Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


Rede Social


Edição francesa


» En Italie, le défi de la « question méridionale »

» Changements d'échelle, tranquillité perdue

» Les scientifiques, responsables et inquiets

» Blancs ou noirs, tous les shérifs se ressemblent

» Des chaînes « tout info » bien peu dérangeantes

» Edelweiss et lutte des classes dans les Alpes

» « Ils voulaient des bras, ils ont trouvé des hommes »

» Une holding économico-criminelle

» Ce que furent les « années de plomb » en Italie

» En France, des archives bien gardées


Edição em inglês


» Saudi Arabia's diplomatic volte-face

» Global trade in plastic waste

» Gas pipelines and LNG carriers

» Rise and rise of the Israeli right

» Decline of Israel's Zionist left

» Knight who shed his shining armour

» How to sabotage a pipeline

» No more plastics in Southeast Asia paradise

» Whiteout for the skiing industry?

» Brussels rewrites history


Edição portuguesa


» Edição de Maio de 2021

» O Estado, o temporário e o permanente

» Disse mesmo unidade?

» "Catarina e a beleza de matar fascistas": o teatro a pensar a política

» Edição de Abril de 2021

» A liberdade a sério está para lá do liberalismo

» Viva o «risco sistémico!»

» Pandemia, sociedade e SNS: superar o pesadelo, preparar o amanhecer

» A maior mentira do fim do século XX

» Como combater a promoção da irracionalidade?


CULTURA

Uma “modernização” liberal

Imprimir
enviar por email

Ler Comentários
Compartilhe

Um documento da Comissão Européia, datado de 1977, define o “setor cultural” como “o conjunto sócio-econômico formado pelas pessoas e empresas que se dedicam à produção e à distribuição de bens e serviços culturais”

Armand Mattelart - (01/09/2001)

Martin Bangemann, comissário europeu encarregado de telecomunicações, “modernizaria” essa visão liberal com a publicação de dois importantes relatórios

Que a Europa cultural nunca foi a principal preocupação do projeto comunitário fica evidente, quando se retomam alguns documentos da fundação. Em 1973, a Déclaration sur l’identité européenne, aprovada pela Cúpula de Copenhague, legitima a idéia da existência de uma comunidade cultural supranacional, construída sobre um passado comum. Mas seu registro semântico é tomado a partir de uma visão conservadora e patrimonial da identidade . Em 1977, vinte anos após o Tratado de Roma, a Comissão Européia envia ao Conselho Europeu sua primeira comunicação sobre A ação comunitária no setor cultural. O documento define o "setor cultural" como "o conjunto sócio-econômico formado pelas pessoas e empresas que se dedicam à produção e à distribuição de bens e serviços culturais)2".

Martin Bangemann, o comissário europeu encarregado de telecomunicações, "modernizaria" essa visão liberal com a publicação de dois importantes relatórios.

O primeiro (1994) defende a liberalização rápida das telecomunicações, invocando para tal os ganhos em produtividade, o desenvolvimento de novas tecnologias e o pluralismo cultural. Lamenta a existência de obstáculos a essa plena circulação (e, portanto, à liberdade de expressão), que os freios à concorrência - tais como as políticas de proteção aos produtos culturais (cotas, propriedade intelectual) - supõem. Porque "quando os produtos forem mais facilmente acessíveis aos consumidores, as possibilidades de expressar a diversidade das culturas e das línguas, abundantes na Europa, se multiplicarão".

O segundo (1997) representa uma tomada de decisão importante, assumindo as conseqüências: a convergência das telecomunicações, dos meios de comunicação e das tecnologias de informação recoloca em discussão os princípios subjacentes às diferenças de tratamento regulamentar entre os setores e, ao mesmo tempo, entre os Estados membros. Convém, pois, por exemplo, submeter o audiovisual e as telecomunicações a uma norma simplificada, ditada pelas forças do mercado. (Trad.: Iraci D. Poleti)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos