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maio 2008



ANGOLA

O alto preço da paz

Augusta Conchiglia

1884-1885. Graças ao apoio britânico, Portugal obtém a confirmação, na Conferência de Berlim, de seu controle sobre diversos territórios africanos, inclusive Angola

1956. Fundação do Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA)

1957. Holden Roberto cria a União das populações do norte de Angola, que dará origem a Frente de Libertação Nacional de Angola (FLNA)

4 de fevereiro de 1961. O MPLA desencadeia a luta de libertação nacional

1964. Jonas Savimbi deixa o FLNA e cria a União Nacional pela Independência Total de Angola (Unita)

25 de abril de 1974. Revolução dos Cravos em Portugal e queda da ditadura Salazar. Fim do império colonial português

1975. Acordo ineficaz assinado entre os três movimentos de libertação. FNLA e Unita são sustentados pela África do Sul e os Estados Unidos e o MPLA, pela União Soviética. Início da guerra civil

Primavera de 1975. A África do Sul invade o sul de Angola para apoiar uma ofensiva da Unita contra o MPLA e é derrotada por expedicionários cubanos. Em 11 de novembro, o MPLA proclama a independência de Angola

10 de setembro de 1979. Morte de Agostinho Neto, líder MPLA. José Eduardo dos Santos assume o partido e o governo

22 de dezembro de 1988. Em Nova Iorque, acordo entre Angola, Cuba e África do Sul estabelece a retirada das tropas cubanas do país e a independência da Namíbia

29-30 de setembro de 1992. Eleições legislativas e presidenciais. Vitória do MPLA. Savimbi relança a guerra civil

20 de novembro de 1994. Em Lusaka é assinado um acordo de paz entre o governo angolano e a Unita, prevendo a formação de um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN)

Dezembro de 1998. A Unita reinicia a guerra civil. O pano de fundo é a crise na República Democrática do Congo. O governo de Angola havia enviado tropas para colaborar com a manutenção do presidente congolês Laurent-Désiré Kabila.

2002. Assassinato de Jonas Savimbi. Acordo de cessar-fogo assinado em Luanda.

Dezembro de 2003. O V Congresso do MPLA reelege seu presidente, José Eduardo dos Santos, por mais cinco anos.