um viés acadêmico, as análises propostas pelo LMDBr tentam compreender, expandir, entre outros temas, o conceito de cultura nacional. Necessitamos desesperadamente desta proposta. Então, quanto à cultura nacional, o "nó" da coisa é que ela está "mediada", para não dizer "dominada, amordaçada", tanto pelos donos da informação, quanto pelos da publicidade e propaganda. Já pensei até em uma "teoria da conspiração"... Os norte-americanos vivem com isto na cabeça - CIA, FBI... Como cidadã brasileira sinto-me sem referência musical, estética, poética, etc. Sei que um país não pode viver sem sua memória cultural, portanto, o projeto de aniquilamento de nossas raízes culturais vem se aperfeiçoando há décadas. O auge está se dando no atual governo. Total contradição. Os que estão no Poder nasceram da perfeita integração entre a cultura popular (folclore e toda a gama de suas derivações - música, pintura, escultura, etc.) e o contributo da cultura letrada (que "apresenta" a arte e música denominada como reudita, além do folclore de outros povos). Tudo isto (esta dinâmica de produção cultural) foi banido, asfixiado, subalimentado, até ao ponto de, ao que parece, dentro de um ano e tanto, morrerá por falência total. A cultura de um povo é mais que os marketeiros oficiais e os publicitários desejariam que ela fosse, mas ela pode ser arruinada, brusca ou lentamente. No primeiro caso, temos o exemplo da Rússia e de Cuba, e no segundo, o Brasil, no topo, e para dar outro exemplo, a meu ver, a Itália. Esta "copia" tudo que vem dos EUA. É lamentável o quadro. Que fazer? Faço-lhes uma questão: "negócio" de quem? A minha Alma está fora dessa... O problema é que "eu" sei me defender... Mas há milhões delas (falo de Almas consumidoras de bens essenciais ou supérfluos). O País é grande... Afinal são ingênuas ovelhas em vários currais, ou mesmo fora deles, disponíveis para serem abocanhadas por vários tipos de ávidos lobos... A propósito, como vai a Educação em nosso País?


Lùcia Nunes
2008-08-06 18:35:40

O negócio da Alma

Interessante o artigo. Acerta em vários pontos em sua análise da publicidade.

Contudo, como Prof. de Filosofia e perene estudante da mesma, meus instintos céticos me fizeram perguntar: por qual razão o nome ou marca de uma determinada margarina é citada logo abaixo do título do artigo. Sabemos que os publicitários são capazes de quaisquer coisas para vender um produto ou a si mesmos.

Assim, será que aquela margarina usou seu setor de marketing para elaborar uma peça publicitária exercendo sua maior capacidade de hipocrisia? A coisa seria mais ou menos assim: "Fulano, elabore um artigo em algum órgão confiável, critique a publicidade, mas cite o nome de nosso produto e só do nosso".

Não tenho maiores razões para crer que "não" é isto. A dúvida permanecerá...

Por outro lado, o artigo esquece de elaborar o argumento de que a publicidade o marketingnão visam apenas vender um produto diretamente. O fococentral é vender um estilo de vida, uma subjetividade. Poderia-se dizer: uma alma. Para os publicitários - tal como para Goebels - somos vazios e necessitamos ser preenchidos por uma forma de vida. Esta forma de vida é elaborada, não como uma forma de vida diretamente detectável, mas como algo que se "apega" a um determinado tipo de consumo. Pessoas saudáveis consomem tais e tais produtos e expôem pessoas saudáveis e bonitas, etc.

O negócio da publicidade tem muito a ver com a realidade e neste ponto discirdo amplamente do articulista. A publicidade reorganiza a realidade ou aquilo que nas agências de publicidade eles creem ser a realidade. Assim, suas peças letais estão sempre ligadas ao mundo familiar, sexual, das aparências sociais, etc. Logo, a publicidade e suas peças têm como objeivo principal uma mudança da realidade, uma mudança da subjetividade humana - ou do consumidor.

Não há, para o publicitário, um ser humano com cérebro e vida, há um "alvo" que deve ser transformado numa máquina de consumo exacerbado.

Gostaria que o articulista, se não aprontou alguma peça publicitária em seu currículo, elaborasse mais este aspecto da publicidade.

Arturo Fatturi


Arturo Fatturi
2008-08-06 17:21:32

A alma do negócio

Caro Guilherme Scalzilli, como escritor sua análise foi bastante abrangente sobre os abusos da publicidade e propaganda (e aqui, o pessoal da área tem toda liberdade, já que poucos se incomodam e se manifestam a respeito das ’"peças" que eles produzem). Talvez por ser jornalista (não pode haver promiscuidade entre informação e publicidade - pelo menos foi o que aprendi), e, por esta razão fiquei intrigada com o "lead" deseu artigo. O senhor citou a denominação comercial da pasta dental; entretanto, nossas mentes lembrarão de uma certa marca ali referida, para sempre, em frente ao balcão das margarinas... Foi descuido ou é o nosso bem conhecido "merchandising" - muito usado em nossas novelas e, ultimanente, com descaramento,em roteiros hollywoodianos? Desculpe-me pela impertinência, se não foi sua intenção.


Lúcia Nunes
2008-08-06 16:45:16

A alma do negócio

A lucidez de Guilherme invoca o óbvio, lamentavelmente um óbvio para poucos; com um olhar nada difundido pela grande mídia. Quando perguntamos ou afirmamos "se" ou "que" "um outro mundo é possível", logo vem a carga midiática do mercado com toneladas de argumentos, quilômetros de espaço, horas de blablablá e a gente vai ficando anestesiado com esse bombardeio.
É com pena que observo o reduzido número de pessoas que conseguem absorver os alertas contidos no texto.
Parabéns Guilherme, não sabia que vc. estava também no Diplô.
Força total!///


Tobias Ferraz
2008-08-01 17:32:41

A alma do negócio

Correção sobre a mensagem abaixo: Todos os periódicos são informativos, evidentemente, talvez a palavra mais apropriada seja universalistas, para entrar em oposição com especializados.


Henrique Ribeiro Dorneles
2008-07-31 04:58:03

A alma do negócio

É com um misto de tristeza e euforia que devo admitir que, na minha curta experiência de vida e de acordo com todas as fontes midiáticas por mim conhecidas, o melhor periódico brasileiro é francês. Com exceção de nossos excelentes periódicos especializados (publicações universitárias ou ligadas as universidades) nenhum outro veículo de comunicação da espaço a contestação como esse. Até conhecer o Le Monde Diplomatique Brasil, as únicas fontes de informação não engajadas no projeto neoliberal eram das universidades, que aliás, só vim a conhecer depois dos vinte anos de idade. Isso me colocou em um tremendo atraso, pois tais publicações são valiosíssimas, mas pelo seu nível de profundidade são bastante extensas em relação a periódicos informativos, fato que não há como fugir. Esse time de colunistas do Le Monde Brasil jamais teria espaço na máfia da comunicação brasileira. Agora tenho a chance de recuperar o atraso, dentro dos limites de tempo possíveis. Obrigado Le Monde, obrigado franceses e obrigado colunistas e equipe.


Henrique Ribeiro Dorneles
2008-07-31 04:43:04

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.