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novembro 2008



LITERATURA

Três poemas

Paulo Chagas de Souza

Primeira e única confissão:
Amo o amor sobre todas as coisas
E a cada rosto seu como se fosse o único.

***

Se sobrevivi
Ao cárcere privado de mim mesmo
Não há de ter sido em vão.
Dos pedaços de mim
Que tantas vezes sísifo recolhi
Seja construído o vão livre
Que me conduz ao outro
Que surge em cada esquina
Ou no espelho

***

fui casto
fui castro
pelo ca(s)t(r)olicismo
ou escatolicismo
já nem lembro mais

mas agora
quoth the raven:
“nevermore”