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janeiro 2009



LITERATURA

Palavra 54

Desdizeres de quem escreve
As nossas opiniões e fantasias não são maiores que o correr dos dias
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Entre o livro-objeto e o livro-experiência
Ainda hoje, apesar de todas as transformações vividas pela sociedade nas últimas décadas, leitores adultos ainda torcem o nariz para livros que fogem ao estereótipo de simplicidade e didatismo comumente associado ao “livro para crianças”
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A ternura masculina sem pudores
José Luis Sampedro não nos permite tirar a dignidade de seu protagonista: não há como sentir pena dele
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O pavimento beijado
A pobre senhora inspirou profundamente, inclinou-se para um lado e se pôs a tatear a superfície encardida da calçada
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Diego Viana

Não apenas uma crítica à mídia – “qualquer coisa é notícia quando se oferece aos leitores não a realidade em permanente movimento, apenas o detalhe que deve servir e significar ilustração e sobressalto ao dia-a-dia de cada um” –, mas principalmente uma reflexão sobre o exercício da literatura e a persistente tentativa de vulgarizá-lo: é disso que trata o texto de André Resende.

Marco Catalão analisa O livro inclinado, de Peter Newell, e Na noite escura, de Bruno Munari, dois lançamentos na área de literatura infantil, livros que pretendem criar “leitores ativos, familiarizados com a interpretação de recursos não-verbais”.

Romilda Raeder relê O sorriso etrusco, de José Luis Sampedro, romance que apresenta um “tema raro e difícil de abordar: o da ternura masculina”.

Diego Viana flagra mais alguns minutos insólitos do cotidiano: o que pode acontecer quando nos deparamos com uma jovem perturbadora e sua acompanhante, uma idosa que decide sentar no meio-fio?

Boa leitura – e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra.