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	<title>Dipl&#244; - Biblioteca</title>
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	<description>Todo o conte&#250;do publicado pelo Le Monde Diplomatique Brasil entre 1999 e 2009 &#8212; e muito mais...</description>
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		<title>Dipl&#244; - Biblioteca</title>
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		<title>O planeta reage aos desertos verdes</title>
		<link>http://diplo.org.br/O-mundo-reage-aos-desertos-verdes</link>
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		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Agroneg&#243;cio</dc:subject>
		<dc:subject>Desertos Verdes</dc:subject>
		<dc:subject>Agricultura</dc:subject>
		<dc:subject>Desenvolvimento sustent&#225;vel</dc:subject>

		<description>No m&#234;s de mobiliza&#231;&#227;o do MST, revelamos uma face pouco conhecida da luta contra o latif&#250;ndio: o esfor&#231;o internacional de conscientiza&#231;&#227;o que est&#225; denunciando a monocultura do eucalipto &#8211; e os desastres sociais e ambientais hoje associados a ela Nascida nos Estados Unidos, filha de pai holand&#234;s e m&#227;e indiana, Ruby van der Wekken passaria por uma morena brasileira. Ali&#225;s, viveu, entre 2002 e 2005, em Alter do Ch&#227;o (PA), participando, com o marido, de um projeto de coopera&#231;&#227;o internacional. Fisicamente, (...)

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 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH113/arton2857-0488c.jpg&quot; width='150' height='113' style='height:113px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;No m&#234;s de mobiliza&#231;&#227;o do MST, revelamos uma face pouco conhecida da luta contra o latif&#250;ndio: o esfor&#231;o internacional de conscientiza&#231;&#227;o que est&#225; denunciando a monocultura do eucalipto &#8211; e os desastres sociais e ambientais hoje associados a ela&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Nascida nos Estados Unidos, filha de pai holand&#234;s e m&#227;e indiana, Ruby van der Wekken passaria por uma morena brasileira. Ali&#225;s, viveu, entre 2002 e 2005, em Alter do Ch&#227;o (PA), participando, com o marido, de um projeto de coopera&#231;&#227;o internacional. Fisicamente, est&#225; agora em Helsinque, Finl&#226;ndia. Mas seus sonhos e sentimentos n&#227;o deixaram o Sul. Em 31 de mar&#231;o, Ruby ajudou a organizar uma ruidosa manifesta&#231;&#227;o na sede da Stora Enso (ela envia a mensagem final, no v&#237;deo abaixo). A maior produtora mundial de papel, de capital finlando-sueco, realizava na capital finlandesa sua assembleia anual de acionsitas. Do lado de fora, Ruby e seus companheiros denunciavam o envolvimento da empresa em forma&#231;&#227;o de latif&#250;ndios, aquisi&#231;&#227;o ilegal de propriedades, viol&#234;ncia contra trabalhadores rurais e boicote &#224; reforma agr&#225;ria, no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os textos que a &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; publicam agora, sobre o tema, s&#227;o uma continua&#231;&#227;o, no plano do debate de ideias, da luta pedag&#243;gica de Ruby. Foram produzidos por jornalistas finlandeses do &lt;i&gt;&lt;a href='http://mondediplo.fi/' class='spip_out' rel='external'&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; e da revista &lt;i&gt;&lt;a href='http://voima.fi/' class='spip_out' rel='external'&gt;Voima&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, com os quais nossos sites mant&#234;m acordo de reprodu&#231;&#227;o de conte&#250;dos livre de &lt;i&gt;copyright&lt;/i&gt;. Revalam a exist&#234;ncia, nos pa&#237;ses do Norte, de setores da opini&#227;o p&#250;blica interesados em romper as cadeias internacionais de produ&#231;&#227;o e consumo alienados que oprimem as maiorias no Sul.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Redigido por Hanna Nikkanen, de &lt;i&gt;Voima&lt;/i&gt;, o &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=1112' class='spip_out' rel='external'&gt;primeiro texto&lt;/a&gt; &#233; uma den&#250;ncia da a&#231;&#227;o da Stora Enso no Brasil (algo desconhecido pela esmagadora maioria dos brasileiros). Em poucas p&#225;ginas, &#225;cidas e riqu&#237;ssimas em fatos, Hanna desfaz o mito de &#8220;responsabilidade social&#8221; a que a Stora Enso est&#225; procurando se associar, na Finl&#226;ndia e em todo o mundo. Por tr&#225;s desta imagem, relata o texto, a empresa reproduz um velho modelo de concentra&#231;&#227;o de riquezas. Desloca para os pa&#237;ses em desenvolvimento (Am&#233;rica do Sul e China) as atividades mais sujas ambiental e socialmente. Concentra, contudo, todas as decis&#245;es estrat&#233;gicas no andar de cima do planeta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O rol das atividades executadas, para tanto, inclui posse disfar&#231;ada de terras em zonas de fronteira (o que a lei brasileira veda a estrangeiros). Atravessa as pr&#243;prias elei&#231;&#245;es brasileiras (A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, &#233; muito grata &#224;s contribui&#231;&#245;es eleitorais da Stora Enso; e a pol&#237;cia militar sob seu comando, particularmente violenta, quando os sem-terra enfrentam a companhia...). Chega &#224; pol&#237;tica empresarial de manter as planta&#231;&#245;es de &#225;rvores no Brasil (onde terra e trabalho s&#227;o muito mais baratos) e exportar, para a Finl&#226;ndia, pasta de celulose n&#227;o-industrializada. A etapa mais lucrativa da produ&#231;&#227;o de pap&#233;is finos mant&#233;m-se na matriz.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hanna relata, ao final, o desmascaramento de uma mentira. A pol&#237;tica de &#8220;limpeza de imagem&#8221; da Stora Enso inclu&#237;a uma difama&#231;&#227;o. O Movimento dos Sem-Terra (MST), que resiste &#224;s rela&#231;&#245;es de explora&#231;&#227;o praticadas pela transnacional precisava ser demonizado. Para tanto, Jo&#227;o Paulo Rodrigues, um dos l&#237;deres nacionais do movimento, foi acusado, no principal di&#225;rio finland&#234;s, de &#8220;exigir&#8221; que a empresa se retirasse do Brasil. Em caso de negativa, teria prometido desencadear viol&#234;ncia e at&#233; mortes. Hanna participou ativamente, como se l&#234; em seu texto, da desmontagem da farsa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=1121' class='spip_out' rel='external'&gt;segundo texto&lt;/a&gt;, de Mika Ronkko (editor do &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt; finland&#234;s e marido da ativista Ruby van der Wekken) &#233; uma entrevista com o pr&#243;prio Jo&#227;o Paulo Rodrigues e Jo&#227;o Pedro St&#233;dile, tamb&#233;m refer&#234;ncia nacional do MST. Nas conversas com Mika, St&#233;dile e Rodrigues deixam claro que a luta dos sem-terra &lt;i&gt;n&#227;o&lt;/i&gt; &#233; contra o eucalipto, seu plantio ou a fabrica&#231;&#227;o de papel no Brasil. O que eles querem &#233; rever &#233; a &lt;i&gt;forma&lt;/i&gt; de cultivo e, em especial, as rela&#231;&#245;es sociais que ela gera.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Papel, um dos usos do eucalipto1 e o produto final da Stora Enso &#233; um bem necess&#225;rio. Poderia ser consumido de forma mais racional e austera, evitando a necessidade de ampliar a explora&#231;&#227;o dos solos &#225;guas. Mas, acima de tudo, n&#227;o precisa ser cultivado em latif&#250;ndios, nem como monocultura &#8211; um atentado &#224; diversidade natural do campo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8220;Um pequeno produtor poderia cultivar, digamos, dois hectares de eucalipto, numa propriedade de dez hectares&#8221;, sugere St&#233;dile. Plantaria, al&#233;m disso, alimentos. Ao inv&#233;s de comprar imensas &#225;reas, a empresa estabeleceria rela&#231;&#245;es com milhares de pequenos produtores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Perfeitamente vi&#225;vel, do ponto de vista t&#233;cnico, a id&#233;ia n&#227;o &#233; executada por esbarrar num obst&#225;culo &lt;i&gt;pol&#237;tico&lt;/i&gt;. O capital n&#227;o existe para fazer caridade. Enquanto as sociedades n&#227;o se conscientizarem e mobilizarem, sua tend&#234;ncia ser&#225; sempre extrair o m&#225;ximo lucro &#8211; sejam quais forem as consequ&#234;ncias sociais e ambientais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O m&#234;s de mobiliza&#231;&#245;es do MST revela, mais uma vez, que uma parcela crescente dos agricultores brasileiros j&#225; n&#227;o aceita estas circunst&#226;ncias. &#201; estimulante saber que o mesmo se d&#225; nos pa&#237;ses onde est&#227;o sediadas as empresas que promovem desigualdade e devasta&#231;&#227;o. &lt;strong&gt;(Antonio Martins)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;DOSSI&#202; DIPL&#212;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&gt; Veja nossas pastas sobre:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/+-Desertos-Verdes-+' class='spip_out'&gt;Desertos Verdes&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/+-Agricultura-+' class='spip_out'&gt;Agricultura&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/+-Agronegocio-+' class='spip_out'&gt;Agroneg&#243;cio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;br&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/+-Desenvolvimento-Sustentavel-+' class='spip_out'&gt;Desenvolvimento Sustent&#225;vel&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;object width=&quot;560&quot; height=&quot;340&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/X8Fb6tGadkE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/X8Fb6tGadkE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;340&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Escola Livre de Comunica&#231;&#227;o Compartilhada</title>
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		<dc:subject>Internet</dc:subject>
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		<dc:subject>Direito &#224; Comunica&#231;&#227;o</dc:subject>

		<description>Biblioteca Dipl&#244; e Outras Palavras abrem inscri&#231;oes para semin&#225;rios sobre jornalismo colaborativo. S&#233;rie come&#231;a em abril, aposta na possibilidade de produzir informa&#231;&#227;o profunda na web 2.0 e visa ampliar equipe e cobertura tem&#225;tica das publica&#231;&#245;es Pela primeira vez desde que Gutenberg inventou os tipos m&#243;veis, surgiu, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, a possibilidade de superar a m&#237;dia de mercado &#8211; construindo como alternativa a ela uma comunica&#231;&#227;o colaborativa e des-hierarquizada. Ainda n&#227;o sabemos por quanto tempo (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L113xH150/arton2855-f913f.jpg&quot; width='113' height='150' style='height:150px;width:113px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; abrem inscri&#231;oes para semin&#225;rios sobre jornalismo colaborativo. S&#233;rie come&#231;a em abril, aposta na possibilidade de produzir informa&#231;&#227;o profunda na web 2.0 e visa ampliar equipe e cobertura tem&#225;tica das publica&#231;&#245;es&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Pela primeira vez desde que Gutenberg inventou os tipos m&#243;veis, surgiu, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, a possibilidade de superar a m&#237;dia de mercado &#8211; construindo como alternativa a ela uma comunica&#231;&#227;o colaborativa e des-hierarquizada. Ainda n&#227;o sabemos por quanto tempo permanecer&#225; aberta a janela de oportunidade; nem se a transi&#231;&#227;o se completar&#225; com &#234;xito. O desfecho depende de iniciativas concretas que &#233; preciso tomar agora, enquanto h&#225; espa&#231;o para agir.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Convencida das ideias acima, e poucas semanas depois de relan&#231;ar a &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt;, a equipe respons&#225;vel pelos sites est&#225; abrindo inscri&#231;&#245;es para semin&#225;rios semanais sobre jornalismo compartilhado. Constituem o projeto Escola Livre de Comunica&#231;&#227;o Compartilhada, transformado ap&#243;s sele&#231;&#227;o p&#250;blica em Ponto de Cultura. Come&#231;am ainda em abril e se estendem at&#233; o final do ano. S&#227;o gratuitos, t&#234;m vers&#245;es presencial (em S&#227;o Paulo, para at&#233; 20 pessoas) e &#224; dist&#226;ncia. Visam (al&#233;m de exercitar a sempre gratificante troca de conhecimentos...) expandir rapidamente a equipe de colaboradores dos sites, o volume, abrang&#234;ncia tem&#225;tica e qualidade do material publicado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Duas hip&#243;teses complementares inspiram os semin&#225;rios. Primeira: se apropriada democraticamente, a internet cria condi&#231;&#245;es in&#233;ditas para uma comunica&#231;&#227;o transformadora. Desde que surgiu o jornal moderno, h&#225; cerca de quatro s&#233;culos, existe &#8211; &#233; claro &#8211; jornalismo cr&#237;tico. E uma imprensa &#8220;de esquerda&#8221; apareceu j&#225; durante a Revolu&#231;&#227;o Francesa, no mesmo instante em que se formou o espectro pol&#237;tico-institucional com o qual ainda convivemos. Mas foi sempre um combate desigual. Enquanto a narrativa do presente precisar ser &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;da por uma ind&#250;stria, prevalecer&#227;o as vis&#245;es de mundo com mais capital para contratar assalariados; montar parques gr&#225;ficos, est&#250;dios e centrais de produ&#231;&#227;o; ter acesso equipamentos e tecnologia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A novidade da comunica&#231;&#227;o compartilhada est&#225; em romper a hierarquiza&#231;&#227;o e a desigualdade que a acompanha. Se os seres humanos podem se comunicar sem inter&lt;i&gt;medi&#225;&lt;/i&gt;rios, o poder dos grandes conglomerados de m&#237;dia dilui-se de modo dram&#225;tico. A emerg&#234;ncia da blogosfera expressa precisamente o desejo de comunicar uma infinidade de temas e pontos-de-vista que n&#227;o cabiam na cobertura da imprensa: da vida pessoal e observa&#231;&#245;es quotidianas de cada um &#224;s informa&#231;&#245;es e an&#225;lises antes proscritas ou marginalizadas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;NA NET, EM BUSCA DA PROFUNDIDADE:&lt;/strong&gt; Por&#233;m &#8211; e aqui, a segunda hip&#243;tese a animar os semin&#225;rios &#8211;, a vit&#243;ria sobre a velha m&#237;dia &lt;i&gt;n&#227;o&lt;/i&gt; s&#227;o favas contadas. &#201; preciso evitar o risco do autismo comunicativo: milh&#245;es de usu&#225;rios dos novos meios satisfeitos por poderem se expressar, por&#233;m pouco preocupados em construir sentidos coletivos capazes de mudar o mundo. Neste esfor&#231;o, h&#225; um aspecto relacionado a saberes: cada internauta tem o &lt;i&gt;direito&lt;/i&gt; de conhecer e praticar os conceitos, linguagens, t&#233;cnicas e tecnologias de comunica&#231;&#227;o jornal&#237;stica que a humanidade construiu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os semin&#225;rios s&#227;o uma contribui&#231;&#227;o da &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; &#224; garantia deste direito. Ao longo das &#250;ltimas semanas, os sites t&#234;m procurado demonstrar que &#233; poss&#237;vel praticar jornalismo profundo e relevante na velocidade e condi&#231;&#245;es da net. N&#227;o desprezamos os posts curtos, as interven&#231;&#245;es instant&#226;neas sobre temas espec&#237;ficos, cuja publica&#231;&#227;o pretendemos expandir em breve. Mas queremos resgatar, no momento, a busca do assunto importante e despercebido; a apura&#231;&#227;o cuidadosa; a reda&#231;&#227;o que faz da leitura, prazer. Buscamos estes valores em textos breves (ver, por exemplo, &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=904' class='spip_out' rel='external'&gt;Reforma agr&#225;ria: o que a m&#237;dia n&#227;o v&#234;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=748' class='spip_out' rel='external'&gt;Na &#193;frica, um golpe contra a democracia?&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=712' class='spip_out' rel='external'&gt;40 horas: o debate oculto&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=759' class='spip_out' rel='external'&gt;Os ingleses querem o petr&#243;leo das Malvinas&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e diversos outros. E os perseguimos com ainda mais empenho em mat&#233;rias que abrem o debate sobre temas ocultos pela m&#237;dia tradicional (confira, entre outros, &lt;i&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/Dossie-ACTA-para-desvendar-a' class='spip_out'&gt;Dossi&#234; ACTA: para desvendar a amea&#231;a ao conhecimento livre&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Queremos envolver um grupo maior de comunicadores neste esfor&#231;o. Nossos semin&#225;rios nada t&#234;m a ver, evidentemente, com a forma&#231;&#227;o universit&#225;ria. Visam qualificar a a&#231;&#227;o e reflex&#227;o imediatas de quem produz jornalismo ligado &#224; internet. Seu foco principal s&#227;o as novas possibilidades abertas para captar informa&#231;&#227;o em m&#250;ltiplas fontes; chec&#225;-la a dist&#226;ncia; retrabalh&#225;-la, tornando-a acess&#237;vel ao universo com o qual cada comunicador se relaciona; difundi-la da forma mais ampla poss&#237;vel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O programa, que estar&#225; dispon&#237;vel nos pr&#243;ximos dias, trar&#225; novidades. Os cap&#237;tulos dedicados &#224; capta&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es, por exemplo, debater&#227;o como acompanhar dezenas de fontes alternativas, em diversos idiomas, sobre qualquer assunto internacional relevante; e como organiz&#225;-las em sistemas de consulta eficiente. Os encontros sobre cria&#231;&#227;o de textos discutir&#227;o a tens&#227;o entre a necessidade de comunicar rapidamente e a de assegurar a qualidade da forma. Uma sess&#227;o sobre direitos autorais revelar&#225; as formas de localizar e reproduzir conte&#250;do (inclusive imagens) na net e as vantagens (tanto ideol&#243;gicas quanto pragm&#225;ticas) de manter aberto para reprodu&#231;&#227;o o material que se produz. Embora a &#234;nfase da iniciativa n&#227;o seja a tecnologia, ela n&#227;o ser&#225; descuidada. O programa abordar&#225;, por exemplo, os &#250;ltimos desenvolvimentos em plataformas para produzir programas de web-TV e web-r&#225;dio; os sistemas de tradu&#231;&#227;o idiom&#225;tica, suas vantagens e limites; a possibilidade de criar blogs multiusu&#225;rios ou redes de blogueiros, usando programas como WordPress.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;BREVE, MAIS CONVITES &#192; COLABORA&#199;&#195;O:&lt;/strong&gt; Os participantes &#8211; tanto presenciais quanto &#224; dist&#226;ncia &#8211; ser&#227;o convidados a contribuir ativamente com &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;. Parte deles (em especial os estudantes) ser&#225; convidada a estagiar em nossa reda&#231;&#227;o. N&#227;o h&#225;, nesta fase, recursos para remuner&#225;-los, mas o aprendizado ser&#225; valioso: vai-se praticar, no dia-a-dia, o que for debatido nas forma&#231;&#245;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As inscri&#231;&#245;es est&#227;o abertas e podem ser feitas num formul&#225;rio sucinto, dispon&#237;vel &lt;a href=&quot;https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dC02M0d0bi13MkprNlQ5V2Vub3BQNFE6MQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; aqui&lt;/a&gt;. Os semin&#225;rios s&#227;o apenas o in&#237;cio de uma expans&#227;o de nosso projeto. &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;, que j&#225; publicam artigos de colaboradores, que escrevem sobre temas espec&#237;ficos, ampliar&#227;o a abertura a este tipo de contribui&#231;&#227;o. Nas pr&#243;ximas semanas, far&#227;o chamadas para interessad@s em exercer atividades de webdesign, programa&#231;&#227;o, publicidade alternativa, capta&#231;&#227;o de recursos, administra&#231;&#227;o e outras. Est&#225; em estudos constituir uma associa&#231;&#227;o sem fins lucrativos, para reunir gente disposta a agir na pr&#225;tica por uma nova Comunica&#231;&#227;o. Tamb&#233;m ela, estamos convencidos, pode e deve ser constru&#237;da de modo colaborativo.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;MAIS&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&gt; Interessad@s em participar dos semin&#225;rios devem inscrever-se &lt;a href=&quot;https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dC02M0d0bi13MkprNlQ5V2Vub3BQNFE6MQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&gt; Os eventos ocorrer&#227;o &#224;s quintas-feiras, das 19 &#224;s 20 horas, a partir de 29 de abril. Presencialmente, ocorrer&#227;o em S&#227;o Paulo, na sede da &lt;strong&gt;Revista Vira&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;: Rua Augusta, 1239, conjunto 11-&gt;&lt;a href='http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=rua+augusta,+1239+s%C3%A3o+paulo&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=28.943777,77.431641&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Augusta,+1239+-+Consola%C3%A7%C3%A3o,+S%C3%A3o+Paulo,+01305-100,+Brasil&amp;z=16' class='spip_out' rel='nofollow external'&gt;http://maps.google.com/maps?f=q&amp;amp...&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&gt; Para maiores informa&#231;&#245;es, escrever para &lt;a href='mailto:pontodecultura@outraspalavras.net' class='spip_mail'&gt;pontodecultura@outraspalavras.net&lt;/a&gt;, ou chamar (11) 3449.3747, com Antonio ou Carolina.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Armas nucleares: da hipocrisia &#224; alternativa</title>
		<link>http://diplo.org.br/Armas-nucleares-do-cinismo-a</link>
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		<dc:date>2010-04-05T19:23:37Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		


		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Ir&#227;</dc:subject>
		<dc:subject>Armas At&#244;micas e de Ur&#226;nio Empobrecido</dc:subject>
		<dc:subject>R&#250;ssia</dc:subject>

		<description>Enquanto alguns dos pa&#237;ses mais armados do planeta apontam o dedo para o Ir&#227;, campanha da sociedade civil sugere abolir de fato os artefatos at&#244;micos &#8212; e deixar de dividir o mundo entre as na&#231;&#245;es que t&#234;m as bombas e as outras. Discurso de Lula apoia proposta (atualizado em 14/4/2010) _ Assim, que terminou ontem (13/4), em Washington, a C&#250;pula de Seguran&#231;a Nuclear (Nuclear Security Summit), convocada pelo governo dos Estados Unidos, a m&#237;dia internacional chamou aten&#231;&#227;o para... Teer&#227;. Iniciativa de (...)

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&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Ira-+" rel="tag"&gt;Ir&#227;&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH120/arton2854-a3bf7.jpg&quot; width='150' height='120' style='height:120px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Enquanto alguns dos pa&#237;ses mais armados do planeta apontam o dedo para o Ir&#227;, campanha da sociedade civil sugere abolir de fato os artefatos at&#244;micos &#8212; e deixar de dividir o mundo entre as na&#231;&#245;es que t&#234;m as bombas e as outras. Discurso de Lula apoia proposta&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;(atualizado em 14/4/2010)
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Assim, que terminou ontem (13/4), em Washington, a C&#250;pula de Seguran&#231;a Nuclear (&lt;i&gt;Nuclear Security Summit&lt;/i&gt;), convocada pelo governo dos Estados Unidos, a m&#237;dia internacional chamou aten&#231;&#227;o para... Teer&#227;. Iniciativa de Barack Obama, a c&#250;pula tem import&#226;ncia real. Seu objetivo &#233; evitar que a amea&#231;a da explos&#227;o de armas at&#244;micas se multiplique, num mundo em que o uso da energia nuclear crescer&#225; e em que a h&#225;, de fato, grupos terroristas dispostos a praticar qualquer tipo viol&#234;ncia, em nome (ou a pretexto...) de suas causas. Mas, muito antes de produzirem efeitos, os compromissos assumidos por 46 pa&#237;ses est&#227;o sendo empregados para ampliar as press&#245;es dos EUA e Israel contra o desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo Ir&#227; &#8211; que n&#227;o possui, at&#233; o momento, &lt;i&gt;nenhuma&lt;/i&gt; arma at&#244;mica.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esta distor&#231;&#227;o pode ser explicada, em boa medida, pela exist&#234;ncia, desde 1968, do Tratado de N&#227;o-Prolifera&#231;&#227;o de Armas Nucleares (TNP). Apesar de seu nome cativante, ele &#233; intrinsecamente injusto &#8211; e por isso tem se mostrado cada vez menos eficaz. Divide o planeta em duas classes de pa&#237;ses: de um lado, os que podem se armar com os dispositivos de destrui&#231;&#227;o da vida mais poderosos j&#225; criados pelo ser humano; de outro, todos os demais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Entre 3 e 28 de maio pr&#243;ximos, uma confer&#234;ncia da ONU, em Nova York, debater&#225; a revis&#227;o do TNP. Um conjunto de organiza&#231;&#245;es da sociedade civil est&#225; aproveitando esta oportunidade para defender uma proposta pacifista fundamental. A ideia &#233; substituir o tratado hoje existente por um Conv&#234;nio sobre Armas Nucleares que &lt;i&gt;pro&#237;ba&lt;/i&gt; a produ&#231;&#227;o de armas at&#244;micas por &lt;i&gt;qualquer pa&#237;s&lt;/i&gt;; e que estabele&#231;a um cronograma claro para &lt;i&gt;desmantelar&lt;/i&gt; os estoques hoje existentes. Ao discursar em Washington, em 13/4, o presidente brasileiro defendeu explicitamente algo id&#234;ntico: &quot;a completa e irrevers&#237;vel elimina&#231;&#227;o de todos os arsenais&quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A necessidade de um compromisso internacional que supere o TNP pode ser compreendida num conjunto de textos dispon&#237;veis na &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;. O primeiro deles &#233; &lt;i&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/2005-11,a1192' class='spip_out'&gt;Sessenta anos de armas nucleares&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, escrito em novembro de 2005, por &lt;a href='http://diplo.org.br/_Georges-Le-Guelte_' class='spip_out'&gt;Georges Le Guelte&lt;/a&gt;. Ele narra, em suas diversas fases, o esfor&#231;o travado pelos pa&#237;ses que det&#234;m armas at&#244;micas para evitar que outras na&#231;&#245;es o fa&#231;am &#8211; e revela como este jogo representa um risco crescente para a humanidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Primeiros a desenvolver a energia at&#244;mica e as armas nucleares, os Estados Unidos proibiram, mostra Le Guelte, a divulga&#231;&#227;o de qualquer informa&#231;&#227;o relativa &#224;s novas tecnologias, entre 1942 e 1954. Nesse ano, a Uni&#227;o Sovi&#233;tica explodiu sua primeira bomba, somando-se imediatamente aos norte-americanos na busca da exclusividade. A tentativa voltou a fracassar. Doze anos depois, quando foi assinado o TNP, mais tr&#234;s na&#231;&#245;es dominavam o ciclo completo de produ&#231;&#227;o de armas at&#244;micas: Reino Unido, Fran&#231;a e China.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas os sucessivos fracassos n&#227;o os impediram de insistir no mesmo erro. O TNP divide explicitamente o mundo entre os &#8220;Estados dotados de armas&#8221; &#8211; que haviam conseguido explodir algum engenho at&#233; 1&#186; de janeiro de 1967 &#8211; e os que &#8220;deveriam se comprometer a n&#227;o tentar obt&#234;-las, e a colocar todas as suas instala&#231;&#245;es nucleares sob o controle da Ag&#234;ncia Internacional para Energia At&#244;mica (AIEA)&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A desigualdade era t&#227;o flagrante que, num primeiro momento, a grande maioria das na&#231;&#245;es recusou-se a aderir ao TNP. Algumas, como Alemanha, Jap&#227;o e It&#225;lia, denunciaram abertamente seu car&#225;ter de submiss&#227;o. O acordo s&#243; adquiriria algum peso internacional em meados dos anos 1970: o avan&#231;o dos movimentos pacifistas (e a inexist&#234;ncia de uma alternativa) acabou sendo utilizado pelos defensores do TNP para apresent&#225;-lo como o &#8220;acordo poss&#237;vel&#8221;. O n&#250;mero de aderentes cresceu ent&#227;o sem cessar, at&#233; chegar aos 187 pa&#237;ses hoje firmantes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por tr&#225;s desta aparente unanimidade, por&#233;m, o armamento prosseguiu. O chamado &#8220;clube at&#244;mico&#8221; foi engrossado, declaradamente, por &#205;ndia, Paquist&#227;o e Coreia do Norte. Israel assumiu a condi&#231;&#227;o &#250;nica de um Estado com armas nucleares n&#227;o-declaradas. Este n&#250;mero tende a aumentar rapidamente, argumenta o mesmo autor em &lt;i&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/2005-11,a1193' class='spip_out'&gt;No embalo da globaliza&#231;&#227;o sem lei&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Novas tecnologias (como o enriquecimento de ur&#226;nio por meio de centr&#237;fugas) tornaram o processo de produ&#231;&#227;o mais acess&#237;vel e dissimul&#225;vel. Pelo menos Alemanha, B&#233;lgica, Holanda, Su&#237;&#231;a, Jap&#227;o e Coreia do Norte acumularam quantidades de plut&#244;nio e ur&#226;nio enriquecido capazes de produzir armas rapidamente. O mesmo poderia ocorrer com Ir&#227;, Ar&#225;bia Saudita, Egito, S&#237;ria e Turquia &#8211; sem falar de Brasil e Argentina, que tamb&#233;m adquiram conhecimentos t&#233;cnicos importantes. Ainda mais grave &#233; o fato de os Estados Unidos terem adotado, em janeiro de 2002, uma Revis&#227;o da Postura Nuclear (&lt;i&gt;Nuclear Posture Review&lt;/i&gt;) que permite a seu presidente utilizar as armas at&#244;micas como outras quaisquer, a depender apenas de considera&#231;&#245;es sobre a miss&#227;o militar a ser alcan&#231;ada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dois outros textos da &lt;i&gt;Biblioteca&lt;/i&gt; chamam aten&#231;&#227;o, em particular, para a hipocrisia adotada por Washington em rela&#231;&#227;o ao Ir&#227;. Em janeiro de 2005, &lt;a href='http://diplo.org.br/_Walid-Charara_' class='spip_out'&gt;Walid Charara&lt;/a&gt; sugeriu, em &lt;i&gt;&lt;a href='http://diplo.org.br/2005-01,a1051' class='spip_out'&gt;Quando os Estados Unidos provocam um confronto&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, que a oposi&#231;&#227;o norte-americana ao suposto interesse de Teer&#227; em armas nucleares pode ser apenas um pretexto. O que os EUA desejariam, na verdade, &#233; a derrubada do regime de Rep&#250;blica Isl&#226;mica. J&#225; em &lt;a href='http://diplo.org.br/2005-11,a1194' class='spip_out'&gt;&lt;i&gt;O direito &#224; tecnologia&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, Cyrus Safdari associa o contencioso entre os dois pa&#237;ses &#224; tentativa dos EUA de privar o advers&#225;rio do uso pac&#237;fico da energia nuclear. Ele lembra: ao contr&#225;rio do que geralmente se sup&#245;e, as reservas petrol&#237;feras do Ir&#227; est&#227;o em decl&#237;nio e a necessidade de diversificar as fontes de energia &#233; real.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se o TNP &#233; t&#227;o injusto, que significa exatamente a alternativa de um Conv&#234;nio sobre Armas Nucleares, que pro&#237;ba sua pesquisa, teste e armazenamento por qualquer pa&#237;s? Para responder a esta pergunta, a &lt;i&gt;Biblioteca&lt;/i&gt; sugere, em primeiro lugar &lt;a href='http://ipsnoticias.net/nota_col.asp?idnews=94983' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;Desarme Nuclear: h&#225; llegado la hora&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Produzido por Dimity Hawkins, e publicado pela &lt;i&gt;Ag&#234;ncia IPS&lt;/i&gt;, o &lt;a href='http://ipsnoticias.net/nota_col.asp?idnews=94983' class='spip_out' rel='external'&gt;artigo&lt;/a&gt; relata que, al&#233;m de apoiada por uma coaliz&#227;o de organiza&#231;&#245;es da sociedade civil, a hip&#243;tese de um novo acordo foi aprovada, em mais de uma ocasi&#227;o, por mais dois ter&#231;os das na&#231;&#245;es presentes &#224; Assembleia Geral da ONU. &lt;strong&gt;(Antonio Martins)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;MAIS&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&gt; Informa&#231;&#245;es detalhadas a respeito do Conv&#234;nio sobre Armas Nucleares podem ser encontradas nos seguintes sites:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href='http://www.icanw.org/' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (ICAN)&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href='http://www.ippnw.org/' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;F&#237;sicos Internacionais para a Preven&#231;&#227;o da Guerra Nuclear&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href='http://www.abolition2000.org/' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;Abolition 2000&lt;/i&gt; (Rede Global para Eliminar as Armas Nucleares)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Dossi&#234; ACTA: para desvendar a amea&#231;a ao conhecimento livre</title>
		<link>http://diplo.org.br/Dossie-ACTA-para-desvendar-a</link>
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		<description>O que &#233;, como foi revelado e quais os desdobramentos do acordo internacional secreto que pode bloquear a trocas pela internet, proibir os medicamentos gen&#233;ricos e ampliar as desigualdades entre pa&#237;ses ricos e pobres. H&#225; alternativas? Esta &#233; a primeira vers&#227;o de um texto colaborativo. Veja aqui como participar de sua constru&#231;&#227;o e difus&#227;o Em 25 de mar&#231;o, o governo de Barack Obama tornou p&#250;blico o esbo&#231;o de um acordo internacional espantoso. Eufemisticamente denominado ACTA &#8211; as iniciais em ingl&#234;s de (...)

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 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH107/arton2853-6a37d.jpg&quot; width='150' height='107' style='height:107px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;O que &#233;, como foi revelado e quais os desdobramentos do acordo internacional secreto que pode bloquear a trocas pela internet, proibir os medicamentos gen&#233;ricos e ampliar as desigualdades entre pa&#237;ses ricos e pobres. H&#225; alternativas?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Esta &#233; a primeira vers&#227;o de um texto colaborativo. Veja &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=938' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt; como participar de sua constru&#231;&#227;o e difus&#227;o&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 25 de mar&#231;o, o governo de Barack Obama tornou p&#250;blico &lt;a href='http://www.laquadrature.net/files/201001_acta.pdf' class='spip_out' rel='external'&gt;o esbo&#231;o&lt;/a&gt; de um acordo internacional espantoso. Eufemisticamente denominado ACTA &#8211; as iniciais em ingl&#234;s de Acordo Comercial Anti-Falsifica&#231;&#227;o [&lt;a href='#nb1' class='spip_note' rel='footnote' title='Anti-Counterfeiting Trade Agreement' id='nh1'&gt;1&lt;/a&gt;] &#8211;, ele tem objetivos muito mais vastos. Incide sobre a circula&#231;&#227;o de bens simb&#243;licos &#8211; a atividade que mais mobiliza a criatividade humana no presente, e tamb&#233;m a que mais desperta expectativas de lucros. Mas o faz no sentido do &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt;. Ao inv&#233;s de incentivar e qualificar a expans&#227;o das trocas livres, restringe e mercantiliza o interc&#226;mbio de cultura, conhecimento, marcas e f&#243;rmulas necess&#225;rias ao combate das doen&#231;as.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Recorre, para tanto, a m&#233;todos totalit&#225;rios e policialescos, que ferem em m&#250;ltiplos pontos a &lt;a href='http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm' class='spip_out' rel='external'&gt;Declara&#231;&#227;o Universal dos Direitos Humanos&lt;/a&gt;. Permite violar correspond&#234;ncia sem ordem judicial e intervir na comunica&#231;&#227;o pessoal. Encarrega os provedores de acesso &#224; internet e os servi&#231;os de hospedagem de sites de vigiar e punir os internautas. Criminaliza, em especial, a troca n&#227;o-comercial de arquivos via internet, o que amea&#231;aria milh&#245;es de pessoas com penas de pris&#227;o [&lt;a href='#nb2' class='spip_note' rel='footnote' title='Em 10 de mar&#231;o de 2010, James Murdoch, herdeiro do grupo de m&#237;dia que leva (...)' id='nh2'&gt;2&lt;/a&gt;]. Atinge kafkianamente o software livre &#8211; ainda que os programadores que o constroem n&#227;o reivindiquem direito a propriedade. Como frisa James Love, no &lt;a href='http://keionline.org/' class='spip_out' rel='external'&gt;Knowledge Ecology International&lt;/a&gt;, um dos site envolvidos na mobiliza&#231;&#227;o internacional sobre o tema, o ACTA enquadra, sob o conceito de &#8220;escala comercial&#8221;, n&#227;o apenas o que tem &#8220;motiva&#231;&#227;o direta ou indireta de ganho financeiro&#8221;, mas &#8220;qualquer sistema de grande amplitude&#8221;. Em outras palavras, as grandes corpora&#231;&#245;es que comercializam produtos culturais querem colocar fora da lei aqueles que os oferecem gratuitamente.... &#201; uma amea&#231;a, a longo prazo, at&#233; mesmo a servi&#231;os como o Google [&lt;a href='#nb3' class='spip_note' rel='footnote' title='Um dos esbo&#231;os do ACTA exige que as legisla&#231;&#245;es dos pa&#237;ses signat&#225;rios punam (...)' id='nh3'&gt;3&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estabelece penas que ultrapassam a pessoa do suposto infrator, violando um princ&#237;pio jur&#237;dico que vem do direito romano [&lt;a href='#nb4' class='spip_note' rel='footnote' title='Inspirado na lei francesa Hadopi, o ACTA quer excluir da internet os (...)' id='nh4'&gt;4&lt;/a&gt;]. Bloqueia a circula&#231;&#227;o internacional de medicamentos gen&#233;ricos, que considera frutos de viola&#231;&#227;o &#224; propriedade intelectual das ind&#250;strias farmec&#234;uticas. [&lt;a href='#nb5' class='spip_note' rel='footnote' title='Nos &#250;ltimos anos, medicamentos gen&#233;ricos, transportados por navios (...)' id='nh5'&gt;5&lt;/a&gt;]. Submete os servi&#231;os p&#250;blicos de alf&#226;ndega a interesses e determina&#231;&#245;es de empresas privadas. [&lt;a href='#nb6' class='spip_note' rel='footnote' title='Uma das vers&#245;es do ACTA que veio a p&#250;blico revela: empresas privadas poder&#227;o (...)' id='nh6'&gt;6&lt;/a&gt;]. Procura frear a emerg&#234;ncia dos pa&#237;ses do Sul do planeta e a possibilidade de uma divis&#227;o mais justa da riqueza &#8212; congelando a divis&#227;o internacional do trabalho hoje existente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* * *&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Debatido sigilosamente h&#225; tr&#234;s anos, o rascunho do acordo s&#243; veio &#224; luz depois de uma s&#233;rie de press&#245;es de grupos da sociedade civil e de alguns parlamentares. Mas a falta de transpar&#234;ncia nunca foi completa. Sucessivas baterias de reuni&#245;es internacionais foram desenhando o ACTA. A elas tiveram acesso os governos de um pequeno grupo de pa&#237;ses: Estados Unidos, Jap&#227;o, Su&#237;&#231;a e Uni&#227;o Europeia, desde 2007; Austr&#225;lia, Canad&#225;, Coreia do Sul, Emirados &#193;rabes, Jord&#226;nia, M&#233;xico, Marrocos, Nova Zel&#226;ndia e Singapura, numa segunda etapa. E embora exclu&#237;ssem os Parlamentos, os representantes do Poder Judici&#225;rio e a sociedade civil, os governantes sempre tiveram a companhia dos grandes &lt;i&gt;lobbies&lt;/i&gt; empresariais [&lt;a href='#nb7' class='spip_note' rel='footnote' title='Cart&#233;is como a Alian&#231;a Internacional pela Propriedade Intelectual (IIPA, em (...)' id='nh7'&gt;7&lt;/a&gt;] &#8212; o que bastaria para atestar o car&#225;ter n&#227;o-republicano e ileg&#237;timo da proposta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* * *&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ACTA &#233; o lance mais recente de uma grande disputa civilizat&#243;ria, que emergiu na virada do s&#233;culo e marcar&#225;, agora est&#225; claro, as pr&#243;ximas d&#233;cadas. Por um lado, a economia do imaterial e a internet abrem, entre os seres humanos, possibilidades in&#233;ditas de liberdade, autonomia, des-hierarquiza&#231;&#227;o, inven&#231;&#227;o e cria&#231;&#227;o colaborativas de riquezas. Na dire&#231;&#227;o oposta, setores do capital procuram &lt;i&gt;capturar&lt;/i&gt; esta riqueza comum. Para tanto, investem inclusive contra as liberdades conquistadas j&#225; na &#233;poca da Revolu&#231;&#227;o Francesa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mecanismos para restringir a soberania dos Estados e sociedades, impedindo-as em especial de &#8220;interferir&#8221; sobre a &#8220;autonomia&#8221; das grandes empresas, foram propostos pelo Acordo Multilateral de Investimentos (AMI). Articulado at&#233; 1998, no Organiza&#231;&#227;o para Coopera&#231;&#227;o e Desenvolvimento Econ&#244;mica (OCDE), ele exigia pagamento de indeniza&#231;&#245;es aos &#8220;investidores&#8221;, sempre que os Estados adotassem medidas que pudessem resultar em redu&#231;&#227;o de lucros &#8211; uma legisla&#231;&#227;o trabalhista ou ambiental mais protetoras, por exemplo. Foi tamb&#233;m negociado em sigilo, mas ao final vencido por uma articula&#231;&#227;o da sociedade civil. Ela se espraiou por diversos pa&#237;ses &#8211; o que era, ent&#227;o, incomum &#8211; e ganhou for&#231;a ao denunciar o car&#225;ter oculto, e portanto antidemocr&#225;tico, da iniciativa da OCDE.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eram tempos de forte supremacia das ideias neoliberais. Por isso, a derrota do AMI pareceu mero acidente de percurso. Mecanismos muito semelhantes foram inclu&#237;dos, pela Organiza&#231;&#227;o Mundial do Com&#233;rcio (OMC), na convoca&#231;&#227;o de uma rodada de negocia&#231;&#245;es internacionais para liberalizar as trocas internacionais &#8211; a chamada &lt;i&gt;Rodada do Mil&#234;nio&lt;/i&gt;. Ela previa, al&#233;m disso, enorme press&#227;o para que os Estados desarticulassem suas redes de servi&#231;os p&#250;blicos (Educa&#231;&#227;o, Sa&#250;de, &#193;gua, Saneamento, Transportes e tantos outros, em muitos casos gratuitos) e os transformassem em mercadorias. Naufragou em Seattle, em dezembro de 1999, diante de uma mobiliza&#231;&#227;o internacional maci&#231;a, de caracter&#237;sticas at&#233; ent&#227;o desconhecidas (como o protagonismo m&#250;ltiplo e a horizontalidade) e diretamente precursora dos F&#243;runs Sociais Mundiais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dez anos depois, o ACTA &#233; a nova investida. Chega num cen&#225;rio internacional muito distinto: as ideias neoliberais perderam terreno; a colabora&#231;&#227;o via internet faz parte do quotidiano (em especial, entre as gera&#231;&#245;es mais jovens); pa&#237;ses como China, Brasil e &#205;ndia ganharam for&#231;a e iniciativa nos debates e f&#243;runs de decis&#227;o mundiais. Para fazer frente &#224; nova realidade, o novo acordo precisa expor ainda mais seu car&#225;ter autorit&#225;rio. E j&#225; n&#227;o &#233; poss&#237;vel negoci&#225;-lo abertamente em nenhuma institui&#231;&#227;o internacional &#8211; nem mesmo a OMC. Por isso, o ACTA tem sido debatido em reuni&#245;es semi-informais, entre governos e grupos empresariais. O pr&#243;ximo ocorrer&#225; na Nova Zel&#226;ndia, entre 12 e 16 de abril. A pr&#243;pria apari&#231;&#227;o do texto-base s&#243; tornou-se inevit&#225;vel depois que o &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt; franc&#234;s teve acesso a vazamentos e publicou, em sua edi&#231;&#227;o de mar&#231;o &#250;ltimo, um &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=921' class='spip_out' rel='external'&gt;artigo&lt;/a&gt;, dispon&#237;vel no site &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda assim, subestimar o acordo seria um erro grosseiro. Embora seu prest&#237;gio tenha recuado nitidamente, as ideias neoliberais ainda influenciam governos e parte da opini&#227;o p&#250;blica &#8211; inclusive porque, em oposi&#231;&#227;o a elas, h&#225; &lt;i&gt;valores&lt;/i&gt; e certas &lt;i&gt;pol&#237;ticas&lt;/i&gt; &#8211; mas ainda n&#227;o um &lt;i&gt;projeto&lt;/i&gt; de sociedade alternativo. Por isso, leis nacionais com sentido muito semelhante ao do ACTA foram aprovados h&#225; poucos meses na Fran&#231;a (lei Hadopi [&lt;a href='#nb8' class='spip_note' rel='footnote' title='Parcialmente bloqueada pela corte constitucional francesa, por (...)' id='nh8'&gt;8&lt;/a&gt;] e nos Estados Unidos
(DMCA [&lt;a href='#nb9' class='spip_note' rel='footnote' title='Digital Millenium Copyright Act, descrito e analisado em detalhes na (...)' id='nh9'&gt;9&lt;/a&gt;]). No Brasil, a Lei Azeredo, de id&#234;ntico sentido, chegou a ser votada no Senado, sendo revertida gra&#231;as a intensa mobiliza&#231;&#227;o da sociedade, que convenceu o presidente da Rep&#250;blica. H&#225; poucos dias, o pr&#243;prio presidente dos EUA, para cuja elei&#231;&#227;o a liberdade na internet foi fundamental, deu declara&#231;&#227;o enf&#225;tica em favor do acordo. &#8220;Vamos proteger de maneira agressiva nossa propriedade intelectual (&#8230;) [Ela] &#233; essencial para nossa prosperidade, e ser&#225; cada vez mais, ao longo do s&#233;culo. (&#8230;) Eis porque os Estados Unidos utilizar&#227;o todo o arsenal de instrumentos dispon&#237;veis (&#8230;) e avan&#231;ar&#227;o para novos acordos, em nome dos quais se articula a proposta do ACTA [&lt;a href='#nb10' class='spip_note' rel='footnote' title='A fala de Obama, na &#237;ntegra, pode ser lida aqui' id='nh10'&gt;10&lt;/a&gt;]&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* * *&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma poss&#237;vel estrat&#233;gia para enfrentar o acordo deveria envolver diversas a&#231;&#245;es paralelas. A primeira &#233; a den&#250;ncia da amea&#231;a. Por se tratar de um acordo internacional, ela deve ser igualmente planet&#225;ria. Em diversas partes do mundo come&#231;am a surgir articula&#231;&#245;es da sociedade civil em torno do tema. Entre elas, destacam-se no momento &lt;i&gt;La Quadrature du net&lt;/i&gt; (&#8220;A quadratura da net&#8221;, &lt;a href='http://www.laquadrature.net/' class='spip_out' rel='external'&gt;www.laquadrature.net&lt;/a&gt;), na Fran&#231;a, &lt;i&gt;Knowledge Ecology International&lt;/i&gt; (Ecologia do Conhecimento Internacional, &lt;a href='http://www.keionline.org/' class='spip_out' rel='external'&gt;www.keionline.org&lt;/a&gt;), nos Estados Unidos, e &lt;i&gt;PublicACTA&lt;/i&gt; (&lt;a href='http://publicacta.org.nz/' class='spip_out' rel='external'&gt;http://publicacta.org.nz&lt;/a&gt;, na Nova Zel&#226;ndia), que inclusive prepara um encontro internacional da sociedade civil, paralelo &#224; pr&#243;xima reuni&#227;o internacional de articula&#231;&#227;o do ACTA, em Wellington. A forte presen&#231;a de um movimento de resist&#234;ncia nos pa&#237;ses ricos deixa claro que a luta em favor da liberdade de conhecimento precisa envolver tamb&#233;m as sociedades civis e organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas do Norte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Constru&#237;do num f&#243;rum informal, o acordo n&#227;o poder&#225; ter aplica&#231;&#227;o imediata &#8211; nem mesmo quando os pa&#237;ses participantes chegarem a um acordo, numa de suas pr&#243;ximas reuni&#245;es. O caminho tra&#231;ado por seus promotores, nas condi&#231;&#245;es atuais, passa provavelmente pela aprova&#231;&#227;o de leis derivadas do acordo em parlamentos nacionais dos pa&#237;ses do Norte. L&#225;, como deixa claro o discurso de Obama, os interesses econ&#244;micos dos que se julgam titulares de propriedade intelectual s&#227;o mais fortes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O passo seguinte seria transpor os mesmos dispositivos para o Sul. O caminho mais f&#225;cil para tanto s&#227;o os acordos de com&#233;rcio bilateral. Por meio deles, os pa&#237;ses ricos podem, por exemplo, abrir seu mercado a certos produtos agr&#237;colas, reivindicando em contrapartida grandes concess&#245;es na &#225;rea de propriedade intelectual.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para prevenir esta armadilha h&#225;, al&#233;m do debate de ideias, um recurso institucional: &#233; a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Propriedade Intelectual &lt;a href='http://www.wipo.int/' class='spip_out' rel='external'&gt;(OMPI)&lt;/a&gt;. Parte do sistema ONU, ela foi bastante criticada, no passado, por reproduzir algumas das distro&#231;&#245;es comuns &#224;s organiza&#231;&#245;es multilaterais [&lt;a href='#nb11' class='spip_note' rel='footnote' title='Informa&#231;&#245;es maiores sobre a OMPI, incluindo cr&#237;ticas a ela, podem ser (...)' id='nh11'&gt;11&lt;/a&gt;]. Por&#233;m, debate, h&#225; alguns anos &#8211; e aqui est&#225; outro desdobramento da nova conjuntura internacional &#8211; uma &quot;Agenda do Desenvolvimento&quot;. Proposta inicialmente por Brasil e Argentina, com forte apoio da &#205;ndia, inclui certas medidas com sentido &lt;i&gt;oposto&lt;/i&gt; ao da ACTA. Rejeita explicitamente a penaliza&#231;&#227;o das trocas de arquivos por internet. Quer limitar e abrir exce&#231;&#245;es ao &quot;direito&quot; de patente [&lt;a href='#nb12' class='spip_note' rel='footnote' title='No Brasil, o Observat&#243;rio OMPI, do site Cultura Livre faz um &#243;timo (...)' id='nh12'&gt;12&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No entanto, a resist&#234;ncia parece ser apenas &lt;i&gt;parte&lt;/i&gt; da resposta. Numa &#233;poca em que dois futuros opostos parecem poss&#237;veis &#8211; a regress&#227;o a formas de controle totalit&#225;rio e as l&#243;gicas de colabora&#231;&#227;o p&#243;s-capitalistas &#8212;, &#233; preciso &lt;i&gt;desenvolver&lt;/i&gt; a segunda alternativa. O que seriam os novos &lt;i&gt;direitos civis e sociais&lt;/i&gt;, na &#233;poca da internet? Como estender a todos os seres humanos o acesso permanente e r&#225;pido &#224; rede &#8212; hoje privil&#233;gio de uma minoria? Mais: como fazer deste direito n&#227;o apenas a possibilidade de &lt;i&gt;receber&lt;/i&gt; o conte&#250;do criado por outros; mas, tamb&#233;m, o de &lt;i&gt;participar ativamente&lt;/i&gt; da produ&#231;&#227;o coletiva de cultura e conhecimento? E, al&#233;m da internet: num tempo em que o saber converteu-se na principal fonte de riquezas, e &#233; por natureza constru&#231;&#227;o coletiva, como promover a distribui&#231;&#227;o das riquezas geradas por ele?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se uma mobiliza&#231;&#227;o internacional j&#225; se esbo&#231;a, em resposta ao ACTA, talvez ela possa se propor, tamb&#233;m, a responder de modo colaborativo aestas quest&#245;es.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Para ampliar este texto:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O debate sobre a ACTA ser&#225;, provavelmente, um processo prolongado, que exigir&#225; m&#250;ltiplos saberes e esfor&#231;os. Abaixo, alguns dos caminhos para melhorar e ampliar o presente artigo [&lt;a href='#nb13' class='spip_note' rel='footnote' title='(Esta &#233; a primeira vers&#227;o de um texto colaborativo. Veja aqui como participar (...)' id='nh13'&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&gt; &lt;strong&gt;Para assuntos relacionados ao acordo em geral:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225;, no &lt;i&gt;Twitter&lt;/i&gt;, intensa postagem com refer&#234;ncias a material importante sobre o acordo. Pesquisar por &lt;a href='http://twitter.com/#search?q=%23acta' class='spip_out' rel='external'&gt;#ACTA&lt;/a&gt;. Acompanhar, em particular, as microblogagens de &lt;a href='http://twitter.com/jamie_love' class='spip_out' rel='external'&gt;James Love&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://twitter.com/michaelgeist' class='spip_out' rel='external'&gt;Michael Giest&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://twitter.com/fil_rezo_net' class='spip_out' rel='external'&gt;Philippe Rivi&#232;re&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://twitter.com/OpenActa' class='spip_out' rel='external'&gt;OpenActa&lt;/a&gt; (rede mexicana) e, no Brasil, de &lt;a href='http://twitter.com/caribe' class='spip_out' rel='external'&gt;Carib&#233;&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://twitter.com/faconti' class='spip_out' rel='external'&gt;F&#225;tima Conti&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://twitter.com/MarceloBranco' class='spip_out' rel='external'&gt;Marcelo Branco&lt;/a&gt; e &lt;a href='http://twitter.com/samadeu' class='spip_out' rel='external'&gt;S&#233;rgio Amadeu&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt; estampou, na edi&#231;&#227;o de mar&#231;o, um importante artigo sobre o ACTA. Pode ser encontrado, em portugu&#234;s, no site &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=921' class='spip_out' rel='external'&gt;Outras Palavras&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. A an&#225;lise foi expandida num texto de Philippe Rivi&#232;re, &lt;a href='http://blog.mondediplo.net/2010-03-20-ACTA-chapitre-deux' class='spip_out' rel='external'&gt;dispon&#237;vel&lt;/a&gt; por enquanto no blog da reda&#231;&#227;o do jornal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;, &#233; poss&#237;vel recuperar (em portugu&#234;s) os textos publicados pelo jornal sobre a vit&#243;ria contra a Rodada do Mil&#234;nio da OMC, antecessora do ACTA: &lt;a href='http://diplo.org.br/1999-12,a1590' class='spip_out'&gt;1&lt;/a&gt; &lt;a href='http://diplo.org.br/2000-02,a1618' class='spip_out'&gt;2&lt;/a&gt; &lt;a href='http://diplo.org.br/2000-02,a1618' class='spip_out'&gt;3&lt;/a&gt; &lt;a href='http://diplo.org.br/2000-03,a1654' class='spip_out'&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&gt; &lt;strong&gt;Para analisar a primeira vers&#227;o p&#250;blica:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O texto inicial do ACTA (vers&#227;o pdf) est&#225; &lt;a href='http://www.laquadrature.net/files/201001_acta.pdf' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt; &#201; um documento de mais de 50 p&#225;ginas, preliminar, com marca&#231;&#245;es sobre as diferentes posi&#231;&#245;es dos pa&#237;ses que participam das negocia&#231;&#245;es, quando existem diverg&#234;ncias. O artigo acima foi baseado em vazamentos pr&#233;vios, de partes do documento, e nas primeiras an&#225;lises publicadas na internet.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para novas an&#225;lises, mais detalhadas, ser&#227;o muito &#250;teis a pr&#243;pria leitura detalhada do texto (em ingl&#234;s) e os seguintes sites, que t&#234;m publicado material a respeito:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;Margot Kaminski&lt;/i&gt;: Professora de Direito na Universidade de Yale, especialista em liberdades civis na era digital, ele escreveu, em seguida &#224; publica&#231;&#227;o do esbo&#231;o do ACTA, uma &lt;a href='http://balkin.blogspot.com/2010/03/anti-counterfeiting-trade-agreement.html' class='spip_out' rel='external'&gt;breve an&#225;lise&lt;/a&gt; a respeito. Foi publicada no site &lt;a href='http://balkin.blogspot.com/' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;Balkinization&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, tamb&#233;m uma importante fonte de not&#237;cias e an&#225;lises sobre o tratado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;a href='http://www.michaelgeist.ca/' class='spip_out' rel='external'&gt;Michael Giest&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, professor de Direito da Universidade de Ottawa (Canad&#225;), mant&#233;m um blog com ampla informa&#231;&#227;o e muitas an&#225;lises sobre o ACTA. Em janeiro deste ano, ele publicou uma s&#233;rie de cinco artigos sobre o acordo, o primeiro dos quais pode ser lido &lt;a href='http://www.michaelgeist.ca/content/view/4725/125/' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;a href='http://www.laquadrature.net/' class='spip_out' rel='external'&gt;La Quadrature de net&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; &#233; a princiapl iniciativa francesa em defesa da liberdade na rede. D&#225; destaque especial ao ACTA, dedicando-lhe, inclusive, uma &lt;a href='http://www.laquadrature.net/fr/ACTA' class='spip_out' rel='external'&gt;se&#231;&#227;o espec&#237;fica&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;a href='http://www.keionline.org/' class='spip_out' rel='external'&gt;Knowledge Ecology International&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, &#233; um excelente site norte-americano sobre propriedade intelectual e direito &#224; comunica&#231;&#227;o e cultura.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;a href='http://www.keionline.org/blog/jamie' class='spip_out' rel='external'&gt;James Love&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, fundador e articulador do Knoledge Ecology International, mant&#233;m um blog com an&#225;lises constantes e profundas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;a href='http://publicacta.org.nz/' class='spip_out' rel='external'&gt;PublicACTA&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; &#233; um site neozeland&#234;s com interessantes an&#225;lises a respeito do acordo. Organiza encontro internacional da sociedade civil, que dever&#225; ocorrer em Wellington (com forte interface via internet), entre 12 e 16 de abril &#8211; paralelo a uma nova rodada de conversa&#231;&#245;es dos governos que preparam o acordo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre a hist&#243;ria do ACTA:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na vers&#227;o em ingl&#234;s da &lt;i&gt;Wikipedia&lt;/i&gt;, h&#225; um &lt;a href='http://en.wikipedia.org/wiki/Acta' class='spip_out' rel='external'&gt;importante verbete&lt;/a&gt; a respeito do acordo, com breve descri&#231;&#227;o de sua origem e todas as etapas da negocia&#231;&#227;o. Tamb&#233;m &#233; muito informativa a s&#233;rie de cinco artigos publicada por &lt;i&gt;Michael Geist&lt;/i&gt; em seu blog (come&#231;a &lt;a href='http://www.michaelgeist.ca/content/view/4725/125/' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt; Sobre o acordo e o Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em novembro de 2009, a revista &lt;i&gt;A Rede&lt;/i&gt; entrevistou, a respeito do ACTA, &lt;i&gt;Pedro Paranagu&#225;&lt;/i&gt;, professor da FGV-Rio. Suas opini&#245;es est&#227;o &lt;a href='http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/106-acontece/2415-o-que-tem-o-acta-a-ver-com-a-internet-e-com-o-brasil' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No site &lt;a href='http://xocensura.wordpress.com/' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;X&#244;, Censura&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, h&#225; uma s&#233;rie de tr&#234;s artigos publicados, a partir de julho de 2008, por &lt;i&gt;F&#225;tima Conti&lt;/i&gt;. Redigidos quando a Lei Azeredo ainda estava em debate, eles podem ser lidos aqui: &lt;a href='http://xocensura.wordpress.com/2008/07/11/subserviencia-ao-g8-o-acta-primeiras-impressoes/' class='spip_out' rel='external'&gt;1&lt;/a&gt; &lt;a href='http://xocensura.wordpress.com/2008/09/22/o-silencio-sobre-o-acta/' class='spip_out' rel='external'&gt;2&lt;/a&gt; &lt;a href='http://xocensura.wordpress.com/2008/11/15/vigilantismo-e-razoes-economicas/' class='spip_out' rel='external'&gt;3&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;p&gt;[&lt;a href='#nh1' id='nb1' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 1' rev='footnote'&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;i&gt;Anti-Counterfeiting Trade Agreement&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh2' id='nb2' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 2' rev='footnote'&gt;2&lt;/a&gt;] Em 10 de mar&#231;o de 2010, James Murdoch, herdeiro do grupo de m&#237;dia que leva seu sobrenome recomendou, numa entrevista coletiva em Abu Dhabi, deixar de ser &#8220;amistoso&#8221; com os consumidores e punir os &#8220;ladr&#245;es&#8221; de filmes como se punem os ladr&#245;es comuns&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh3' id='nb3' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 3' rev='footnote'&gt;3&lt;/a&gt;] Um dos esbo&#231;os do ACTA exige que as legisla&#231;&#245;es dos pa&#237;ses signat&#225;rios punam tamb&#233;m &#8220;a incita&#231;&#227;o, assist&#234;ncia ou cumplicidade&#8221; ao que chama de &#8220;falsifica&#231;&#227;o&#8221;, ou &#8220;pelo menos, os casos de assist&#234;ncia &#224; 'falsifica&#231;&#227;o' [aspas nossas] volunt&#225;ria de marca e de direito autoral, ou direitos conexos, e de pirataria em escala comercial&#8221;. O texto parece escrito sob medida para atingir buscadores alternativos, como o Pirate Bay. Mas permite enquadrar tamb&#233;m o Google&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh4' id='nb4' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 4' rev='footnote'&gt;4&lt;/a&gt;] Inspirado na lei francesa Hadopi, o ACTA quer excluir da internet os usu&#225;rios acusados de trocar produtos culturais &quot;n&#227;o-autorizados&quot;. Para faz&#234;-lo, pretende congelar os endere&#231;os IP dos &quot;transgressores&quot;. Finge ignorar que um mesmo IP atende a diversos moradores de um mesmo domic&#237;lio (adultos ou crian&#231;as), sendo frequentemente compartilhado por seus vizinhos e pessoas em tr&#226;nsito pela &#225;rea.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh5' id='nb5' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 5' rev='footnote'&gt;5&lt;/a&gt;] Nos &#250;ltimos anos, medicamentos gen&#233;ricos, transportados por navios procedentes da &#205;ndia e com destino a pa&#237;ses africanos, foram bloqueados mais de uma vez em portos europeus. Os produtos retidos eram perfeitamente legais, tanto no pa&#237;s de partida quanto no de chegada, mas autoridades europeias consideraram que o tr&#226;nsito por seus pa&#237;ses feria o princ&#237;pio de propriedade intelectual&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh6' id='nb6' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 6' rev='footnote'&gt;6&lt;/a&gt;] Uma das vers&#245;es do ACTA que veio a p&#250;blico revela: empresas privadas poder&#227;o solicitar diretamente &#224;s autoridades aduaneiras (sem necessidade de procedimento judicial) a fiscaliza&#231;&#227;o e eventual reten&#231;&#227;o de produtos supostamente falsificados. Fiscais alfandeg&#225;rios ter&#227;o tamb&#233;m atribui&#231;&#227;o de verificar, reter e em alguns casos destruir produtos &#8220;falsificados&#8221; e tamb&#233;m arquivos eletr&#244;nicos (m&#250;sicas ou filmes &#8220;n&#227;o-licenciados&#8221;, por exemplo) armazenados em computadores, &lt;i&gt;pendrives&lt;/i&gt; e telefones celulares&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh7' id='nb7' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 7' rev='footnote'&gt;7&lt;/a&gt;] Cart&#233;is como a Alian&#231;a Internacional pela Propriedade Intelectual (IIPA, em ingl&#234;s), a Motion Picture Association of America (MPAA, que representa a ind&#250;stria norte-americana do cinema), a Business Software Alliance (BSA, de programas de computador n&#227;o-abertos) e a Recording Industry Association of America (RIAA, para a m&#250;sica) s&#227;o desde o in&#237;cio construtores privilegiados do ACTA&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh8' id='nb8' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 8' rev='footnote'&gt;8&lt;/a&gt;] Parcialmente bloqueada pela corte constitucional francesa, por incompatibilidade com as liberdades individuais, a lei entrou em vigar em novembro de 2009. Para informa&#231;&#227;o detalhada, ver &lt;a href='http://fr.wikipedia.org/wiki/Loi_Cr&#233;ation_et_Internet' class='spip_out' rel='external'&gt;verbete (em franc&#234;s)&lt;/a&gt; na Wikipedia)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh9' id='nb9' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 9' rev='footnote'&gt;9&lt;/a&gt;] Digital Millenium Copyright Act, descrito e analisado em detalhes na Wikipedia, em &lt;a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Digital_Millennium_Copyright_Act ) e [ingl&#234;s-&gt; http://en.wikipedia.org/wiki/Digital_Millennium_Copyright_Act' class='spip_out' rel='external'&gt;portugu&#234;s&lt;/a&gt;, (verbete mais completo)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh10' id='nb10' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 10' rev='footnote'&gt;10&lt;/a&gt;] A fala de Obama, na &#237;ntegra, pode ser lida &lt;a href='http://www.whitehouse.gov/the-press-office/remarks-president-export-import-banks-annual-conference' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh11' id='nb11' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 11' rev='footnote'&gt;11&lt;/a&gt;] Informa&#231;&#245;es maiores sobre a OMPI, incluindo cr&#237;ticas a ela, podem ser encontradas na &lt;a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza&#231;&#227;o_Mundial_da_Propriedade_Intelectual' class='spip_out' rel='external'&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh12' id='nb12' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 12' rev='footnote'&gt;12&lt;/a&gt;] No Brasil, o &lt;a href='http://www.culturalivre.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=blogsection&amp;id=7&amp;Itemid=58' class='spip_out' rel='external'&gt;Observat&#243;rio OMPI&lt;/a&gt;, do site &lt;a href='http://www.culturalivre.org.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;Cultura Livre&lt;/a&gt; faz um &#243;timo acompanhamento da &lt;i&gt;Agenda do Desenvolvimento&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;[&lt;a href='#nh13' id='nb13' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 13' rev='footnote'&gt;13&lt;/a&gt;] (&lt;i&gt;Esta &#233; a primeira vers&#227;o de um texto colaborativo. Veja &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=938' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt; como participar de sua constru&#231;&#227;o e difus&#227;o&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Do &quot;Le Monde Diplomatique&quot; a &quot;Outras Palavras&quot;</title>
		<link>http://diplo.org.br/Do-Le-Monde-Diplomatique-a-Outras</link>
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		<dc:date>2010-03-23T17:54:36Z</dc:date>
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		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
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		<description>Est&#225; de volta a biblioteca virtual do Dipl&#244; Brasil. V&#234;m em breve novo site, rede social e laborat&#243;rio permanente de jornalismo colaborativo. Ideia &#233; ajudar a construir, na web 2.0, uma comunica&#231;&#227;o capaz de enxergar o tempo de enormes transforma&#231;&#245;es que vivemos A gal&#225;xia da m&#237;dia livre brasileira acaba de se expandir um pouco mais. A equipe que fundou o Le Monde Diplomatique Brasil e o editava at&#233; mar&#231;o de 2009 lan&#231;ou, no &#250;ltimo fim-de-semana, a Biblioteca Dipl&#244; (www.diplo.org.br), que oferece os mais de (...)

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&lt;a href="http://diplo.org.br/-Destaques-" rel="directory"&gt;Destaques&lt;/a&gt;

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&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Jornalismo-+" rel="tag"&gt;Jornalismo&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Outra-Comunicacao-+" rel="tag"&gt;Outra Comunica&#231;&#227;o&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L113xH150/arton2852-63590.jpg&quot; width='113' height='150' style='height:150px;width:113px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Est&#225; de volta a biblioteca virtual do &lt;i&gt;Dipl&#244; Brasil&lt;/i&gt;. V&#234;m em breve novo site, rede social e laborat&#243;rio permanente de jornalismo colaborativo. Ideia &#233; ajudar a construir, na web 2.0, uma comunica&#231;&#227;o capaz de enxergar o tempo de enormes transforma&#231;&#245;es que vivemos&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A gal&#225;xia da m&#237;dia livre brasileira acaba de se expandir um pouco mais. A equipe que fundou o &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique Brasil&lt;/i&gt; e o editava at&#233; mar&#231;o de 2009 lan&#231;ou, no &#250;ltimo fim-de-semana, a &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; (&lt;a href='http://www.diplo.org.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;www.diplo.org.br&lt;/a&gt;), que oferece os mais de 2,5 mil textos publicados pelo jornal a partir de 1999. Tamb&#233;m colocou no ar, ainda em fase embrion&#225;ria, a iniciativa onde concentra a maior parte de seus esfor&#231;os: o site &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; (&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/' class='spip_out' rel='external'&gt;www.outraspalavras.net&lt;/a&gt;). Em torno dele dever&#227;o surgir, nas pr&#243;ximas semanas, um grupo de colaboradores, uma rede social e uma s&#233;rie de oficinas para forma&#231;&#227;o em jornalismo colaborativo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Articuladas entre si, as iniciativas visam atualizar o projeto que levou &#224; cria&#231;&#227;o, h&#225; uma d&#233;cada, da edi&#231;&#227;o brasileira do &lt;i&gt;Dipl&#244;&lt;/i&gt; [&lt;a href='#nb1' class='spip_note' rel='footnote' title='Hoje sob responsabilidade do Instituto P&#243;lis e abrigada em www.diplomatique.org.b' id='nh1'&gt;1&lt;/a&gt;]. Procuram retomar um jornalismo que se tornou conhecido pela profundade e esp&#237;rito cr&#237;tico. Mas pretendem associar estas virtudes &#224; revolu&#231;&#227;o da web 2.0, das trocas par-a-par e da difus&#227;o n&#227;o-mercantil de informa&#231;&#227;o e outros bens culturais. A aposta &#233; que tais tend&#234;ncias &lt;i&gt;podem&lt;/i&gt; superar a m&#237;dia de massas e o controle social exercido por ela, estabelecendo novas rela&#231;&#245;es entre o ser humano e a narrativa do presente. Tornar real esta &lt;i&gt;possibilidade&lt;/i&gt; exigir&#225;, por&#233;m, trabalho, compartilhamento, alma e cria&#231;&#227;o. &#201; a esta aventura coletiva que &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; procurar&#225; somar-se, nos pr&#243;ximos anos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em todas as novas publica&#231;&#245;es h&#225; novidades, a come&#231;ar pela &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.diplo.org.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. O acervo, visitado a cada dia por cerca de 1,5 mil leitores em busca de informa&#231;&#245;es e an&#225;lises qualificadas, continua organizado por &lt;a href='http://diplo.org.br/temas' class='spip_out'&gt;temas&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://diplo.org.br/autores' class='spip_out'&gt;autores&lt;/a&gt;, datas, &lt;a href='http://diplo.org.br/paises' class='spip_out'&gt;pa&#237;ses e regi&#245;es do mundo&lt;/a&gt;. Os mais de 700 artigos produzidos, entre outubro de 2006 e mar&#231;o de 2007, por 76 colaboradores brasileiros e latino-americanos podem ser agora encontrados num &lt;a href='http://diplo.org.br/diplo_brasil' class='spip_out'&gt;&#237;ndice &#224; parte&lt;/a&gt;. Se&#231;&#245;es especiais, na p&#225;gina de entrada do site, destacam o car&#225;ter internacional do jornal, apresentando as &#250;ltimas atualiza&#231;&#245;es no &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt; franc&#234;s, portugu&#234;s e na edi&#231;&#227;o em l&#237;ngua inglesa. Pode-se acessar diretamente cada texto, com um clique de mouse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas a inova&#231;&#227;o principal s&#227;o textos que &lt;i&gt;atualizam&lt;/i&gt; o acervo, relacionando fatos correntes muito relevantes com artigos j&#225; publicados pelo jornal. O leitor intrigado com a recente decis&#227;o do governo israelense, de retomar a coloniza&#231;&#227;o do territ&#243;rio palestino e de Jerusal&#233;m Oriental &#233; &lt;a href='http://diplo.org.br/Israel-por-tras-da-radicalizacao' class='spip_out'&gt;convidado a examinar&lt;/a&gt; artigos em que &lt;i&gt;Dipl&#244;&lt;/i&gt; descreve o poder crescente exercido pelos generais de Israel sobre a pol&#237;tica de seu pa&#237;s. Aos que se preocupam com o futuro de Cuba, &lt;a href='http://diplo.org.br/Para-compreender-a-encruzilhada' class='spip_out'&gt;sugere-se&lt;/a&gt; textos sobre os desafios, dilemas (e esperan&#231;as) da era p&#243;s-Fidel. Para saudar o 94&#186; anivers&#225;rio da Teoria Geral da Relatividade, de Einstein, &lt;a href='http://diplo.org.br/Teoria-Geral-da-Relatividade-94' class='spip_out'&gt;prop&#245;em-se reflex&#245;es&lt;/a&gt; sobre tempo, ci&#234;ncia e utopia, ap&#243;s a queda das certezas da modernidade. A inten&#231;&#227;o da nova &lt;i&gt;Biblioteca&lt;/i&gt; &#233; apresentar aos internautas, diversas vezes por semana, uma breve reflex&#227;o sobre assunto nacional ou internacional de destaque &#8211; e um dossi&#234; de artigos a respeito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os dossi&#234;s poder&#227;o incluir textos de outras fontes, com a mesma profundidade de &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt;. Em muitos casos, tais artigos ser&#227;o incorporados &#224; &lt;i&gt;Biblioteca&lt;/i&gt;. Esta flex&#227;o deve-se a uma mudan&#231;a saud&#225;vel. O universo da m&#237;dia livre internacional diversificou-se muito, na &#250;ltima d&#233;cada. O &lt;i&gt;Dipl&#244;&lt;/i&gt;, que era, nos anos 1990, praticamente a &#250;nica voz destoante do pensamento &#250;nico, &#233; hoje uma publica&#231;&#227;o entre dezenas de outras, igualmente qualificadas. Nada justificaria continuar a tom&#225;-lo como publica&#231;&#227;o isolada.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; reunir&#225; grupo de colaboradores. Equipe de reda&#231;&#227;o contribuir&#225; com mat&#233;rias e posts sobre fatos nacionais e internacionais destacados&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Ir al&#233;m do jornal franc&#234;s foi uma preocupa&#231;&#227;o constante da equipe que conduziu o site de &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt; at&#233; mar&#231;o de 2009. &lt;i&gt;&lt;a href='http://www.outraspalavras.net/' class='spip_out' rel='external'&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; marcar&#225; um longo passo adiante, neste rumo. O novo espa&#231;o reunir&#225; um grupo aberto de colaboradores brasileiros, em forma&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, uma pequena equipe de reda&#231;&#227;o acompanhar&#225; a conjuntura nacional e internacional, postando diariamente um conjunto de notas ou breves mat&#233;rias sobre fatos destacados. A inten&#231;&#227;o &#233; sugerir a possibilidade de &lt;i&gt;outro jornalismo&lt;/i&gt;. Alguns exemplos do que se pretende, produzidos experimentalmente h&#225; algumas semanas, podem ser encontrados em &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=799' class='spip_out' rel='external'&gt;&quot;Sea Shepherd, a guerrilha do mar&quot;&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=759' class='spip_out' rel='external'&gt;Os ingleses querem o petr&#243;leo das Malvinas&lt;/a&gt; ou &lt;a href='http://www.outraspalavras.net/?p=712' class='spip_out' rel='external'&gt;&quot;40 horas: o debate oculto&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;S&#227;o textos produzidos em poucas horas, com base em centenas de fontes alternativas, que permitem enxergar o que a m&#237;dia de mercado n&#227;o se esfor&#231;a em ver (e, muitas vezes, procura ocultar...). A partir deles, e ap&#243;s pesquisa e reda&#231;&#227;o mais elaboradas, a equipe de &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; colabora com publica&#231;&#245;es impressas ou eletr&#244;nicas tamb&#233;m envolvidas na constru&#231;&#227;o de um novo jornalismo. Entre estas, est&#227;o a &lt;a href='http://www.ipsnoticias.net/' class='spip_out' rel='external'&gt;Ag&#234;ncia IPS&lt;/a&gt; (para quem escrevemos uma s&#233;rie especial de mat&#233;rias sobre o 10&#186; F&#243;rum Social Mundial) e as revistas &lt;a href='http://www.oretratodobrasil.com.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;Retrato do Brasil&lt;/a&gt; e &lt;a href='http://www.revistaforum.com.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;F&#243;rum&lt;/a&gt;. A preocupa&#231;&#227;o em agregar esfor&#231;os com outras inicitivas de m&#237;dia livre est&#225; presente, ali&#225;s, na pr&#243;pria p&#225;gina de entrada do novo site. Na coluna lateral direita, &#233; poss&#237;vel acompanhar e acessar as &#250;ltimas novidades publicadas num conjunto de sites e blogs independentes. O repert&#243;rio ser&#225; ampliado, nos pr&#243;ximos dias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; v&#234; a emerg&#234;ncia da comunica&#231;&#227;o compartilhada como uma das poss&#237;veis transforma&#231;&#245;es civilizat&#243;rias de nosso tempo, uma semente de p&#243;s-capitalismo. Sociedades que dependem de um pequeno grupo de indiv&#237;duos ou empresas, para a narrativa de seu pr&#243;prio presente, podem ser mais facilmente controladas. A possibilidade de sermos todos comunicadores, de trocarmos com o mundo, sem inter&lt;i&gt;media&lt;/i&gt;&#231;&#227;o, nossos relatos, opini&#245;es, inquieta&#231;&#245;es e utopias &#233; imensamente transformadora. Mas a comunica&#231;&#227;o &#233;, tamb&#233;m, um conjunto de &#233;ticas, linguagens, t&#233;cnicas e tecnologias cujo conhecimento pode ser decisivo para receber, interpretar, reprocessar criticamente e retransmitir ideias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Visando contribuir para difus&#227;o (e reelabora&#231;&#227;o constante) destes saberes, &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; promover&#225;, a partir de abril, um laborat&#243;rio permanente de comunica&#231;&#227;o compartilhada. Em 2010, ele ter&#225; a forma de um conjunto articulado de oficinas semanais, em duas modalidades. A cada quinze dias, um jornalista ou comunicador experiente ir&#225; expor aspectos de sua trajet&#243;ria, abordando em especial as poss&#237;veis contribui&#231;&#245;es para a nova era do jornalismo compartilhado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tamb&#233;m quinzenalmente, mas em semanas alternadas, haver&#225; oficinas sobre as t&#233;cnicas e tecnologias da m&#237;dia digital. Dar&#227;o &#234;nfase a algo em geral pouco destacado, em iniciativas semelhantes: as formas de captar, selecionar e &quot;traduzir&quot;as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis, em m&#250;ltiplos formatos, no novo universo das m&#237;dias livres. Haver&#225; tamb&#233;m sess&#245;es mais pr&#225;ticas: por exemplo, sobre como organizar uma rede social, uma TV ou r&#225;dio digital. Os participantes das oficinas ser&#227;o estimulados a propor mat&#233;rias, em diversos meios. Poder&#227;o ser publicadas no site &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; ou numa rede social em constru&#231;&#227;o (interessados em contribuir com ela podem acess&#225;-la e ingressar, desde j&#225;, em &lt;a href='http://outraspalavras.ning.com/' class='spip_out' rel='external'&gt;http://outraspalavras.ning.com&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;O projeto &#233; atraente e a disposi&#231;&#227;o, enorme. H&#225; espa&#231;o, desde j&#225;, para colabora&#231;&#245;es em textos, tradu&#231;&#245;es, webdesign, programa&#231;&#227;o, capta&#231;&#227;o de recursos e administra&#231;&#227;o financeira&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O laborat&#243;rio permanente &#233; parte dos projetos para um &lt;i&gt;Ponto e Pont&#227;o de Cultura&lt;/i&gt;. Formulados por &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt;, foram selecionados em dois concursos promovidos em 2009, no &#226;mbito do programa Cultura Viva, do minist&#233;rio da Cultura. As oficinas ocorrer&#227;o em S&#227;o Paulo. A participa&#231;&#227;o presencial estar&#225; aberta a 25 pessoas &#8211; entre elas, estudantes de ensino superior, integrantes de Pontos de Cultura e ativistas de movimentos sociais. Mas os eventos ter&#227;o transmiss&#227;o ao vivo, por internet, e os tele-participantes ser&#227;o igualmente convidados a colaborar com os sites. O Pont&#227;o de Cultura, ainda em fase de constitui&#231;&#227;o, resulta de uma parceria com a revista &lt;a href='http://www.revistaviracao.org.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;Vira&#231;&#227;o&lt;/a&gt; e incluir&#225;, entre outras atividades, um semin&#225;rio nacional sobre m&#237;dias livres, possivelmente em julho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para tornar real este amplo leque de a&#231;&#245;es, e muitas outras a que a constru&#231;&#227;o da m&#237;dia livre convidar&#225;, &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; precisa de colabora&#231;&#227;o. O projeto &#233; atraente e a disposi&#231;&#227;o, enorme; mas os recursos financeiros, ainda insuficientes. &#201; mais que benvindo o apoio de interessad@s em contribuir &#8212; e n&#227;o apenas editorialmente. H&#225; tamb&#233;m espa&#231;o, desde j&#225;, para volunt&#225;ri@s em administra&#231;&#227;o financeira, capta&#231;&#227;o de recursos, webdesign, programa&#231;&#227;o, organiza&#231;&#227;o de eventos, tradu&#231;&#245;es. O lan&#231;amento do laborat&#243;rio permanente permitir&#225; formar, aos poucos, uma rede de pesquisa e produ&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es sobre temas espec&#237;ficos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por volta da virada do s&#233;culo, come&#231;ou a se desenvolver uma nova cultura da transforma&#231;&#227;o do mundo. Ela baseia-se, entre outros pontos, na no&#231;&#227;o de que mudar as rela&#231;&#245;es sociais n&#227;o &#233; algo que se transfere nem para institui&#231;&#245;es ou grupos pol&#237;ticos, nem para o futuro. &#201; parte de decis&#245;es concretas, que adotamos todos, incessantemente, em nosso quotidiano &#8211; e em alguns momentos se desdobram em grandes a&#231;&#245;es coletivas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em torno desta ideia, est&#227;o florescendo formas muito concretas de constru&#231;&#227;o do p&#243;s-capitalismo &#8211; todas igualmente importantes. Os F&#243;runs Sociais revelam a possibilidade de organizar a&#231;&#245;es transformadoras em ambientes que substituiem a antiga dire&#231;&#227;o vertical (e as disputas entre a pr&#243;pria esquerda) pela valoriza&#231;&#227;o da diversidade, horizontalidade e consensos. As comunidades de sofware livre e as redes cooperativas, de uma maneira geral, indicam que a colabora&#231;&#227;o pode superar a competi&#231;&#227;o, como forma eficaz de produzir riquezas (al&#233;m de ser, evidentememente, muito mais humana, igualit&#225;ria e prazerosa...).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A ideia de cultura livre tira proveito da converg&#234;ncia digital para romper os v&#237;nculos que atavam &lt;i&gt;arte&lt;/i&gt; a mito, &quot;celebridade&quot; e dinheiro &#8211; permitindo que m&#250;ltiplos talentos e artistas, sufocados pelos limites do modelo anterior, produzam e tornem-se vis&#237;veis. Em oposi&#231;&#227;o aos riscos de desastres ambientais, surgem concep&#231;&#245;es que j&#225; n&#227;o v&#234;em a natureza como mero &quot;recurso&quot; e defendem submeter os padr&#245;es de consumo aos novos la&#231;os que &#233; preciso estabelecer com o planeta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A comunica&#231;&#227;o compartilhada, ou &quot;m&#237;dia livre&quot;, pode abrir caminho para semear estas novas rela&#231;&#245;es &#8211; e muitas outras, que continuar&#227;o surgindo no rastro da nova cultura de transforma&#231;&#227;o do mundo. Para isso, precisa retir&#225;-las da invisibilidade a que s&#227;o normalmente relegadas pela m&#237;dia de mercado; examin&#225;-las com cuidado; desvendar os sinais de novos mundos que nelas est&#227;o latentes; compar&#225;-las com as velhas l&#243;gicas, presididas por desigualdade, autoridade, conflitos e devasta&#231;&#227;o. Mergulhada nesta tentativa, de futuro ainda incerto por&#233;m t&#227;o atraente, a equipe de &lt;i&gt;Outras Palavras&lt;/i&gt; convida voc&#234; a se envolver tamb&#233;m... (&lt;strong&gt;Antonio Martins begin_of_the_skype_highlighting&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;end_of_the_skype_highlighting&lt;/strong&gt;)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;p&gt;[&lt;a href='#nh1' id='nb1' class='spip_note' title='Observa&#231;&#245;es 1' rev='footnote'&gt;1&lt;/a&gt;] Hoje sob responsabilidade do &lt;a href='http://www.polis.org.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;Instituto P&#243;lis&lt;/a&gt; e abrigada em &lt;a href='http://www.diplomatique.org.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;www.diplomatique.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Teoria Geral da Relatividade, 94 anos</title>
		<link>http://diplo.org.br/Teoria-Geral-da-Relatividade-94</link>
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		<dc:subject>Ci&#234;ncia</dc:subject>
		<dc:subject>Alternativas ao Modo de Vida Ocidental</dc:subject>
		<dc:subject>Crise do Cientificismo e do Desenvolvimentismo</dc:subject>

		<description>As dedu&#231;&#245;es de Einstein ajudaram a abalar as ideias sobre o mundo que herdamos da modernidade. E oferecem pistas para repensar, hoje, tempo, ci&#234;ncia, sociedade e utopia Em 20 de mar&#231;o de 1916, Albert Einstein publicou sua Teoria Geral da Relatividade. As ideias gerais nela contidas haviam sido apresentadas em novembro do ano anterior, na Academia Prussiana de Ci&#234;ncias, e ocupavam o f&#237;sico desde 1907. Eram uma tentativa de colocar em di&#225;logo sua Teoria Restrita da Relatividade (apresentada em (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH121/arton2851-d0af9.jpg&quot; width='150' height='121' style='height:121px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;As dedu&#231;&#245;es de Einstein ajudaram a abalar as ideias sobre o mundo que herdamos da modernidade. E oferecem pistas para repensar, hoje, tempo, ci&#234;ncia, sociedade e utopia&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Em 20 de mar&#231;o de 1916, Albert Einstein publicou sua Teoria Geral da Relatividade. As ideias gerais nela contidas haviam sido apresentadas em novembro do ano anterior, na Academia Prussiana de Ci&#234;ncias, e ocupavam o f&#237;sico desde 1907. Eram uma tentativa de colocar em di&#225;logo sua Teoria Restrita da Relatividade (apresentada em 1905) e a f&#237;sica de Galileu e Newton, um dos fundamentos da ci&#234;ncia moderna. Mas abalavam as certezas anteriores (e ainda hoje predominantes, no senso comum) sobre tempo, espa&#231;o e movimento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A imensa s&#233;rie de desdobramentos cient&#237;ficos e filos&#243;ficos da teoria de Einstein n&#227;o cabe, evidentemente nestas linhas. Mas seu sentido geral &#233; &lt;i&gt;radicalizar&lt;/i&gt; a no&#231;&#227;o de que n&#227;o h&#225; pontos de refer&#234;ncia universais &#8211; nem, portanto, verdades &#250;nicas. S&#233;culos antes, Galileu havia demonstrado que um mesmo fen&#244;meno f&#237;sico &#233; visto de distintas maneiras, dependendo do ponto onde est&#225; o observador. Einstein acrescentou, a esta incerteza, muitas outras &#8211; relacionadas especialmente ao &lt;i&gt;tempo&lt;/i&gt;. Tamb&#233;m este, mostrou ele, dilata-se e se contrai. N&#227;o h&#225; um rel&#243;gio universal, uma r&#233;gua geral para todos os acontecimentos. Dois eventos que um observador v&#234; como simult&#226;neos podem n&#227;o o ser para outro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O interessante &#233; que esta quebra de paradigmas cient&#237;ficos seria seguida, d&#233;cadas mais tarde, por mudan&#231;as que sacudiram as no&#231;&#245;es &lt;i&gt;sociais&lt;/i&gt; de tempo e a percep&#231;&#227;o sobre o &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; da ci&#234;ncia. Ao menos dois textos, dispon&#237;veis na &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;, contribuem diretamente para este debate.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em &lt;a href='http://diplo.org.br/2002-03,a268' class='spip_out'&gt;&#8220;O futuro do tempo&#8221;&lt;/a&gt;, J&#233;r&#244;me Deuvieau discute como a p&#243;s-modernidade dissolveu as r&#233;guas temporais mais importantes desde o Renascimento (as do &lt;i&gt;trabalho&lt;/i&gt;) sem que nada tenha, ainda, ocupado seu lugar. Na Idade M&#233;dia, considera ele, o tempo religioso dava sentido &#224; vida. Mais tarde, este papel passou a ser exercido pelo labor, que cumpriu as tr&#234;s fun&#231;&#245;es b&#225;sicas antes preenchidas pela f&#233; e seu servi&#231;o: &lt;i&gt;a)&lt;/i&gt; Produzir v&#237;nculo social; &lt;i&gt;b)&lt;/i&gt; Estabelecer la&#231;os entre atividade e &quot;salva&#231;&#227;o&quot;; &lt;i&gt;c)&lt;/i&gt; Orientar o futuro, dando-lhe um sentido, agora secular.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas a deslegitima&#231;&#227;o do trabalho come&#231;a no s&#233;culo 19 e acelera-se no seguinte &#8211; por m&#250;ltiplos fatores. Em pa&#237;ses como a Fran&#231;a, o tempo diretamente dedicado &#224;s atividades laborais cai de 70% da vida em vig&#237;lia (em 1850) para 7% a 8%, hoje. As m&#225;quinas (o capital) encarregam-se de um conjunto crescente de atividades antes executadas por seres humanos. E as pr&#243;prias aspira&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos, na virada para o s&#233;culo 21, deslocam-se da acumula&#231;&#227;o de bens materiais para a &quot;redescoberta de si&quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O aspecto negativo destas transforma&#231;&#245;es est&#225;, tamb&#233;m ele, relacionado ao tempo e sua m&#233;trica. Os projetos anteriores de um &quot;futuro melhor&quot; por meio do trabalho coletivo perdem sentido &#8211; tanto os que apostavam nas supostas virtudes da disciplina capitalista quanto os que esperavam a coletiviza&#231;&#227;o da ind&#250;stria. &#192; falta de um futuro, busca-se desesperadamente o imediato: &quot;o ser humano de hoje enxerga-se com direitos sobre o de amanh&#227;, amea&#231;ando o bem-estar, equil&#237;brio e &#224;s vezes a vida deste &#250;ltimo&quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A sa&#237;da, imagina Deauvieau, est&#225; numa vis&#227;o do futuro que substitua a velha ideia linear de tempo e &quot;progresso&quot; por outra, baseada na &lt;i&gt;responsabilidade&lt;/i&gt;. Construir uma nova utopia &#233; poss&#237;vel. Mas implica assumir posturas que j&#225; n&#227;o se apoiam principalmente em nosso lugar na produ&#231;&#227;o de riquezas &#8211; mas em nossa solidariedade com as gera&#231;&#245;es futuras, precau&#231;&#227;o com o planeta, preserva&#231;&#227;o e multiplica&#231;&#227;o dos &lt;i&gt;bens comuns&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A mudan&#231;a de paradigma provocada pela Teoria da Relatividade suscita ainda outra linha de reflex&#227;o pouco convencional. Em &lt;a href='http://diplo.org.br/2002-09,a425/2006-05,a1313' class='spip_out'&gt;&quot;Outra ci&#234;ncia &#233; poss&#237;vel&quot;&lt;/a&gt;,
Jean-Marc L&#233;vy-Leblond questiona uma das certezas que acompanham o Ocidente desde o Renascimento: o suposto car&#225;ter &quot;neutro&quot;, &quot;objetivo&quot; e, portanto, &quot;universal&quot; do saber cient&#237;fico. &#201; algo que resistiu, pensa ele, como um porto seguro no s&#233;culo 20. &quot;Em um mundo no qual sistemas sociais, valores espirituais, formas est&#233;ticas vivem incessantes abalos, seria tranquilizador que a ci&#234;ncia oferecesse pelo menos um ponto fixo de refer&#234;ncia, dentro do relativismo ambiente&quot;...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas ao longo de seu texto, Leblond re&#250;ne elementos que &lt;i&gt;contestam&lt;/i&gt; esta falsa seguran&#231;a. O que chamamos hoje de &quot;ci&#234;ncia&quot; diz ele, &#233; &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; das m&#250;ltiplas formas poss&#237;veis de produ&#231;&#227;o do saber. Seu m&#233;todo, desenvolvido a partir da Gr&#233;cia e baseado na abstra&#231;&#227;o e na prova, &#233; de fato um avan&#231;o em rela&#231;&#227;o, por exemplo, &#224;s formula&#231;&#245;es emp&#237;ricas dos eg&#237;pcios. Regride mais tarde, para ressugir no Renascimento (com grande contribui&#231;&#227;o isl&#226;mica), associado &#224; mecaniza&#231;&#227;o, ao &quot;dom&#237;nio da natureza&quot; e &#224; produ&#231;&#227;o de riquezas. Mas pode perfeitamente estar em decl&#237;nio. O comando mercantil que lhe deu for&#231;a em outros tempos restringe gravemente, hoje, a &quot;possibilidade de pesquisas especultaivas, sem garantia de sucesso imediato&quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&#227;o h&#225; amplia&#231;&#227;o de horizontes sem abandono das antigas refer&#234;ncias. Assim como a Teoria da Relatividade nos liberta da seguran&#231;a ilus&#243;ria de um &quot;tempo &#250;nico&quot;, dever&#237;amos estar abertos, conclui Leblond, a &quot;outras formas de ci&#234;ncia&quot;. Mas n&#227;o poderemos faz&#234;-lo sem o doloroso reconhecimento de que &lt;i&gt;n&#227;o&lt;/i&gt; temos as chaves do saber... &lt;strong&gt;(Antonio Martins begin_of_the_skype_highlighting&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;end_of_the_skype_highlighting)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;M A I S&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&gt; A &lt;strong&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/strong&gt; oferece, al&#233;m dos textos citados, fichas sobre &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Ciencia-+' class='spip_out'&gt;Ci&#234;ncia&lt;/a&gt;, e &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Crise-do-Cientificismo-e-do-+' class='spip_out'&gt;Crise do Cientificismo e do Desenvolvimentismo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&gt; H&#225; verbetes ricos sobre &lt;a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein' class='spip_out' rel='external'&gt;Albert Einstein&lt;/a&gt; e a &lt;a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Relatividade_geral' class='spip_out' rel='external'&gt;Teoria da Relatividade&lt;/a&gt; na vers&#227;o em portugu&#234;s da &lt;a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/P&#225;gina_principal' class='spip_out' rel='external'&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;. Talvez o segundo exagere um pouco no recurso a f&#243;rmulas e equa&#231;&#245;es. Um &#243;timo artigo sobre Albert Einstein &#8211; seu tempo, vida, obra e pol&#234;micas &#8211; pode ser lido no site da Universidade Federal de Santa Maria, e acessado por &lt;a href='http://w3.ufsm.br/petfisica/extras/einstein.html' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Para compreender a encruzilhada cubana</title>
		<link>http://diplo.org.br/Para-compreender-a-encruzilhada</link>
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		<dc:date>2010-03-18T13:58:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		


		<dc:subject>Cuba</dc:subject>
		<dc:subject>Direitos Humanos</dc:subject>
		<dc:subject>Balan&#231;os do &#8220;Socialismo Real&#8221;</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>

		<description>A manipula&#231;&#227;o midi&#225;tica contra Havana &#233; clara &#8211; mas a necessidade de mudan&#231;as na ilha, tamb&#233;m. Dois caminhos parecem em debate: a &#8220;efici&#234;ncia&#8221; autorit&#225;ria do projeto chin&#234;s e uma integra&#231;&#227;o mais ampla com a Am&#233;rica Latina em mudan&#231;a Em &#8220;Cuba, Israel e a dupla moral&#8221;, artigo provocador publicado hoje no site Opera Mundi, o jornalista Breno Altman fustiga a hipocrisia da m&#237;dia comercial brasileira em rela&#231;&#227;o a Cuba. Os mesmos jornais e tev&#234;s que cobram do governo Lula uma condena&#231;&#227;o do regime cubano, lembra (...)

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&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Cuba-+" rel="tag"&gt;Cuba&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Direitos-Humanos-+" rel="tag"&gt;Direitos Humanos&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Balancos-do-Socialismo-Real-+" rel="tag"&gt;Balan&#231;os do &#8220;Socialismo Real&#8221;&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="http://diplo.org.br/+-America-Latina-+" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH100/arton2850-db87e.jpg&quot; width='150' height='100' style='height:100px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;A manipula&#231;&#227;o midi&#225;tica contra Havana &#233; clara &#8211; mas a necessidade de mudan&#231;as na ilha, tamb&#233;m. Dois caminhos parecem em debate: a &#8220;efici&#234;ncia&#8221; autorit&#225;ria do projeto chin&#234;s e uma integra&#231;&#227;o mais ampla com a Am&#233;rica Latina em mudan&#231;a&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Em &lt;a href='http://www.operamundi.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1073' class='spip_out' rel='external'&gt;&#8220;Cuba, Israel e a dupla moral&#8221;&lt;/a&gt;, artigo provocador publicado hoje no site &lt;a href='http://www.operamundi.com.br/' class='spip_out' rel='external'&gt;&lt;i&gt;Opera Mundi&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, o jornalista Breno Altman fustiga a hipocrisia da m&#237;dia comercial brasileira em rela&#231;&#227;o a Cuba. Os mesmos jornais e tev&#234;s que cobram do governo Lula uma condena&#231;&#227;o do regime cubano, lembra Altman, escondem o desrespeito sistem&#225;tico aos direitos humanos em Israel &#8211; onde h&#225; cerca de 11 mil presos pol&#237;ticos e a tortura &#233; admitida por decis&#227;o da Corte Suprema...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas denunciar a manipula&#231;&#227;o n&#227;o deveria levar os que admiram a independ&#234;ncia de Cuba a menosprezar as dificuldades da ilha &#8211; nem a pensar que a trajet&#243;ria seguida nos &#250;ltimos cinquenta anos pode continuar a ser trilhada sem mudan&#231;as. Alguns artigos recentes, publicados em &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt;, ajudam a debater problemas e alternativas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Escrito em 2007, pouco ap&#243;s a substitui&#231;&#227;o de Fidel por Ra&#250;l Castro, &lt;a href='http://diplo.org.br/2007-06,a1607' class='spip_out'&gt;&#8220;Encruzilhada em Havana&lt;/a&gt;, de Pablo Stefanoni, reporta que, &#224;quela altura, o pior da crise que se seguiu ao fim do &#8220;campo socialista&#8221; havia passado. J&#225; n&#227;o se sofria com &quot;apag&#245;es&quot; di&#225;rios; as lojas ofereciam algum sortimento de eletrodom&#233;sticos; o petr&#243;leo oferecido pela Venezuela, em regime de escambo, completava a produ&#231;&#227;o interna (equivalente a 50% do consumo), sem exigir o pagamento de divisas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda assim havia, al&#233;m enorme inefici&#234;ncia econ&#244;mica, graves problemas sociais e pol&#237;ticos. Frequentemente ouvida nas ruas, a frase &#8220;o governo finge que nos paga e n&#243;s fingimos que trabalhamos&#8221; expressava o desencanto com um sistema de produ&#231;&#227;o que n&#227;o havia superado o dirigismo estatal. A exist&#234;ncia de um duplo sistema de moedas (pesos desvalorizados para as maiorias, d&#243;lares para os setores em contato direto com turistas) mantinha e ampliava as desigualdades. O poder resistia a tentativas de uma democratiza&#231;&#227;o ampla, o que produzia epis&#243;dios como a &#8220;revolu&#231;&#227;o dos emails&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#192; mesma &#233;poca, Carlos Gabetta, diretor da edi&#231;&#227;o argentina do &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt;, discutia, em &lt;a href='http://diplo.org.br/2003-11,a801/2007-06,a1601' class='spip_out'&gt;&#8220;Cuba, hora de mudan&#231;as&#8221;&lt;/a&gt;, as alternativas. Ele frisava, primeiro, um dado positivo: os dirigentes e intelectuais cubanos t&#234;m plena consci&#234;ncia dos tr&#234;s graves problemas que marcaram o &#8220;socialismo real&#8221; e foram herdados pela forma&#231;&#227;o contempor&#226;nea de seu pa&#237;s: o regime de partido &#250;nico, a aus&#234;ncia de pluralismo de opini&#227;o verdadeiro e a centraliza&#231;&#227;o completa da economia, nas m&#227;os do Estado e do partido comunista. Por isso (e ao contr&#225;rio do que ocorreu no Leste Europeu), h&#225;, pensa Gabetta, a &lt;i&gt;possibilidade&lt;/i&gt; de uma transi&#231;&#227;o que &lt;i&gt;n&#227;o&lt;/i&gt; signifique mero retorno ao capitalismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esta op&#231;&#227;o prevalecer&#225;? Quem aborda o tema &#233; Stefanoni &#8211; e ele tem d&#250;vidas. Segundo suas observa&#231;&#245;es, os dirigentes cubanos, de quem depender&#225; em boa parte a resposta, dividem-se entre duas posi&#231;&#245;es. A primeira equivale a algo como uma &#8220;sa&#237;da &#224; chinesa&#8221;: mais liberdade econ&#244;mica, forte est&#237;mulo &#224;s empresas privadas mas... manuten&#231;&#227;o do controle r&#237;gido do partido comunista sobre o poder. A segunda, cuja for&#231;a estaria crescento especialmente entre setores n&#227;o diretamente ligados ao Estado, seria uma tentativa de aproxima&#231;&#227;o com as experi&#234;ncias pol&#237;ticas em curso na Am&#233;rica Latina. Nesta hip&#243;tese, a transi&#231;&#227;o &#8211; certamente dif&#237;cil e arriscada &#8211; significaria deixar para tr&#225;s o modelo de partido &#250;nico, abrir-se a uma ampla democratiza&#231;&#227;o e estimular o surgimento de uma sociedade civil cr&#237;tica e forte. Mas n&#227;o equivaleria a refor&#231;ar as rela&#231;&#245;es capitalistas &lt;strong&gt;(Antonio Martins)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;M A I S&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m destes dois textos, densos e estimulantes, &#233; poss&#237;vel encontrar, na &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; vasto material sobre &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Cuba-+' class='spip_out'&gt;Cuba&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://diplo.org.br/+-China-+' class='spip_out'&gt;China&lt;/a&gt; e os &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Balancos-do-Socialismo-Real-+' class='spip_out'&gt;balan&#231;os do &#8220;socialismo real&#8221;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Israel: por tr&#225;s da radicaliza&#231;&#227;o, um pa&#237;s militarizado</title>
		<link>http://diplo.org.br/Israel-por-tras-da-radicalizacao</link>
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		<dc:date>2010-03-17T13:47:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		


		<dc:subject>Israel</dc:subject>
		<dc:subject>Fundamentalismo</dc:subject>
		<dc:subject>Guerras Colonialistas</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>
		<dc:subject>Oriente M&#233;dio</dc:subject>

		<description>Visto por seus apoiadores como &#8220;uma das &#250;nicas democracias no Oriente M&#233;dio&#8221;, o Estado israelense &#233; cada vez mais pressionado pelo poder pol&#237;tico e econ&#244;mico de seus generais. Na Biblioteca Dipl&#244;, textos para entender esta interfer&#234;ncia crescente. Desta vez, foi demais. Acostumadas &#224; influ&#234;ncia que exercem sobre os governantes norte-americanos, gra&#231;as aos interesses geopol&#237;ticos que os dois pa&#237;ses compartilham, as autoridades de Israel humilharam, na semana passada, o vice-presidente, John Liden, que (...)

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&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Guerras-Colonialistas-+" rel="tag"&gt;Guerras Colonialistas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Palestina-+" rel="tag"&gt;Palestina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Oriente-Medio-+" rel="tag"&gt;Oriente M&#233;dio&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH107/arton2849-aeb45.jpg&quot; width='150' height='107' style='height:107px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Visto por seus apoiadores como &#8220;uma das &#250;nicas democracias no Oriente M&#233;dio&#8221;, o Estado israelense &#233; cada vez mais pressionado pelo poder pol&#237;tico e econ&#244;mico de seus generais. Na &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;, textos para entender esta interfer&#234;ncia crescente.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Desta vez, foi demais. Acostumadas &#224; influ&#234;ncia que exercem sobre os governantes norte-americanos, gra&#231;as aos interesses geopol&#237;ticos que os dois pa&#237;ses compartilham, as autoridades de Israel humilharam, na semana passada, o vice-presidente, John Liden, que visitava Telavive. Em meio &#224; visita de Liden, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou &#8211; e tentou transformar em fato consumado &#8211; a instala&#231;&#227;o de 1.600 novos ocupantes judeus no setor de Jerusal&#233;m reivindicado pelos palestinos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A atitude n&#227;o serve nem aos EUA, nem a Barack Obama. Washington est&#225; atolada em duas guerras no mundo &#225;rabe. A cumplicidade com um Estado que oprime permanentemente os palestinos amplia ainda mais seu desgaste, entre as popula&#231;&#245;es do Iraque e Afeganist&#227;o. E o presidente perde apoio entre a esquerda, ao ser visto como incapaz de favorecer um ambiente menos opressor e inst&#225;vel no Oriente M&#233;dio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por isso, Obama desencadeou press&#245;es reais sobre Israel. Em 16 de mar&#231;o, a secret&#225;ria de Estado, Hillary Clinton, comunicou por telefone a Netanyahu que os EUA exigiam a reconsidera&#231;&#227;o dos 1.600 assentamentos, al&#233;m de sinais concretos de disposi&#231;&#227;o para negociar com as palestinos. Tamb&#233;m cancelou-se a visita a Telavive do enviado especial norte-americano, George Michell. As pr&#243;ximas semanas dir&#227;o at&#233; que ponto esta atitude ser&#225; mantida &#8211; e quais seus efeitos sobre Israel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O conflito no Oriente M&#233;dio &#233; um tema central para &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt;. A &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; oferece dezenas de artigos a respeito. Alguns deles ajudam particularmente a entender o que est&#225; por tr&#225;s da atitude intransigente de Israel. Em &lt;a href='http://diplo.org.br/2007-11,a1995' class='spip_out'&gt;&#8220;O ex&#233;rcito age para controlar a pol&#237;tica&#8221;&lt;/a&gt;, Amnon Kapeliouk descreve o impressionante crescimento, a partir de 1977, de uma ala ultra-direitista e xen&#243;foba, na c&#250;pula das For&#231;as Armadas. Este setor age, sempre a pretexto da &#8220;seguran&#231;a&#8221;, para minar os mecanismos de controle civil sobre o ex&#233;rcito. Tem forte participa&#231;&#227;o, por exemplo, na multiplica&#231;&#227;o das barreiras militares que humilham infernizam o quotidiano da vida palestina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;J&#225; em &lt;a href='http://diplo.org.br/2002-06,a336/2007-06,a1645' class='spip_out'&gt;&#8220;Como a ocupa&#231;&#227;o invadiu Israel&#8221;&lt;/a&gt;, Mario Rappaport narra um retrocesso social. At&#233; a chamada &#8220;Guerra dos Seis Dias&#8221; contra os &#225;rabes, em 1967, Israel era conhecido por sua economia fortemente igualit&#225;ria, baseada em cooperativas, reforma agr&#225;ria e &lt;i&gt;kibbutz&lt;/i&gt;. Desde ent&#227;o, cresceram, junto com PIB &lt;i&gt;per capita&lt;/i&gt; (que passou de US$ 1,5 mil para US$ 24 mil), a concentra&#231;&#227;o de riquzas e a hostilidade contra o mundo do trabalho. Rappaport conta, em seu texto, como 18 fam&#237;lias constitu&#237;ram uma oligarquia que controla boa parte da riqueza; e como a taxa de sindicaliza&#231;&#227;o regrediu de 80% para 25%, no per&#237;odo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por fim, o fen&#244;meno do avan&#231;o sobre as terras palestinas &#233; examinado em detalhes em &lt;a href='http://diplo.org.br/2003-05,a646/2002-06,a342' class='spip_out'&gt;&#8220;O c&#226;ncer das col&#244;nias israelenses&#8221;&lt;/a&gt;. No artigo, Marwan Bishara revela como os habitantes das &#225;reas de ocupa&#231;&#227;o estabelecidas em territ&#243;rio palestino tornaram-se um grupo de &#8220;fan&#225;ticos armados, autorizados pelo ex&#233;rcito a matar&#8221;. Tamb&#233;m destrincha as rela&#231;&#245;es entre esta popula&#231;&#227;o e os partidos de direita &#8212; que a manipulam e s&#227;o por ela instrumentalizados, numa espiral de radicaliza&#231;&#227;o tenebrosa. &lt;strong&gt;(Antonio Martins)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;M A I S&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m dos textos citados, a &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt; oferce um vasto acervo de artigos sobre &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Israel-+' class='spip_out'&gt;Israel&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Palestina-+' class='spip_out'&gt;Palestina&lt;/a&gt;, &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Oriente-Medio-+' class='spip_out'&gt;Oriente M&#233;dio&lt;/a&gt; e &lt;a href='http://diplo.org.br/+-Choque-de-Fundamentalismos-+' class='spip_out'&gt;Choque de fundamentalismos&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>A &#8220;Am&#233;rica profunda&#8221; est&#225; de volta</title>
		<link>http://diplo.org.br/A-America-profunda-esta-de-volta</link>
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		<dc:date>2010-02-08T19:54:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		


		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Neoconservadores</dc:subject>
		<dc:subject>Extrema Direita</dc:subject>

		<description>Nos artigos do Le Monde Diplomatique, retratos do ultraconservadorismo que alimenta a ascens&#227;o de Sarah Palin e do Tea Party O lado mais conservador da sociedade norte-americana mostrou os m&#250;sculos na noite deste s&#225;bado. O chamado Tea Party &#8212; uma articula&#231;&#227;o informal, mas capilarizada e muito ativa, dos setores que n&#227;o se conformam com a presen&#231;a de Barack Obama na Casa Branca &#8212; realizou sua conven&#231;&#227;o nacional em Nashville, Tennesse. Provenientes de todas as partes do pa&#237;s, os cerca de 1100 delegados (...)

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&lt;a href="http://diplo.org.br/+-Extrema-Direita-+" rel="tag"&gt;Extrema Direita&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH110/arton2847-0d91a.jpg&quot; width='150' height='110' style='height:110px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Nos artigos do Le Monde Diplomatique, retratos do ultraconservadorismo que alimenta a ascens&#227;o de Sarah Palin e do Tea Party&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O lado mais conservador da sociedade norte-americana mostrou os m&#250;sculos na noite deste s&#225;bado. O chamado &lt;i&gt;Tea Party&lt;/i&gt; &#8212; uma articula&#231;&#227;o informal, mas capilarizada e muito ativa, dos setores que n&#227;o se conformam com a presen&#231;a de Barack Obama na Casa Branca &#8212; realizou sua conven&#231;&#227;o nacional em Nashville, Tennesse. Provenientes de todas as partes do pa&#237;s, os cerca de 1100 delegados fizeram de Sarah Palin, ex-candidata a vice-presidente, sua grande estrela.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oradora final, ela foi aplaudida de p&#233; durante v&#225;rios minutos. Em seu discurso, pelo qual teria cobrado 100 mil d&#243;lares, desfiou um conjunto de chav&#245;es neoliberais e neoconservadores pouco coerentes entre si &#8212; mas muito atrativos para a plateia a que se dirigiam. Fustigou o aumento das despesas do governo, resultado tanto do esfor&#231;o para relan&#231;ar a economia (e aliviar a dor dos mais atingidos pela crise), quanto para salvar institui&#231;&#245;es financeiras. Comparou o d&#233;ficit p&#250;blico a um &#8220;roubo generacional&#8221;. Pediu apoio aos candidatos (&#224;s elei&#231;&#245;es legislativas) que &#8220;entendam os princ&#237;pios do livre-mercado e da responsabilidade pessoal&#8221;, retomando um conceito muito repetido por Margareth Thatcher, para repelir pol&#237;ticas sociais distributivistas.
Preconizou, ao mesmo tempo, a retomada do papel imperial dos Estados Unidos &#8212; a grande fonte do d&#233;ficit p&#250;blico. Sugeriu que Obama &#233; antipatri&#243;tico, &#8220;ao pedir desculpas pela Am&#233;rica&#8221;. Retomou a ideia de que o pa&#237;s est&#225; em guerra contra o terror &#8212; e &#8220;para venc&#234;-la, precisamos de um comandante-em-chefe, n&#227;o de um professor de Direito&#8221;. Afirmou que os EUA &#8220;est&#227;o prontos para outra revolu&#231;&#227;o&#8221;, procurando inflar o crescimento do &lt;i&gt;Tea Party&lt;/i&gt; e apresent&#225;-lo como um contraponto ao poder de mobiliza&#231;&#227;o demonstrado por Obama em sua campanha &#224; Presid&#234;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Exageros &#224; parte, o movimento que fez sua conven&#231;&#227;o nacional s&#225;bado, em Nashville, &#233; um dos grandes fen&#244;menos do cen&#225;rio pol&#237;tico atual, nos EUA. Articulando ideias ultra-conservadoras com elementos da organiza&#231;&#227;o horizontal em rede, o &lt;i&gt;Tea Party&lt;/i&gt; realizou centenas de reuni&#245;es no ano passado. Aproveita-se das dificuldades evidentes de Obama em seu in&#237;cio de mandato, das frustra&#231;&#245;es que se seguiram e da paralisia da esquerda. Entre diversos textos que jogam luz sobre a direita norte-americana, na &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;, um, em especial, ajuda a compreender o caldo de cultura de que se nutre este movimento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Publicado em fevereiro de 2004, foi redigido por Tom Frank, diretor da revista &lt;i&gt;The Blaffer&lt;/i&gt;, de Chicago. Descreve uma importante altera&#231;&#227;o na paisagem pol&#237;tico-ideol&#243;gica dos EUA, iniciada nos anos 1960 e com repercuss&#245;es ainda hoje. Nesse per&#237;odo, relata Frank, o Partido Republicano conseguiu construir, para si mesmos uma imagem mais complexa do que a de simples &#8220;representante dos patr&#245;es e da elite econ&#244;mica&#8221;. Ele associou a si mesmo o selo de defensor &#8220;do povo humilde&#8221;, da &#8220;Am&#233;rica profunda&#8221; que se orgulha de sua capacidade de iniciativa, cr&#234; em Deus e rejeita intelectualismo e &#8220;intromiss&#227;o&#8221; do Estado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tamb&#233;m foi capaz de construir, para a esquerda, uma caricatura impopular: a de uma minoria esnobe e arruaceira, que usa &lt;i&gt;piercing&lt;/i&gt;,defende o aborto e o casamento homossexual, prefere carros importados, desperdi&#231;a dinheiro em restaurantes e bares caros e est&#225; sempre disposta a propor mais gastos p&#250;blicos e aumentos de impostos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Detalhe desconcertante: esta virada tornou-se mais f&#225;cil, sempre segundo Frank, porque a pr&#243;pria esquerda norte-americana a alimenta. Ela transformou sua milit&#226;ncia numa esp&#233;cie de selo que lhe confere &lt;i&gt;pedigree&lt;/i&gt; e a distingue dos cidad&#227;os comuns &#8212; vistos majoritariamente como como &#8220;caipiras&#8221; e ignorantes. Despreza os cidad&#227;os, que agitam bandeiras de estrelas e listras &#8212; ao inv&#233;s de tentar convenc&#234;-los a se somarem a combates pol&#237;ticos que poderiam ser majorit&#225;rios. Faz da a&#231;&#227;o pol&#237;tica mais uma &#8220;terapia individual&#8221; do que o desejo real de promover movimentos transformadores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ensaio provocador de Frank pode ser lido &lt;a href='http://www.diplo.org.br/2004-02,a866' class='spip_out' rel='external'&gt;aqui&lt;/a&gt;. Tamb&#233;m vale a pena consultar as dezenas de artigos dispon&#237;veis na pasta sobre os &lt;a href='http://www.diplo.org.br/+-Estados-Unidos-+' class='spip_out' rel='external'&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt; da &lt;i&gt;Biblioteca Dipl&#244;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Finan&#231;as: sem luz no fim do t&#250;nel</title>
		<link>http://diplo.org.br/Financas-sem-luz-no-fim-do-tunel</link>
		<guid isPermaLink="true">http://diplo.org.br/Financas-sem-luz-no-fim-do-tunel</guid>
		<dc:date>2010-02-04T20:02:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		


		<dc:subject>Mercados Financeiros Internacionais</dc:subject>
		<dc:subject>Ditadura das Finan&#231;as</dc:subject>
		<dc:subject>Uni&#227;o Europ&#233;ia </dc:subject>
		<dc:subject>Crises Financeiras</dc:subject>

		<description>O que o pequeno tremor de ontem, nos mercados globais, revela sobre a crise econ&#244;mica, a Europa e as alternativas Uma onda de pessimismo percorreu as bolsas de valores nesta quinta-feira, como para lembrar que sair da crise financeira exigir&#225; mais tempo (e mais dores) do que se previa em meados do ano passado. Tr&#234;s dos problemas que afloraram ontem s&#227;o debatidos em profundidade em textos do Le Monde Diplomatique. O primeiro &#233; a seriedade da doen&#231;a que atingiu parte das economias do mundo. As (...)

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 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://diplo.org.br/local/cache-vignettes/L150xH99/arton2848-11661.jpg&quot; width='150' height='99' style='height:99px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;O que o pequeno tremor de ontem, nos mercados globais, revela sobre a crise econ&#244;mica, a Europa e as alternativas&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Uma onda de pessimismo percorreu as bolsas de valores nesta quinta-feira, como para lembrar que sair da crise financeira exigir&#225; mais tempo (e mais dores) do que se previa em meados do ano passado. Tr&#234;s dos problemas que afloraram ontem s&#227;o debatidos em profundidade em textos do &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O primeiro &#233; a seriedade da doen&#231;a que atingiu parte das economias do mundo. As novas turbul&#234;ncias financeiras foram causadas pelos sinais de que alguns Estados europeus &#8212; Gr&#233;cia, Portugal, talvez Espanha &#8212; n&#227;o suportar&#227;o o peso do esfor&#231;o que fazem para reativar seus sistemas produtivos. Para rolar suas d&#237;vidas, Portugal e Espanha j&#225; s&#227;o obrigados a pagar juros mais altos aos investidores. Na Gr&#233;cia, o drama &#233; mais grave. Em desespero, o primeiro-ministro George Papandreou convocou rede de TV em 2/2, para anunciar um &#8220;ajuste fiscal&#8221; de emerg&#234;ncia que cortar&#225; sal&#225;rios no setor estatal, reduzir&#225; direitos sociais (como aposentadorias) e servi&#231;os p&#250;blicos (como Sa&#250;de). O arrocho, que visa reservar recursos para pagamento de juros, ser&#225; fiscalizado pela Uni&#227;o Europeia &#8212; e talvez pelo FMI.
O resultado pode ser uma recess&#227;o profunda. Embora a contragosto, participantes do &#250;ltimo F&#243;rum Econ&#244;mico Mundial, reconheceram que a a&#231;&#227;o dos Estados continua sendo essencial para evitar que as economias mergulhem mais fundo no abismo da crise. &lt;i&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/i&gt; tratou do tema em diversos artigos, nos &#250;ltimos anos. Em &lt;a href='http://www.diplo.org.br/2007-09,a1903' class='spip_out' rel='external'&gt;setembro de 2007&lt;/a&gt; e &lt;a href='http://www.diplo.org.br/2008-03,a2266' class='spip_out' rel='external'&gt;mar&#231;o de 2008&lt;/a&gt;, Fr&#233;d&#233;ric Lordon chamou aten&#231;&#227;o para a gravidade das consequ&#234;ncias que adviriam com o estouro da bolha financeira e a poss&#237;vel instala&#231;&#227;o de uma crise de confian&#231;a na economia mundial.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um segundo aspecto que vale examinar com o &lt;i&gt;Dipl&#244;&lt;/i&gt; &#233; o sentido real da maior parte das pol&#237;ticas que levaram &#224; cria&#231;&#227;o do euro. O ataque aos direitos sociais na Gr&#233;cia revela uma Europa ap&#225;tica, submissa aos valores impostos pelos mercados financeiros, sem coragem para usar seu peso econ&#244;mico em favor da inova&#231;&#227;o pol&#237;tica. Tais tend&#234;ncias foram analisadas no jornal por &lt;a href='http://www.diplo.org.br/2009-02,a2820' class='spip_out' rel='external'&gt;Laurent Jacque&lt;/a&gt; (fevereiro de 2009) e &lt;a href='http://www.diplo.org.br/2007-05,a1584' class='spip_out' rel='external'&gt;Michel Foucher&lt;/a&gt; (maio de 2007). O segundo autor n&#227;o se limita &#224; cr&#237;tica. Ele prop&#245;e um conjunto de pol&#237;ticas novas, voltadas n&#227;o a garantir os privil&#233;gios dos investidores, mas a promover e ampliar os direitos sociais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os novos tremores nos mercados ressaltam, ali&#225;s, a import&#226;ncia de continuar buscando alternativas para um novo sistema financeiro e uma nova l&#243;gica produtiva. A este respeito, vale ler o instigante artigo publicado por &lt;a href='http://www.diplo.org.br/2008-11,a2666' class='spip_out' rel='external'&gt;Jean Marie Harribey&lt;/a&gt;, em novembro de 2008. Ele sugere meios para inverter a equa&#231;&#227;o que prevalece no atual drama vivido pelos gregos. As sociedades, argumenta, devem se mobilizar para que, ao inv&#233;s de desmantelar servi&#231;os, a crise sirva como est&#237;mulo a pensar na expans&#227;o dos servi&#231;os p&#250;blicos gratuitos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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