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novembro 2007



LITERATURA

Palavra 6

O perfeito bibliotecário
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Sutilezas entre ocultar e dizer
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Percepção de méritos
Quem julga um texto pela personalidade do escritor é incapaz de construir um argumento para sustentar boas idéias.
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Clarice Lispector: uma escrita indigesta
Em Clarice, os traços convencionais da narrativa são refundidos numa escrita não raro dura de roer, principalmente para leitores desabituados aos fluxos de consciência, às tramas pouco lineares, a espaços fragmentários, às fusões entre narrador e objetos descritos, à mistura de gêneros.
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Rodrigo Gurgel

A escritora Maria Valéria de Rezende abre o Palavra desta semana com o conto O perfeito bibliotecário . Leitor de Machado de Assis, o bibliotecário Samuel Barriga presta um inestimável serviço à posteridade e à obra do Bruxo do Cosme Velho. Excerto das memórias desse funcionário exemplar, a narrativa é composta num crescendo que desemboca no final inusitado, de puro estranhamento.

De Lucas Murtinho, publicamos uma lúcida resenha sobre a novela Bóris e Dóris, de Luiz Vilela. Partindo de uma argumentação na qual ele diverge das idéias do escritor argentino Ricardo Piglia, Murtinho analisa, com raro equilíbrio, os pontos fortes e fracos da obra.

Em seu artigo, Renata Miloni dispara flechas delicadamente envenenadas em duas direções: para atingir não só os críticos que avaliam uma obra literária levando em conta apenas a vida do autor, mas também os escritores que não aceitam julgamentos negativos, tratando os críticos com ironia e agressividade.

Com uma abordagem arguta, inspirada em versos de Noel Rosa, Pedro Marques comenta vários aspectos da obra e da vida de Clarice Lispector, essa escritora que, segundo o autor, escreve criando “uma desagregação vertiginosa, ao ponto do próprio gênero romanesco ameaçar um colapso em suas mãos”.

Boa leitura e até a próxima sexta-feira!

Rodrigo Gurgel