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janeiro 2009



LITERATURA

Palavra 52

Libertado e traído pela revolução
Nos textos de Babel transitam desde retratos avassaladores de guerra e paz até histórias de amor pouco convencionais
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A saga do “casteller”
Em “La bodega”, Noah Gordon constrói um panorama detalhado da cultura catalã
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De volta aos rostos
Ao reencontrar as fisionomias, sou tomado pelo alívio. Estão todos ali, onde deveriam estar, indiferentes, na plataforma do metrô. Vejo-as congeladas, num estranho estado de suspensão, enquanto esperam o trem para subir
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Nossa seca
No fundo do meu sentimento, dou a última palavra, juro, até para ser ouvido na minha revolta: “quero água, abençoada água para não morrer; Deus, encha o céu de nuvens de chuva”
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Rodrigo Gurgel

Alysson Oliveira leu os Contos escolhidos, de Isaac Babel, e encontrou neles um “ar profético”, pois os personagens desse genial escritor judeu-russo “parecem estar fugindo de si, de seus passados e identidades, apenas para serem novamente perseguidos por tudo isso”.

Dida Bessana analisa o romance La bodega, de Noah Gordon – uma carta de amor à Espanha, talvez o último romance do escritor, que promete dedicar-se agora, aos 80 anos, às narrativas curtas.

Para Diego Viana, “a ilusão é um caminho justo para a paz de espírito”. Em uma sucessão de flashes, o cronista reconstitui sua jornada de encontros e desencontros na capital francesa.

Em “Nossa seca”, conto de Celina Castro, um narrador estupefato diante de Deus, da natureza e de seus semelhantes anseia apenas pela chuva.

Boa leitura – e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra