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Comentários sobre esse texto:

A constatação da alteridade

Folha: O senhor está feliz com a propaganda?
Marquito frevo: Sim, muito contente.
Folha: Antes o senhor dizia que os meios de comunicação eram comprados e contra os movimentos sociais.
Marquito frevo: Eu dizia?
Folha: É o senhor dizia.
Marquito frevo: Acho que agora a mídia está se redimindo de 500 anos de exploração.
Folha: A mídia está pagando por seus pecados?
marquito frevo: Não digo que está pagando, mas está se redimindo?
Folha: O que a periferia tem de redentora?
Marquito frevo: A periferia tem pobreza, miséria, desigualdade, injustiça, tudo o que a elite precisa para se redimir de seus erros passados.
Folha: Entendo. Então a periferia é a aliada perfeita para que a elite consiga sua redenção?
Marquito Frevo: isso, a periferia tem tudo o que a elite precisa para salvar sua alma do inferno.
Folha: Então o senhor ainda é contra a elite?
Marquito Frevo: Sou completamente contra a elite, contra os burgueses, contra o sistema.
Folha: Como fazemos então?
Marquito Frevo: Tem que passar para o nosso lado. passando para o nosso lado, a elite deixa de ser perversa e passa a ser boazinha.
Folha: Compreendo. basta essa aliança entre ricos e pobres para que tudo se harmonize.
Marquito Frevo: Isso, é só deixar a gente tomar conta de tudo e dar tudo para nós que está tudo certo?
Folha: Vinde a mim o vosso reino?
Marquito Frevo: É logico! A elite nos deve 500 anos de exploração.
Folha: Voc es não acham que isso é uma estratégia onde só vocês vencem?
Marquito Frevo: É lógico! E só a gente tem que ganhar mesmo. Playboy não tem que ganhar nada. Nada!
Folha: radical não?
Marquito frevo: Aí, você está do lado deles ou dos nossos?
Folha: Aí, você quer publicar ainda algo na Folha ou acha que já ganhou sua època?
Marquito frevo: Cuidado, cuidado. Sou amigo do presidente. Ele faz que despreza a gente, faz que despreza o MST, faz que despreza os sindicatos, mas sempre que precisamos, ele dá uma força.
Folha: Ok, obrigado pela entrevista.
Marquito frevo: malandro traquina aqui sou eu. Cadê minha grana?
Folha: Acabou o meu, acabou o seu malandro!



2009-03-07 17:29:08

A constatação da alteridade

Muito interessante a análise do autor, mas eu me pergunto se a segregação de uma minoria seria a expressão correta para o caso brasileiro. No brasil insistimos em dizer que as minorias precisam ser incluídas, mas os intelectuais que defendem essas mesmas minorias dizem, quando estão nos palanques e comícios da vida, que a maioria está segregada. Nunca estamos decididos quanto ao uso de uma ideologia européia no trato da questão racial, porque essa ideologia, percebemos bem , trata a maioria excluída como minoria segregada. Sabemos que precisamos pensar a partir do que a razão européia nos fornece, mas não é o que os movimentos radicais de inclusão social alegam: na visão dos porta-vozes mais exaltados, uma minoria impõe sua vontade sobre a maioria, e esta maioria encontra-se excluída e explorada pelos poucos que possuem os meios de produção. Por que é sempre a minoria branca que deve constatar a alteridade? Se ela é minoria, qual seu papel moral na sociedade?

Na minha opinião, a elite (sempre branca, sempre exploradora e perversa, no dizer dos exaltados), persuade a grande maioria das pessoas segregadas e excluídas de que ela, a elite, possui a dignidade moral para estar onde está. Por que nem todo mundo gosta de ser pobre?

Por que os intelectuais de classe média acham que os pobres gostam de ser pobres?

Saindo da história colonial brasileira, por que só o negro tem o estigma da pobreza? E a Índia, e os países árabes, e a China comunista, com suas centenas de milhões de pobres? - Maximiliano Santana



2009-02-05 15:21:42

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