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CORÉIA DO SUL

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Embriagada pela erupção patriótica provocada pela Copa do Mundo, a Coréia do Sul - que antes da crise de 1997 era a 13º colocada no comércio mundial - lança-se à aventura de ser a quarta maior potência econômica nos próximos dez anos

Tristan de Bourbon - (01/02/2003)

Relegando a uma posição secundária, de notas curtas, as eleições legislativas e municipais, a mídia coreana só falava de futebol em junho de 2002

A Coréia do Sul surpreendeu o mundo inteiro durante a Copa do Mundo, em julho de 2002. Não que a competição tenha sido particularmente bem organizada ou que os estádios tenham ficado cheios; a surpresa veio da explosão popular em torno da bola. Os meios de comunicação mostraram fartamente os milhões de espectadores vestidos de vermelho e com a camiseta “Be The Reds”, gritando diante das façanhas de sua equipe. Se foram apenas 800 mil que assistiram ao jogo inicial, contra a Polônia, nos telões-gigantes instalados por todo o país, o entusiasmo aumentou progressivamente e sete milhões de torcedores desceram às ruas por ocasião da semifinal, perdida contra a Alemanha.

Essa erupção patriótica deve muito à mídia local. Mesmo a louvação feita por seus colegas franceses em 1998, considerados muito chauvinistas, não atingiu o mesmo nível. Relegando a uma posição secundária, de notas curtas, o resto do noticiário – como, por exemplo, as eleições legislativas e municipais que, embora parciais, tinham um papel fundamental – a mídia só falava de futebol. Para imaginar a intensidade dessa euforia, bastava escutar os comentários das crianças, certas de que a Coréia seria o novo campeão do mundo.

A “operação sedução” do governo

A realidade é que aquele mês, por mais belo que tenha sido o ambiente, por mais agradável e pacifista, ficou devendo pouco à excelência do jogo produzido pelos Diabos Vermelhos. Os sul-coreanos – que até então não ligavam para o futebol – festejavam a entrada de seu país no círculo fechado das “grandes nações”. Um fenômeno nada novo: eles sempre consideraram o esporte como algo mais que uma diversão.

A realidade é que no mês da Copa do Mundo os sul-coreanos festejavam a entrada de seu país para o círculo fechado das “grandes nações”

Como sugere a palavra “encontro”, os encontros esportivos servem antes de tudo para consolidar a unidade do país e reforçar sua imagem no exterior. Exemplo flagrante, os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. “Naquele momento”, explicava há um ano o coreanólogo Patrick Maurus, “o país tinha necessidade de provar, e de provar a si mesmo, que havia se tornado uma potência mundial, seguindo, melhor e mais rapidamente, o caminho do Japão. O Japão teve os Jogos, nós os teremos também, fazendo melhor que eles.”

Com semelhante visão, aquela vitória – a trajetória da equipe coreana seguramente foi uma – só poderia provocar um abalo. Mas, enquanto jornalistas estrangeiros se embasbacavam diante daquele povo aberto e festivo – sem chegar a discernir a gigantesca operação “sedução” feita pelo governo – não se encontrava atmosfera semelhante em matéria de diplomacia.

A “política do raio de sol”

Algumas horas antes da partida pelo terceiro lugar, contra a Turquia, no dia 29 de junho, os norte-coreanos desencadearam uma batalha naval no Mar Amarelo. Saldo: cinco mortos e 19 feridos no Sul e – o número seria revelado bem mais tarde – o dobro entre seus adversários. A mídia, a opinião pública e, em seguida, os dirigentes políticos de todas as instâncias reivindicaram então uma mudança da política governamental. Para todos, Seul não deve mais ter medo de perturbar sua irmã-inimiga. A guerra passou a ser encarada muito seriamente em caso de novo incidente.

“Nossa política militar tem que ser inteiramente revista”, declarou em 1o de julho de 2002, numa entrevista coletiva, Lee Hoi-chang, candidato do extremamente conservador Grande Partido Nacional, favorito à eleição presidencial de 19 de dezembro. “Uma réplica severa é o único meio de parar as provocações armadas da Coréia do Norte.” Mesmo os membros do Partido Democrático do Milênio (PDM), fundado pelo presidente Kim Dae-jung, viram as costas à sua “Política do raio de sol”, que Roh Moo-hyun, candidato do partido à eleição presidencial, critica, por sua vez, no dia 23 de julho. “Ela chegou ao limite e perdeu todo apoio popular em ambas as Coréias. Parece-me preferível não mais utilizar o termo ‘Política do raio de sol’. Se for eleito presidente, eu promoverei uma outra linha, mais consensual.”

Divergências com Washington

Poucas horas antes da partida pelo terceiro lugar, contra a Turquia, no dia 29 de junho, os norte-coreanos desencadearam uma batalha naval no Mar Amarelo

A relativa evolução da diplomacia coreana não se limitou a Pyongyang: Tóquio também a sentiu. A Copa do Mundo supostamente aproximaria os dois países, que a co-organizavam; desde o dia da final, Seul multiplica os choques com o arquipélago vizinho. Um grupo de parlamentares comunicou, no início de agosto, a intenção de visitar as ilhotas rochosas de Tokto, situadas no mar do Japão, cuja soberania ambos os países disputam. As críticas aos livros escolares de história nipônicos foram retomadas pela enésima vez. Enfim, a polêmica que visava rebatizar o Mar do Japão ganhou uma amplitude considerável. A Coréia do Sul recusa o nome – que data “do período da colonização nipônica da península e decorre do etnocentrismo do Japão” – e deseja substituí-lo por Mar do Leste. Mas essas opiniões possuem apenas um único e mesmo referencial: a Coréia.

Arrastados por essa onda de críticas, os sul-coreanos lançaram-se também contra seus aliados mais próximos. “Em linhas gerais, estamos de acordo com os EUA”, garante Roh Moo-hyun, o candidato do PDM. “No entanto, nossa visão diverge sobre sua vontade de estabelecerem uma ordem mundial e sobre a inserção da Coréia do Norte no “eixo do mal” devido a uma ameaça nuclear1 .” Mesmo não sendo difícil perceber a irritação no rosto do presidente Kim Dae-jung durante a visita de George W. Bush em março último, o aliado asiático permanece normalmente silencioso. Nunca havia deixado transparecer oficialmente suas divergências a respeito da linha dura adotada por Washington em relação Pyongyang.

Aspirações a grande potência

A Copa do Mundo supostamente aproximaria a Coréia e o Japão, que a co-organizavam, mas Seul multiplicou os choques com o arquipélago vizinho

O mesmo em relação a Pequim. Pela primeira vez, Seul pediu, através de um porta-voz de sua chancelaria, que os sete norte-coreanos presos diante do Ministério chinês das Relações Exteriores no dia 26 de agosto, quanto tentavam pedir asilo político à China, fossem enviados “à Coréia do Norte, contra a sua vontade”. Até agora, o governo nunca havia tomado partido nessa questão de alto risco: seu poderoso vizinho considera os “dissidentes norte-coreanos” como “migrantes ilegais”.

Todavia, a Coréia do Sul não esquece que a China é seu segundo parceiro comercial. As rusgas, portanto, são limitadas. Seul proibiu, por exemplo, que a companhia aérea Asian Air aceitasse o Dalai Lama em dois vôos entre a Índia, a Coréia do Sul e a Mongólia. Sua manobra foi tão bem-sucedida que foi recusada a concessão do visto ao dirigente temporal e espiritual do Tibete a fim de não melindrar Pequim. Em meados de setembro, o município de Seul anulou também in extremis uma cerimônia em homenagem ao vencedor de um prêmio de arquitetura devido ao seu papel no movimento estudantil de Tiananmen, em 1989.

Essa escalada nacionalista atinge também a economia. Tanto as empresas quanto o governo estabeleceram objetivos desproporcionais ao tamanho e à capacidade do país. Estabelecendo um paralelo com o quarto lugar conseguido no Mundial, o governo declarou querer fazer da Coréia do Sul, décima-terceira colocada no comércio mundial antes da crise financeira de 1997-1998, “a quarta economia mundial dentro de dez anos”. A crise pôs um freio às ambições, e estas devem ser relançadas.

