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dezembro 2008



LITERATURA

Palavra 50

Os sertões: contemporâneo da posteridade
“O livro número um do Brasil”– que neste dezembro completa 106 anos de publicação – diz muito de um drama da história nacional, e também de dramas dos tempos atuais
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Bandeira religioso (e libertino)
A edição cuidadosa da antologia “Poemas religiosos e alguns libertinos”, de Manuel Bandeira, organizada por Edson Nery da Fonseca, nos permite observar alguns dos caminhos da inspiração banderiana pouco percorridos pela crítica
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Nós ao espelho
Os espelhos de Eduardo Galeano são cristalinos e impiedosos: pequenas visões que ferem apenas os muito vaidosos e os que acreditam que os valores estão na superfície dos corpos, nas imagens ideais e nas verdades inventadas
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Reconstrução da memória
“Pó de parede”, da gaúcha Carol Bensimon, é formado por três histórias que têm como base a casa (no sentido físico, familiar e metafórico) e a memória
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Rodrigo Gurgel

No aniversário de 106 anos de Os sertões, Mauro Rosso relê não só o livro vingador de Euclides da Cunha, mas também os discursos críticos que compõem o principal filão de análise da obra euclidiana. Enfocando desde as primeiras reações até os estudos mais recentes, Rosso escreve uma história da recepção crítica desse livro essencial – e até hoje polêmico.

Pablo Simpson comenta sobre aspectos pouco estudados da poesia de Manuel Bandeira: a espiritualidade e o erotismo. Partindo da antologia recentemente organizada por Edson Nery da Fonseca, Simpson ressalta minúcias extremamente elucidativas do estilo e da temática do poeta recifense, fechando seu trabalho com um poema pouco conhecido, síntese desses mundos que habitavam Bandeira.

O último lançamento de Eduardo Galeano, Espelhos: uma história quase universal, foi devotamente lido por Romilda Raeder, maragata convicta, para quem a obra é uma síntese lírica e despretensiosa – mas engajada – da história humana.

Renata Miloni analisa “Pó de parede”, de Carol Bensimon. Para Miloni, o livro, coletânea de três contos, tem o poder de reconstruir a memória e revigorar a importância da própria literatura em nossa vida pessoal.

Boa leitura – e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra