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novembro 2007



LITERATURA

Palavra 8

Entre o romantismo e a modernidade
Em contraste com a sintaxe e o léxico sonoros e altissonantes das obras de Espronceda e Zorilla, os poemas de Bécquer apresentam uma linguagem depurada e concisa
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Dois poemas
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Sabores, cheiros e cores
"O homem tinha (eu achava) cara mesmo de pescador: faces descarnadas, secas de sol, a barba cinzenta e rala encompridando o bigodão. Enfiados nos braços, os cestos de vime: gingando no passo dele, tampas saltando, os peixes querendo fugir, voltar ao Guaíba, ao Taquari – nadar"
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A essência esquecida
Se o crítico é o maior defensor da literatura, ele tem o dever de saber que o melhor livro já escrito não vai cair em suas mãos nesta vida.
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Rodrigo Gurgel

Vencida, na semana passada, a edição cabalística de número 7, abrimos Palavra, neste quase final de novembro, com o primeiro texto da coluna “Vozes hispânicas”, que será assinada pelo poeta e tradutor Marco Catalão. Gustavo Adolfo Bécquer, poeta romântico espanhol, é quem recebe as honras iniciais. Além de uma breve contextualização, Marco Catalão traduz cinco poemas de Bécquer, “o ponto de partida de toda a poesia espanhola moderna”, segundo Dámaso Alonso.

Ainda no reino da lírica, o poeta Pablo Simpson nos oferece dois poemas. Saboreiem, com vagar, “o matiz inseguro das nuvens”, o silêncio que surge como uma coluna de luz – mas de uma luz triste, melancólica – no primeiro poema, e os “corações cheios de névoa”. A dor de todos está, de algum modo, refletida nesses versos.

Os breves textos de Romilda Raeder são fulgurações do passado. Delicadamente elaborados, eles reconstroem aqueles momentos que jamais serão esquecidos, que nos acompanham durante toda a vida, às vezes com alegria, às vezes como uma cutilada. De fato, somos apenas memória, nada mais.

Fechando a edição desta semana, temos o sempre bem-vindo puxão de orelha de Renata Miloni. Desta vez, ela se debruça sobre o papel do crítico de literatura, censurando os enfadados, os azedos e todos os que se esqueceram da regra fundamental: a de que escrever é, antes de tudo, um prazer.

Boa leitura a todos!

Rodrigo Gurgel