À conquista do mercado externo

Não foi difícil perceber a irritação no rosto do presidente Kim Dae-jung durante a visita de George W. Bush à Coréia, em março do ano passado

O comportamento das empresas fundamentalmente não mudou. “O impacto da Copa do Mundo ainda não é totalmente visível porque esta confiança e esta fé em si já existiam”, explica Philippe Tirault, presidente da filial de Seul da empresa de consultoria Heidrick & Struggles. “Mas a estratégia da Samsung para o século XXI não é nem mais nem menos que ser o número um mundial de todo o setor.” Com efeito, Lee Yoon-woo, um dos dirigentes do grupo, anunciou em meados de julho seu desejo de “dominar, até 2005, os setores de equipamentos da telefonia de terceira geração, das televisões digitais e dos componentes de computadores para elevar a dez o número de seus produtos ‘líderes mundiais’ e obter uma receita de 80 bilhões de dólares”. Esta é atualmente de 25 bilhões de dólares.

A conquista do mercado externo tornou-se o principal leitmotiv dos choebols, os conglomerados coreanos. A política de redução de despesas e investimentos anunciada pelo governo não é mais seguida. A cada ano, a Samsung aplica 400 milhões de euros (cerca de 1,5 bilhão de reais) em publicidade, 2 bilhões (7,8 bilhões de reais) em marketing e o mesmo em pesquisa e desenvolvimento. A volta às atividades de base e à reestruturação não está na ordem do dia: o grupo detém ainda 64 filiais. Os choebols querem subir muito alto, muito rápido e os erros que levaram à crise, há menos de cinco anos, foram esquecidos.

O sentimento nacionalista

O futuro parece mais problemático na medida em que certos fatores econômicos se revelam preocupantes. Diversos especialistas prevêem mesmo uma crise a curto prazo, acusando, desta vez, a população. Iludida pela retórica que leva a crer numa confiabilidade total da economia nacional e na obrigação de cada um em aproveitá-la, a população se compromete com instituições financeiras em níveis jamais atingidos: segundo o Banco da Coréia, num relatório publicado no dia 25 de setembro, “o endividamento médio familiar estaria próximo da renda média familiar anual”.

A Samsung aplica 1,5 bilhão de reais por ano em publicidade, 7,8 bilhões de reais em marketing e o mesmo em pesquisa e desenvolvimento

Se, de fato, a Copa do Mundo atiçou o nacionalismo coreano, ela não o criou. Essa noção se confunde com a história do país, espremido entre os dois gigantes chinês e japonês. Desde as primeiras invasões mongóis do século XIII, a Coréia se encontrou sempre sob a soberania ou dominação explícita de um de seus vizinhos. O início da colonização nipônica, em 1905, marcou um patamar importante no nascimento do sentimento de unidade nacional, embora a idéia de pertencer a um mesmo país denominado “Coréia” pareça ter surgido em seus habitantes em 1945, no momento de sua libertação e da divisão em dois pelos EUA e a URSS.

O nacionalismo entre os jovens

Desde então, a reunificação se tornou o objetivo das duas entidades. “Durante a guerra fria, os dois campos se denegriram mutuamente para recuperar a legitimidade do governo do país”, explica Kim Dal-chung, professor de Relações Internacionais na Universidade de Yonsei. “Os estudantes e intelectuais, por exemplo, criticaram veementemente o governo do Sul porque lhes parecia menos nacionalista que o do Norte. Isto teve conseqüências em nossas relações com o Japão e, em menor escala, com outros parceiros: uma atitude muito nacionalista reforça a imagem dos dirigentes junto à população.”

Concretamente, o poder se esforçou para fazer seus administrados acreditarem que graças a suas ações e seu apoio, a Coréia do Sul se havia tornado uma das grandes nações do mundo. Os meios de comunicação, mas principalmente a educação nacional, revelaram-se perfeitos veículos para estas idéias. Isto era necessário, já que as viagens se tornaram possíveis para os estudantes e a realidade os alcançou2. “Sempre me disseram que meu país era um dos mais importantes do mundo”, explica Jeong-ho. “Assim que cheguei à França, percebi que praticamente ninguém sabia localizá-lo no mapa.”

(Trad.: Fabio de Castro)

1 - Discurso pronunciado em 10 de setembro, em Seul, no Forum da Imprensa Ásia-Europa.
2 - Até 1989, os sul-coreanos não eram autorizados a viajar para o exterior.




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