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Comentários sobre esse texto:

É de baque-solto

Que coisa linda essa materia..abrigada galega!por me tirar tantas lagrimas de respeito por esse povo e assa cultura linda que ainda tem pernambuco,moro na bahia mas agora eu estou dignamente emocionada por ser pernambucana..do terreino de mestre salu!muuuito obrigada por ver com tanta clareza e poesia nossa cultura e compartilhar com o mundo..vou passar essa materia pra mais pessoas sentirem o que é o maracatu de baque-solto.


Wedja Alves
2009-05-01 22:28:05

É de baque-solto

Sou Promotor de Justiça de Nazaré da Mata-PE e
Coordenador da 10ª Circunscrição do Ministério Público (Tracunhaém a Itambé).

Estamos construindo um prédio para a Sede da Circunscrção em Nazaré, então, sugeri ao Dr. Paulo Varejão Procurador Geral do Ministério Público, batizá-lo de Mestre Salustiano, ocorre que, por tradição o Ministério Público nomeia seus prédios com nomes de Promotores falecidos, todavia, nada impede que se a população solicitar e apoiar minha ideia o predio se chame: Doutor Manoel Salustiano Soares (mestre Salu), o doutor é para pontuar o fato de uma pessoa pouco letrada ter o reconhecimento acadêmico que sua arte o fez doutor.
Assim, é importante divulgar, essa, que creio, ser uma justa homenagem a um artista da região.

Vale destacar que, a decisão é de um colegiado e não só do Procurador Geral que apoia o pleito.

Portanto, solicito, se o senhor entender cabível, o apoio e a divulgação deste pleito para quebrar o paradigma anterior do Ministério Público e inaugurarmos a essa nova fase de nomes nos prédios do Ministério Público.

Mandem cartas ou e-mais para Min. Público de PE. O sítio é http://www.mp.pe.gov.br e o e-mail é imprensa@mp.pe.gov.br


Paulo Henrique
2009-04-12 05:41:32

É de baque-solto

Delícia de textura!


Otávio Bastos
2009-03-15 20:20:50

É de baque-solto

Galega, você está cada vez mais se pernambucanizando! Primor de texto e matéria. Rica em sutileza, plena em informações, tocante na paixão de contar o que se admira.

Um cheiro pernambucano

Até


Marquinho
2009-03-12 15:00:51

É de baque-solto

O maracatu é uma das danças brasileiras mais lindas. E o carnaval acompanhando os maracatus é simplesmente dionisíaco: é o verdadeiro carnaval. Não é o carnaval carioca ou paulistano, trancado nos sambódromos nos quais devemos pagar caro para ver centenas de mulheres nuas. Nada contra as mulheres nuas. Mas mesmo aqui no Rio, onde existem ainda alguns poucos blocos carnavalescos de rua, o carnaval é para poucos. Os pancadões continuam nos morros, mas não os considero carnavais. Não tenho consideração por eles, e ponto final. Pancadão já é coisa de gente pancada no próprio nome. Mas o maracatu tem uma tradição e uma história muito animadas e atraentes. Nó nos sentimos atraídos por aqueles caboclos e por aquelas rainhas idosas, de espada na mão e muita ginga nos pés, enlouquecendo no ritmo quase-desorganizado dos ritmistas.

O maracatu é carnaval mesmo, é bagunça. É liberdade no meio da rua, mas liberdade sem ignorância e sem violência. Quem me dera se no morro vingasse a civilidade do maracatu, nós só teríamos a ganhar. Mas infelizmente nos morros só vinga mesmo o funk e nos bairros onde há escolas de samba, o samba. E escola de samba é sempre aquilo: união de todos para a curtição de poucos, dos poucos que freqüentam o sambódromo. Mesmo que sirva para mostrar a saúde gostosa da mulata, os olhares estão todos nas modelos da elite que lucram com sua presença nas baterias do morro. Tudo muito bem montado para quem tem muito dinheiro e nenhum samba no pé. Já o maracatu é uma desordem mais ou menos organizada e muito colorida no meio da rua para quem quiser ver e ouvir. O maracatu é desfilado em alguns palcos onde se procura mostrar a vivacidade cultural de Recife, mas o núcleo pulsante do maracatu está mesmo é na rua. E o povo gosta, se sente à vontade para sacolejar e cantar junto.

Para quem pensa que no carnaval o povo só gosta de mulheres nuas, é porque nunca viu o povo observando os detalhes das fantasias que cada um dos caboclos e outras figuras confeccionaram familiarmente com todo o cuidado. Os elmos, peitorais e mantos recebem tantos apetrechos e de um colorido tão complexo que muitos estilistas reparam nas confecções, admirados pela capacidade de realização artística dessas pessoas tão simples e anônimas. A fantasia, na verdade, é a identidade do maracatu, identidade que já é, por si só, um mosaico antropofágico, uma vez que a fantasia do maracatu provém da fusão de indumentárias carnavalescas caboclas, africanas e européias (holandesas e portuguesas).

A própria crença na ancestralidade dos mestres-babalorixás já revela a presença e importância do candomblé ou das macumbas. O povo também repara nisto, mas como há muitos católicos em Recife, os grupos não saem mais com seus adeptos e sua alfazema incensando na frente. É uma questão de harmonia para não estragar o bom clima do carnaval dessa gente simples que não tem síndrome de vira-lata e que sabe exatamente o quanto a sobrevivência da cultura popular depende do amor pela própria cultura, e não das preferências da mídia ou da opinião pública adoradora do créu na velocidade 5.


Jorge
2009-03-12 04:31:07

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