Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


Rede Social


Edição francesa


» Agriculture : traire plus pour gagner moins

» Petits secrets entre amis à Sciences Po

» Alexeï Navalny, prophète en son pays ?

» Dissoudre pour mieux régner

» La Commune prend les murs

» La gauche, histoire d'un label politique

» Peter Watkins filme la Commune

» Faillite de la mission européenne au Kosovo

» Les Nations unies face au conservatisme des grandes puissances

» Ces musulmans courtisés et divisés


Edição em inglês


» The UAE's seven emirates

» Sahel: shifting enemies, enduring conflict

» How much of a threat is Alexey Navalny?

» Myanmar's military coup

» France cosies up to the UAE

» Little Sparta: the growing power of the UAE

» France's unwinnable Sahel war

» Latin America's feudal castle

» The reader becomes king

» The circus leaves town


Edição portuguesa


» Pagamento com cartão de crédito / PayPal

» Edição de Fevereiro de 2021

» Combates pela igualdade

» "Calem-se!"

» Como reorganizar um país vulnerável?

» Edição de Janeiro de 2021

» O presidente, a saúde e o emprego

» Quem será o próximo inimigo?

» Edição de Dezembro de 2020

» A democracia desigual e os neoliberais autoritários


Jornalismo Crítico



Lançado em 1954, na França, e publicado hoje em 71 edições internacionais e 25 idiomas, o Le Monde Diplomatique tornou-se sinônimo de jornalismo crítico e sem concessões à superficialidade. Estas características assumiram, com a globalização de “pensamento único”, um novo sentido. No momento em que alguns afirmavam a impossibilidade de alternativas, o jornal re-suscitava a idéia de que os cidadãos podem fazer opções políticas – e, por isso, têm direito a conhecer o mundo em que vivem. Não por acaso, jogou papel destacado no surgimento da idéia de cidadania planetária.

Le Monde Diplomatique envolveu-se, no plano intelectual, em todas as campanhas que marcaram a emergência da sociedade civil planetária. Em 1997, ao descrever as conseqüências sociais dramáticas das crises financeiras asiáticas, propôs, como antídoto, a mobilização internacional dos cidadãos contra a ditadura dos mercados – num texto que viria a estimular a fundação do movimento ATTAC. Em 1998, seus artigos sobre do Acordo Multilateral sobre Investimentos (AMI) [1] estimularam uma resposta mundial que evitou um novo ataque aos direitos sociais e ao ambiente. Em 1999, apontou os riscos de mais uma rodada de “liberalização” do comércio promovida pela OMC; e viu nos protestos de Seattle (EUA), que desfizeram a ameaça, como sinal da “emergência de um contra-poder mundial”. Em 2000, a redação do jornal foi o local onde um grupo de brasileiros apresentou, pela primeira vez, a idéia de organização de um Fórum Social Mundial [2].

Le Monde Diplomatique só pode desempenhar um papel tão destacado na construção de uma cidadania planetária porque sempre recusou a condição de panfleto. Num mundo em que se proclama a inexistência de alternativas – e se procura, portanto, reduzir dos cidadãos a espectadores da História –, nada mais transformador que valorizar e construir, na prática, o direito à informação, à comunicação, ao exercício de enxergar o mundo e influir em seus destinos.

A edição brasileira recupera mais de 1700 textos publicados desde 2001. Mas vai muito além. Todos os artigos foram cuidadosamente catalogados e associados a palavras-chaves. A partir deste esforço, surgiu uma Biblioteca com mais de 500 Fichas Temáticas. Elas constituem um material valioso para estudar a globalização e as alternativas. Cada uma reúne e um conjunto de textos do jornal, que permite compreender um tema-chave.

[1] Debatido na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o AMI pretendia subordinar as ações das sociedades e governos ao "direito" das grandes corporações transnacionais, tratadas como "investidores". Tinha a forma de um acordo internacional, ao qual deveriam aderir os países interessados em se conservar atrativos para tais empresas. Segundo o texto do acordo, elas adquiriam condições jurídicas para questionar e anular decisões que, ao ampliar direitos sociais ou a proteção do ambiente, fossem vistas como tendentes a reduzir a lucratividade das corporações.

[2] O relato da reunião em que o FSM foi proposto está num texto de Francisco Whitaker a respeito das origens do Fórum.

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel