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setembro 2008



LITERATURA

Palavra 44

Anjos e crianças
Não são poucos os poemas em que Bandeira aborda a infância como região idealizada, cuja simples rememoração pode amenizar o espaço presente da solidão, dor, perda, doenças e aporias que todo adulto precisa lidar
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A heroína do Novo Mundo
“Maria de Sanabria – a lendária expedição das mulheres que atravessaram o Atlântico no século XVI”, do ítalo-uruguaio Diego Bracco, é um romance histórico sobre a aventura dessa nobre sevilhana que, em 1550, chegou ao litoral de Santa Catarina
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Quando o labirinto é o mundo
A trama de Saramago é simples mas não é agradável. Seus personagens abandonaram toda a esperança, como se diz no pórtico do inferno dantesco
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O fazedor de humanos
As lições de um velho mestre incluem algo que deveria ser essencial para todos: a literatura
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Rodrigo Gurgel

Especialmente para esta edição, Pedro Marques nos oferece trechos de seu último livro – Manuel Bandeira e a música: com três poemas visitados –, recentemente publicado, em co-edição, pela Editora Ateliê e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os trechos foram editados por Marques, de maneira a transformá-los num ensaio que é não apenas uma introdução a Bandeira, mas também um estudo sobre o tema da infância em sua obra. Saliente-se a sutil, minuciosa análise do poema “Sacha e o poeta”.

Dida Bessana escreve sobre o romance histórico Maria de Sanabria – a lendária expedição das mulheres que atravessaram o Atlântico no século XVI, do ítalo-uruguaio Diego Bracco. Mais que uma resenha, o texto dialoga com o autor – que participou do Salão de Idéias da última Bienal do Livro de São Paulo –, explicitando as relações entre ficção e história.

Fábio Fernandes aproveitou a estréia do filme Ensaio sobre a cegueira para reler a obra homônima de José Saramago. Recuperando Jorge Luis Borges e H. P. Lovecraft, Fábio resgata o tema do labirinto, introjetado, tornado imaterial, parte da consciência humana, na ficção que Fernando Meirelles reconta. Quando não há mais lugar para a esperança, o que resta ao homem, além do labirinto?

Renata Miloni analisa o infanto-juvenil O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda, publicado pela Cosac Naify. A literatura como meio de superação das incertezas e das decepções, de encontro com o outro e de abertura para o amor: todos esses elementos se encontram na história de Pedro, o jovem protagonista, e na relação que ele manterá com Nabuco, o velho mestre, seu guia nessa jornada de autoconhecimento.

Boa leitura – e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra.