Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


» 27 de maio de 2022

» Corbyn: Um apelo à ação carregada de utopia

» Dowbor: Em busca de saídas ao inferno da precarização

» Como socorrer o Brasil que tem fome

» Guerra: a questão do critério e a confusão da esquerda

» 26 de maio de 2022

» Colômbia: como esquerda reavivou esperanças

» Getninjas: o perverso leilão digital de trabalho humano

» Cinema: Em Tantas almas, a contracorrente da guerra suja

» 25 de maio de 2022

Rede Social


Edição francesa


» En France et en Europe, ces lois qui créent des clandestins

» Évolution des budgets militaires des pays membres de l'OTAN

» Comment ça marche ? Les structures de fonctionnement de l'OTAN

» L'avancée vers l'est

» Ventes d'armes des États-Unis à leurs partenaires

» Opérations militaires de l'OTAN

» Mario Vargas Llosa, Victor Hugo et « Les Misérables »

» Des médias en tenue camouflée

» Jénine, enquête sur un crime de guerre

» Le monde arabe en ébullition


Edição em inglês


» France's new vocation

» Lawfare in the Mediterranean

» Lebanon: ‘Preserving the past in hope of building the future'

» May: the longer view

» Fragmented territories

» A clash of memories

» Alsace's toxic time bomb

» The poisonous problem of France's nuclear waste

» Can Medellín change its image?

» Venezuela: a ‘country without a state'


Edição portuguesa


» Na morte de MÁRIO MESQUITA (1950-2022)

» Rumos do jornalismo na era da hipérbole

» Transparência e opacidade no jornalismo português

» Morrer em Jenin

» Recortes de Imprensa

» Será a caneta mais poderosa do que a espada?

» A Hipótese Cinema

» Um projecto ecofeminista em Aveiro

» David Bowie em leilão

» Como Pequim absorveu Hong Kong


Dois poemas

Imprimir
enviar por email
Compartilhe

Pablo Simpson - (23/11/2007)

* * *

Outros ventos trouxeram nossas cicatrizes

Um suor me recobre, pesa nestes ombros
a flor de encontro dúbio. Assim perdi
tanto em buscá-la, tanto em desfazer.

As mãos sobre as coxas, o sexo já confessado.

Tão poderosa e viva e assim tão pura
a luminosidade dos azuis.

E aspirei contigo o perfume casto das cerejas,
também desfeito. O matiz inseguro de tuas nuvens.

Fluorescência do âmbar:
o segredo revelado, não te espantes.

E é o mesmo teu silêncio, amparando as estátuas.
As que houvera na morte e o sonho de suas noites.

Os frutos

O tempo colhia os frutos sem alarde
na terra baixa, maduros de sementes.

Eu corria as ladeiras com meus olhos
freqüentes do passado, e as flores frias.

Dos muros de palavras retirávamos
um punhado de hera, o cheiro seco.

Que invadia as manhãs pelas janelas
e nossos corações cheios de névoa.

Ele colhia os frutos. Nós, sem pressa,
que o tempo madurou de outros silêncios.

Eu não me erguia ao alto da colina
sobre um caixão de pedra, com medo.

De nosso território com seus prédios
enormes e homens baixos. Eles jogavam.



Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.

Destaques

» O planeta reage aos desertos verdes
» Escola Livre de Comunicação Compartilhada
» Armas nucleares: da hipocrisia à alternativa
» Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre
» Do "Le Monde Diplomatique" a "Outras Palavras"
» Teoria Geral da Relatividade, 94 anos
» Para compreender a encruzilhada cubana
» Israel: por trás da radicalização, um país militarizado
» A “América profunda” está de volta
» Finanças: sem luz no fim do túnel
Mais textos