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Uma iniciativa


» 27 de maio de 2022

» Corbyn: Um apelo à ação carregada de utopia

» Dowbor: Em busca de saídas ao inferno da precarização

» Como socorrer o Brasil que tem fome

» Guerra: a questão do critério e a confusão da esquerda

» 26 de maio de 2022

» Colômbia: como esquerda reavivou esperanças

» Getninjas: o perverso leilão digital de trabalho humano

» Cinema: Em Tantas almas, a contracorrente da guerra suja

» 25 de maio de 2022

Rede Social


Edição francesa


» Évolution des budgets militaires des pays membres de l'OTAN

» Comment ça marche ? Les structures de fonctionnement de l'OTAN

» L'avancée vers l'est

» Ventes d'armes des États-Unis à leurs partenaires

» Opérations militaires de l'OTAN

» Mario Vargas Llosa, Victor Hugo et « Les Misérables »

» Des médias en tenue camouflée

» Jénine, enquête sur un crime de guerre

» Le monde arabe en ébullition

» Au Proche-Orient, les partis pris de la Maison Blanche


Edição em inglês


» France's new vocation

» Lawfare in the Mediterranean

» Lebanon: ‘Preserving the past in hope of building the future'

» May: the longer view

» Fragmented territories

» A clash of memories

» Alsace's toxic time bomb

» The poisonous problem of France's nuclear waste

» Can Medellín change its image?

» Venezuela: a ‘country without a state'


Edição portuguesa


» Na morte de MÁRIO MESQUITA (1950-2022)

» Rumos do jornalismo na era da hipérbole

» Transparência e opacidade no jornalismo português

» Morrer em Jenin

» Recortes de Imprensa

» Será a caneta mais poderosa do que a espada?

» A Hipótese Cinema

» Um projecto ecofeminista em Aveiro

» David Bowie em leilão

» Como Pequim absorveu Hong Kong


Jornalismo Crítico



Lançado em 1954, na França, e publicado hoje em 71 edições internacionais e 25 idiomas, o Le Monde Diplomatique tornou-se sinônimo de jornalismo crítico e sem concessões à superficialidade. Estas características assumiram, com a globalização de “pensamento único”, um novo sentido. No momento em que alguns afirmavam a impossibilidade de alternativas, o jornal re-suscitava a idéia de que os cidadãos podem fazer opções políticas – e, por isso, têm direito a conhecer o mundo em que vivem. Não por acaso, jogou papel destacado no surgimento da idéia de cidadania planetária.

Le Monde Diplomatique envolveu-se, no plano intelectual, em todas as campanhas que marcaram a emergência da sociedade civil planetária. Em 1997, ao descrever as conseqüências sociais dramáticas das crises financeiras asiáticas, propôs, como antídoto, a mobilização internacional dos cidadãos contra a ditadura dos mercados – num texto que viria a estimular a fundação do movimento ATTAC. Em 1998, seus artigos sobre do Acordo Multilateral sobre Investimentos (AMI) [1] estimularam uma resposta mundial que evitou um novo ataque aos direitos sociais e ao ambiente. Em 1999, apontou os riscos de mais uma rodada de “liberalização” do comércio promovida pela OMC; e viu nos protestos de Seattle (EUA), que desfizeram a ameaça, como sinal da “emergência de um contra-poder mundial”. Em 2000, a redação do jornal foi o local onde um grupo de brasileiros apresentou, pela primeira vez, a idéia de organização de um Fórum Social Mundial [2].

Le Monde Diplomatique só pode desempenhar um papel tão destacado na construção de uma cidadania planetária porque sempre recusou a condição de panfleto. Num mundo em que se proclama a inexistência de alternativas – e se procura, portanto, reduzir dos cidadãos a espectadores da História –, nada mais transformador que valorizar e construir, na prática, o direito à informação, à comunicação, ao exercício de enxergar o mundo e influir em seus destinos.

A edição brasileira recupera mais de 1700 textos publicados desde 2001. Mas vai muito além. Todos os artigos foram cuidadosamente catalogados e associados a palavras-chaves. A partir deste esforço, surgiu uma Biblioteca com mais de 500 Fichas Temáticas. Elas constituem um material valioso para estudar a globalização e as alternativas. Cada uma reúne e um conjunto de textos do jornal, que permite compreender um tema-chave.

[1] Debatido na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o AMI pretendia subordinar as ações das sociedades e governos ao "direito" das grandes corporações transnacionais, tratadas como "investidores". Tinha a forma de um acordo internacional, ao qual deveriam aderir os países interessados em se conservar atrativos para tais empresas. Segundo o texto do acordo, elas adquiriam condições jurídicas para questionar e anular decisões que, ao ampliar direitos sociais ou a proteção do ambiente, fossem vistas como tendentes a reduzir a lucratividade das corporações.

[2] O relato da reunião em que o FSM foi proposto está num texto de Francisco Whitaker a respeito das origens do Fórum.

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