Jornalismo Crítico | Biblioteca e Edição Brasileira | Copyleft | Contato | Participe! |
Uma iniciativa


Rede Social


Edição francesa


» Le capitalisme à l'assaut du sommeil

» Feu le citoyen ?

» La guerre des chaînes d'information

» Deux nouveaux gendarmes : l'Iran et l'Afrique du Sud

» Le devoir de paresse

» Ainsi nos jours sont comptés

» Au Brésil, des collectionneurs d'art très courtisés

» Fantômes russes dans l'isoloir ukrainien

» Bernard Madoff, à la barbe des régulateurs de la finance

» Les famines coloniales, génocide oublié


Edição em inglês


» How green is burning trees?

» Rojava's suspended future

» Biden's Middle East challenges

» April: the longer view

» Africa's oil-rich national parks

» Montenegro's path to independence

» Japan's bureaucrats feel the pain

» Who's who in North Africa

» Being Kabyle in France

» Who wins in Chile's new constitution?


Edição portuguesa


» "Catarina e a beleza de matar fascistas": o teatro a pensar a política

» Edição de Abril de 2021

» A liberdade a sério está para lá do liberalismo

» Viva o «risco sistémico!»

» Pandemia, sociedade e SNS: superar o pesadelo, preparar o amanhecer

» A maior mentira do fim do século XX

» Como combater a promoção da irracionalidade?

» A Comuna de Paris nas paredes

» Como Donald Trump e os "media" arruinaram a vida pública

» Edição de Março de 2021


Comentários sobre esse texto:

Clarice Lispector: uma escrita indigesta

Um ponto, ao menos, Helena acerta. De fato, entendo mais de Noel do que de Clarice. De resto, sua leitura apressada mostra-se já no comentário mal revisado e, sobretudo, na arte de ver fumaça onde não há fogo.

Em nenhum momento se fala, propriamente, em “escrita feminina”. O foco está em “escrita indigesta”, como já o título deveria sugerir. É a partir dessa idéia que se vai, aí sim, passar por um clichê da crítica sobre a autora. Crítica literária se faz e avança no debate com chavões, os quais, queira-se ou não, geram sentidos. O nó é que, em geral, enxergamos lugares-comuns apenas nos outros. Helena, por exemplo, talvez não se dê conta dos muitos socorros psicanalíticos que tenta mobilizar em apenas 10 linhas. Gesto que, aliás, configura outro chavão do interesse acerca de Clarice.

Algumas das contradições de Helena são divertidas, descortinam a leitora cheia de verdade e apaixonada pela escritora: 1) como posso estar em cima do muro e ao mesmo tempo deixar “claro que não aprecio a escrita” de Clarice? 2) como exigir do crítico maior interesse sobre literatura quando só se pensa em questões para lá do texto, tais como “âmago histérico”? 3) como acusar alguém de fazer “gracinha” e empregar uma linguagem histriônica, com direito a “rame-rame” e “o moço”?

No mais, uma leitura menos armada talvez afastasse a falta de sentido. A escrita indigesta de Clarice Lispector é forte o suficiente para dispensar defesas dessa espécie.

Pedro Marques.


Pedro Marques
2007-11-19 03:31:29

Clarice Lispector: uma escrita indigesta

Não entendi o sentido do artigo. Não sai do rame-rame de que Clarice seja uma escritora indigesta. O autor fica em cima do muro quando está claro que não aprecia a escrita dela e apenas a elenca como uma mulher que inconscientemente defendeu seu espaço na literatura...e o que é pior: cai no chavão da "escrita feminina", se é que há uma. Prova disso é que o artigo só destaca temas reletivos ao "âmago histérico" da mulher: seu papel de dona-de-casa e mãe. O moço deveria ficar com suas elucubrações acerca de Noel, parece enteder mais de música do que de literatura. Quis fazer gracinha e não avançou em nada a discussão.


Helena de Tróia
2007-11-13 11:17:23

BUSCA

» por tema
» por país
» por autor
» no diplô Brasil

BOLETIM

Clique aqui para receber as atualizações do site.