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Prisões da morte

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Sob a guarda do Estado e a vigilância da polícia, dezenas de jovens morrem em situações atrozes nos cárceres hondurenhos

Raphaëlle Bail - (01/08/2004)

Surgiu uma nova acusação contra o Estado hondurenho: os mortos em prisão. Dezenas de jovens suspeitos e encarcerados morreram em condições obscuras quando estavam sob a vigilância da polícia e dos guardas de prisão1 . Esse fenômeno que, no início, não comoveu muita gente, pareceu chegar a um beco sem saída em abril de 2003, no centro penal de El Porvenir, perto da cidade de La Ceiba, do lado do Atlântico. Nesse dia, 58 detentos, praticamente todos membros da Mara 18, foram mortos queimados vivos ou abatidos em condições que a justiça acaba de elucidar.

A culpa da polícia e dos militares aparece agora, claramente, no que se parece com um massacre coletivo

A despeito de uma versão oficial falando de confrontos entre pandilleros (armados até os dentes, quando estavam presos...) e um repentino começo de incêndio numa célula, a culpa da polícia e dos militares aparece agora, claramente, no que se parece com um massacre coletivo. As autoridades guardiãs dos locais teriam provocado uma batalha entre duas gangues rivais para poder liquidar esses jovens com total impunidade. Antes de deixar suas funções, em março de 2003, o procurador-geral Roy Medina denunciou cerca de cinqüenta pessoas, pertencentes majoritariamente às forças de manutenção da ordem. Nenhuma delas foi suspensa.

Depois da vigência da lei anti-Mara, aprovada pelo Congresso em julho de 2003 (leia, nesta edição, “Guerra contra os pobres”, de Raphaëlle Bail), a população dos centros penitenciários explodiu em virtude dos milhares de jovens presos por pertencerem a pandillas. A prisão de San Pedro Sula, segunda cidade do país, a 240 quilômetros ao norte da capital, tem capacidade para 800 prisioneiros. Abrigava 2.200, quase três vezes mais, quando ali se iniciou um incêndio, no último 17 de maio. Nesse dia, 103 detentos, dos quais a maioria pertence à Mara Salvatrucha, morreram em condições atrozes. Vários sobreviventes acusaram as autoridades de não os terem socorrido e de os terem mantido fechados quando o sinistro se desencadeou. Esses depoimentos foram confirmados pelo bispo auxiliar de San Pedro Sula, D. Romulo Emiliani, que afirma ter recebido informações: “Durante mais de uma hora, os prisioneiros suplicaram que lhes abrissem as portas das células2.” Sem resultado.

(Trad.: Iraci D. Poleti)

1 - Segundo a ONG Casa Alianza, 59 jovens de menos de 23 anos de idade foram assassinados em centros de detenção, entre maio de 2002 e março de 2004.
1 - BBC, Londres, 19 de maio de 2004.




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