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julho 2008



LITERATURA

Palavra 37

Jorge Gaitán Durán: a poesia no alto de um instante
Uma impressionante fusão entre erotismo e morte, luz e sombra
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Lídia Jorge, esse amor exigente
O vento assobiando nas gruas, oitavo romance da autora portuguesa, exige tempo e dedicação, mas recompensa com uma obra única, que perdura na mente após o fim da leitura
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Nada de novo
Poema
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O vento a areia e o nada
Antônio Xerxenesky conduz o leitor ao inevitável clichê da montanha-russa de sentimentos: numa página, altíssimas gargalhadas; na seguinte, a torcida pelo casal; mais à frente, uma vontade descomunal de duelar. Ou então de saber para onde o vento leva a areia
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Rodrigo Gurgel

O colombiano Jorge Gaitán Durán é o tema da coluna Vozes Hispânicas, comandada por Marco Catalão. A face sensual do amor está presente em cada verso desse poeta – e soa natural que ele fale da morte em meio ao prazer, ou sinta-se ferir o tempo quando abre a carne de sua amada. A leitura de Gaitán fez-me recordar de Omar Khayyam:

“Se sonhas que já não existes,
Sê feliz, pois a morte é o nada”.

Lídia Jorge, premiada romancista portuguesa, é analisada por Marina Della Valle, para quem o esmerado trabalho de linguagem do romance O vento assobiando nas gruas “desperta um elemento obsessivo que perdura após o fim da leitura”.

Ricardo Miyake nos traz seu corrosivo poema “Nada de novo”. Os versos destilam desesperança – e o cotidiano não é o espaço no qual, apesar das dificuldades, sobrevive a possibilidade do heroísmo ou de algum tipo de honra. O insípido dia-a-dia tornou-se uma condenação.

Renata Miloni escreve sobre o romance Areia nos dentes, do gaúcho Antônio Xerxenesky. Na opinião de Miloni, os ventos são favoráveis ao autor nesse que é o seu primeiro romance – e o livro parece prenunciar uma carreira de sucesso. Vamos conferir?

Boa leitura e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra