Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


Rede Social


Edição francesa


» Etats et entreprises à l'assaut de la vie privée

» Au Proche-Orient, des frontières sans nations

» Agriculture : traire plus pour gagner moins

» Petits secrets entre amis à Sciences Po

» Alexeï Navalny, prophète en son pays ?

» Dissoudre pour mieux régner

» La Commune prend les murs

» La gauche, histoire d'un label politique

» Peter Watkins filme la Commune

» Faillite de la mission européenne au Kosovo


Edição em inglês


» Britain's outsourcing scandal

» In Iraq, breaking up is hard to do

» The UAE's seven emirates

» Sahel: shifting enemies, enduring conflict

» How much of a threat is Alexey Navalny?

» Myanmar's military coup

» France cosies up to the UAE

» Little Sparta: the growing power of the UAE

» Little Sparta: the growing power of the UAE

» France's unwinnable Sahel war


Edição portuguesa


» Pagamento com cartão de crédito / PayPal

» Edição de Fevereiro de 2021

» Combates pela igualdade

» "Calem-se!"

» Como reorganizar um país vulnerável?

» Edição de Janeiro de 2021

» O presidente, a saúde e o emprego

» Quem será o próximo inimigo?

» Edição de Dezembro de 2020

» A democracia desigual e os neoliberais autoritários


Comentários sobre esse texto:

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Freitas! Acho que você se enganou de canal. Quem está aqui falando de ideologias políticas?
Um abraço!


Marta
2009-05-13 04:53:35

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Marta, vá para Cuba querida. Vá para Cuba dar um beijo no Fidel castro por mim. Ou viaje para a China e pergunte aos comunistas chineses se eles não têm intenções imperialistas.Querida, o próprio raciocínio teu, de pensar por exploração de povos primitivos por povos detentores de tecnologia militar mais avançada, é um raciocínio europeu.

Darcy Ribeiro sabia francês querida!! darcy ribeiro era marxista formado pelos franceses!!

Querida Marta, deixe de ser Suplicy e acorde!!


Freitas
2009-05-13 01:12:21

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Para os que classificam o imperialismo europeu como bom e civilizador para o resto da humanidade (idéia que ainda está sendo repassada através das escolas), não podem deixar de considerar outros fatos:

1- Quanto os descendentes do Império Romano (portugueses, espanhóis, franceses, etc.) iniciaram as navegações, a maioria deles não passava de gente semi-analfabeta ou analfabeta, saída recentemente da era medieval. Não tinham eles nem noções de higiene, e só tiveram sucessos em seus empreendimentos porque foram espertos, utilizando-se dos conhecimentos geográficos, matemáticos e astronômicos dos Chineses e Árabes. Portanto, a antiga Europa colonizadora era bem diferente da Europa Moderna.

2- Enquanto os povos antigos do Oriente Médio foram descaracterizados e caricaturados pelos europeus, os povos das Américas, África, Ásia e Oceania também não tiveram sorte melhor: deles foram levados bens, conhecimentos e vidas. Nas Américas, por exemplo, muitos grupos humanos não tiveram a chance de se apresentarem aos seus conquistadores ou invasores, desaparecendo por completo sem deixar vestígios, diante da voracidade do invasor - (Ver obras de Darcy Ribeiro 1922 – 1997)!

3- Hoje, nós, os descendentes e mestiços daqueles, não somos nem lembranças do passado ou tempos antes colonizações. O que havia nesses continentes foi destruído pelos imperialistas, não restando, praticamente, pedra sobre pedra. Até os idiomas originais desapareceram ou estão quase. E o que é pior, sem nenhuma catalogação ou estudo, salvo alguns raros trabalhos artísticos (por exemplo, “missão” francesa a partir de 1808).
Daí, a meu ver, a dificuldade de dizer que o processo colonizador foi bom para algum povo nativo.

4- Quem defende a colonização e cristianização como únicas obras viáveis, provavelmente, considera as populações nativas de qualquer lugar do mundo como indivíduos sem passados, sentimentos, histórias, culturas e com a memória em branco, pronta para receber qualquer ensinamento que venha do exterior.
Pela nossa vivência, já percebemos que tal pensamento tem se mostrado bem perigoso.

Hoje o resto do mundo é apenas um esboço esdrúxulo do continente europeu. E ainda bem que esdrúxulo, pois a Europa é o único continente que é bem caracterizado pelo seu passado pestilento, faminto e ganancioso, além de conhecedor das desgraças deixadas pelas grandes guerras que fizeram rios de sangue e miséria. E antes de livrarmos por completo de tais problemas, já começamos a enfrentar novos, tais como crises econômicas e ambientais: todos eles ligados ao imperialismo de sempre.

É claro que não podemos desprezar o espírito empreendedor e observador da Europa Ocidental. Mas eles falham quando subjugam os lugares e povos conquistados e contam a História apenas sob sua óptica.

Fico pensando como seria o mundo: se o Império Romano tivesse absorvido, melhor, os ideais gregos; se Cristóvão Colombo não tivesse nascido e as civilizações americanas, pelo menos as Incas e Mesoa-mericanas tivessem a chance de chegar até nossos dias...
Acho que já teríamos atingido um patamar civilizado de fato, e ainda, viveríamos no “paraíso”.

A Presidente Lula foi sensato quanto disse que temos uma dívida com a África!


Marta
2009-05-12 21:04:14

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Eu nào acho que o arnold quis dizer o que disse. o texto dele me parece uma ironia, uma bincadeira, como se ele quisesse treinar, para dizer uma coisa diferente do que ele pensa. parece treino mesmo.



2009-05-12 01:30:26

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Arnoud! Infelizmente o senhor não entendeu nada do texto “Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos”, ou não quis entender.

Em que critérios o senhor se baseia para afirmar que a escravidão melhorou a vida de civilizações ou de grupos humanos antigos. Daqueles que os colonizadores não se deram ao trabalho de estudá-los (conhecer suas histórias e conhecimentos, que hoje poderiam ser úteis) antes de escraviza-los e/ou dizimá-los? Ou quais parâmetros o senhor utiliza para garantir que as sociedades resultantes dos processos colonizadores são melhores que as nativas?

O senhor, sem maiores informações, seria capaz de calcular ganhos e perdas das “civilizações” ao longo da história?
Tenho visto que historiadores, sociólogos e antropólogos têm encontrado dificuldades nesses cálculos.

Suas palavras, infelizmente, justificam a brutalidade dos processos colonizadores.
Tudo bem! Se esta é a sua maneira de pensar, apesar de não concordar com ela, vou tentar respeita-la. Mas por favor não minta!

Uma certeza podemos ter: ao longo dos séculos, os colonizadores, os quais temos por inteligentes, civilizados, evoluídos e até divinos, são também os que não se entendem, lutam em guerras sangrentas capazes de deixar perplexo o mais ignorante dos trogloditas, além de criarem armas para a autodestruição e esgotarem os recursos vitais que o planeta pode nos oferecer: atitudes, que pelos efeitos, não parecem ser em nada inteligentes e civilizadas!


Gregória
2009-05-11 21:15:53

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Entendo como equivocado o contexto da escrita deste autor pois os mais oprimidos de raca negra residem na Africa onde os governos negros e a supremacia politica vigente via de regra toda negra oprime o miseravel que nao tem expressao nenhuma. Eu como descendente de negros nao tenho nenhum orgulho desta ascendencia tendo em vista a vida miseravel em que se vive naquele continente. Certa vez nosso presidente manifestou em viagem a Africa , haver por parte do Brasil, enorme divida com os Africanos. Discordei totalmente , pois se compararmos as condicoes de vida hoje no Brasil e na Africa, a diferenca e enorme com qualidade de vida(IHD) muito melhor por aqui para aqueles descendentes emigrados da Africa. Concluo que a escravidao apesar de suas mazelas, melhorou a qualidade de vida de toda uma raca e geracoes descendentes. A verdadeira opressao e feita por negros para com seus iguais, lamentavelmente.ARNOLD


Arnold
2009-05-11 03:41:53

Kassab, a voz dos oprimidos

Este ano o rap não participou da Virada Cultural em São Paulo. Ponto positivo para a prefeitura e para a cidade. Dizem as línguas demagógicas que o rap representa a periferia e a favela, e eu digo que isso é conversa de miolo-mole. Antigamente, a esquerda dizia que o samba representava a favela. Hoje, ela diz que é o rap. Por que a esquerda sempre quer decidir o que representa quem? Se os rappers não sabem viver civilizadamente e promovem arrastões e depredação do patrimônio público, quem disse que merecem espaço em Virada Cultural?

Os defensores do preconceito de negro contra branco, de pobre contra rico e de ladrão contra gente honesta, não merecem palco nenhum.


Paulada neles! Paulada neles!
2009-05-04 02:54:15

Joaquim Barbosa, a outra voz dos oprimidos

A grande voz dos oprimidos é, agora, Joaquim Barbosa. Primor de coragem e de valentia no STF. O homem que foi capaz de dizer o que nós tínhamos de pior entalado na garganta. Joaquim Barbosa, que prendeu os caras do mensalão, homem negro que teve de enfrentar as agruras da formação jurídica, elitista, conservadora.

Imaginem o que esse homem negro deve ter passado nas faculdades de Direitos européias! Eu conheço os advogados, sei como eles conseguem falar de Direitos Humanos e ao mesmo tempo praticar todo preconceito possível, mas eu digo com convicção: Joaquim Barbosa não é santo, mas esta sua atitude corajosa pode redimi-lo de vários pecados cometidos no passado. Percebam quantos negros tiveram a coragem de sair de sua submissão ou de sua malandragem (no Brasil é isso, nossa cultura preconceituosa diz que ou os negros são malandros ou são submissos) para encontrar acolhimento na terceira opção: homem livre dos preconceitos sociais. Muitos dos que nos rodeiam operaram essa maravilha.

Joaquim Barbosa, senhores, representa isto para os oprimidos: uma terceira opção, uma via segura e gloriosa trilhada com coragem e perseverança. Ele é um exemplo para todos nós, de que não é a sociedade que diz o que devemos ser ou fazer: somos nós que escolhemos nossas vidas, nós somos os responsáveis pelo que fazemos com nossa liberdade.

Ao assistir a calorosa refrega que acometeu o STF na tarde desta quarta-feira, senti-me preenchido com a luz de uma nova alvorada: Joaquim Barbosa, ministro do STF. Um homem que não é o negro que queremos: ele não é submisso, mas também não é malandro. Não. Ele não é o que a sociedade deseja. Sabemos muito bem que nossa sociedade é bastante perversa. Joaquim Barbosa é só isso: liberdade para ser homem. Não é prisioneiro da sociedade, não é mais um jovem que caiu nas armadilhas do preconceito e se entregou à escravidão silenciosa ou à insubmissão violenta. Haja força contra tamanha sedução!

Seu ato é de um homem livre, e como tal deve ser encarado. É assim que eu o estou elogiando, nào por ser o primeiro ministro negro, mas por ser um homem que não se acovardou diante da sociedade e foi aquilo que queria ser.


Nunes Conde
2009-04-24 04:00:01

Brasil, país de todos os racismos

O racismo destruirá nosso país. Cada um de nós deve saber perfeitamente dizer a que raça e classe scial pertence. E ninguém pode deixar de ser o que se é, ou melhor, ninguém pode deixar de ser o que a sociedade diz que somos. Quem não consegue perceber que Adriano retornou para a favela por causa do racismo? Adriano voltou para a Vila Cruzeiro por que é um brasisleiro e sabe das obrigações que nossa sociedade impõe a todos nós, em virtude de nossa raça e de nossa riqueza ou miséria.

Adriano é um brasileiro, e como tal, é um homem que carrega o peso do nome que a sociedade lhe dá. A sociedade brasileira insiste em classificar cada um segundo sua origem, classe social e cor. Somos brutalmente racistas e classistas. Queremos que Adriano ande tranquilamente por sua favela, que ele não renegue suas origens. Somos freyrianos, e quanto mais de esquerda, mais freyrianos ainda. A esquerda torce para que Adriano renegue a elite, e assuma a favela. É isso, e só isso: queremos cada um na sua praia, cada um com sua marca registrada.

Tristeza que é viver nessa mentalidade, onde o menino negro deve levantar a bandeira da favela e o menino branco deve ser parlamentar corrupto. Assim somos educados, a acreditar que há uma raça excelente por natureza e outras raças corruptas desde o berço. Os ricos dizem para suas crianças que os negros são ladrões, e os pobres educam seus filhos dizendo que todos os ricos são playboys corruptos.

A direita é racista. A esquerda já escolheu ser racista também. Antes, devíamos ter vergonha de sermos negros. Agora, devemos ter vergonha de não sermos negros. Brasil, terra de racismo ao inverso. Brasil, terra de todos os racismos.


Jarbas Vasconcelos é o cara
2009-04-13 23:24:09

Frantz Fanon, uma voz dos oprimidos

Aos escritores cabe pagar com a cabeça por dizer "noite escura. noite negra, noite trevosa"...é isso?
Nada como descontextualizar o que Fanon escreveu...
Santificação de um etnia, de uma raça? A literatura não poder usar um adjetivo porque em tempos opressores seres humanos desumanizaram uma raça...é demais!
Nosso mundo está fodido mesmo...
Eu mesmo acho que nem vou mais usar adjetivos, a patrulha do politicamente correto vai correr atrás de mim em vez de perseguir os bandidos nas ruas...


Murilo Souza --- Rio Claro/SP
2009-04-08 19:04:42

A esquerda toma Fanon para si e grita: negros contra brancos, negros contra brancos!

Certamente a voz de Fanon expressa sentimentos legítimos de um povo oprimido pela colonialização. Mas a colonização não possui os mesmos aspectos no Brasil. Nossa libertação não se baseia na violência, como pretendem certos setores mais radicais de nossa sociedade. Há quem confunda criminoso com revolucionário. Não falta quem veja num assaltante a expressão ignorante da luta de classes. este é o problema: universalizar os oprimidos, como se nós, os brasileiros do jeitinho malandro, não possuíssemos outras questões a resolver, questões éticas.



2009-04-07 05:19:20

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.