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Comentários sobre esse texto:

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

(CARTA PERTENCENTE AO ESPOLIO DO DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES,UM DOS FUNDADORES DO MPLA).

Ao Comité Director do M.P.L.A.

BRAZZAVILLE

Brazzaville,11 de Agosto de 1972

Prezados camaradas

Durante os últimos quatro anos, procurei dar a minha modesta
Contribuição à luta de libertação do povo Angolano ,como militante
Médico do MPLA. Mas a usura ( Física e sobretudo Psíquica ) provocada por estes quatro anos de permanência em DOLISIE, talvez de
Certo modo aliada aos 45anos que se aproximam , reduziram em muito a
Minha capacidade de luta e de trabalho; presentemente ,sinto-me incapaz
De dar ao MPLA toda a contribuição que a luta exige de um militante activo.
Continuando - Se a isso for autorizado pela Direcção do Movimento - como membro do MPLA, ao qual gostaria de poder dar uma contribuição
,ainda que ,de agora em diante limitada ,procurarei trabalhar como médico ,fora da organização ,retomando contactos de há muito perdidos com a medicina.

Queiram aceitar ,prezados camaradas ,as minhas melhores saudações.

HUGO DE MENEZES


Site: exposição do Dr Hugo José Azancot de Menezes ao Comité Director
MEIRELES
2008-07-28 23:31:41

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

A formalização do MLSTP COMO MOVIMENTO QUE INICIALMENTE SE INTITULAVA CLSTP FOI MUITA MAL EXPLICADA E HISTORICAMENTE FALSEADA.
Toda esta estratègia foi programada a partir do Ghana Pelo Dr Hugo de Menezes, Dr Tomas Medeiros Dr Guadalupe de Ceita e Onet pires e existia um plano que foi desvirtuado e executado por um outro grupo que apossou-se da sua paternidade.
Pois o Dr Tomas Medeiros e outros intelectuais têm outras versões mais coerentes e testemunhos escritos que em breve sairão para desvendar as mentiras da historia.


Site: REPOSIÇÃO DA VERDADE FACE A FORMALIZAÇÃO DO MLSTP COMO MOVIMENTO
MEIRELES
2008-07-05 23:45:05

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

COMITÉE DE LIBERTAÇÃO DE S. TOMÉ E PRINCIPE
(C.L.S.T,P.)

COMITÉ DE LIBERTATION DE SAN THOME COMMITTEE TO LIBERTATION OF
ET PRINCIPE. SAINT THOMAS AND PRINCIPE.

B.P. 489
LIBREVILLE
8/4/62

CARO HUGO

Recebi ontem o teu telegrama que nos deixou um pouco confusos.

No entanto agimos imediatamente no sentido de partir o mais depressa possível, “ mesmo sem croas”.
A minha deslocação neste momento é de todo impossível. Penso que imensas coisas se passam em Leopoldina e no mundo, coisas que, em consequência das limitações materiais e condicionalismo político aqui, temos ignorado quase por completo.
A malta de resto, pôr te a ao corrente. Creio e temos de encarar outra saída . Não sei quando poderei passar por aí, mas sinto que é necessário.
Peço-te e a malta que dêem ao Onet e ao Carlos ajuda se alguma dificuldade surgir ,no plano político, pois que no plano económico eles necessitarão indubitavelmente.
Com muitas dificuldades ,conseguimos obter passagens, mas acontece que o Onet deve seguir, de preferência, directamente para Lagos. Se vos for possível cobrir a diferença entre Brazzaville - Lagos e Brazzaville - Libreville, seria óptimo .
Cá por casa ,tudo mais ou menos bem , além da escassez de massas, devido ao custo ,incrivelmente alto de vida.

Já cá temos o D. Mikas ( Suiny- Patrice….. Trovoada)


Site: CLSTP (COMITÉ DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE- FORMALIZAÇÃO DO MOVIMENTO)
MEIRELES
2008-07-02 11:16:24

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

( Correspondência do político ,exmo Sr Miguel Trovoada pertencente ao Espolio do Dr Hugo José Azancot de Menezes ,um dos fundadores do M.P.L.A. )

COMITÉE DE LIBERTAÇÃO DE S. TOMÉ E PRINCIPE
(C.L.S.T,P.)

COMITÉ DE LIBERTATION DE SAN THOME COMMITTEE TO LIBERTATION OF
ET PRINCIPE. SAINT THOMAS AND PRINCIPE.

B.P. 489
LIBREVILLE
8/4/62

CARO HUGO

Recebi ontem o teu telegrama que nos deixou um pouco confusos.

No entanto agimos imediatamente no sentido de partir o mais depressa possível, “ mesmo sem croas”.
A minha deslocação neste momento é de todo impossível. Penso que imensas coisas se passam em Leopoldina e no mundo, coisas que, em consequência das limitações materiais e condicionalismo político aqui, temos ignorado quase por completo.
A malta de resto, pôr te a ao corrente. Creio e temos de encarar outra saída . Não sei quando poderei passar por aí, mas sinto que é necessário.
Peço-te e a malta que dêem ao Onet e ao Carlos ajuda se alguma dificuldade surgir ,no plano político, pois que no plano económico eles necessitarão indubitavelmente.
Com muitas dificuldades ,conseguimos obter passagens, mas acontece que o Onet deve seguir, de preferência, directamente para Lagos. Se vos for possível cobrir a diferença entre Brazzaville - Lagos e Brazzaville - Libreville, seria óptimo .
Cá por casa ,tudo mais ou menos bem , além da escassez de massas, devido ao custo ,incrivelmente alto de vida.

Já cá temos o D. Mikas ( Ruiny- Patrice….. Trovoada)


Site: formalização do M.L.S.T.P.
MEIRELES
2008-06-25 13:17:36

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

( Correspondência do Dr França Van-Dúnem para O Dr Hugo José Azancot de Menezes um dos Fundadores do M.P.L.A. Sedeado em Ghana e a trabalhar na Rádio Ghana).

Utrecht,16 de Julho de 1965

Meu caro amigo

Começo por agradecer-lhe a gentileza que teve em escrever-me ,dando-me informes a cerca do lugar de locutor na rádio Ghana.

Estou interessado pelo lugar e já escrevi ao Director do Ghana Broadcasting Corporation nesse sentido.
Junto lhe envio uma cópia da carta em questão para que tome conhecimento do seu conteúdo . Gostaria de saber mais pormenores a cerca do lugar e se possível em que modalidade serei contratado. Tratar -se -a de um contrato assinado aqui ou devo esperar pela minha chegada aí para que isso se efective?

De qualquer maneira era necessário que eu soubesse para quando é o começo para que eu possa, com tempo , pedir a minha demissão do Instituto de Direito Internacional, onde trabalho.
Enviar-lhe-ei esta carta “ expresse” para que possa tomar nota do conteúdo da carta que enviei ao Director da Rádio Ghana.
Uma vez mais lhe agradeço por tudo o que possa fazer nesse sentido.

Saudações patrióticas

Fernando Van- Dúnem

PS. Acabo de receber a carta porque a sua caixa postal já está fechada. Espero que esta vez terei mais sorte .
Obrigado

França Van- Dúnem


Site: correspondência do Dr França Van-Dunem ao Dr Hugo José Azancot de Menezes ,um dos Fundadores do M.P.L.A.sedeado em Ghana e locutor da Radío Ghana.

2008-06-20 14:59:39

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

( DOCUMENTAÇÃO PERTENCENTE AO ESPOLIO DE UM DOS FUNDADORES DO M.P.L.A., Dr Hugo José Azancot de Menezes e esposa , Maria de La Salete Guerra de Menezes ambos locutores da Radio Ghana).

RADIO GHANA

EXTERNAL SERVICE PROGRAMMES

NOVEMBER, 1962

“A true of voice of Africa helping us forward in the fight for emancipation, helping in the total emancipation and political union of African States ; a voice raised forever in the cause of peace and understanding between men and between the nations of the world”____Osagyefo Dr. Kwame Nkrumah, President of the Republic of Ghana.

The third regular conference of the Supreme Council of the joint African High Command of the Casablanca Powers which opened in Accra on September 27 ended on September 29, 1962 .In the picture above are the delegates for the conference with Osagyefo Dr. Kwame Nkrumah, President of the Republic of Ghana (sixth from left in the front row). The conference, opened by delegates from Guinea, Mali, the United Arab Republic, Morocco ,Algeria and Ghana. A spokesman of the command said that the atmosphere which prevailed through- out the discussions was “ cordial and inviting”. The spokesman added that the delegates reaffirmed their determination
Pursue their work relentlessly and reiterated their determination pursue their work relentlessly and reterated their conviction that the joint African High Command had increased in strenger since Algeria`s independence as foreseen by the Casablanca charter. To mark the close of the sessions, the delegates tended a passing-out parade of cadets at the Military Academy at Teshie, near Accra , and afterwards visited the Tema Had our and the volta River Project dam at Akosombo. The Supreme Council agreed to hold its next conference in Algeria January 4,1963.


Site: RADIO GHANA EXTERNAL SERVICE PROGRAMMES
MEIRELES
2008-06-15 20:23:38

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Léopoldville ,13 de Novembro de 1962

Meu Caro Hugo, ( Hugo José Azancot de Menezes)

Em 20 de setembro ultimo, escrevi - te para que, por mim, agradecesses à Salette pela compota enviada e me dissesses algo quanto ao destino a dar os 18.090,- CFA que recuperei da chargeur reuni como reembolso do bilhete Pointe Noire /Lomé, não utilizado pela tua família.
Em 29 daquele mesmo mês a pedido do Mário , fiz-te um telegrama por este ditado, exageradamente conciso, pedindo-te para que na medida do possível, dispusesses as coisas de forma a tomares o primeiro barco para Léopoldville que por aí passasse depois daquela data. Só agora vejo que, contrariamente ao que o Mário me convenceu era ele quem deveria ter assinado o telegrama em causa.

Ontem, enderecei - te meu segundo telegrama, rogando a tua intervenção junto das autoridades Ghaneenses, no sentido de facilitarem o desembarque do Carreira em Tokoradi.
Receio, pois, que este meu telegrama (último) venha merecer sorte igual do meu anterior correio.
Não quero sequer discutir a “ grandeza” das razões que estariam militando a favor do teu silêncio, a ponto até de darem primazia à falta de indicação de tua parte quanto ao destino a dar aquela “ massa” em meu poder.
Quero apenas pedir-te ,por favor, a tua melhor atenção e interesse neste assunto Carreira, informando-nos a tempo no que virão resultar as tuas “ demarches” para assim sabermos para onde enviar o “ Título de viagem” conseguido à seu favor.

Ainda sobre o telegrama de 20/9: talvez não fosse descabido se contactasses o Mário acerca do seu conteúdo , isto é , se ainda o não fizeste.
O Aníbal de Melo diz te ter feito carta pedindo as gravuras - ( titulo - pequeno e grande - do jornal) .

Recomendações à Salete e beijos aos V/ pequenos. Aceita um aperto de mão cordial do Camarada Matias.

Matias Migueis


Site: carta de Matias Migueis ao Dr Hugo José Azancot De Menezes
MEIRELES
2008-04-09 11:15:01

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 02 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
Ainda em 1959 funda o movimento de libertação dos territórios sob a dominação Portuguesa.
Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz e esposa Maria Eugénia Cruz , Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos e esposa Maria Judith dos Santos e Maria da Conceição Boavida que em conjunto com a esposa do Dr Hugo José Azancot de Menezes a Maria de La Salette Guerra de Menezes criam o primeiro núcleo da OMA ( fundada a organização das mulheres angolanas ) sendo cinco as fundadoras da OMA ( Ruth Lara ,Maria de La Salete Guerra de Menezes ,Maria da Conceição Boavida ( esposa do Dr Américo Boavida), Maria Judith dos Santos (esposa de um dos fundadores do M.P.L.A Dr Eduardo dos Santos) ,Helena Trovoada (esposa de Miguel Trovoada antigo presidente de São Tomé e Príncipe).
A Maria De La Salette como militante participa em diversas actividades da OMA e em sua casa aloja a Diolinda Rodrigues de Almeida e Matias Rodrigues Miguéis .

Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldville ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters e a esposa tornando-se locutora da rádio GHANA para emissões em língua portuguesa.

Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

Em 1966’é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.
Em 1967 Dr Hugo José Azancot parte com esposa para a república popular do Congo - Dolisie onde ambos leccionam no Internato de 4 de Fevereiro e dão apoio aos guerrilheiros das bases em especial á Base Augusto Ngangula ,trabalhando paralelamente para o estado Congolês para poder custear as despesas familhares para que seu esposo tivesse uma disponibilidade total no M.P.L.A sem qualquer remuneração.

Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.


Site: BIOGRAFIA DE UM DOS FUNDADORES DO MPLA DR hugo josé azancot de menezes
MEIRELES
2008-04-09 11:13:01

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Conacry,10 de agosto de 1961 Ref. 383/21/61

Hugo Azancot de Menezes

Recebida aos 24/08/61

Caro Hugo

Estimamos que tu e a tua família tenham feito uma excelente viagem e que vocês todos gozem de boa saúde.

Diz-nos urgentemente de que necessitares aí. Estamos aqui para servir da melhor maneira.
1-Junto te envio copia de uma carta que o director do EXPRESSEN dirigiu ao bureau da CONCP.
Pelos vistos já estão a caminho de Léopoldville 3 toneladas de medicamentos, de medicamentos ,os quais se destinam a CVAAR.
Achamos que é muito importante reter a seguinte passagem da carta do director do EXPRESSEN: “ Nos remede sont a leur disposition, mais s`ils n`arrivent pas a Léo ces temps -ci les remede seront distribués aux infirmeries au long de la frontiere.

Se for possível ,é muito conveniente que te apresentes urgentemente ao M. Gosta Streiffert , coordenador em chefe da acção em favor dos refugiados angolanos no congo.

Os fins da tua visita ao Streiffert deverão ser os seguintes:

a) Garantir- lhe a próxima chegada ao Congo de mais dois médicos angolanos. ( Com efeito, o ministro da saúde deste país acaba de dizer ao Eduardo que ele pode partir quando ele quiser .Em face disso, é quase certo que o Eduardo e o Boavida partirão no próximo barco, ou mesmo antes, de avião.

b) Avisar ao Streiffer que os três médicos angolanos -
- Tu ,Boavida e Santos -,que estarão aí certamente antes da chegada dos medicamentos, estão prontos a entrar imediatamente em actividade com os medicamentos enviados da Suécia pelo EXPRESSEN.

c) Deixar boa impressão ao Streiffer . Para isso, recomendaremos -te um trato o mais diplomático possível e a maior circunspecção possível . É fundamental que, depois do teu encontro com o Streiffer , este não fique com a impressão de que a vossa actividade vai constituir uma espécie de concorrência as funções dele e a actividade da liga das sociedades da cruz vermelha para o Congo.
Pelo contrario.
d) Sondar , habitualmente , a opinião íntima do Streiffer sobre a vossa futura presença junto dos refugiados . Tentar saber se há influências, opostas a actividade da CVAAR , na pessoa do Streiffer e dos seus colegas.

e) Deixar em toda gente a convicção firme de que a actividade da CVAAR será humanitária e apolítica . Quero, no entanto, lembrar-te quee a melhor maneira de impor a ideia de que a CVAAR é apolítica não consiste em declarares que ela “ é apolítica”, mas sim em mostrares um interesse humano, médico, por todas as vítimas da guerra. Quero dizer: o apoliticismo da CVAAR será inculcado no espírito dessa gente de maneira indirecta: através das tuas atitudes e do teu interesse humano e de técnico pelos doentes vítimas dos acontecimentos de Angola.

Fala pouco e ouve muito. É pela bouca que morre o peixe.
f) É fundamental que, depois do Streiffer te conhecer , deixes neste indivíduo uma espécie de compromisso de consciência que o impeça de dar os medicamentos um outro destino diferente ,sem primeiramente te consultar.
2- O Aquino Bragança vai enviar-te de Rabat o original da carta do director do EXPRESSEN . Em caso de necessidade , essa carta poderá servir de tira-teimas sobre o destinatário dos medicamentos.
Tudo faremos para que dentro de dias o Eduardo e o Américo estejam aí.

3)- Diz-nos urgentemente se a War ON Wait já transferiu o dinheiro para aí. Tenho insistido com o CABRAL para que isso se realize o mais depressa possível . Mas achamos estranho que o CABRAL não tenha, até hoje, acusado a recepção da vossa carta para a WAR ON WAIT.

Achamos conveniente que, logo que chegues ao Congo , escrevas ao CABRAL informando-o de que já estas aí e que outros médicos chegarão dentro de dias .
Saúde para a tua família e para ti.
Coragem , bom trabalho e prudência!

P.S.- O original desta carta ,enviámo-la , nesta mesma data , à nossa caixa postal de Brazzaville.

VIRIATO DA CRUZ


Site: carta do Viriato da Cruz ao DR hugo José Azancot de Menezes
MEIRELES
2008-04-09 11:02:17

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

UMA CRÍTICA MUITO DURA AOS MÉTODOS DO MPLA

Ao saber da conversa ocorrida em Acra (Ghana), Lúcio Lara reagiu: « Os cubanos falam de mais»

HUGO AZANCOT DE MENEZES

Longe de mim a pretensão de ter feito história ou de escrevê-la.
Contudo, vivi factos que envolvem, também , outros protagonistas.
Alguns, figuras ilustres. Outros, gente humilde, sem nome e sem história, relacionados, apesar de tudo, com períodos inolvidáveis das nossas vidas.
Alguns destes factos , ainda que de fraca relevância, podem ter interesse, como « entrelinhas da História», para ajudar a compreender situações controversas.
Conheci Ernesto Che Guevara em Acra , em 1964, e comprometi - me a não publicar alguns temas abordados na entrevista que tive o privilégio de lhe fazer como « repórter» do jornal Faúlha.

Já se passaram mais de 30 anos. O contexto actual é outro.
Pela primeira vez os revelo, na certeza de que já não é o quebrar de um compromisso, nem a profanação de uma imagem que no
A entrevista realizou-se na residência do embaixador de Cuba em Acra , Armando Entralgo González, que nos distinguiu com a sua presença.
Ali estava Che…
A sua tez muito pálida contrastava com o verde - escuro da farda.
As botas negras, impecavelmente limpas.
Encontrei-o em plena crise de asma, Socorria - se , amiúde, de uma bomba de borracha.
Che Guevara , deus dos ateus, dos espoliados e dos explorados do terceiro mundo, deus da guerrilha, tinha na mão uma bomba, não para destruir mas para se tratar… de falta de ar. Aspirava as bombadas, dando sempre mostras de um grande auto -domínio.
Fora-me solicitado que submetesse o questionário à sua prévia apreciação - e assim o fiz.
Uma das questões dizia respeito à cultura da cana - de - açúcar em Cuba.
Como encarava ele a aparente contradição de combater teoricamente a monocultura - apanágio dos sistemas de exploração colonial e tão típica dos sistemas de exploração colonial e tão típica do subdesenvolvimento - ao mesmo tempo que fomentava, ao extremo, a cultura da cana e a produção de açúcar - mono -produto de que Cuba se tornaria, afinal, cada vez mais dependente?
Outro tema que nos preocupava, a nós , africanos, era o papel dos cidadãos cubanos de origem africana na revolução cubana e a fraca representação deles nos órgãos de direcção dos país e do partido, os quais tinham proscrito qualquer discriminação racial.
Não constituiria o comandante Juan D’Almeida - único afro - cubano na direcção do partido - uma excepção?
Entretanto, a crise de asma agudizava-se , o que nem a mim me dava o à - vontade requerido nem, obviamente, ao meu interlocutor a disposição necessária para o diálogo.
Insistiu para que eu o iniciasse. Ao responder - lhe que não me sentia á vontade para fazê-lo, em virtude de seu estado, disse - me em tom provocante e com certa ironia :« Vejo que você é um jornalista muito tímido.»

No mesmo tom lhe respondi, que não me tinha pronunciado como jornalista, mas como médico .« Comandante, as suas condições não lhe permitem dar qualquer entrevista», disse-lhe eu.
Olhando-me , meio surpreso e sempre irónico, replicou: « Companheiro, eu não falo como doente, também falo como médico.
Em meu entender, estou em condições de dar a entrevista.»
Mas a crise de asma não melhorava, tornando impossível o diálogo. Foi necessário adiá-lo.
Reencontrámo-nos dias depois. Estava, então, quase eufórico. Referindo-se á atitude dos cidadãos cubanos de origem africana, à sua fraca participação na revolução, disse não gostar de se referir á origem ou à raça dos homens.
Apenas à espécie humana, a cidadãos, a companheiros.
Manifestei-lhe a minha total concordância. «A verdade », disse-lhe eu, «é que a revolução cubana tinha suscitado em todos nós , africanos, uma enorme expectativa, muita esperança, pois que, pela primeira vez, assistia-mos a um processo revolucionário de cariz marxista, num país subdesenvolvido e eis - colonial , tendo, lado a lado, cidadãos de origem europeia e africana, e onde a discriminação racial tinha sido, e ainda era, tão notório.»
Cuba seria pois, para nós, africanos, um teste. Seguíamos atentamente a sua evolução e queríamos ver como seria resolvido este problema.
Muitos, em África, mostravam-se cépticos. Mais do que interesse, da nossa parte existia ansiedade.
Segundo Che Guevara , a população de origem africana, a principio, não participava no processo. Via-o com uma certa indiferença, como mais uma luta…
«deles». Mas a desconfiança estava a desaparecer, era cada vez maior a adesão, á medida que iam constatando que este processo era totalmente diferente daqueles que o precederam. Que era um processo para todos.
Che Guevara acabava de chegar do Congo - Brazzaville.Visitara as bases do MPLA em Cabinda (de facto, na zona fronteiriça Congo/ Brazzaville /Cabinda) .
Pedi - lhe que me desse as impressões da sua visita. Che não era um diplomata, mas um guerrilheiro, e foi directamente à questão:
« O MPLA tem ao seu dispor condições de luta excepcionais.
Quem nos dera a nós que, durante a guerrilha, em Cuba, tivéssemos algo comparável. Mas estas condições não estão a ser devidamente aproveitadas, exploradas …
O MPLA não luta, não procura o inimigo , não ataca…
O inimigo deve ser procurado, deve ser fustigado, deve ser perseguido, mesmo no banho. Agostinho Neto está a utilizar a luta armada apenas como mero instrumento de pressão política.»
Dei parte da conversa a Agostinho Neto. Não reagiu. Tal como a Lúcio Lara, que me respondeu:
« Os cubanos falam demais.»
Mas Che falava verdade. Durante vários anos, na minha qualidade de responsável dos serviços de assistência médica da 2º região político - militar do MPLA (Cabinda ) , fui disso testemunha a cada passo.
Aí e assim , como contestação a esta e outras situações idênticas, surgiria dentro do movimento, antes de Abril de 1974, a Revolta Activa.

Hugo José Azancot de Menezes foi médico. Foi um dos fundadores do MPLA


Site: ENTREVISTA COM CHE GUEVARA
MEIRELES
2008-04-03 12:40:32

ENTREVISTA COM CHE GUEVARA

UMA CRÍTICA MUITO DURA AOS MÉTODOS DO MPLA

Ao saber da conversa ocorrida em Acra (Ghana), Lúcio Lara reagiu: « Os cubanos falam de mais»

HUGO AZANCOT DE MENEZES

Longe de mim a pretensão de ter feito história ou de escrevê-la.
Contudo, vivi factos que envolvem, também , outros protagonistas.
Alguns, figuras ilustres. Outros, gente humilde, sem nome e sem história, relacionados, apesar de tudo, com períodos inolvidáveis das nossas vidas.
Alguns destes factos , ainda que de fraca relevância, podem ter interesse, como « entrelinhas da História», para ajudar a compreender situações controversas.
Conheci Ernesto Che Guevara em Acra , em 1964, e comprometi - me a não publicar alguns temas abordados na entrevista que tive o privilégio de lhe fazer como « repórter» do jornal Faúlha.

Já se passaram mais de 30 anos. O contexto actual é outro.
Pela primeira vez os revelo, na certeza de que já não é o quebrar de um compromisso, nem a profanação de uma imagem que no
A entrevista realizou-se na residência do embaixador de Cuba em Acra , Armando Entralgo González, que nos distinguiu com a sua presença.
Ali estava Che…
A sua tez muito pálida contrastava com o verde - escuro da farda.
As botas negras, impecavelmente limpas.
Encontrei-o em plena crise de asma, Socorria - se , amiúde, de uma bomba de borracha.
Che Guevara , deus dos ateus, dos espoliados e dos explorados do terceiro mundo, deus da guerrilha, tinha na mão uma bomba, não para destruir mas para se tratar… de falta de ar. Aspirava as bombadas, dando sempre mostras de um grande auto -domínio.
Fora-me solicitado que submetesse o questionário à sua prévia apreciação - e assim o fiz.
Uma das questões dizia respeito à cultura da cana - de - açúcar em Cuba.
Como encarava ele a aparente contradição de combater teoricamente a monocultura - apanágio dos sistemas de exploração colonial e tão típica dos sistemas de exploração colonial e tão típica do subdesenvolvimento - ao mesmo tempo que fomentava, ao extremo, a cultura da cana e a produção de açúcar - mono -produto de que Cuba se tornaria, afinal, cada vez mais dependente?
Outro tema que nos preocupava, a nós , africanos, era o papel dos cidadãos cubanos de origem africana na revolução cubana e a fraca representação deles nos órgãos de direcção dos país e do partido, os quais tinham proscrito qualquer discriminação racial.
Não constituiria o comandante Juan D’Almeida - único afro - cubano na direcção do partido - uma excepção?
Entretanto, a crise de asma agudizava-se , o que nem a mim me dava o à - vontade requerido nem, obviamente, ao meu interlocutor a disposição necessária para o diálogo.
Insistiu para que eu o iniciasse. Ao responder - lhe que não me sentia á vontade para fazê-lo, em virtude de seu estado, disse - me em tom provocante e com certa ironia :« Vejo que você é um jornalista muito tímido.»

No mesmo tom lhe respondi, que não me tinha pronunciado como jornalista, mas como médico .« Comandante, as suas condições não lhe permitem dar qualquer entrevista», disse-lhe eu.
Olhando-me , meio surpreso e sempre irónico, replicou: « Companheiro, eu não falo como doente, também falo como médico.
Em meu entender, estou em condições de dar a entrevista.»
Mas a crise de asma não melhorava, tornando impossível o diálogo. Foi necessário adiá-lo.
Reencontrámo-nos dias depois. Estava, então, quase eufórico. Referindo-se á atitude dos cidadãos cubanos de origem africana, à sua fraca participação na revolução, disse não gostar de se referir á origem ou à raça dos homens.
Apenas à espécie humana, a cidadãos, a companheiros.
Manifestei-lhe a minha total concordância. «A verdade », disse-lhe eu, «é que a revolução cubana tinha suscitado em todos nós , africanos, uma enorme expectativa, muita esperança, pois que, pela primeira vez, assistia-mos a um processo revolucionário de cariz marxista, num país subdesenvolvido e eis - colonial , tendo, lado a lado, cidadãos de origem europeia e africana, e onde a discriminação racial tinha sido, e ainda era, tão notório.»
Cuba seria pois, para nós, africanos, um teste. Seguíamos atentamente a sua evolução e queríamos ver como seria resolvido este problema.
Muitos, em África, mostravam-se cépticos. Mais do que interesse, da nossa parte existia ansiedade.
Segundo Che Guevara , a população de origem africana, a principio, não participava no processo. Via-o com uma certa indiferença, como mais uma luta…
«deles». Mas a desconfiança estava a desaparecer, era cada vez maior a adesão, á medida que iam constatando que este processo era totalmente diferente daqueles que o precederam. Que era um processo para todos.
Che Guevara acabava de chegar do Congo - Brazzaville.Visitara as bases do MPLA em Cabinda (de facto, na zona fronteiriça Congo/ Brazzaville /Cabinda) .
Pedi - lhe que me desse as impressões da sua visita. Che não era um diplomata, mas um guerrilheiro, e foi directamente à questão:
« O MPLA tem ao seu dispor condições de luta excepcionais.
Quem nos dera a nós que, durante a guerrilha, em Cuba, tivéssemos algo comparável. Mas estas condições não estão a ser devidamente aproveitadas, exploradas …
O MPLA não luta, não procura o inimigo , não ataca…
O inimigo deve ser procurado, deve ser fustigado, deve ser perseguido, mesmo no banho. Agostinho Neto está a utilizar a luta armada apenas como mero instrumento de pressão política.»
Dei parte da conversa a Agostinho Neto. Não reagiu. Tal como a Lúcio Lara, que me respondeu:
« Os cubanos falam demais.»
Mas Che falava verdade. Durante vários anos, na minha qualidade de responsável dos serviços de assistência médica da 2º região político - militar do MPLA (Cabinda ) , fui disso testemunha a cada passo.
Aí e assim , como contestação a esta e outras situações idênticas, surgiria dentro do movimento, antes de Abril de 1974, a Revolta Activa.

Hugo José Azancot de Menezes foi médico. Foi um dos fundadores do MPLA


Site: ENTREVISTA COM CHE GUEVARA

2008-04-02 11:37:10

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

UMA CRÍTICA MUITO DURA AOS MÉTODOS DO MPLA

Ao saber da conversa ocorrida em Acra (Ghana), Lúcio Lara reagiu: « Os cubanos falam de mais»

HUGO AZANCOT DE MENEZES

Longe de mim a pretensão de ter feito história ou de escrevê-la.
Contudo, vivi factos que envolvem, também , outros protagonistas.
Alguns, figuras ilustres. Outros, gente humilde, sem nome e sem história, relacionados, apesar de tudo, com períodos inolvidáveis das nossas vidas.
Alguns destes factos , ainda que de fraca relevância, podem ter interesse, como « entrelinhas da História», para ajudar a compreender situações controversas.
Conheci Ernesto Che Guevara em Acra , em 1964, e comprometi - me a não publicar alguns temas abordados na entrevista que tive o privilégio de lhe fazer como « repórter» do jornal Faúlha.

Já se passaram mais de 30 anos. O contexto actual é outro.
Pela primeira vez os revelo, na certeza de que já não é o quebrar de um compromisso, nem a profanação de uma imagem que no
A entrevista realizou-se na residência do embaixador de Cuba em Acra , Armando Entralgo González, que nos distinguiu com a sua presença.
Ali estava Che…
A sua tez muito pálida contrastava com o verde - escuro da farda.
As botas negras, impecavelmente limpas.
Encontrei-o em plena crise de asma, Socorria - se , amiúde, de uma bomba de borracha.
Che Guevara , deus dos ateus, dos espoliados e dos explorados do terceiro mundo, deus da guerrilha, tinha na mão uma bomba, não para destruir mas para se tratar… de falta de ar. Aspirava as bombadas, dando sempre mostras de um grande auto -domínio.
Fora-me solicitado que submetesse o questionário à sua prévia apreciação - e assim o fiz.
Uma das questões dizia respeito à cultura da cana - de - açúcar em Cuba.
Como encarava ele a aparente contradição de combater teoricamente a monocultura - apanágio dos sistemas de exploração colonial e tão típica dos sistemas de exploração colonial e tão típica do subdesenvolvimento - ao mesmo tempo que fomentava, ao extremo, a cultura da cana e a produção de açúcar - mono -produto de que Cuba se tornaria, afinal, cada vez mais dependente?
Outro tema que nos preocupava, a nós , africanos, era o papel dos cidadãos cubanos de origem africana na revolução cubana e a fraca representação deles nos órgãos de direcção dos país e do partido, os quais tinham proscrito qualquer discriminação racial.
Não constituiria o comandante Juan D’Almeida - único afro - cubano na direcção do partido - uma excepção?
Entretanto, a crise de asma agudizava-se , o que nem a mim me dava o à - vontade requerido nem, obviamente, ao meu interlocutor a disposição necessária para o diálogo.
Insistiu para que eu o iniciasse. Ao responder - lhe que não me sentia á vontade para fazê-lo, em virtude de seu estado, disse - me em tom provocante e com certa ironia :« Vejo que você é um jornalista muito tímido.»

No mesmo tom lhe respondi, que não me tinha pronunciado como jornalista, mas como médico .« Comandante, as suas condições não lhe permitem dar qualquer entrevista», disse-lhe eu.
Olhando-me , meio surpreso e sempre irónico, replicou: « Companheiro, eu não falo como doente, também falo como médico.
Em meu entender, estou em condições de dar a entrevista.»
Mas a crise de asma não melhorava, tornando impossível o diálogo. Foi necessário adiá-lo.
Reencontrámo-nos dias depois. Estava, então, quase eufórico. Referindo-se á atitude dos cidadãos cubanos de origem africana, à sua fraca participação na revolução, disse não gostar de se referir á origem ou à raça dos homens.
Apenas à espécie humana, a cidadãos, a companheiros.
Manifestei-lhe a minha total concordância. «A verdade », disse-lhe eu, «é que a revolução cubana tinha suscitado em todos nós , africanos, uma enorme expectativa, muita esperança, pois que, pela primeira vez, assistia-mos a um processo revolucionário de cariz marxista, num país subdesenvolvido e eis - colonial , tendo, lado a lado, cidadãos de origem europeia e africana, e onde a discriminação racial tinha sido, e ainda era, tão notório.»
Cuba seria pois, para nós, africanos, um teste. Seguíamos atentamente a sua evolução e queríamos ver como seria resolvido este problema.
Muitos, em África, mostravam-se cépticos. Mais do que interesse, da nossa parte existia ansiedade.
Segundo Che Guevara , a população de origem africana, a principio, não participava no processo. Via-o com uma certa indiferença, como mais uma luta…
«deles». Mas a desconfiança estava a desaparecer, era cada vez maior a adesão, á medida que iam constatando que este processo era totalmente diferente daqueles que o precederam. Que era um processo para todos.
Che Guevara acabava de chegar do Congo - Brazzaville.Visitara as bases do MPLA em Cabinda (de facto, na zona fronteiriça Congo/ Brazzaville /Cabinda) .
Pedi - lhe que me desse as impressões da sua visita. Che não era um diplomata, mas um guerrilheiro, e foi directamente à questão:
« O MPLA tem ao seu dispor condições de luta excepcionais.
Quem nos dera a nós que, durante a guerrilha, em Cuba, tivéssemos algo comparável. Mas estas condições não estão a ser devidamente aproveitadas, exploradas …
O MPLA não luta, não procura o inimigo , não ataca…
O inimigo deve ser procurado, deve ser fustigado, deve ser perseguido, mesmo no banho. Agostinho Neto está a utilizar a luta armada apenas como mero instrumento de pressão política.»
Dei parte da conversa a Agostinho Neto. Não reagiu. Tal como a Lúcio Lara, que me respondeu:
« Os cubanos falam demais.»
Mas Che falava verdade. Durante vários anos, na minha qualidade de responsável dos serviços de assistência médica da 2º região político - militar do MPLA (Cabinda ) , fui disso testemunha a cada passo.
Aí e assim , como contestação a esta e outras situações idênticas, surgiria dentro do movimento, antes de Abril de 1974, a Revolta Activa.

Hugo José Azancot de Menezes foi médico. Foi um dos fundadores do MPLA


Site: ENTREVISTA COM CHE GUEVARA
MEIRELES
2008-04-01 18:30:59

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 09 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz, Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos.

Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldina ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters.

Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

Em 1966’é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.

Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.


MEIRELES
2007-11-16 12:52:27

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Imagine, se o Brasil produzisse petróleo! O Brasil seria um país rico, dado à tantas pilantragens e safadezas por parte de certos políticos que mereciam estar atrás das grades, na Papuda, ou em qualquer Presídio outro de segurança máxima, mas tem dinheiro para contratar advogados. Nunca vi tanta roubalheira e corrupção e Polícia Federal prendendo empresários e comerciantes malandros igual agora. É o fim dos tempos!


Harlei Cursino Vieira
2007-06-22 21:11:02

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

São Tomé e Príncipe/África/Brasil/América Latina...
Países explorados e a mercê do jogo geopolítico do capital..
é complicado analisar uma sociedade que tem em sua historicidade a aculturação imposta por um imperialismo sufocante e rica de explicações "convincentes"..
as metamorfoses espaciais destes países estao condicionadas aos interesses do mercado "internacional" (vinculados ao interesses de países "desenvolvidos"), se analisarmos a geohistória percebemos conflitos construídos para desestabilização de uma nação que não atenderam ou nao atendem a uma necessidade capitalista.
é dificil exigir destes países explorados a atuação coerente à suas riquezas naturais, pois todo processo de nascimento destes como nação tiveram a interferência de "verdades" alheias à realidade desta nação.
uma minoria que conhece o verdadeiro processo não conseguem se manifestar para a massa, esta por sua vez é alienada ao processo...entao acho complicado aceitar alguns comentarios feitos aqui...
não é fácil analisar uma naçao que tem suas bases política e econômica construídas por mentiras imperialistas...
analisem o Brasil, observem o quadro político...


Ana Paula de Castro
2006-10-22 19:35:38

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

PEÇO A AJUDA DOSCOLEGAS INTERNALTAS PARA SALDAR MINHAS DIVIDAS QUE HOJEM PASSAM DE 8 MIL REAIS, CASO VOCE QUE TENHA ALGUM DINHEIRO SOBRANDO E PUDER ME AJUDAR TE AGRADEÇO FAREI O QUE FOR POSSIVEL PARA LHE AJUDAR COM MINHAS HABILIDADES OS INTERESSADOS PODERAO DEPOSITAR NO BANCO ITAU AGENCIA 2947 CONTA CORRENTE 08288-5 EM NOME DE WILSON SANTANA DA SILVA. QUE DEUS LHE ABENÇOU DE CORAÇAO PODE SER QUALQUER VALOR ATE MENOS DE R$ 1,00 (UM REAL) NAO IMPORTA O QUANTO.


wilson
2006-10-20 00:35:40

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Para quem conhece a África sabe que esses fatos não representam novidade. Novidade é existir petróleo em São Tomé! Mas para um efeito minimizador do caos que se instalará concordo com o o que escreveu H S Nunes, pois já vimos o que aconteceu em outros países africanos.


PHRD
2006-10-16 15:54:17

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Como pode o homem ser tão imbécil, burro e egoísta? Diante de tanta desigualdade uma pergunta, onde está o verdadeiro TERRORISMO?


Gladstone Freitas
2006-10-16 15:54:05

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Interessante o artigo do mundo diplomático de alguns erros típicos de quem passa por usn dias num país e já escreve sobre ele. Dá uma visão geral e reflete a preocupação com os destinos do petrôleo, considerando o governo corrupto existente no país. Li os comentários e dois deles chamaram a minha atenção: o de HS Nunes e o de Beatriz. Nunes coloca muito bem que a ONU deveria desempenhar um papel primordial neste momento. Acontece que a ONU não interfere nos assuntos internos de cada país, isto é, quando não estão em jogo os interesses de certos grupos. Outro ponto: o que é São Tomé e Príncipe para o mundo? Beatriz, apesar de não entender a África, consegue vislumbrar que recebe muito dinheiro, tem muita riqueza natural e alguns africanos delapidam toda riqueza em detrimento à maioria da população dos países desse continente. É verdade que recebem muito dinheiro, mas também é verdade que a maioria deste dinheiro regressa aos países de origem, forma legal ou corrupta. Os bons moços que dão o dinheiro, recebem-no de volta de diferentes formas e levam África projetos de que se assemelham ao artigo aí escrito: visão geral sem particularidades determinantes. Agora a merda de pensamento sem vergonha não vem de África porque os africanos e seus descendentes no Brasil nunca estiveram no poder e muito menos próximo deles, apesar de alguns alegarem possível pé na cozinha quando lhes convém. A merda tem outra origem, desde o estado cartorial herdado a grupos mafiosos orundos de lugares conhecidos. Este DNA tem como ser identificado, mas para quê? Entendo a sua frustração com os problemas do Brasil que são grandes, apesar das grandes potencialidades. No dia 29 podes ajudar de uma forma ou de outra.


Diogenes Aguiar
2006-10-16 15:54:05

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

É lamentável que um povo não tenha o direito de receber através de contratos justos e transparentes pela exploração de suas reservas naturais. Ainda mais mais tratando-se de um historicamento sofrido. devemos cobrar da ONU ações que facilitem as negociações para minimizar o sofrimento desse povo. A ONU não pode aceitar que grupos estrangeiros explorem por meio de contratos fraudulentos a riqueza e a dignidade desse povo.


Domingos Salles
2006-10-16 15:39:41

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Em princípio, concordo com o comentário da Beatriz.Não fosse pelos descuidos ortográficos seria perfeito.
Egério.


Egério
2006-10-16 14:46:01

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Eu não entendo a África.Tem tanta riqueza natural, tanto dinheiro indo para lá e ao contrário do que todos falam, (concordo que tem muito estrangeiro sem vergonha pilhando-os) pessoas do próprio povo, se enriquecem um pouco, se esquecem da sua própria origem e passam à sacrificar os seus próprios irmãos. Até parece que sendo ricos, eles não continuarão sendo os Africanos fora de lá. Acho que essa merda de pensamento sem vergonha é que o Brasil herdou durante a vinda dos escravos para cá. Pois, é assim que muitos de nossos políticos nitidamente pensam. Parece que eles acham que se forem bem ricos, roubarem bastante serão "europeus". Ó gente incalta, será que eles não sabem que DNA é imutável! Como diz um amigo meu, "Cara nascí no Brasil filho de pais brasileiros, isso não dá para mudar, se esse país é uma merda cheia de corrupção, eu sou filho dessa merda por mais rico que seja e metido à Estrangeiro", até parece que os xenófobos europeus e americanos falarão melhor de alguém "por trás" se este for rico mas, vindo de um país com alto índice de corrupção e ignorância como acontece no Brasil. Quem discorda, me diga sinceramente, quando você vê alguém/algum lugar em estremo estado de miséria e vc quer comparar a situação desta pessoa/deste local, você faz uma comparação com que lugar? Vc faria com a Áfica, não? Pode mentir, mas, duvido que não. Agora se você vê um lugar/pessoa, próspero, avançado, vc compara com que local? Se me disser Nigéria, África do Sul, me desculpe, vc é mentiroso. Com certeza vc vai dizer Europa, Estados Unidos. É isso que eu digo, esse pessoal que rouba os próprios países, dão um tiro no pé. Pois, eles podem ser ricos, milionários, bilhardários, mas, serão sempre lembrados por serem de um país tal, aquele país miserável, como os notíciários internacionais costumam rotular os países nos quais a população não tem acesso à nada e a infra estrutura é péssima.(Não me diga que vc pensou na Bósnia?)


Beatriz
2006-10-16 14:17:11

São Tomé e Príncipe: o azar da mentalidade tacanha

Eu não entendo a África.Tem tanta riqueza natural, tanto dinheiro indo para lá e ao contrário do que todos falam, (concordo que tem muito estrangeiro sem vergonha pilhando-os) pessoas do próprio povo, se enriquecem um pouco, se esquecem da sua própria origem e passam à sacrificar os seus próprios irmãos. Até parece que sendo ricos, eles não continuarão sendo os Africanos fora de lá. Acho que essa merda de pensamento sem vergonha é que o Brasil herdou durante a vinda dos escravos para cá. Pois, é assim que muitos de nossos políticos nitidamente pensam. Parece que eles acham que se forem bem ricos, roubarem bastante serão "europeus". Ó gente incalta, será que eles não sabem que DNA é imutável! Como diz um amigo meu, "Cara nascí no Brasil filho de pais brasileiros, isso não dá para mudar, se esse país é uma merda cheia de corrupção, eu sou filho dessa merda por mais rico que seja e metido à Estrangeiro", até parece que os xenófobos europeus e americanos falarão melhor de alguém "por trás" se este for rico mas, vindo de um país com alto índice de corrupção e ignorância como acontece no Brasil. Quem discorda, me diga sinceramente, quando você vê alguém/algum lugar em estremo estado de miséria e vc quer comparar a situação desta pessoa/deste local, você faz uma comparação com que lugar? Vc faria com a Áfica, não? Pode mentir, mas, duvido que não. Agora se você vê um lugar/pessoa, próspero, avançado, vc compara com que local? Se me disser Nigéria, África do Sul, me desculpe, vc é mentiroso. Com certeza vc vai dizer Europa, Estados Unidos. É isso que eu digo, esse pessoal que rouba os próprios países, dão um tiro no pé. Pois, eles podem ser ricos, milionários, bilhardários, mas, serão sempre lembrados por serem de um país tal, aquele país miserável, como os notíciários internacionais costumam rotular os países nos quais a população não tem acesso à nada e a infra estrutura é péssima.(Não me diga que vc pensou na Bósnia?)


Beatriz
2006-10-16 14:11:55

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Sem comentário o título= azar do petroleo-O azar é da África que não se levantou da colonização bárbara dos chamados cristãos e mercenários. Só 10 caracteres, paro por aqui. Pergunto= o mundo faz sentido?? helion verri.


Site: São Tomé e Principe:o azar do petroleo ?
helion verri
2006-10-16 13:49:09

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

O azar não é o petroleo. O azar é um povo deixar a uma pessoa estrangeira fazer um discurso perante a de outro País, in casu, EUA. Quanto mais os lideres não se entenderem melhor para os dominadores. A tática é dividir para governar. Isso é uma vergonha. Quando que a África ficará livre dos parasitas, supostamente protetores de politicas sujas. E a ONU que faz? Conselho de Segurança para aquela região não interessa... melhor é reunir para combater a Coréia do Norte. Isto aqui é uma vergonha... por uma África livre e desenvolvida. Pergunto= esse mundo faz sentido??? - desencantado.


Site: São Tomé e Principe:o azar do petroleo ?
helion verri
2006-10-16 13:42:49

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Creio que o Antônio Daniel equivoca-se quanto diz que aqui só falta a pilhagem. Ela ocorre desde o descobrimento! O que ficamos sabendo é pouquíssimo em relação ao assalto. Os donos dos negócios, inclusive o negócio democrático, estão de olho em qualquer atividade nascente para tomá-la de assalto.


clovis de oliveira
2006-10-16 11:32:08

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

O que diria o poeta sãotomense Francisco José Tenreiro sobre os "gritos agudos da azagaia"? Por isso esperem só para ver a resposta do povo!


Murilo da Costa
2006-10-16 07:52:16

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Concordo com a opinião de H S Nunes, acima, quanto ao papel da ONU em situações como a de São Tomé e Príncipe, que tem semelhança com a do Timor Leste (também pressionado por Austrália e China, em razão do petróleo em suas águas).Também seria oportuna a intervenção do Brasil e de Angola (embora partes interessadas) via Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para apoiar o povo santomense. Por fim um reparo ao artigo: São Tomé e Príncipe tem 964 km2, contra apenas 465 km2 de Andorra.


Marcio Almeida
2006-10-16 03:47:53

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Petróleo, ouro, prata, diamantes etc. Ter um solo rico em recursos naturais será realmente uma dádiva? Onde quer que a riqueza já esteja pronta na natureza, ao invés de ter de se trabalhar para produzi-la, o homem sempre vai tentar se apoderar dela, infelizmente.


Red skin
2006-10-16 03:26:17

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Falta gente com conhecimento nesse assunto. Essa reserva não foi comprovada, não é provada e, portanto, não existe. É mero fruto de expectativas, que estão longe de se tornar realidade. Penso que as pessoas que fazem afirmações sobre estes volumes deveriam ser responsabilizadas por criar falsas expectativas num país tão carente.



2006-10-16 02:52:57

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

É neste momento, diante de situações como esta(risco iminemte de beligerância), que a ONU, enquanto forum internacional privilegiado, deveria reivindicar para si o papel de árbitro, e, uma vez ouvidas as partes interessadas, os organismos internacionais afetados e, principalmente, a população do país, forçar, até mesmo com o uso das prerrogativas do seu Conselho de Segurança, a adoção das medidas advindas como resultado de sua intervenção.


Site: São Tomé e Príncipe : o azar do petróleo
H S Nunes
2006-10-16 02:05:12

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Lamentável. Fico pensando no Brasil, com o anúncio de autosuficiência. Será que já não muita gente de olho nisso? Aqui já tem de tudo: Só falta pilhagem.


Antonio Daniel
2006-10-16 01:57:54

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

A rapacidade internacional espalha a corrupção e o povo miserável vê escorrer entre seus dedos a riqueza negra que poderia gerar sua independência econômica e bem estar, antes explorada por um Sadam deposto e os aiatolás iranianos. Agora, vale tudo! É triste, não só um azar! E há quem deblatere contra Evo Morales!


Flávio Di Pilla
2006-10-16 00:57:38

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

É lamentavel como é atropelado a soberania de uma nação.


Site: São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo
José Carlos Miceli
2006-10-11 22:18:21

São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo

Onde tem a riqueza do petroleo temos a exploração acirrada do homem pelo homem. Não existe paz regional onde jorra o ouro negro.


antonio
2006-10-11 14:40:41

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