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fevereiro 2008



LITERATURA

Palavra 19

A biblioteca e seu inferno
A exposição nos permite questionar os códigos morais ou o que parece se estabelecer como moralmente aceitável, a partir dessa literatura que vai justamente pesquisá-los, como, por exemplo, o Marcel Proust de Sodoma e Gomorra e o drama dos “invertidos”.
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Cardeais em órbita
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Arquitetura e intolerância na Barcelona medieval
A Catalunha está no auge de sua prosperidade, pois domina o Mediterrâneo. Mas esse poderio comercial não esconde as marcas de uma sociedade profundamente estratificada.
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Minhas universidades, de Górki
Para Górki, o bravo homem russo é aquele que vive plenamente o real, que coloca a mão na massa, e que o intelectual nada mais faz que concluir o que, em realidade, o homem que vive plenamente o real já concluiu, passando por dissabores e fazendo, ele mesmo, a História.
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Rodrigo Gurgel

Pablo Simpson foi visitar, especialmente para o Palavra, a exposição “O Inferno na Biblioteca”, realizada pela Biblioteca François Mitterrand, em Paris, e aberta ao público até o próximo dia 22 de março. A coleção O Inferno é exibida pela primeira vez e reúne livros e imagens eróticos e pornográficos, cujo primeiro inventário foi estabelecido pelo poeta Gustave Apollinaire, em 1913. Simpson não nos apresenta apenas a crônica de sua visita, mas também teoriza, com rara sensibilidade, sobre a importância do gênero literário que congrega nomes como Sade, Pierre Louÿs e Georges Bataille.

O jornalista e escritor Carlos Orsi, uma das principais vozes brasileiras contemporâneas no gênero de ficção científica, nos oferece seu conto “Cardeais em órbita”. Que angústias, quais preocupações ocuparão no futuro os príncipes da Igreja Católica? Em que medida o desenvolvimento da ciência poderia ser um empecilho para a fé ou para a existência da própria Igreja?

Dida Bessana analisa o romance A catedral do mar, de Ildefonso Falcones. Na opinião de nossa colaboradora, trata-se de uma obra de “narrativa ágil e enredo muito bem estruturado”, o que justifica o sucesso editorial do livro na Europa, onde vendeu quase dois milhões de exemplares.

Fechando a edição desta semana, Isa Fonseca comenta o último volume da trilogia de Maksim Górki, publicada pela Editora CosacNaify. Para Isa Fonseca, “o vigor, a riqueza de detalhes nas descrições das personagens, assim como o inusitado dos acontecimentos”, qualidades presentes nos dois primeiros volumes, infelizmente “não se fazem de todo presentes” em Minhas universidades.

Até a próxima semana e boa leitura!

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra