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Comentários sobre esse texto:

Mil vezes favela

acho que canudos é sempre atualizado no Brasil e este artigo é bem vindo,embora o texto contenha imprecisões.Parabens


marcela
2008-07-21 05:47:19

Mil vezes favela

Correção do comentário abaixo, na citação de Marx leia "No campo da Economia Política" ao invés de Economias.


Site: http://diplo.uol.com.br/forum2480
Henrique
2008-07-16 19:55:18

Mil vezes favela

Ao ler as críticas conservadoras deste excelente artigo de Alexandre Machado Rosa, percebemos o quanto ainda nos falta trilhar no caminho do esclarecimento, não apenas brasileiro, mas mundial mesmo. Não podemos esquecer que Edir Macedo ganha mais dinheiro nos EUA do que no Brasil. Acredito que a chave da questão esteja na falta de exemplos de um mundo melhor. Falar para um indivíduo que assiste regularmente a programação das televisões comerciais brasileiras (de forma acrítica) sobre consumismo, destruição da natureza, desemprego crônico, enfim, sobre as violências invisíveis, não atuará como um estímulo provocador, mas ao contrário, irá provocar uma reação defensiva, que nada mais é que o resultado da manipulação dos meios de comunicação de massa. A criação de sociedades alternativas, que promovam intensamente atividades culturais, talvez possa obter resultados mais satisfatórios. Atividades como teatro, música, círculos culturais freirianos, e, evidentemente, trabalho cooperativo. Um exemplo de um ambiente prazeroso e desalienante, pois para aqueles que já foram separados do raciocínio crítico pelo fascínio do luxo, talvez seja tarde demais. “No campo da Economias Política, a livre pesquisa científica depara-se não só com o mesmo inimigo que em todos os outros campos. A natureza peculiar do material que ela aborda chama ao campo de batalha as paixões mais violentas, mesquinhas e odiosas do coração humano, as fúrias do interesse privado.” (Karl Marx, prefácio da primeira edição de O Capital, tradução de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. São Paulo: Nova Cultural, 1985.)


Site: http://diplo.uol.com.br/forum2480
Henrique
2008-07-16 19:10:29

Mil vezes favela

Trata-se de mais um “textinho” para agradar a professora no final do curso, feito por quem não tem a menor noção do que é uma favela do Rio de Janeiro nos dias de hoje.
Se o autor escrevesse apenas sobre a origem da favela, seria bem melhor! Mas essa tentativa de correlacionar “alhos” com “planetas” foi terrível!

Eu já estava prevendo isso... Que “estudiosos”, PhD, e demais “intelectuais de apartamento” iriam tagarelar sobre a violência, inspirados no episódio da favela Providência. Como sempre, as Instituições que trabalham para, pelo menos, tentar dar um pouco de paz ao cidadão, são atacadas!

Pelo amor de Deus, chega de tantas “conversinhas pra boi dormir”.
Mas a pior parte do “artigo” é a que diz: “...que é realizado pelo Bope com os caveirões nas favelas cariocas, ou a Rota, na periferia de São Paulo, que executam diariamente dezenas de jovens negros e pobres...”

Sugiro ao autor morar durante um bom tempo numa favela do Rio de Janeiro, para ver o que realmente acontece por aquelas bandas...


Le Jazz
2008-07-15 04:58:46

O tráfico é o invasor, não o Estado

Lindo texto, mas peca no quesito verdade. Os morros estão muito longe de serem Canudos. Não podemos esquecer que os jovens foram executados por uma facção criminosa que era rival da facção à qual eles pertenciam, e o exército usou os jovens como moeda de troca nas relações entre o exército estrangeiro em terra inimiga. O Estado Democrático é estrangeiro na terra dos traficantes. É preciso esclarecer que o tráfico de drogas apenas conseguiu se apossar das favelas e periferias e se organizar nos moldes de um partido político (tendo, porém, por inspiração, não uma causa, mas um interesse lucrativo, a droga), porque os governos de direita entendem que os pobres não merecem o funcionamento dos aparelhos estatais. Mas não pensem as esquerdas que elas estão livres dessa: foi precisamente o contato das guerrilhas de esquerda com criminosos das favelas que gerou o Comando Vermelho nos anos 80. Hoje, a esquerda, nos mesmos moldes da direita, entende que o aparelho estatal não deve agir nos morros, porque os favelados não se associam com a autoridade estatal, pois criaram normas próprias que devem ser respeitadas. Então, deveríamos nos perguntar: que normas são essas? Normas impostas pelo tráfico com anuência de populações famigeradas? Parece-me que, diante dos fatos, a parcela menos favorecida da sociedade prefere as leis dos bandoleiros, e não as leis do Estado, simplesmente porque este está ausente. As próprias canções populares idolatram os bandidos "homem mau vira bom quando paga o gás e a luz". A partir daí se entende porque a comunidade do Morro da Providência desceu para as praias e depredou tudo o que encontrou pela frente (sabendo, é claro, que não poderiam ser rechaçados pela polícia,pois isto levaria ao entendimento de que o Estado é autoritário). Ora, isto é muito interessante: em lugar de subir o morro e pegar os traficantes que efetivamente executaram os jovens, a comunidade, inflamada talvez pelo grupo criminoso ao qual pertenciam os jovens executados, desceu o morro, descontando sua ira em cidadãos que nada tinham a ver com esses eventos. Certo, certo, virá a esquerda dizer "mas são os burgueses que criaram essa situação calamitosa", e eu respondo: ok,ok, então os burgueses também têm o direito de mandar a polícia subir o morro e mandar bala nos criminosos que os assaltam nas praias, combinado? Cada um defende o seu e ninguém enxerga que somos um só povo. Este é o problema central: os traficantes têm um tal poder sobre o Rio de Janeiro e sobre o imaginário popular, que todos estão caindo de pau em cima dos militares responsáveis pela entrega dos jovens à facção criminosa rival, porém, para espanto meu, ninguém está correndo atrás dos traficantes que efetivamente torturaram e executaram os rapazes. Ou seja: os fardados devem pagar o dobro, e os traficantes devem sair ilesos, porque, para as comunidades do Morro da Providência, eles são os verdadeiros paternalistas, os grandes salvadores da humanidade: por isso a comunidade atacou o quartel do exército, e nada fez contra os criminosos que possuem o morro. A burguesia também apóia esse comportamento: é a ralé "extravazando sua opressão". Estão todos de parabéns pela excelente lição de cinismo e egoísmo. Direita e esquerda, pobres e ricos, poetas e iletrados, todos estão de acordo sobre um mesmo ponto: vacilou, tem que morrer! Vamos ver quem consegue me provar o contrário, mas, aviso, já sei que ambas as linhas dirão: fascista! E eu já respondo: eu não sei vocês, mas eu não ando nem com traficantes nem com fardados: ao contrário, tento driblar ambas as forças do Mal. Não vou defender quem vive de matar os outros. Não há Canudos no Morro da Providência: se há algum invasor ali, esse invasor se chama Traficante.



2008-07-08 20:38:18

Mil vezes favela

Posso até estar desinformado, mas tomo a liberdade de discordar de algumas questões do artigo. As obras do Senador Marcelo Crivela foram realizadas em ano eleitoral. Por mais boa intenção que ele tenha, se não me falha a memória, ele é pré-candidato a Prefeitura do Rio. O que, por si só, já se levanta dúvidas sobre o caráter das obras. Não acredito que a mídia procure esvaziar os sinais de exclusão social do caso. Pelo menos não toda a imprensa. Segundo o jornal EXTRA, (infelizmente não lembro a data correta) ironicamente, o irmão de um dos rapazes executados almoçava, tomava banho, jogava futebol e tinha aulas de informática dentro de um quartel do próprio Exército, que fica próximo à comunidade da Providência. Não acho que a mídia tenha partidarizado o episódio se o próprio Marcelo Crivela lança dúvidas ao realizar tal obra no mesmo ano de campanha eleitoral. E pelo que soube através dos noticiários (posso estar errado) o próprio senador pediu o Exército na comunidade e o pedido dele foi aceito.

O crime que envolveu os militares no Rio dá a impressão de que as Forças Armadas (ou pelo menos o Exército) está tendo uma espécie de crise disciplinar. Como um oficial, desacata a ordem de um superior, e ainda se vale de traficantes para “dar um susto” em três civis? Será que o responsável direto pelo crime não conhece a atual situação da cidade, onde as polícias tem um aparato digno de Forças Armadas e os marginais possuem armamentos de guerra, inclusive desviados do próprio Exército Brasileiro? Para bom entendedor, meia palavra já basta.


leonardo
2008-07-06 05:29:24

Mil vezes favela

Os proprios favelados discriminam as pessoas.Seria uma forma de se vingar da vergonha q passaram?
Estou cansada de pagar bolsa familia,de educar malandro que só pensa em sexo,drogas e matar...Eles são os proprios racistas.


aline melancia kk
2008-07-04 15:36:23

Mil vezes favela

É muito mais que um artigo! .
É um ensaio sobre a violência urbana contemporânea!
O autor não só nos informa o terrível fato ,entre tantos outros de violência do Estado contra determinada parcela da sociedade, como também, nos remete a fatos históricos relevantes que determinaram o aparecimento da favela,onde se repetem com todos os componentes e atores sociais, igualmente perversos.
Isso tudo em um texto considerado curto e de fácil leitura.
Ou seja, de fácil acesso a cidadãos comuns!

Essa habilidade textual comunicativa ,digamos,dialética de ir e vir em tempos históricos diferentes ,para promover a interpretação de um fato contemporâneo, empodera e mobiliza os leitores a ampliarem as interpretações sobre a realidade e a buscarem mudanças sociais e institucionais com mais convicção.
Em minha opinião ,essa deveria ser a função social da mídia no Brasil !
Parabéns ,Alexandre pela consistência e densidade de seu artigo !
Regina Inês Villas Bôas Estima,pesquisadora do Cenpec


Regina Estima
2008-07-01 20:14:17

Mil vezes favela

Foi o primeiro artigo seu que li e gostei muito. Uma análise crítica de primeira com respaldo social e histórico. COmo você bem observou, a fratricida guerra de Canudos deixou a sua marca na República - então aristocrática e ainda aristocrática-, as favelas que os governos elitistas não conseguiram esconder debaixo d’ água.
Permitir que os pobres sejam tratados com violência, enquanto a classe média é convidada a comparecer à delegacia, é realmente um apartheid social inadmissível numa sociedade que se pretende democrática e que tem por fundamento o princípio da... igualdade. Faltam Euclides da Cunha no Brasil atual. Militar, engenheiro e aristocrata, esse grande jornalista e escritor revolucionou-se e permitiu que o Brasil conhecesse um pouco mais das suas feridas que não cicatrizaram com o tempo.


Cyro
2008-07-01 17:17:33

Mil vezes favela

Alexandre, conhecendo vc como acadêmico, vejo que tens muito a contribuir com a sociedade a partir de sua visão crítica. Destaco sua capacidade de relatar sinteticamente momentos da história, que de certo modo todos fazemos parte, apresentando a vida de pessoas que resistiram a um dado momento de embate político, dando assim, vida ao teu texto. Mesmo sendo, infelizmente, um texto que traça um paralelo com a morte de 3 jovens e o passado/presente de história violenta do Brasil que, ao meu ver, dificilmente superará a disputa por território para sobrevivência social. Abç, Patrícia do Prado.


Patrícia do Prado
2008-07-01 16:19:46

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