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março 2008



LITERATURA

Palavra 20

O Yeti com maleta executiva
Os grandes mestres compõem um subtexto hitchcockiano, com violinos ao fundo, para o leitor. Eles deixam a dúvida e não a certeza. Em vez de “será que é a pessoa X”, o leitor fica se perguntando “será que essa pessoa existiu ou foi só muito bem-inventada?”..
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Balthazar
Ao deixar um pouco de lado a trama principal para enveredar por um desses caminhos secundários e quase sempre tortuosos, Durrell revela toda sua competência como ficcionista.
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Acordados: o caleidoscópio de vidas da metrópole
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Rosa de fevereiro
Se os antigos, em pastorais de telas e sinfonias, exultavam de retratar o alívio explosivo das cores a brotar, os modernos têm a ousadia insolente de desmerecer as rosas, reduzidas a atavio.
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Rodrigo Gurgel

Simone Campos abre a edição desta semana falando sobre a literatura autobiográfica – ficcional ou não – que inunda as livrarias. Nesse oceano de ególatras parece valer tudo. E adolescentes cheirando a cueiros são tratados como gênios da língua, paradigmas da experiência humana, clássicos absolutos. Que mercado é esse, capaz de produzir e absorver sofregamente obras que se encontram à beira da idiotia?

Luiz Paulo Faccioli escreve sobre Balthazar, o segundo volume da tetralogia de Lawrence Durrell, O Quarteto de Alexandria. Mesclando a leveza da crônica à precisão da resenha crítica, Faccioli analisa todas as facetas da obra, sem descuidar das possíveis falhas de revisão.

Marina Della Valle não poupa elogios ao romance Acordados, de Ana Rüsche. “É um livro corajoso, com uma aversão epidérmica a lugares-comuns, que não faz concessões e, portanto, exige envolvimento do leitor”, afirma Della Valle.

Em sua crônica, Diego Viana flagra o momento que poderia ser lírico, mas que se desmancha sob a chuva miúda. Existiria, sob o aparente “triunfo da humanidade”, uma horda de autômatos insensíveis?

Boa leitura – e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra