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junho 2008



LITERATURA

Palavra 34

Pierre Jean Jouve, dois poemas
Murilo Mendes escreveu sobre Pierre Jean Jouve em duas oportunidades, para os "Retratos-relâmpago" e para os "Papiers", textos em francês reunidos na edição cuidadosa de Luciana Stegagno Picchio
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Sexo como missão
Em "Pantaleão e as visitadoras", de Vargas Llosa, a sofisticação do risível está justamente nas sutilezas que o cercam e produzem o humor no seu sentido mais elaborado: no lugar que ocupa entre o cômico e o trágico
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E quem os chineses não surpreendem?
Em coletânea de colunas publicadas no jornal inglês "The Guardian", Xinran se esforça para explicar as diferenças entre a China e o Ocidente – e acaba engrossando o coro dos atarantados pela complexidade e velocidade das mudanças naquele gigante asiático
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Um episódio em parte real
Cheguei a fantasiar que o catalisador de toda a história desapareceria de repente ou revelaria ser um demônio, um duende, qualquer ser sobrenatural. Mas qual, o velho continuou encalacrado, olhos nos joelhos, como se nada se passasse à sua volta
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Rodrigo Gurgel

Pablo Simpson nos oferece o silencioso e mágico diálogo entre os poetas Pierre Jean Jouve e Murilo Mendes. Ambos católicos ­– mas de um catolicismo peculiar, para dizer o mínimo ­–, eles se encontram mais uma vez, certamente não a derradeira, agora na web de língua portuguesa. Atentem para a delicada sensualidade de Jouve – algo que o nosso Murilo Mendes percebeu com perfeição.

Depois de uma longa e inaceitável ausência, Cristina Betioli Ribeiro analisa o romance Pantaleão e as visitadoras, de Mario Vargas Llosa, relançado pela Editora Alfaguara. Nossa colaboradora destrinça os meandros que unem o cômico e o trágico, sem perder de vista os principais detalhes da construção narrativa de Llosa.

Marina Della Valle comenta sobre o mais recente livro da escritora chinesa Xinran, que hoje leciona na School of Oriental and African Studies, da Universidade de Londres. Coletânea das crônicas publicadas pela autora no jornal The Guardian, o livro é uma multifacetada amostra do abismo cultural que ainda separa a China e o Ocidente.

Diego Viana nos traz uma inusitada história. O que representa, afinal, o dinheiro? Que camadas ideológicas deformam – ou concedem inesperados sentidos – a esse meio de troca que, muitas vezes, não é tão convencional quanto parece? Pleno de ilações éticas, a crônica de Viana é um convite a entender em que nossa cultura transformou o dinheiro.

Boa leitura – até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra.